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Categoria: Geral

25/02/10 - Quinta-feira
Cegueira ou malandragem?

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Abaixo, artigo do Altino Barros, para reflexão:


***


Tenho lido muita bobagem sobre a inoportuna e inócua proposta de criação de uma CPI do Déficit, maquiavelicamente planejada pelos tucanos para confundir a população em ano eleitoral. Apaixonados defensores da CPI não têm argumentos que se sustentem em fatos e números. Utilizam este precioso espaço democrático do Diário da Manhã para levantarem a bandeira da falsa moral, do cinismo e da desfaçatez. O objetivo eles não escondem: tapear a população, passando-se por desinformados quanto à prestação de contas do Estado – via Secretaria da Fazenda – à Assembléia Legislativa e ao TCE.

Para bom entendedor, para bom observador da cena política goiana, o Governo Alcides Rodrigues não teme qualquer apuração de dados sobre o déficit de R$ 100 milhões por mês herdado do governo anterior, de Marconi Perillo. O motivo é simples: não há o que apurar. Como todos sabem, os balancetes que escancaram o déficit - construído pelo tempo da irresponsabilidade – foram enviados, conforme determinação legal, aos órgãos competentes. E, para os que quiserem mais opções para checagem dos números, os documentos também estão à disposição na Sefaz.

E, ao contrário do que se tem divulgado mentirosamente, como cidadão atento aos fatos e à verdade não tenho dúvida de que o governo não articula contrariamente à instalação da CPI porque respeita a independência dos poderes; porque, apesar de ver em andamento construção de um precipitado palanque eleitoral, tem mostrado que confia na integridade e consciência dos parlamentares; porque o que temos visto é que não age de forma truculenta, como se via em passado recente; porque está claro que não persegue os que estão em outras vertentes políticas. Tenho certeza: o Governo Alcides Rodrigues tem a marca do desenvolvimento e da responsabilidade e jamais se macularia sua imagem na tentativa de “abafar” qualquer iniciativa de outro poder. O governo propõe o bom-senso e alerta aos leitores do DM sobre a total inutilidade da tal CPI do Déficit.

Muitos falam em nome do “povo de Goiás”, defendem que a CPI tem o “apoio da população” e adotam a postura de porta-vozes de mais de seis milhões de goianos. Demagogia. Falácia. Esperteza. E, como diz o ditado, a esperteza, quando é demais, cresce e engole o dono. O povo não elegeu “um” representante, mas vários, assentados nos poderes Executivo e Legislativo, onde devem trabalhar e debater, em alto nível e com honestidade, os assuntos que norteiam o Estado. Um ou outro agente político é que, não domando o próprio narcisismo, elege a si mesmo “o” líder do “povo”. Trata-se de egolatria exacerbada, que faz o sujeito se apaixonar irremediavelmente pelo espelho e o empurra para o ridículo.

Acompanhando o debate político, fico com a convicção de que o Governo Alcides Rodrigues insistirá no esclarecimento público e no debate franco sobre os temas que realmente interessam à comunidade, porque é o que ele tem feito. E espero ainda que, agindo assim, não se curve ante às investidas perniciosas dos que foram irresponsáveis com as contas públicas.


***


Em tempo: Altino é ator, diretor e ex-presidente da FETEG (Federação Goiana de Teatro) e da CONFENATA (Confederação Nacional de Teatro Amador)

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/10 às 00:36.
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16/01/10 - Sábado
Mudanças

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O eventual visitante deste blog pode ter dificuldade para ouvir algum dos comentários que faço na Rádio 730 e estão postados aqui.

É que a rádio está em fase de mudança. Vem site novo aí. Nesse caso, os endereços dos links terão de ser mudados. O que será feito, aos poucos.

Mudar, para melhor, é sempre bom.

Postado por Vassil Oliveira em 16/01/10 às 22:49.
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11/12/09 - Sexta-feira
Mais poesia e menos política, minha gente

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O que mais chama a atenção na disputa política em Goiás hoje é o nível de estresse. Tem gente agoniada demais. Sofrendo. Perdendo os cabelos. Sim, os que ainda os têm. Coisa impressionante. Parece que é final de campeonato e todos são jogadores do time favorito que está perdendo de goleada um jogo que era para estarem ganhando de lavada. Yes! Muito engraçado mesmo. A disputa é entre eles, os políticos, mas tem desorientado na arquibancada levando tudo para o lado pessoal. Torcedores fanáticos. Do tipo pronto pra perder a razão, jamais o jogo. Ora, bolas... Assistir a tudo do sofá é divertido. Pela televisão é melhor porque dá pra parar a jogada, voltar, rever cenas em câmara lente e quando tem gol é bom demais ver de novo, e de novo, e de novo... Tá certo que ando gostando mais de filme de guerra que de futebol, mas os lances espetaculares das partidas maravilhosas, ah, eles valem a pena. Olha que curiosidade: guerra mesmo, por ora, só nos bastidores, fora de campo. Pois é. Guerra é guerra, futebol é futebol, evidente, e eu vou levando a vida... e a vida me levando, como diriam os sábios Milionário e José Rico, por sinal, já que tocamos no assunto, muito bem entendidos de outra coisa que tem tudo a ver com política: circo. É, eles são do tempo em que as duplas se apresentavam em circos e davam um senhor espetáculo. Eu também, embora bem mais novo. E nada espetacular. Mas taí. Um assunto puxa outro e já que estamos aqui, não nos esqueçamos de que política tem tudo a ver com outra coisa ainda: representação. Os políticos não são bons atores? Tô dizendo! Bem, mas o objetivo aqui é só um: registrar que o mundo está se acabando nessa de efeito estufa e a gente que não vive sem política, porque vive dela e para ela, só quer saber de esquentar a moleira. Moçada, assim não dá. Tão querendo apressar o fim do mundo? Sim, porque só de pensar em perder já se comportam como se no juízo final. Já pensou se perderem de verdade? Gosto do Drummond. Quem não gosta? Pois ele tem um poeminha (porque pequenininho, nada mais) que é um primor. Resume tudo. Diz: "O poeta municipal/ discute com o poeta estadual/ qual deles é capaz de bater o peta federal./ Enquanto isso, o poeta federal/ tira ouro do nariz." Dizer mais o quê?! Esse Drummond...

Postado por Vassil Oliveira em 11/12/09 às 02:18.
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08/12/09 - Terça-feira
Ponto. Parágrafo.

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As palavras vêm e vão. Por um tempo, foram-se. Por um tempo, quem não vai? Para qualquer lugar. Para muitos lugares. Lugar nenhum, quando em vez. As palavras, desobedientes como são, andaram à solta, desimportando da gramática das idéias e percepções das coisas por aí. Dicionarizadas, elas não se compunham. Emocionalmente falando, sabe! Pouco me lixei, enquanto desinteressado compositor de sentidos insensível a mim mesmo. Pois eis que senão quando me deparo com um ponto. Eu. Quer dizer: inevitavelmente. E um ponto é um ponto sempre ponto em todas as direções. Senão não seria. Um ponto. Um em ponto. Daí, ir para onde? As palavras, ou vêm, ou vão. Eu, não sei. Sei que estou em movimento. Contínuo. Movimento contínuo, digo. Indo ou vindo, eu sou. Sem dúvida, a noção do ponto é o início de tudo. O ponto. É a chegada da partida. Ainda bem. Então...

Postado por Vassil Oliveira em 08/12/09 às 00:22.
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08/10/09 - Quinta-feira
Ufa!

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Pelos próximos seis dias vou descansar. Melhor que isso: vou ver meu filho mais velho, que estuda em uma cidade algumas centenas de quilômetros daqui de Goiânia. Tem momento que a saudade aperta muuuiito. Aí não dá mais pra adiar.

Deixei alguns comentários gravados na rádio 730. Lá pela terça-feira, provavelmente, o glorioso Marcley atualizará este blog.

Então, a gente se vê em breve!

Abraço a todos!!

Postado por Vassil Oliveira em 08/10/09 às 05:45.
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03/08/09 - Segunda-feira
O tempo do eleitor é que vale

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Eis aí um texto publicado no jornal Vida Vertical, comandado pelos amigos Patrícia Drummond e Ledes Gonçalves:

***

Cada qual com sua noção de tempo, Iris Rezende (PMDB), Marconi Perillo (PSDB), Alcides Rodrigues (PP) e Henrique Meirelles (sem partido) vão construindo a história da disputa de 2010. Cada qual com sua estratégia, um vai provocando o outro para cometer erros.

O prefeito de Goiânia evita assumir oficialmente a candidatura ao governo, mas admite com entusiasmo, o que quer dizer que diz que não é mas é. Claro que é. O senador tucano nada diz, porém trabalha com afinco, reorganizando bases suas no interior do Estado, invadindo a capital e provocando discórdia no ninho inimigo. O governador fica calado porque a ele não interessa neste momento o clima de campanha; o momento, insiste, é de "trabalhar pelo Estado". Bem, é o que ele fala, porque na prática trabalha com entusiasmo para consolidar o nome do presidente do Banco Central, que por sua vez nada pode falar para não provocar abalos na economia do País.

No jogo político, nem sempre é preciso dizer muito para se expressar vontades e atingir o inimigo. Aliás, o silêncio é uma arma fatal, quando bem utilizado. Veja o caso de Alcides. Assumiu o governo em silêncio, em silêncio ficou, e com o silêncio foi construindo o conceito de responsabilidade administrativa, em contraponto ao governo anterior, de Marconi, que, em comparação, teria sido irresponsável. Sem dizer claramente, o atual governador deixou estabelecido que recebeu uma herança maldita, dívidas astronômicas, uma situação de Caos. A Celg, com seu rompo de mais de um bilhão de reais que o diga. Marconi, que esbravejou, se revoltou, gritou alto, acabou por vestir a carapuça. Agora, corre do prejuízo.

E Meirelles? Nada diz de concreto sobre uma candidatura ao governo, a não ser que sonha com isso. E porque não diz nem sim nem não, é motivo de controvérsias, razão de disputas de bastidores, referência para o bem ou para o mal. Em todo caso, é notícia, é figura carimbada, é assunto na maioria das análises eleitorais. Quanto a Iris, a estratégia de negar admitindo não é nova, tem sido usada por ele há cerca de 50 anos, que é quanto ele tem de vida política, e tem funcionado sempre.

Nesse ritmo, resta saber quem fará o outro cometer mais erros, já que em política normalmente vence quem comete menos erros. Entrar no jogo de Marconi agora é tudo que evitam Iris e Alcides. Para eles, o tempo de decisão é lá para o início de abril - que é quando os que estão em cargo público devem se afastar para ser candidato. A situação de Meirelles é um pouco diferente porque ele provavelmente terá de tomar uma decisão no início de outubro, quando precisará se filiar a algum partido se quiser sair candidato. A ele, então, interessará definir aí, ou no mais tardar no final do ano, a sua vida política, que depende de Iris (caminharão juntos em uma mesma chapa, como quer o presidente Lula?) e Alcides (melhorar a imagem do governo e sair em campo para viabilizar a candidatura.)

E se cada qual tem seu tempo, qual será o tempo do eleitor? O tempo todo. Quer dizer, ficar atento o tempo todo, prestar muita atenção no jogo, e escolher bem, no tempo devido, que é início de outubro do ano que vem, na hora da votação. Em vez de tempo velho, tempo novo, tempo de Alcides, o eleitor terá à sua disposição o tempo que interessa: o seu. Porque o futuro de Goiás começa verdadeiramente nesse tempo. O resto é marketing.

Postado por Vassil Oliveira em 03/08/09 às 17:42.
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08/06/09 - Segunda-feira
Os 11 erros de Goiânia 2014

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 Está no blog do jornalista Eduardo Sartorato:

O poder político e econômico foram determinantes para a escolha das 12 cidades-sedes da Copa 2014. Temos também, porém, que olharmos para o nosso próprio umbigo e ver os erros que impediram Goiânia de chegar lá. Aliás, não é nada difícil encontrar defeitos na "corrida" da nossa capital por alguns jogos da Copa do Mundo e muitos milhões de reais em investimentos em infraestrutura.

Falta de ação, incompetência administrativa, inexperiência, projeto fraco, a não existência de um forte interlocutor, falta de motivação, além de vários outros motivos, levaram à derrocada goiana. Um insucesso que, repito, vai custar muito para os goianienses a longo prazo.

Veja os principais erros do Comitê Executivo da Copa 2014 em Goiânia (Coexgyn) e envolvidos:

1. Projeto desastroso - Não precisava ser perito para perceber que havia algo errado no projeto do Serra Dourada para 2014. Desde o primeiro dia, o modesto plano de obras foi criticado justamente. A principal gafe foi não prever a cobertura total dos assentos do estádio (pelo projeto original 15% das arquibancadas não seriam cobertas). Fico imaginando um jogo de Copa do Mundo, estádio lotado, e 15% do público tomando chuva. O absurdo foi tão grande que dias antes do anúncio das sedes foi feita uma correção no projeto. Uma vergonha! O plano de ação do Serra Dourada estava mais para uma grande maquiagem do que adequação para a disputa de uma Copa do Mundo.

Para ler mais, clique AQUI.

PS.:

Sem falar na incrível 'coincidência' da marca goiana, criada por Siron Franco, com outra, a da logomarca da Terceira Cúpula Extraordinária da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), como mostrou reportagem de Luana Borges na Tribuna do Planalto há algumas semanas (para ler, clique AQUI). Claro, isso não foi decisivo, mas...

Postado por Vassil Oliveira em 08/06/09 às 11:56.
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09/03/09 - Segunda-feira
Demóstenes: candidatura de Caiado está nas mãos de Alcides

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A Tribuna do Planalto publica longa entrevista com o senador Demóstenes Torres (AQUI, na íntegra).

Participei da entrevista. Demóstenes estava tranquilo, falante, mais magro.

Foi franco. Lembro que, na campanha para o governo, ele estava amargo, endurecido. Por exemplo, acreditava que a verticalização seria mantida e o PSDB acabaria obrigado a apoiá-lo - o que não aconteceu.

Escrevi, na época, que ele pensava e agia como promotor, e não como político.

Pois nesta entrevista, ele se mostra outro, bem mais amadurecido.

Abaixo, reproduzo parte da entrevista à Tribuna. A parte sublinhada trata justamente deste último tema.

***

Com o sr. avalia a oposição que o DEM e o PSDB fazem hoje ao governo federal?

É difícil fazer oposição. Primeiro porque se tem um presidente muito popular. Ele pode falar as bobagens que quiser e isso é entendido como um homem simples e o povo gosta dessas bobagens. Tudo que ele fala acaba gerando dividendos para ele mesmo. É difícil enfrentar alguém tão popular. Segundo, nós não temos um número expressivo de senadores para enfrentar o governo. De deputados então... É um rolo compressor. (...)

Trabalhar a aliança PSDB-DEM em Brasília é uma forma de garantir, por exemplo, espaço para ser candidato à reeleição? Isso é mais importante hoje do que até mesmo a movimentação de base?

Eu tenho a palavra dada pelo DEM, que eu serei o candidato à reeleição pelo partido. Essa reunião aconteceu em 2007, logo no início, em fevereiro de 2007, quando ainda era possível fazer aquelas trocas partidárias. O presidente da República me chamou para ir para um partido da base, o vice-presidente me chamou para ir para outro partido e havia uma série de propostas que, em termos pessoais, eram até vantajosas. Inclusive, eu poderia chegar até a um Ministério. Mas, eu nunca tive vontade de sair do meu partido. Naquele momento, o partido fez uma reunião, chamou seus principais expoentes, como o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen, o deputado Ronaldo Caiado, o senador Marco Maciel, Agripino Maia, o presidente Rodrigo Maia, José Carlos Aleluia, enfim, a executiva do partido. Ali ficou garantido que eu seria candidato a senador, em qualquer circunstância, com qualquer aliança. Agora, é óbvio que ser candidato dentro de uma chapa é muito melhor e muito mais fácil do que ser candidato sozinho. E é óbvio também que, José Serra tendo uma projeção grande, podendo ser concretamente um candidato à presidência da República vitorioso. E, nós tendo já essa aliança definida, com o PSDB e, principalmente, com o Serra, vai ser muito difícil no Estado fugir de uma aliança com José Serra e com o PSDB. Porque esses palanques podem se misturar. Nós não temos chance de fazer uma aliança com o PMDB e com o PT por questões históricas. Eu gosto do Iris como pessoa, como administrador. Mas, é difícil politicamente, numa eleição para governador apoiá-lo. Assim como também eu tenho muita afinidade com o Rubens Otoni. Mas, vai ser difícil fazer uma aliança com o PT por conta da nossa história. Essa coisa de juntar pessoas diferentes, partidos diferentes, tradicionalmente rivais, já tem merecido grande repulsa do eleitorado. Por que Alcides Rodrigues não fica junto com PMDB e com o PT? Porque sabe que o eleitorado dele vai massacrá-lo nas urnas. Qualquer outro candidato que apóie, se estiver contrário à história política dele, é complicado. Então, ou nós vamos ficar com o PSDB, nessa aliança com Marconi Perillo, ou com o governador, se ele tiver a opção de lançar outro candidato, o que já está demorando, na minha opinião.

No caso do DEM caminhar com o PSDB em 2010 em Goiás, o nome natural é o do senador Marconi Perillo?

O Marconi já é candidato. Falar que não é ou dizer que ele está estudando a hipótese de ser candidato é figuração eleitoral. O PSDB terá candidato e esse candidato se chama Marconi Perillo. Até porque se ele não for candidato a turma dele morre. Esses grandes líderes, com um grupo imenso de seguidores, tem que estar alimentando seus seguidores o tempo todo com esperança. Ainda que o Marconi não quisesse - e ele quer, ele está doido para ser candidato e ser governador de novo -, ele teria que ser candidato.

Até onde considerar viável uma candidatura de Ronaldo Caiado ao governo?

A candidatura do Caiado, e eu acho que ele sabe disso perfeitamente, só tem viabilidade se houver o apoio do governo do Estado. Então, ele tem um relacionamento muito bom com o Alcides e com o pessoal todo do PP. E, se o pessoal do PP der essa possibilidade a ele, é óbvio que nós estamos nessa terceira via. Isso aí é indiscutível. Ele hoje é uma figura muito mais madura. É um homem respeitado, honesto, decente, com propostas boas para o Estado, um estudioso, um líder nacional, e teria toda a chance. Mas, isolado eu não acredito que isso aconteça e nem acredito que o deputado sairia candidato.

O sr. já tentou ser governador. Não pensou ou teve vontade de trabalhar para ser candidato agora? Não era a oportunidade?

Poderia ser a oportunidade agora. Mas, eu a desperdicei na eleição passada porque eu não estive junto com a base. Eu tinha a ilusão de que um bom nome por si só poderia ganhar a eleição. Eu achava que eu poderia ir aos debates e ganhar os debates, como ainda hoje eu analiso que me saí bem neles, e achava que com um índice, que chegou a 17% logo no início, e que com a televisão isso iria ser ampliado, ou que ali eu teria visibilidade, para me aquilatar a qualidade de um ou outro candidato. Então, eu me desiludi completamente com essa hipótese. Estou sendo extremamente franco com vocês. Eu não acredito mais nisso de jeito nenhum. Eu acredito em bons nomes estruturados com uma boa máquina numa boa aliança.

Quando o Leonardo Vilela diz que a união entre o DEM e o PSDB vai acontecer no amor ou na dor como o senhor se sente?

Isso é uma burrice política. Eu até nem sei com quem eu comentei isso. É uma burrice. Me diz uma coisa: eles não querem uma aproximação com o DEM? Não querem que o Ronaldo Caiado seja candidato a deputado federal e apóie o DEM. Então, para que acuar o Ronaldo Caiado? Para que brigar com o Ronaldo Caiado? Isso pode dar uma sinalização para o eleitor, para a base. Talvez a intenção tenha sido essa, mas politicamente uma das coisas mais burras que eu já vi na minha vida foi esta declaração. Com todo respeito que tenho pelo Leonardo, eu gosto muito dele, nós nos encontramos praticamente todos os dias, mas foi de botar a ferradura.  

Postado por Vassil Oliveira em 09/03/09 às 15:59.
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09/03/09 - Segunda-feira
PMDB e PSDB com discurso unido: em 2010, é Iris X Marconi

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A análise, com mesmo título acima, é de Eduardo Sartorato, na coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, que está disponível na internet desde a manhã de sábado, 7 (a edição impressa chegou às bancas no mesmo dia, à tarde):

A indefinição do governador Alcides Rodrigues (PP) em relação ao caminho que o PP seguirá em 2010, abre uma brecha que tucanos e peemedebistas estão usando bem. Sem a certeza da participação de uma terceira via, aliados do prefeito Iris Rezende (PMDB) e do senador Marconi Perillo (PSDB) propagam cada vez mais a idéia do confronto entre os dois líderes. A ação ensaiada por lideranças dos dois partidos mais antagônicos do Estado tem como objetivo sepultar qualquer possibilidade de candidatura alternativa. Os tucanos temem que o PP possa viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e de quebra levar o DEM e o PR. Há ainda a possibilidade de o PP apoiar o deputado Ronaldo Caiado (DEM) que, com o Palácio das Esmeraldas, toparia a disputa. Já o PMDB não esconde a sua preocupação de perder o PT que, juntamente com este mesmo grupo, pode articular a candidatura do deputado federal Rubens Otoni (PT). A segunda disputa entre Iris e Marconi pelo governo do Estado é uma ótima saída conjunta para segurar PP e PT com as suas respectivas 'bases'. E que as diferenças de entre Iris e Marconi sejam resolvidas nas urnas, no ano que vem. 

Postado por Vassil Oliveira em 09/03/09 às 11:31.
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08/03/09 - Domingo
Braga: “A Celg foi vítima de uma sucessão de erros”

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Arredio a declarações, o secretário da Fazenda de Goiás, Jorcelino Braga, falou muito, em longa entrevista neste domingo, 8, a Vinicius Jorge Sassine, de O Popular.

Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).

Além de afirmar o que está em destaque no título acima, Jorcelino Braga diz mais:

"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situação dessa numa sucessão de erros. A Celg foi vítima de uma sucessão de erros. Tenho certeza de que esse governo não tem culpa no assunto, e tenho determinação do governador para resolvê-lo."

"É um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilhões, levando em consideração o curto prazo e o longo prazo. A companhia dá 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela dá prejuízo? Não pode. O que dá prejuízo na Celg é um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde à maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna viável? A partir do momento em que alongar sua dívida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."

"É preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuniões (com Lula) foi tratado de política. O presidente sempre recebeu o Estado de Goiás com deferência e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas não evoluíram porque o Estado não tinha ainda condições técnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilhão a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milhões para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necessário pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pediríamos urgência. Fizemos uma reunião com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lobão e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solução. Fomos ao Lobão e ele disse: 'Já liguei para a Eletrobrás e o que precisar nós vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."

"A Celg deve mais R$ 1 bilhão para bancos e há outros tipos de dívidas. São vários fornecedores, várias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma dívida considerável."

"A única coisa que quero é não politizar essa discussão. Não adianta procurar A ou B responsável. Quem vai procurar é a sociedade, vai ser a Justiça. O que quero é solução. Eu tenho balanços da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a dívida era de 2, 5 milhões de cruzados da época. Em 1990, foi para 42,4 milhões de cruzeiros. Em 1994, que já dá para ter uma ideia em comparação com hoje, já havia uma dívida de R$ 1,05 bilhão. Em 1998, eram R$ 1,49 bilhão. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,4 bilhões. Em 2006, R$ 4 bilhões."

"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe prejuízos nos balanços deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gestão do Enio, já foi possível uma redução das despesas, mas vêm as despesas financeiras e vão comendo os resultados que ele obteve. A Celg é viável, se forem retiradas as despesas financeiras. Serviços de terceiros representam 14% sobre o faturamento líquido, pessoal consome 8% e a maior despesa é a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."

"Toda terceirização precisa ser estudada, algumas são benéficas e outras não. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceirização precisam ser revistos."

"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milhões para a Celg, e o Bradesco disse não."

"O BNDES é um banco e, como banco, tem restrições. Ele não pode dar dinheiro à companhia e depois não conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele crédito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg não vale o que vocês estão pedindo, nós não podemos dar esse empréstimo, e temos para vocês outra solução'. Seria fazer um fatiamento da composição acionária da companhia. Eu disse para eles uma coisa só: 'Esse assunto eu não vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empréstimo'."

"(...) Eles disseram: 'Se vocês não pensarem na hipótese de abrir a companhia, o BNDES não tem como ajudar'. Eu disse que a hipótese estava descartada: 'Eu não tenho autorização do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reunião com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empréstimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das ações."

"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na expressão à imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado à imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as ações. Até eu já havia dito isso: se precisar vender, vende."

"O foco do governador é o empréstimo. O BNDES não topa, mas é apenas uma figura do governo. Nós temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que não topava o financiamento, fizemos uma reunião e decidimos que só nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reunião fomos somente eu e dois técnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milhões aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situação do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milhões de limite. A gente pega esse R$ 1 bilhão emprestado e integraliza na Celg."

"A discussão agora é entre Estado e União. A partir do momento em que houver R$ 1 bilhão de limite, teremos de buscar um agente que nos dê o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa operação (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa é uma discussão secundária. Se o BNDES não pode conceder um empréstimo à Celg, o governo precisou buscar outra janela de solução. Já que a minha empresa controlada não pode tomar R$ 1 bilhão emprestado, vou tomar R$ 1 bilhão emprestado."

"O empréstimo (do BNDES) está descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, nós temos um limite de endividamento. O limite é um por um: é a receita líquida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora você vai dar R$ 1 bilhão para o Estado.'"

"Vai haver uma reunião (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma série de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em relação à Lei Fiscal."

"A ordem do governador é esgotar todas as possibilidades de empréstimo. Vender as ações da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrimônio hoje, da empresa, é muito pequeno em relação ao que ela vale na realidade."

"Eu sou um homem técnico, e a gente também tem experiência. Você percebe quando é um jogo de cena e quando não é. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, nós chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, não foi viável, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade é essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, não tem esse negócio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."

"Nós não ficamos preocupados com política. A verdade é que quando você começa a expor a companhia, você só a prejudica. Uma série de notícias negativas faz as ações baixarem no mercado, os credores começam a ficar preocupados e a restringir crédito."

"Já conseguimos R$ 500 milhões de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milhões, pois essa possibilidade é vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para não ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, está num dos mercados que mais crescem no País e é altamente viável. Se for retirado o endividamento financeiro, é uma companhia rentável, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"

"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela não paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg é responsável por 10% da arrecadação de ICMS do Estado. Por que o secretário da Fazenda está envolvido diretamente nessa história? É o cofre do Estado que corre risco."

"Eu, particularmente, não conheço essa relação (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido política. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo não foi discutido política, foram discutidos assuntos técnicos. Eu estou muito preocupado é com os assuntos técnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econômica, buscar solução para o Estado."

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:57.
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08/03/09 - Domingo
Iris, Maguito e Marconi querem CPI da Celg. Será?

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Quer dizer que Maguito desafiou Marconi para fazer a CPI da Celg...

Quer dizer também que Iris é igualmente a favor da CPI da Celg...

Quer dizer, enfim, que Marconi topa o desafio, porque também propõe que ela seja aberta...

Quer dizer que, assim sendo, a CPI da Celg tem votos garantidos de tucanos, marconistas (os dos outros partidos que não se assumem), maguitistas e iristas na Assembléia Legislativa?

Quer dizer...

Agora é que eu não acredito meeeeeesssmo que essa CPI vai sair.

Alguém aí acredita?

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:55.
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08/03/09 - Domingo
Marconi topa desafio de Iris e Maguito para CPI da Celg

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Está em O Popular deste domingo, 7 (a reportagem é de Bruno Rocha Lima):

O senador Marconi Perillo (PSDB) respondeu ontem às críticas do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que acusou os governos do PSDB de terem "destruído" a Celg e, assim como o peemedebista, defendeu a abertura de uma CPI na Assembleia para investigar a companhia.

"Se dependesse de mim, a bancada do meu partido apresentaria imediatamente uma proposta de CPI e faria uma investigação profunda, desde início da empresa, com Juca Ludovico, até os dias de hoje", afirmou. "Se tem uma coisa que nós do PSDB não tememos é a transparência", disse Marconi, aproveitando para elogiar a gestão de Alcides Rodrigues (PP) à frente da Celg.

Marconi criticou seus antecessores, dizendo que "enchiam de esqueletos os armários" da estatal, e atribuiu à venda de Cachoeira Dourada o atual desequilíbrio financeiro. "Os goianos precisam saber como se deu venda da usina de Corumbá 1 e a construção da quarta etapa de Cachoeira Dourada, que os técnicos alertaram que era inviável e daria prejuízo."

***

Detalhe: antes, o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, desafiou Marconi a garantir os votos dos tucanos para abrir a CPI. Ele garantiu os votos do PMDB.

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:49.
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07/03/09 - Sábado
Primeiro, Maguito. Agora, Iris desafia Marconi a criar CPI da Celg

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Está em O Popular desta sábado, 7:

Iris: só CPI dirá quem "destruiu" Celg

Prefeito afirma que Alcides tem de abrir contas e volta a pedir apuração sobre origem de rombo na companhia

Bruno Rocha Lima

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), voltou ontem a cobrar que o governador Alcides Rodrigues (PP) exponha a origem da dívida de mais de R$ 1,2 bilhão da Celg. O peemedebista defendeu, novamente, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa, para apurar os responsáveis pelo que chamou de "destruição" da estatal.

"O governador Alcides Rodrigues tem mostrado alguma coisa, mas tem que mostrar mais, precisa dizer mais. O povo precisa saber das coisas porque, afinal, o dono do governo é o povo", afirmou Iris ontem no Paço Municipal, após solenidade de assinatura de protocolo de intenções que prevê novos investimentos em moradia popular.

"Temos que explicar porque uma empresa tão consolidada como a Celg hoje se apresenta como uma empresa falida. A Saneago é outra empresa que enfrenta sérias dificuldades. O que fizeram do Dergo? Acabaram com tudo e agora vêm querer enganar a população?", questionou, para acrescentar que uma CPI seria o ambiente adequado para investigar os governos do PMDB e do PSDB. "Se a Celg está vivendo dificuldades, acho que alguém errou e, se errou dolosamente, tem de pagar", afirmou o prefeito.

O peemedebista aproveitou a ocasião para fazer um afago em Alcides. "Noto que o governador tem se esforçado muito, tenho de reconhecer isso. Não tenho visto atos de irresponsabilidade da sua parte", afirmou, insistindo em seguida para que o pepista exponha os problemas herdados de gestões passadas. "Agora, acho que ele (Alcides) tem que abrir mais as coisas do Estado, porque começa a causar celeuma, discussão. Abra! Deixe o povo ver".

***

A reportagem de O Popular pode ser lida na íntegra na edição de sábado 7. No caso, só para assinantes.

Postado por Vassil Oliveira em 07/03/09 às 23:12.
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06/03/09 - Sexta-feira
Maguito diz que Marconi "assaltou" a Celg

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O ex-governador (1995/março1998), ex-senador e hoje prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, disse em entrevista a Paulo Beringhs, na terça-feira, 3, que os dois governos de Marconi Perillo, do PSDB(1999/2002; 2003/março2006), roubaram a Celg.

O vídeo com as declarações do prefeito foram parar no YouTube.

"Já prestei contas de todo o meu governo. Tenho minha consciência tranquila. Agora, o que o povo goiano precisa saber é que quem assaltou a Celg foi o PSDB. Foram os dois governos de Marconi Perillo que assaltou (sic) a Celg, roubou a Celg, desviou dinheiro na Celg para outras finalidades, e isso o povo goiano precisa saber."

A entrevista foi veiculada na TV Brasil Central, do governo do Estado, comandado hoje por Alcides Rodrigues (PP), que foi vice de Marconi, mas com quem mantém, desde que foi reeleito, em 2006, uma relação política... bem... digamos... tumultuada nos bastidores.

Antes de Maguito bater duro em Marconi e no PSDB, foi mostrada resportagem sobre manobra frustrada do PMDB

O partido tentou em vão aprovar convocação do presidente da Celg, Enio Branco, para dar explicações na Casa sobre o endividamento da empresa. Enio tinha, inclusive, se comprometido a ir espontaneamente esta semana à Assembléia, depois desistiu. Daí a convocação.

A Celg deve mais de R$ 4 bilhões, tenta um empréstimo do BNDES e é pivô de uma disputa entre PSDB e PMDB para saber quem a endividou mais. (leia mais em Contra a Celg... e Alcides)

Na reportagem apresentada na TV Brasil Central, o deputado tucano Daniel Goulart foi direto no queixo de Maguito, difinindo como "irresponsabilidade tremenda" a administração da empresa durante o seu governo.

Segundo Daniel, Maguito "tinha que estar é em uma cela no Cepaigo", e não na prefeitura de Aparecida. Só para lembrar, o centro penitenciário fica exatamente em Aparecida.

As declarações de Daniel também estão no vídeo do YouTube.

Maguito acusou o PSDB de não querer apurar os fatos envolvendo o endividamento da Celg.

"O PSDB não quis a CPI da Assembléia Legislativa", afirmou.

Disse mais:

"Fiz até desafio ao senador (Marconi Perillo), para que ele pegasse as assinatura dos deputados do PSDB e eu pegaria as dos deputados do PMDB, para fazer a CPI e mostrar ao povo goiano de uma vez por todas quem foi que administrou bem a Celg."

Paulo Beringhs chegou a questionar Maguito sobre se teria provas do que estava afirmando, o que o prefeito confirmou.

"Tenho provas disso, tanto é verdade que estou falando: o PSDB assaltou a Celg."

"Que provas o senhor teria?", insistiu Paulo.

"É só ir à Justiça. É só fazer uma CPI para apurar. Ou então, se eles acham que foi eu que errei, me levem na Justiça que eu vou provar que foram eles que assaltaram a Celg."

Maguito disse também que a venda de Cachoeira Dourada, feita durante seu governo e criticada fortemente pelos tucanos, ajudou a pagar contas da Celg.

"Não adianta eles quererem maquiar as coisas, esconder as coisas. Quem acabou com a Celg foram os dois governos do PSDB", insistiu.

***

O mais curioso é que, depois das declaraçóes de Maguito, o PSDB se calou.

Não tocou mais no assunto.

Aí o assunto foi parar no YouTube.

Lá, por enquanto, a última palavra sobre o "assalto" à Celg é dele.

Para ver as declarações de Maguito no YouTube, clique em

Maguito afirma: QUEM ACABOU COM A CELG FOI O MARCONI E O PSDB...

Para ver todo o programa, vá direto à página de Paulo Beringhs na internet.

O endereço é www.pauloberinghs.com.br.

Link direto, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 06/03/09 às 00:56.
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03/03/09 - Terça-feira
E o PT na oposição, dá pra acreditar?

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Mesmo dilema tem o PT em relação a fazer ou não oposição ao governador Alcides Rodrigues (PP).

E aí, parte para o confronto, contra a vontade de Lula, que quer aproximação e até aumentou as verbas para o Estado depois que Alcides buscou ajuda em Brasília?

O que pensa o deputado federal Rubens Otoni, tão ligado hoje ao governo estadual e esperançoso de uma aliança entre PT e PP, em uma hipotética 'terceira via'?

Pois é.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 10:38.
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03/03/09 - Terça-feira
PMDB na oposição mesmo, só se Iris e Maguito quiserem

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Por enquanto, só dá pra acreditar que o PMDB vai mesmo fazer oposição ao governador Alcides Rodrigues e o seu PP no dia em que os prefeitos de Goiânia, Iris Rezende, e de Aparecida, Maguito Vilela, fizerem verdadeiramente oposição.

Até lá, os atoa vão continuar isolados.

A questão é: interessa a Iris e Maguito (que conta com dinheiro estadual para cumprir a promessa de asfaltar a cidade) fazer oposição sistemática a Alcides?

Porque não se trata de se opor apenas a Alcides, neste caso.

A decisão significaria contrarir também o governo Lula, que espera, sonha, trabalha pela união de sua base em Goiás.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 10:33.
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03/03/09 - Terça-feira
Sérgio Lucas diz que Meirelles topa ser candidato

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Henrique Meirelles foi convidado pelo PP para se filiar ao partido e ser candidato ao governo de Goiás e disse sim. Mais: está entusiasmado.

Foi o que garantiu hoje cedo Sérgio Lucas, dirigente do PP (ele é secretário-geral do partido no Estado), em entrevista ao Cá Entre Nós, da Rádio 730.

Outra declaração de Lucas que merece ser anotada:

"Estamos conversando com o PMDB e espero que o partido integre a aliança."

A aliança aí é em torno da candidatura de Meirelles.

Em contrapartida, Lucas elogiou o PSDB e garante que tucanos e pepistas estão unidos.

Tá, mas e se engatar a conversa com o PMDB?

Quer dizer, o PP quer ter candidato ao governo e busca aliança com PSDB, PMDB e o PT, inclusive?

Como resolver a equação?

Para o PP, simples: Meirelles candidato de consenso.

Pois é.

O tal de consenso em torno de uma candidatura que ainda não existe pemanece.

***

PS.: Volto para colocar o link para a entrevista de Sérgio Lucas no site na Rádio 730:

Sérgio Lucas (PP) diz que Meirelles aceita ser candidato

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 09:27.
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03/03/09 - Terça-feira
Júnior do Friboi admite vice de Iris ou Marconi

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3h30, Denver, Estados Unidos.

7h30, Goiânia, Brasil.

Nesta hora, o empresário Júnior do Friboi falou por telefone à Rádio Mil, no programa Falando Francamente, diariamente comandado pelo Jerônimo Rodrigues, o Jerominho, e o Ivan Mendonça.

Júnior disse que não está filiado a qualquer partido, mas admitiu que, se for convidado a se candidatar, pode pensar no assunto.

Vice de Marconi Perillo? Sim, pode ser, falou Júnior. Mas, acrescentou, pode ser vice também de Iris Rezende. Enfim, ele conversa com os dois.

Sobre a ida de Marconi ao seu aniversário, ele contou que combinou com o senador de tratar do assunto depois, no Brasil.

"Estou aqui (bem empresarialmente) e não preciso me desgastar. Eu quero é ajudar." Palavras dele.

Júnior elogiou o governador Alcides Rodrigues "por manter" o governo no prumo e "cumprir compromissos". Muitas vezes, ponderou, pensa-se que um governante está fazendo pouco, mas a verdade é outra. Manter equilíbrio já "é muito nesta crise".

O empresário falou ainda de Henrique Meirelles. Para ele, o Senado é a melhor opção para o presidente do Banco Central.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 09:18.
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02/03/09 - Segunda-feira
Caiado quer mesmo é enfrentar Marconi?

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O deputado federal Ronaldo Caiado disse hoje de manhã à Rádio 730 que tem mais estilo de candidato a governador de Goiás do que de candidato a vice-presidente da República.

A segunda hipótese parte da sugestão do DEM nacional como um dos nomes para compor chapa com José Serra, do PSDB.

Disse: "Gostaria de, nesta altura da minha vida pública, ter cargo no Executivo."

Caiado reforçou, em outro momento da entrevista, que a sua vontade mesmo é de "governar Goiás".

(Bem, sobre isso nem precisava falar...)

Na entrevista à Rádio, o deputado falou muito em "confiança", contraponto, segundo ele, a quem defende a esperteza na política.

(Recado para quem?)

Ponto central da entrevista, para este blog: Caiado mantém fé acesa em construção do que denomina de 'terceira via' na disputa pelo governo de Goiás.

(Até porque, haveria outra possibilidade de firmar uma candidatura dele ao governo senão em uma terceira via?)

Neste caso, a questão que fica é: terceira via por quê?

Porque, de um lado está Marconi Perill0 (PSDB), e, de outro, Iris Rezende (PMDB) como nomes para 2010.

Sendo assim, quer dizer que Caiado, apesar da divulgada reaproximação com Marconi, quer mesmo é disputar contra o tucano?

Eis a questão.

Caiado falou, por fim, que depois do encontro entre ele e Marconi na festa de comemoração à sua ida para a liderança do DEM, os dois não voltaram a se encontrar.

Quer dizer, o reencontro foi fato isolado - pelo menos até agora.

Quer dizer, a reconciliação ficou só naquilo mesmo - pelo menor por enquanto. Só.

***

Para ouvir a entrevista, direto no site da Rádio 730, clique em:

Caiado: "Tenho perfil para governar o Estado"

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 19:35.
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02/03/09 - Segunda-feira
Com o PMDB na oposição, como fica o PP?

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Está no Giro (Carlos Eduardo Reche), de O Popular de hoje:

Cobrança de promessas dará tônica de discurso do PMDB

O cumprimento das promessas de campanha do governador Alcides Rodrigues (PP) está no centro da estratégia da cúpula do PMDB de unificar o discurso de oposição do partido. Na reunião com os deputados federais e estaduais do partido, amanhã, no Paço, o prefeito Iris Rezende dirá que o PMDB deve mostrar ao eleitor aquilo que Alcides prometeu fazer mas ainda não implantou. As apostas são de que o prefeito, no decorrer do ano, eleve o tom das críticas ao pepista. A mudança de postura é um recado para as bases do partido no interior, refratárias a uma aliança entre PMDB e PP para as eleições de 2010. Os dois primeiros anos da gestão Alcides foram marcados pelo discurso de dubiedade do PMDB, dividido entre críticos e simpatizantes do pepista. O deputado José Nelto é um dos que veem com ceticismo a mudança de postura: "Temos de cumprir nosso papel de oposição, mas para o partido é importante manter uma boa relação com o governo caso Alcides lance mesmo um segundo candidato da base", diz.

***

A saber:

com o PMDB na oposição, o que vai fazer o PP?

Vai continuar acirrando os ânimos na relação com o PSDB, correndo o risco de sofrer oposição também dos marconistas?

Vai conversar com o PMDB e estabelecer a aliança desde já para impedir a ação de oposição?

Vai criar sua base de apoio, inclusive na Assembléia - se é que isso é possível -, para estabelecer a tal da terceira via em definitivo?

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 17:38.
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01/03/09 - Domingo
Marconi busca ‘confiança’, mas PP teme vingança

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O título acima é a manchete da Tribuna do Planalto esta semana.

A reportagem é de Eduardo Sartorato. Mostra como está o clima entre os governistas de forma clara, objetiva.

Sartorato apresenta fatos. Diz o seu texto:

No meio político goiano não há dúvidas: Marconi Perillo está diferente. Desde que assumiu a primeira vice-presidência do Senado, há cerca de um mês, o parlamentar tem buscado intensamente diálogo com os partidos da base aliada. O que mais chamou atenção foram os encontros de Marconi com os deputados federais e desafetos do tucano, Ronaldo Caiado (DEM) e Sandro Mabel (PR). A reaproximação indica claramente a vontade de Marconi em garantir a unidade do grupo e criar as condições necessárias para mais uma candidatura sua ao governo. Nos bastidores, tal ação é vista positivamente entre tucanos e políticos dos três principais partidos em que o senador possui mais arestas (DEM, PR e PP), mas ainda há muito que fazer para que todas as lideranças possam voltar a falar a mesma língua.

O maior desafio de Marconi Perillo é resgatar a confiança destes líderes. O senador se envolveu em casos polêmicos com todos eles (ver quadro), e agora tenta superar as barreiras que foram formadas. Marconi sabe que se não conseguir reunir a sua antiga base de partidos terá um caminho muito difícil pela frente, já que hoje apenas o PTB diz seguir o PSDB em 2010. Ou pior, além de não contar com o apoio de partidos que foram seus aliados em eleições passadas, o senador ainda corre o risco de vê-los do lado adversário. Todos os três alimentam alguma possibilidade de estarem do lado do PMDB, em 2010.

***

Também escreve Sartorato, em "Medo de perseguição política afasta o PP":

Após mais de dois anos em atritos constantes, PP e PSDB vivem momentos políticos distintos. Enquanto o governador Alcides Rodrigues desconversa qualquer cenário eleitoral para 2010, o senador Marconi Perillo age para aparar arestas. A repetição da aliança PP-PSDB é a maior incógnita da política goiana e a definição deste impasse certamente significará a definição do próprio cenário político para 2010. Marconi sabe que terá o seu caminho ao Palácio das Esmeraldas encurtado, caso a máquina estadual atue a seu favor. No PP, porém, a palavra 'confiança' tem conotação ainda mais valorizada do que em relação aos outros dois partidos.

***

Para ler toda a reportagem, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 01/03/09 às 22:22.
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27/02/09 - Sexta-feira
Quando o poder se vai...

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Sai de baixo!

O presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios, Abelardo Vaz (PP), cumprimenta o presidente da Assembléia Legislativa, Helder Valin (PSDB).

Quem ficou espremido?

Joaquim de Castro (PSDB), ex-prefeito de Jussara e já quase ex-presidente da AGM (a posso será dia 16).

Ex.

Como é dura essa vida! 

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 20:34.
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27/02/09 - Sexta-feira
Enfim, PP e PMDB muito amorosos, para Inhumas inteira ver

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O amor é lindo...

O discurso do presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios (AGM), Abelardo Vaz (Inhumas), de que o consenso na disputa pelo comando da entidade, que juntou o seu PP e o PSDB do vice, Marcio Cecilio (São Miguel do Passa Quatro), é exemplo para 2010 está incomodando muita gente.

Ele tocou na ferida.

Abelardo sempre defendeu a permanência da unidade. Na eleição da AGM, apenas materializou o discurso.

Mas curiosa mesmo é esta foto, feita pelo esperto Leo Iran.

Abelardo e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), em flagrante olhos nos olhos.

Curiosa porque o velho inimigo do PP em Inhumas é justamente o PMDB de José Essado, derrotado por Abelardo em uma disputa que foi comparada à de 1998. Essado era o Iris da vez, e Abelardo, o Marconi. Deu no que deu: o novo derrotou o velho. No ano passado, Abelardo foi reeleito. O PMDB? Perdeu feio.

Então, que dizer?

Ah, o amor... digo...

Ah, a política...

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 18:18.
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27/02/09 - Sexta-feira
PP e PSDB como nos bons tempos

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O dia de hoje consolida a unidade na disputa pela presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM).

Os prefeitos de Inhumas, Abelardo Vaz, e de São Miguel do Passa Quatro, Marcio Cecilio, na vice, vão comandar a entidade.

Fato relevante: PP, de Abelardo, e PSDB, de Marcio, juntinhos, comos nos velhos tempos, quer dizer, nos idos do 'tempo novo'.

Fato mais relevante ainda: a unidade aí foi fruto da ação dos dois candidatos, e não do governador Alcides Rodrigues ou do senador Marconi Perillo.

Quer dizer: na base, uma unidade foi construída. Na cúpula, isso ainda está impossível.

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 02:32.
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25/02/09 - Quarta-feira
Jobs, o ético

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A frase do vereador Gari Nego Jobs é histórica.

Portanto, anotem aí:

"Ninguém tem mais ética do que eu."

Tá bom.

(Diário da Manhã - Café da Manhã, 20.2.09)

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 18:54.
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25/02/09 - Quarta-feira
E Iris tem fôlego? E o PMDB sem Iris, tem?

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São visíveis no PMDB sinais de desconfiança da base em relação à capacidade do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, de tocar uma campanha ao governo de Goiás.

Hoje no meio do caminho entre 70 e 80 anos, ele teria fôlego para percorrer desde já todos os municípios?

Teria ânimo, no ano que vem, de fazer o mesmo em cerca de três meses?

Muitos dos que fazem estas perguntas levantam outra questão: quando haverá verdadeiramente renovação no PMDB, com o partido saindo da esfera Iris-Maguito-Maguito-Iris?

Tudo bem.

Mas respondam aí: sem Iris como candidato, qual outro nome o PMDB tem para enfrentar Marconi Perillo (PSDB) ou Henrique Meirelles?

Arrisco: por ora, o PMDB continua refém de Iris.

Para o bem ou para o mal. Queiram ou não.

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 12:59.
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25/02/09 - Quarta-feira
Bala perdida

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O deputado federal Luiz Bittencourt (PMDB) falou, e falou muito, em entrevista à Tribuna do Planalto esta semana.

Bittencourt há tempos faz em Goiás mais ou menos o que o senador Jarbas Vasconcelos anda fazendo em relação ao PMDB nacional, que chamou de corrupto, entre outras coisas, na entrevista à revista Veja há duas semanas.

À Tribuna, diz Bittencourt, por exemplo:

"O PMDB é um partido que perdeu a sua identidade. Hoje o PMDB atua para atender a interesses pessoais. O partido perdeu a sua posição de vanguarda na política brasileira, que foi um papel que o PMDB exerceu com primazia no final da ditadura, na luta pela democratização do país. Mas, hoje, o partido não consegue se firmar como um partido crítico, oposicionista, um partido que tenha um conjunto de idéias para transformar a sociedade brasileira. Isso em função dos interesses e projetos pessoais e do fisiologismo de muitas lideranças."

"Não há renovação, não há debate com a sociedade, não há um modelo de relacionamento positivo, um modelo que modernize, que transforme. Há apenas a reprodução de situações que enfraquecem a ação do partido."

Mas, pra mim, a melhor parte da entrevista é esta:

"De certa forma eu sou um crítico interno, uma consciência crítica do partido, uma espécie de grilo falante. Se todos os partidos são assim, eu tenho é que ficar no meu partido, defendendo uma mudança, pregando no deserto, mas com a consciência tranqüila. O que eu estou dizendo aqui é visto a olho nu pelos cientistas políticos, pelos analistas, pelos jornalistas, pelos resultados das minhas ações políticas. Isso nós sentimos é na pele. A cada dia nós percebemos que esse cenário precisa ser alterado."

Porque, seguindo a lógica de outro senador peemedebista, Pedro Simon, para quem o partido "se oferecerá a quem pagar mais" na corrida pela Presidência ano que vem (leia mais no Blog do Josias), sair do PMDB para outro partido é inócuo, já que todos são iguais na corrupção.

E é isso: em vez de discursos de saída, os políticos tinham de fazer mais é debates de entrada, para mudar os partidos e torná-los mais... PARTIDOS!

Até agora, o sentido dos partidos brasileiros é só mesmo este, o de serem armamentos re-partidos entre mercenários políticos que agem segundo os grupos de interesse de ocasião.

(Para ler toda a entrevista de Bittencourt à Tribuna, clique AQUI)

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 00:10.
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15/02/09 - Domingo
Internet na mira

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Thiago Peixoto (PMDB) e Rubens Otoni (PT) decidiram investir nos recursos da internet para chegar ao eleitor navegante.

Suas páginas são bons exemplos de quem quer ampliar a comunicação, mesmo em um terreno tão desconhecido.

Ao lado, os endereços de suas páginas.

Passa a constar também um link para o Blog do Ronaldo Caiado.

Postado por Vassil Oliveira em 15/02/09 às 18:08.
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15/02/09 - Domingo
Demóstenes: 'Relação DEM-PSDB é de falso amor sincero'

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O título acima é da principal nota da coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, assinada por Eduardo Sartorato. Diz a nota:

O senador Demóstenes Torres está animado com a reabertura de diálogo entre o senador Marconi Perillo (PSDB) e o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM). Para ele, os problemas pessoais entre as duas lideranças já estão superados. "É o que eu sempre prego, não adianta fazer política com base em questões pessoais", frisa. Mesmo assim, Demóstenes acredita que um diálogo entre Marconi e Caiado não esteja obrigatoriamente relacionado com aliança para 2010, mas que a nova postura das duas lideranças abre a possibilidade de reagrupamento eleitoral. E este gesto de Marconi, de buscar diálogos com antigos desafetos, o que mudou? "É um Marconi arrependido (risos), é quase um bom samaritano", brinca. "O que eu digo é que se é conveniente para ele esta nova postura, para nós também não deixa de ser. Isto é o que eu chamo de falso amor sincero", acredita. Para o senador, a busca de um caminho forte para o partido em 2010 é a sua chance de lutar de igual para igual pela reeleição. Em uma chapa com o PSDB, o seu nome é natural para compor a chapa majoritária.

Para ler toda a coluna, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 15/02/09 às 17:09.
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15/02/09 - Domingo
Campanhas, como não?

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Primeiro, foi a crítica do tucano Fernando Henrique Cardoso a Lula por este estar em campanha para Dilma.

Depois, veio a notícia: o tucano José Serra saiu em viagem fora de São Paulo - para fazer o quê?

E agora está aí Aécio Neves, assumindo que tem um projeto para o País, na capa da IstoÉ.

***

Todos em campanha. E por que não?

Postado por Vassil Oliveira em 15/02/09 às 17:01.
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