|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Especiais: Marconi & Arapongagem 14/12/07 - Sexta-feira postado na categoria Análise O senador Marconi Perillo (PSDB) é considerado um gênio político. Bem, há gênios e gênios. Alguns viram mitos. Outros, enlouquecem genialmente. Sem falar que talvez o gênio não passe de genioso. Quando governador de Goiás, Marconi errava muito, tomava decisões incompreensíveis, porém sempre tinha a força da máquina, que usava para ajeitar as coisas - inclusive no que se refere à comunicação, no estilo uma versão repetida mil vezes acaba virando informação. Agora, é senador. Ex-governador, como muitos outros no Senado. E vale o que já foi escrito aqui: Marconi está brigando com Deus e todo mundo. Não vai ficar só porque sempre lhe restará o consolo dos marconistas, os mesmos que consideram que jamais poderia brigar com Deus porque no céu não há espelho. Que gênio, o delle!
14/12/07 - Sexta-feira postado na categoria Análise Ou, vale a máxima política: a esperteza come o esperto. Veja o que está hoje na página 10 do Globo: Título: "Lula se reuniu às escondidas com senador tucano" Subtítulo: "Perillo se ofereceu para ajudar a convencer os colegas do PSDB" Segue o texto, assinado por Ricardo Noblat: BRASÍLIA. Sabe o que Lula foi de fato fazer na casa do governador José Roberto Arruda (SEM), do Distrito Federal, quando se ofereceu para tomar café da manhã com ele na terça-feira? Foi se encontrar às escondidas com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Pegava mal para Perillo se reunir com Lula no Palácio da Alvorada ou em outro espaço do governo. Lula detesta Perillo. No auge do escândalo do mensalão, ele era governador de Goiás. E disse que advertira Lula sobre o esquema de compra de apoios de deputados. E que Lula nada fizera. Lula não o perdoa. Alveja-o com palavrões impublicáveis. De todo modo, viu na chance de se encontrar com ele uma maneira de tentar salvar a CPMF. Foi Perillo quem propôs o encontro. Ele se ofereceu a Lula para ajudar a convencer senadores no PSDB e votarem com o governo. Naquele mesmo dia, à tarde, no seu apartamento, em Brasília, juntou os senadores Sérgio Guerra, presidente do partido; Arthur Virgílio (AM), o líder; e Tasso Jereissati (CE) com o deputado Antonio Palocci (PT-SP) e o governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco. Ali foi combinado o que o governo ofereceria mais tarde ao PSDB - 100% da CPMF para a saúde e uma carta de Lula avalizando a oferta. O acordo deu chabu. Na sessão do Senado que terminou de madrugada, Perillo fez um dos mais contundentes discursos contra a CPMF. Bem, isso é o que está no Globo. A seguir, o que está na página de Paulo Henrique Amorim, no portal IG: Título: "Perillo traiu o PSDB, Lula e Goiás" O texto de Amorim ('Máximas e Mínimas 825'): . A assessoria do senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, confirmou ao Conversa Afiada a informação que está na página 10 do Globo de hoje: "Lula se reuniu às escondidas com senador tucano". . Preliminarmente: escondido de quem ? Da reportagem do Globo, que não soube onde estava o Presidente da República ? . Mas, vamos ao que interessa. . Segundo o Globo, Perillo propôs o encontro. . Se alguém foi escondido, foi o Senador Perillo, que sugeriu que o encontro não fosse nem no Planalto nem no Alvorada, porque "pegava mal", segundo o Globo. . Perillo se ofereceu para ajudar a convencer senadores do PSDB. . Naquele mesmo dia, à tarde, por iniciativa de Perillo, se reuniram senadores do PSDB (Tasso Jereissati, Sérgio Guerra, Arthur Virgilio Cardoso), em seu (de Perillo) apartamento em Brasília, para conversar com Antonio Palocci e o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que falavam em nome do Governo. . Ali ficou combinado que Lula apresentaria uma carta em que se comprometia a destinar 100% da CPMF àsaúde. . Não deu certo e Perillo fez um dos discursos mais veementes contra a aprovação da CPMF (aguarde o áudio). . Por que Perillo fez o discurso ? . Precisava ? . Perillo traiu três vezes: o Presidente Lula. . O PSDB, já que foi se encontrar às escondidas com o Presidente Lula. . E o mais importante: o povo de Goiás, que pensa que ele é o que diz, mas ele é o que não diz.
05/12/07 - Quarta-feira postado na categoria Análise O Diário da Manhã veio hoje com manchete no alvo: "Ou fala ou sai". A quem se referia? A Fernando Cunha, claro, que está mudo desde que surgiu essa história da arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo (PSDB) e o desmentido do governador Alcides Rodrigues (PP) de que teria pedido a Cunha, seu secretário de Governo, para avisar o senador. (AQUI, acesso ao bom material do jornal sobre o assunto hoje). Ontem, registre-se, este blog fez observações nesta mesma linha ("Arapongagem & Saint-Exupéry" - leia abaixo ou clique AQUI). O mais impressionante é a reação dos marconistas. Está claro que a estratégia de momento é tentar constranger o governador, colocando-o na situação de mau-amigo de Marconi. Pela estratégia, Alcides não pode deixar Marconi na chapada - é o que argumentam. Interessante: Alcides não pode deixar Marconi na chapada, porém Marconi pode jogar Alcides na fogueira... Ô, lógica! A declaração do deputado Nilo Resende em O Popular (só para assinantes) de hoje é um primor de mensagem subliminar. Diz ele: "Houve uma confusão com as informações. Sabemos que Fernando Cunha não mente, Marconi muito menos e Alcides não carrega a tarja preta de covarde ou ingrato." Claro, o destaque para o último trecho da frase é do blog. E o trecho merece destaque porque está claramente ali a mensagem de que ou o governador confirma o que Marconi disse e o "salva", ou então carregará a tarja preta de covarde ou ingrato - será, enfim, mau-amigo. Sustenta toda a argumentação marconista esta constatação da lavra deles, muito utilizada nos bastidores: Alcides é ingrato porque Marconi foi o único responsável por sua eleição. O único. Certo. Não se fala sobre outro ponto: e quem foi o responsável pela eleição e a reeleição de Marconi? Só ele, o Único? A aposta nos bastidores políticos é de que Fernando Cunha, mesmo constrangido, assim como ocorreu com José Carlos Siqueira (Planejamento), não pedirá para sair. E como ninguém acredita que Alcides vai pedir para ele sair... logo, conclui-se que Cunha, assim como com Sigueira, ficará o dito pelo não dito. É a aposta. Vamos ver. Bem, permitam-se a questão, já posta nesta blog: nesta altura dos fatos, alguém tem dúvida de que o tal Tempo Novo não existe mais? O vilão Outra coisa: Fernando Cunha tem que falar, sim, inclusive esclarecer quem é o mentiroso nesse imbróglio todo. Em todo caso, não é o Único vilão da história. O grande vilão da história é outro. É quem inventou tudo isso.
04/12/07 - Terça-feira postado na categoria Análise Essa história da arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo (PSDB) é muito séria. Há muito que ser explicado, há muito que ser investigado. As reações, por ora, são de espanto e desconfiança para todos os lados, como mostram as reportagens publicadas hoje nos jornais e em parte reproduzidas abaixo no blog. Uma reação chama mais a atenção: "Para mim, é fantasia", disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, sobre o caso. Há muito que ser explicado principalmente pelo secretário de Governo do Estado, Fernando Cunha (PSDB). Segundo Marconi Perillo, Cunha foi o portador da informação que recebeu em Goiás sobre a tentativa de investigação ilegal. O secretário teria dito então que falava "a pedido" do governador Alcides Rodrigues (PP). Ocorre que ontem o governador negou tudo. Falou que conversou com Fernando Cunha apenas sobre outra suposta arapongagem, esta comandada por Francisco Escórcio, ex-assessor do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Escórcio foi acusado de espionar Marconi e o também senador Demóstenes Torres (DEM), em denúncia que veio à tona no dia 6 de outubro. A pergunta que cabe a Fernando Cunha responder é: quem está mentindo - Marconi, ao usar seu 'santo' nome em vão; Alcides, ao negar tudo; ou ele próprio? Neste último caso, qual seria a mentira: a da existência da investigação ou a de que informava Marconi a pedido do governador? Hoje o que mais se ouviu nos bastidores do governo - e da oposição, doida para fomentar a discórdia no ninho alheio - foi: Fernando Cunha vai pedir demissão ou será demitido? Razões para isso: como um secretário de governo expõe o governador como origem de uma informação como esta (embora aqui caiba outra questão: quem expôs, na verdade, não foi Marconi?)? Como um secretário que é desmentido em público pelo governador pode permanecer em cargo de confiança no Estado? E, enfim... (em bom portunhol) 'por que te calas', Fernando? Chama ainda a atenção a reação do senador Marconi Perillo ao desmentido de Alcides. Disse: "Eu creio na palavra do doutor Fernando como creio na palavra dos meus pais, da minha mulher e das minhas filhas, portanto irrestritamente. Fernando Cunha é sério, íntegro, responsável, ético, leal, de elevadíssimo espírito público e jamais foi dissimulado." E: "Um homem com a idade e a história dele jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério quanto isso." Bem, ou Marconi agora crê nas palavras de Cunha ou nas do governador. Se ele crê nas palavras de Cunha, não pode crer nas palavras do governador. Permanece a questão: enfim, quem está mentindo? Porque está claro que alguém está mentindo. Se não, isso precisa ser melhor explicado. Marconi Perillo tem no currículo a lembrança inesperada, muitos tempo depois, diante do pelotão da imprensa e da possibilidade de aparecer em cadeia nacional, de uma conversa que teria tido com o presidente Lula, quando teria alertado o petista sobre negociações não republicanas que estariam (é muito condicional!) sendo feitas na base governista nacional e que depois seriam todas colocadas na sacola do escândalo do mensalão. Na época, a 'prova' apresentada por Marconi foi a informação dada pela deputada federal tucana Raquel Teixeira de que o deputado federal Sandro Mabel, do PR, a teria procurado com proposta financeira, inclusive, para mudar de partido e de lado no plano federal. A 'informação' chegou até a ser referendada por outro deputado federal tucano, Carlos Alberto Leréia, marconista de carteirinha. Leréia depois deu o dito pelo não dito. Raquel, não. Raquel sustentou a afirmação do então governador, que corria o risco de passar como mentiroso em rede nacional. Resultado: para ela - sofreu um desgaste danado e quase perdeu o mandato; para ele, Marconi - ficou de mocinho na história, como avalista da tese de que Lula sabia do mensalão e não fez nada. Tentando ver um paralelo entre esta história e a de hoje, o que se pode dizer é que Fernando Cunha pinta como o 'Leréia' da vez. O problema é que a 'Raquel' de agora não foi 'Raquel': Alcides, que deveria confirmar a versão do senador, tirou o corpo e alma da história. Óbvio: Alcides não é Raquel. E agora? Agora é aguardar as investigações, os desdobramentos e... as conseqà¼ências. Aliás, boa oportunidade para lembrar Saint-Exupéry: "Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Pois é. Volto ao post para arescentar link para o comentário sobre o mesmo assunto feito no Jornal 730 ontem à tarde. Ouça Aqui.
04/12/07 - Terça-feira postado na categoria Análise Assim como o Diário da Manhã, O Popular também fala sobre o escândalo da arapongagem e igualmente mostra o clima de divergência interna na base governista. Título da reportagem assinada por Fabiana Pulcineli: Alcides diz desconhecer espionagem; tucano reage. Resumo: "Ao tomar conhecimento das declarações do governador, Marconi Perillo afirmou que acredita nas informações passadas pelo secretário de Governo sobre as denúncias." Trecho da reportagem (a íntegra, só para assinantes): A declaração do governador Alcides Rodrigues (PP) de que não tinha conhecimento sobre esquema de espionagem contra o senador Marconi Perillo (PSDB) provocou reações entre os grupos ligados ao pepista e ao tucano. Marconi afirmou no sábado que obteve informações sobre a tentativa de investigação ilegal por meio do secretário de Governo, Fernando Cunha (PSDB), que, na ocasião, disse que falava a pedido de Alcides. Ontem, em visita à fábrica da Ambev (leia mais na página 16), em Goiânia, o governador afirmou que soube das denúncias pela imprensa e que nunca teve nenhuma informação sobre o esquema antes. Alcides disse ainda que, se a Polícia Civil goiana investigou o caso, não foi por seu pedido e nem teve informações. "Eu comentei com o Fernando Cunha apenas aquele episódio anterior, que saiu também na imprensa", disse o governador, referindo-se àsuposta tentativa do ex-assessor do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Francisco Escórcio, de espionar Marconi e o senador Demóstenes Torres (DEM), denunciada no dia 6 de outubro. Ao saber pela reportagem do POPULAR das declarações do governador, Marconi reagiu, afirmando que acredita na informação passada por Fernando Cunha. "Eu creio na palavra do doutor Fernando como creio na palavra dos meus pais, da minha mulher e das minhas filhas, portanto irrestritamente. Fernando Cunha é sério, íntegro, responsável, ético, leal, de elevadíssimo espírito público e jamais foi dissimulado", disse. "Um homem com a idade e a história dele jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério quanto isso", completou o tucano.
04/12/07 - Terça-feira postado na categoria Análise Para registro, vai abaixo o que disse o senador Marconi Perillo no domingo, 2. Chama a atenção o tom do discurso: "Outra observação que eu digo é que nenhuma força vai conseguir calar a minha voz ou modificar minha atuação parlamentar. Vou continuar sendo coerente com as minhas idéias, meus princípios, minha dignidade, com a minha honra. A minha vida é limpa e transparente como as águas do Rio das Almas, lá na nascente, em Pirenópolis." O material está no Diário da Manhã (edição de segunda-feira, 3.12.07), assinado por João Paulo Teixeira, da editoria de Política & Justiça (AQUI): Reportagem da revista Veja afirma que o presidente licenciado do Senado Federal, Renan Calheiros, teria armado esquema ilegal de investigação contra a vida pessoal do senador Marconi Perillo. No esquema - que chegou ao conhecimento do ex-governador de Goiás há um mês - os telefones do tucano teriam sido grampeados e haveria quebra de sigilo bancário, à procura de ligações societárias com as empresas Schincariol e Perdigão. A invasão de privacidade será investigada pela Polícia Federal. Em entrevista coletiva concedida ontem em seu escritório em Goiânia, o ex-governador do Estado explicou como chegou ao conhecimento dos fatos e quais são as medidas que ele deve acionar contra a investigação irregular atribuída à Polícia do Senado. Marconi ainda afirmou que, embora haja algum temor de membros do Senado, ele não muda o voto contra a Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF) e contra a permanência de Renan Calheiros na presidência. O senador também comparou seu caso ao de dossiês contra outros tucanos, que não resultaram em nada, e reafirmou as convicções éticas ensinadas a ele por Henrique Santillo. Confira abaixo alguns trechos da entrevista: Quem praticou "Adversários políticos locais, adversários do PSDB no País e, principalmente, os inimigos da democracia. Isso já aconteceu recentemente com José Serra, com Fernando Henrique, já montaram vários dossiês por aí, dossiês falsos, fajutos que depois acabam sendo revelados." Renan é o autor? "Sempre sou muito cuidadoso em relação a acusação, não quero fazer nenhum tipo de julgamento. A revista Veja chegou a esta conclusão depois de ter conversado com a polícia e espero que este assunto seja resolvido da melhor maneira possível. Os autores intelectuais e os mandantes deste crime, que contrataram estes pistoleiros de aluguel - porque são mesmo uma espécie de pistoleiros - sejam identificados e, principalmente, punidos." Movimentação "Eu só tenho uma movimentação bancária hoje, no Banco do Brasil de Goiânia. Eu tenho uma conta que não está sendo movimentada no Banco Itaú, que era a de governador, e uma na Caixa Econômica Federal, também de Goiânia, por conta de um financiamento da minha casa própria. Não movimento dinheiro em Brasília. Perdigão e Schin "A Perdigão é uma empresa composta majoritariamente, acho que quase 100%, por capital do fundo de pensão de trabalhadores aposentados. É uma empresa altamente profissional e acho que ela vai responder incisivamente. E a Schincariol é um a empresa poderosa no Brasil. Mas não tenho nenhuma ligação societária com elas." Ninguém me calará "Outra observação que eu digo é que nenhuma força vai conseguir calar a minha voz ou modificar minha atuação parlamentar. Vou continuar sendo coerente com as minhas idéias, meus princípios, minha dignidade, com a minha honra. A minha vida é limpa e transparente como as águas do Rio das Almas, lá na nascente, em Pirenópolis. Aprendi a vida toda, aprendi com Henrique Santillo, que deveria fazer política com idealismo, espírito público e com ética." Punição " Espero que a Justiça, o Ministério da Justiça, através da Polícia Federal e a corregedoria do Senado cheguem aos autores, seja quem for, para que eles sejam punidos por cometer atos criminosos e ilegais." Três atitudes "Nossa assessoria jurídica já está tomando três providências. Uma, requerendo formalmente ao Ministério da Justiça que a Polícia Federal identifique os autores e revele os conteúdos destas gravações, destas investigações (não tenho nenhum receio em relação a isto até porque o meu sigilo bancário, fiscal e telefônico já está quebrado desde a campanha de 1998. Segundo, vou pedir ao secretário de Segurança Pública que investigue as ramificações que porventura existirem em Goiás e vou pedir oficialmente ao corregedor do Senado que aprofunde as investigações e tome as iniciativas que o assunto requer no âmbito do Senado Federal. (Leia nota no cabeçalho da página)." Denúncia " Alguns meses atrás fui informado pelo secretário de governo, Fernando Cunha, de que este assunto teria chegado até o governo e este me passou os números e os nomes. Imediatamente, acionei o diretor-geral da Polícia Civil de Goiás, Marcos Martins, e acionei o corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma, que também é delegado de carreira da Polícia Federal, para que ele tomasse as providências necessárias. Eu não tornei público. A revista Veja teve acesso às informações e deu a matéria." CPMF e cassação "Não vão conseguir calar a minha voz, não vão modificar meu voto em relação à CPMF, não vão modificar meu voto em relação ao senador Renan Calheiros. Todas as atitudes e posições que tomei no Conselho de Ética, na Comissão de Justiça e no Plenário em relação ao senador Renan Calheiros foram tomados conscientemente na defesa da minha instituição e convencido que esta deveria ser a minha posição. Não vai mudar nada, vou continuar sendo coerente, digno e respeitador de todos aquele que acreditam e acreditaram em mim." Governo Federal " Não quero fazer qualquer tipo de acusação, que possa parecer leviana. Não quero "fulanizar" esta questão. Como senador da República e em nome dos goianos, eu exijo investigação. Até porque se há este tipo de arapongagem em relação a mim, e já é a segunda, já houve com relação ao (senador) Demóstenes (Torres, DEM-GO), em relação ao senador Jefferson Peres (PDT-AM), senadores que tiveram atuação muito destacada, destemida no episódio Renan Calheiros. Isso é muito sério. Esse tipo de ação merece todo repúdio. Esse tipo de ação só pode ter uma autoria: de quem é contra a democracia, contra a lei, contra a liberdade." Clima no Senado "Todos os senadores desconfiam das ações, mas não vejo ninguém com medo. Quem vai votar contra a CPMF está decidido e vai contra, quem vai pela cassação de Renan Calheiros, já está decidido e vai votar pela cassação. Não vai ser este tipo de ação criminosa, de araponga, este tipo de ação contra a democracia que vai nos intimidar." Direito de estudar "Acho que esta atitude minha deve servir de exemplo a muitos jovens que estão desanimados com a escola. Eu já fui deputado, já fui governador e sou senador da República e não abandonei o sonho de obter um diploma universitário. Agora que finalmente consegui conquistar meu direito, estou aprendendo e tenho boas notas."
04/12/07 - Terça-feira postado na categoria Análise Você já ouviu falar em história mal contada? Bem, eis um bom exemplo, este da suposta arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo. Reportagem do Diário da Manhã de hoje toca no ponto certo: Alcides e Marconi em colisão. Diz o texto do DM: O desencontro cada vez usual entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB), antes aliados de primeira hora, deu origem a versões diferentes sobre um mesmo escândalo: a suposta espionagem patrocinada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra o senador tucano. No domingo, um dia depois da veiculação da revista, Marconi havia dito que foi informado da atuação de arapongas pelo atual secretário de Governo, Fernando Cunha, que por sua vez teria encaminhado o recado a pedido do governador. Ontem, Alcides negou tudo. Disse saber do fato tanto quanto os jornalistas que acompanham o caso. Suas declarações provocaram verdadeiro temporal na já combalida relação entre os dois. "Eu fiquei sabendo pela imprensa. E foi também pela imprensa que eu soube que há pessoas de outros Estados envolvidas nas investigações", afirmou Alcides, em visita à AmBev, em Goiânia. O governador jura só ter tratado de espionagem na primeira denúncia contra Renan, que envolvia também Demóstenes Torres (DEM). "Só comentei com o Fernando Cunha na época daquele episódio anterior, que saiu na imprensa e que todos nós, acredito, tenham tido esta informação". O tal "episódio" rendeu processo no Conselho de Ética no Senado contra o peemedebista. Ao saber que Alcides acabava de destruir sua versão, Marconi acionou sua equipe de assessores e ordenou que distribuíssem uma nota ácida aos veículos de comunicação. A nota trouxe elogios rasgados a Fernando Cunha, tucano a exemplo de Marconi. Trouxe também recados indiretos ao governador. O senador reitera que teve uma conversa com o secretário em uma quinta-feira (não lembra qual (à noite em sua residência, depois de um telefonema do próprio Fernando Cunha que clamava uma conversa urgente e a sós. Após contar a trama de espionagem, Cunha disse que soube da atuação dos arapongas graças ao governador, que por sua vez foi informado pelo ex-deputado e delegado aposentado Abdul Sebba (outro que nega peremptoriamente participação no caso. Por fim, diz a nota: "Creio na palavra de Fernando Cunha, como creio na palavra de meus pais, minha mulher e minhas filhas. Creio em Fernando Cunha irrestritamente. Fernando Cunha não é um homem dissimulado. É um homem sério, responsável, íntegro, extremamente leal aos seus companheiros e um homem de elevadíssimo espírito público. Uma pessoa com a idade e a história de Fernando Cunha, jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério como isto". Cunha não foi localizado pelo DM. O DM também reproduz reportagem da Agência Estado com título sugestivo: Viana: "Por que escolheriam Marconi?" O presidente interino do Senado, Tião Viana, declarou ontem que, pessoalmente, acredita na integridade moral da Polícia Legislativa. A opinião foi manifestada em relação à matéria publicada no último fim de semana pela revista Veja, que, entre outras coisas, acusou "alguém ligado à polícia do Senado" de ter procurado um escritório de detetives em Brasília para espionar o senador Marconi Perillo (PSDB). "Essa é uma polícia que tem a norma constitucional como manto das suas obrigações, das suas funções. Não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível, imaginar que a polícia do Senado sairia de suas atribuições constitucionais para criar um caminho de arapongagem, contra a vida de um senador", afirmou. "Por que razão alguém escolheria o senador Marconi para investigar? Por que não escolheria os 81 senadores? Por que escolher algum senador?", questionou. Logo que a revista chegou às bancas, a Secretaria de Polícia Legislativa providenciou a abertura de investigação para apurar a denúncia. Também emitiu nota negando qualquer iniciativa de espionagem contra parlamentar. De acordo com a revista semanal, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), pediu à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar possível caso de espionagem. O presidente interino do Senado disse que nada ficará sem explicação. Questionado se acha a denúncia inverossímil, Viana disse que não vai fazer juízo de valor sobre a denúncia. "Eu prefiro dizer que eu acredito na autoridade moral, na responsabilidade institucional do Senado e na polícia do Senado", considerou. "Agora, ao confiar nessa polícia, eu fico mais tranqà¼ilo ainda pela atitude que teve o diretor da polícia do Senado em abrir inquérito imediatamente para investigar de onde saiu tal assunto e por que caminhos esse assunto chegou até um meio de comunicação. Porque isso é muito importante ser esclarecido", frisou Viana. Ainda no DM, quatro questões para o secretário Fernando Cunha responder: 1 - Como ficou sabendo da suposta atuação de espiões contratados por Renan para investigar a vida do senador Marconi Perillo? 2 - Foi de fato ele quem avisou Marconi a respeito dos arapongas, como afirmou o senador no domingo? 3 - A pedido de quem tomou a iniciativa de avisá-lo? 4 - Alcides desconhecia o fato ou está dizendo a verdade? (na verdade, creio que no lugar de 'desconhecia' o correto é 'conhecia') Para ler mais, AQUI.
|
25/02/10
Cegueira ou malandragem? 16/01/10 Mudanças 14/01/10 Entrelinhas da Politica: Alcides e a saida dos auxiliares 13/01/10 Meirelles com cargo internacional mas ainda na disputa 13/01/10 Entrelinhas da Politica: É preciso iniciar a montagem de equipe de campanha. 12/01/10 A visita do Secretário da Fazenda aos Deputados estaduais 11/01/10 Governador afirma que 2010 será de investimento 11/01/10 Governador fala de investimento e fortalecimento da Nova Frente em entrevista a Tribuna do Planalto 07/01/10 As infuências externas na disputa em Goiás 07/01/10 Disputa para cargo de senador dificil. ate mesmo para Lucia Vania 07/01/10 A expectativa de investimento 06/01/10 Definir estratégias esse é o primeiro passo para 2010 06/01/10 Roller surge como uma das alternativas da NOVA FRENTE 11/12/09 Mais poesia e menos política, minha gente 08/12/09 Ponto. Parágrafo.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||