
08/12/2009
Ponto. Parágrafo.
As palavras vêm e vão. Por um tempo, foram-se. Por um tempo, quem não vai? Para qualquer lugar. Para muitos lugares. Lugar nenhum, quando em vez. As palavras, desobedientes como são, andaram à solta, desimportando da gramática das idéias e percepções das coisas por aí. Dicionarizadas, elas não se compunham. Emocionalmente falando, sabe! Pouco me lixei, enquanto desinteressado compositor de sentidos insensível a mim mesmo. Pois eis que senão quando me deparo com um ponto. Eu. Quer dizer: inevitavelmente. E um ponto é um ponto sempre ponto em todas as direções. Senão não seria. Um ponto. Um em ponto. Daí, ir para onde? As palavras, ou vêm, ou vão. Eu, não sei. Sei que estou em movimento. Contínuo. Movimento contínuo, digo. Indo ou vindo, eu sou. Sem dúvida, a noção do ponto é o início de tudo. O ponto. É a chegada da partida. Ainda bem. Então...