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Arquivo Mensal - Fevereiro/2009 09/02/09 - Segunda-feira Marconi agora quer paz e... amor. Alcides, quer?
É visível o esforço do senador Marconi Perillo (PSDB) em parecer que está fazendo a sua parte para que a base que já foi aliada volte ao bom tempo novo que o elegeu governador em 1998 e o reelegeu em 2002. Quer parecer magnânimo, humilde, conciliador. Coisas do tipo. Mas... ainda dá pra recuperar o tempo perdido? Dá-se por falido um casamento quando as partes, mais do que se desentender, perdem a confiança uma na outra. No caso de Marconi e do governador Alcides Rodrigues (PP), desconfiança mútua é o que não falta. Veja esse caso da Celg. O presidente Lula disse ao governador na semana passada que o empréstimo do BNDES vai sair (leia Lula empenhado em salvar a Celg). Sem ele, a Celg não vê luz no fim do túnel, quer dizer, do buraco negro em que foi metida... por quem mesmo? Eis a questão. Segundo o jornal O Popular de sábado, Alcides disse, depois do encontro com Lula, que a estatal está no breu por obra dos governos dos últimos dez anos - o que, claro, inclui todo o governo Marconi. No domingo, o Popular disse outra coisa. Reproduzida frase completa de Alcides, ele teria dito que a dívida tem bem de mais de dez anos... Ah, bom, dirão os mais crédulos, então Marconi não tem qualquer culpa... Os incrédulos, que só sobrevivem porque são movidos por uma pulga atrás da orelha, sabem que nos bastidores o que mais se ouve é alcidista esbravejar contra o ex-governador, culpando-o de tudo, principalmente do caos na Celg. Os incrédulos, diga-se, estão ligados nas linhas e nas entrelinhas do poder. O presidente do PSDB goiano, deputado Leonardo Vilela, se apressou neste domingo em ressaltar que Alcides não culpou o governo Marconi, longe disso. E foi direto no olho do presidente Lula, criticando-o por estar fazendo uma "barganha" política - dinheiro para a Celg em troca de apoio político do governador. Porque Alcides disse também, depois do encontro com Lula, que a decisão do presidente é política e que isso vai ser levado em conta ano que vem. Para bom entendedor, isso significa que PP e PT podem se casar em 2010, o que pressupõe divórcio à vista entre PP e PSDB. Bem, até a garotada dos colégios sabem, no entanto, que o esforço do PSDB é outro. Voltamos ao começo: por que mesmo o PSDB decidiu não mais bater de frente com Alcides, assim como Marconi decidiu, por seu lado, recompor-se com ex-aliados com quem estava rompido (exemplo flagrande: Ronaldo Caiado)? Porque PSDB e Marconi têm o coração bom? Elementar, caro colega. Porque perder o apoio do governador e do PP para 2010 pode inviabilizar uma candidatura tucana ao governo, ou, no mínimo, enfraquecê-la, ainda que este tucano seja Marconi. Assim, Leonardo critica Lula mas poupa Alcides, embora o flerte público seja mútuo (poderia se diferente?), não porque esteja cego de amor, mas porque não está cego quanto ao custo da separação política do PSDB com o PP. Alcides, o que faz? Faz como sempre fez, nos últimos anos. Sem querer querendo, ou sem não querer querendo, coloca mais uma lenha na fogueira de vaidades que faz queimar a relação PSDB-PP. É fato: PSDB e Marconi querem paz e reconiliação; Alcides, (ainda?) não. PSDB e Marconi, depois de andar com lança-chamas na mão, agora correm carregando mangueira d'água benta; Alcides, na dele, segue de acha acesa na mão. Perguntinhas que não querem calar: Independente de quem tem a razão mais bonita e mais cheirosa, conseguirão PSDB e Marconi engolir sapos e fagulhas para não ver desandar de vez a relação com Alcides e o PP? Até quando Alcides vai dificultar a re-unificação da tal base aliada, se é que ele a quer? E se, lá no fundo do seu coração - ou do que restou em seu peito, depois de tanto amor perdido - ele não quer, como fica Marconi? *** O tempo passa, o tempo voa, e uma coisa não muda: Os tempos são outros em Goiás. Para lembrar:
10/02/09 - Terça-feira PMDB, PT e Machado, o de Assis Na segunda-feira, duas notícias curiosas: 1 - Lula estaria preocupado com o que seria uma crise entre PT e o PMDB por conta da eleição no Senado. 2 - Michel Temer, presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados, admite em entrevista que o PMDB pode preparar candidato próprio à Presidência da República, o que quer dizer que a aliança com o PT não está garantida (nem a com o PSDB, se seguirmos pelo mesmo raciocínio, claro). A reportagem do item 1 e a entrevisa do item 2 estão originariamente no jornal O Estado de S. Paulo (em Goiás, reproduzida por O Popular). Quer dizer, a informação é de um jornal paulista, terra do governador José Serra, pré-candidato a presidente do PSDB. Bem, mas e aí, a crise existe ou não? Se a explicação for a disputa no Senado, a história mostra que então ela, na verdade, ela não existe. É muito pouco para tamanha decisão peemedebista. Mas se não é crise, o que é? Também a história mostra que estranho seria se o PMDB desde já assumisse que só quer uma vice, e já definisse de que lado vai ficar. Pela arte e esperteza da política, o PMDB agora tem de falar grosso, dizer que vai isso e aquilo, porque senão passa a não despertar tanto interesse como pretende, para conseguir o que quer, lá na frente. O PMDB joga. Nada mais que isso. Ah, e Aécio Neves, o governador de Minas que é tucano mas que pode peemedebezar para ser candidato da turma contra Serra e Dilma? Sim, tudo é possível, Aécio pode pender para o PMDB, e isso, mais a filiação, ou o especulação da filiação, ou as duas coisas juntas, tudo faz parte do jogo. Em matéria de dissimulação, o PMDB é mestre. O Machado de Assis da política. Ou seria a Capitu?
10/02/09 - Terça-feira PP, a outra Capitu Todo mundo sabe que o PMDB sempre fez onda com essa história de aliança com o PP. O PP, também. Os dois, para irritar e provocar o senador Marconi Perillo (PSDB) e seus discípulos do tempo novo, há muito jogam charme um para o outro. Ajuda aí aquela máxima: em política, tudo é possível. Pois nesse tempo, lucrou mais o PP, que não teve os peemedebistas na oposição, Tudo bem, dirá você, peemedebisa de quatro costados: "Nada tínhamos a perder." Ok, ok. Porém o tempo passa e a hora da verdade está chegando. Ou o PP volta correndo para os braços calientes do PSDB ou dá uma de corajoso e lança candidato ao governo. Nesse último caso, como seria? Por exemplo. Em sendo Henrique Meirelles o candidato, é razoável imaginar que o PT estará junto. Peraí, o PT? Bom, mas se o PT vai com o PP, como fica o PMDB? Como sempre se esforçou para ficar: só, contra tudo e todos. A chamada chapa puro sangue, tá lembrado? *** Naturalmente, muita água vai passar debaixo da ponto até o ano que vem (Uau! Meu sonho era um dia poder escrever "muita água vai passar debaixo da ponte até o ano que vem"... Sou um jornalista realizado!). O de cima é apenas um dos considerandos nas mesas de jogo. Há outros, como este: está mais do que claro hoje que o PP prefere uma aliança com o PT, numa terceira via torta, mas está mais claro ainda que, entre Marconi e Iris, hoje prefere Iris.
11/02/09 - Quarta-feira Desde quando Ronaldo Caiado é Ronaldo Perillo? Caiado é Caiado. Quando todos os devotos do Marconismo do Santo Tempo Novo alardearam a boa nova (e poderia ser diferente?) da adesão caiadista ao seu Salvador, semana passada, esqueceram de levar em conta isto, que vai anotado acima. Já nesta segunda-feira eis o que anotou a coluna Giro, de O Popular: "Compromisso *** Só para lembrar, segundo o que muitas vezes disse Caiado: - quem interferiu em diretórios do DEM? - quem cresceu às custas de aliados? - quem nunca deu espaço para o DEM em secretarias importantes do governo? - enfim, quem mesmo sempre foi desleal e desrepeitoso com os democratas? Então, você aí, arrisca dizer que Caiado esquecer tudo e agora é só love com aquele que sempre foi a resposta a todas essas perguntas?
12/02/09 - Quinta-feira Abençoados sejam!
A foto é do primeiro dia de janeiro. Posses do prefeito Iris Rezende (PMDB), seu vice, Paulo Garcia (PT) e dos vereadores, entre os quais o presidente da Câmara, Francisco Júnior (PMDB). Leo Iran estava lá, claro!
12/02/09 - Quinta-feira Cânticos dos cânticos
Iris Rezende, o titular, no púlpito: Mãos ao... pra cima, meu povo! Eu quero é governar!!! Me elevem, que eu vou, lá é que é o meu lugar! *** Paulo Garcia, o vice, ao fundo: Vai com Deus, meu velho! Meu tempo há de chegar!! Meu silêncio é de ouro, eu quero é prefeitar!
11/02/09 - Quarta-feira Maguito impediu rebelião na AGM O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), foi um dos mais fortes cabos eleitorais do prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), na pré-campanha para a presidência da Associação Goiana de Municípios. Na sexta-feira, véspera do último dia para inscrição de chapas, um prefeito quis se rebelar. Já tinha enfiado na capanga até o voto do prefeito de Caldas Novas. Aí entrou Maguito na parada. E parou mesmo. A rebelião escafedeu.
12/02/09 - Quinta-feira FHC: 'Não me deixem só!' Fernando Henrique Cardoso tem toda razão quando diz que Lula está em plena campanha. Lula está em campanha. Dilma está em campanha. José Serra está em campanha. Aécio Neves está em campanha. O PMDB, o DEM, o PR, o PTB, todo mundo está em campanha. Só ele não está. Assim não dá! Assim não dá!
15/02/09 - Domingo Campanhas, como não? Primeiro, foi a crítica do tucano Fernando Henrique Cardoso a Lula por este estar em campanha para Dilma. Depois, veio a notícia: o tucano José Serra saiu em viagem fora de São Paulo - para fazer o quê? E agora está aí Aécio Neves, assumindo que tem um projeto para o País, na capa da IstoÉ. *** Todos em campanha. E por que não?
15/02/09 - Domingo Demóstenes: 'Relação DEM-PSDB é de falso amor sincero' O título acima é da principal nota da coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, assinada por Eduardo Sartorato. Diz a nota: O senador Demóstenes Torres está animado com a reabertura de diálogo entre o senador Marconi Perillo (PSDB) e o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM). Para ele, os problemas pessoais entre as duas lideranças já estão superados. "É o que eu sempre prego, não adianta fazer política com base em questões pessoais", frisa. Mesmo assim, Demóstenes acredita que um diálogo entre Marconi e Caiado não esteja obrigatoriamente relacionado com aliança para 2010, mas que a nova postura das duas lideranças abre a possibilidade de reagrupamento eleitoral. E este gesto de Marconi, de buscar diálogos com antigos desafetos, o que mudou? "É um Marconi arrependido (risos), é quase um bom samaritano", brinca. "O que eu digo é que se é conveniente para ele esta nova postura, para nós também não deixa de ser. Isto é o que eu chamo de falso amor sincero", acredita. Para o senador, a busca de um caminho forte para o partido em 2010 é a sua chance de lutar de igual para igual pela reeleição. Em uma chapa com o PSDB, o seu nome é natural para compor a chapa majoritária. Para ler toda a coluna, clique AQUI.
15/02/09 - Domingo Internet na mira Thiago Peixoto (PMDB) e Rubens Otoni (PT) decidiram investir nos recursos da internet para chegar ao eleitor navegante. Suas páginas são bons exemplos de quem quer ampliar a comunicação, mesmo em um terreno tão desconhecido. Ao lado, os endereços de suas páginas. Passa a constar também um link para o Blog do Ronaldo Caiado.
15/02/09 - Domingo A mulher que comprou o jornal e deixou a tinta boquiaberta Estava eu calmamente na Revistaria Globo, semana passada, quando entrou uma mulher agitada, procurando jornais. - Qual jornal a senhora quer? - perguntou uma atendente. Eu ali, ouvindo como quem não quer nada, curioso para saber qual ela ia pedir. - O mais grosso - ela então falou. O mais grosso? Como assim? - Um grande, de muitas páginas. A atendente ficou quieta, talvez tentando entender o que estava acontecendo. Eu? Eu também não estava entendendo nada! - Eu quero um jornal grosso porque estou pintando a minha casa e preciso cobrir os vidros. Quanto mais página, melhor. Yes! Ela não queria o melhor jornal, nem o pior, nem parece ter opinão sobre questões menores como essa, ela nem foi direto aos jornais, muito menos deu nomes de jornais que porventura pudesse conhecer. Nada disso. Ela queria papéis, apenas isso, papéis para cobrir os vidros, e estava disposta a pagar por isso, pagar o preço de um exemplar do dia. A atendente, já dominando a situação, mostrou os que tinha, falou que todos eram "grossos" e, por fim, sugeriu: - Por que a senhora não leva dois, assim terá papel suficiente... E a mulher, que não é boba nem nada, naturalmente aceitou. Na hora! Eu? Eu continuo lá. Parado. Inútil. Quem for à revistaria vai me ver, uma estátua de tinta. E em nome da verdade dos fatos, devo avisar a quem for lá: não há nada para ler, inabalável que estou na minha incomunicabilidade jornalística, por assim dizer. A tinta é o que restou dos jornais inúteis comprados à vista. Sim, à vista de todos, de todo o mundo!!
24/02/09 - Terça-feira Carnaval assim mesmo Definitivamente, ninguém foge do carnaval. Fui para o interior sem contar a viv' alma para onde ia, mas parece que tava todo mundo lá, pelo menos parecia todo mundo, fazendo a mesma coisa, pulando, pulando, pulando, e era todo mundo porque a cabeça inchou na proporção exata do mundo todo, portanto... Antes, a surpresa foi ouvir de dez entre dez pessoas para quem perguntei se ia pular ou descansar no carnaval, que "Não, não vou pular, vou descansar, dormir atééé...", no que me identifiquei de pronto, só que a proporção dos prontos para dormir para os prontos para ficar acordados até cair não me parece justa, a esta altura. Ou isso ou todo mundo mentiu pra mim. Ou será que eu é que menti?! Posso até dizer que a coisa não é bem assim, não é que eu estava fugindo do carnaval, estava fugindo é da agitação, porque parte do que se quer no carnaval, como a alegria, eu continuei e continuo querendo, só que de outro jeito, sem plumas e sem porre, em outras palavras, carnaval, sim, folia, não, eis o meu lema sempre nessas ocasiões, o que era para ser. Era. Em tempos ligados, plugados, conectados, atados em todas as direções da moderna era dos novos achados (por todos) e perdidos (em si), fugir é impossível. Eis o que há. Quer dizer, todo mundo tem direito ao seu carnaval, a questão é que o meu não quis muito saber de mim, ou, se quis, capitulou na primeira batida e no primeiro grito da primeira hora do primeiro enredo, sem primeiro falar comigo. Resta que neste carnaval fui engolido não pela quietude do silêncio que compus em sonho antes, mas pela solidão dos pisoteados pela balbúrdia dos corpos despregados do chão depois que tudo se mostrou inevitável. Não entendeu? Explico: eu queria descansar de todo mundo; no final das contas, todo mundo se esbaldou em meu querer. Ô-lê-lê, ô-lá-lá.
24/02/09 - Terça-feira Clima na chamada base aliada piora a cada dia I A estratégia do PSDB e do senador Marconi Perillo é clara: transferir para o PP e o governador Alcides Rodrigues a responsabilidade pelo fim da chamada base aliada governista. Nisso, os tucanos estão agindo com inteligência. Ao dizer que o partido está com Alcides desde o início e ficará até o final do governo, e Marconi completar afirmando que não será responsável pela desintegração da base (leia entrevista à Tribuna; clique AQUI), o PSDB coloca no colo do governador qualquer culpa futura pela falta de unidade. Principalmente porque não há mesmo qualquer gesto do governador em favor da recomposição dessa unidade. Ao contrário. Todas as ações alcidistas são no sentido de deixar claro que não há mais acordo, que tudo está sendo feito pela desagregação aliada. A estratégia revela outras coisas ainda. Que ação do PP e de Alcides não prima pela lógica. Degarrar-se do PSDB e de Marconi para ir para onde? Unir-se com o PMDB de Iris Rezende? Rezar pela vinda do salvador, que ora atende pelo nome de Henrique Meirelles? Que o PSDB e Marconi insistem em passar a idéia de que está mudado, que agora primam pela paz e o amor, mas continuam agindo de forma atabalhoada. Marconi, por exemplo, em vez de mostrar-se naturalmente em paz e disposto ao amor, que convencer pela força da mídia e das palavras que é paz e amor, no que só consegue aumentar o clima interno de guerra e ódio. Que, embora haja quem insista que o clima na base aliada governista mudou, que tudo caminha para o entendimento, a verdade é que não só nada mudou como piorou.
24/02/09 - Terça-feira Clima na chamada base aliada piora a cada dia II Permitam-se a insistência. O fim da discórdia na base aliada só ocorrerá no dia em que o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB) se fecharem em uma sala e lá lavarem toda a roupa que sujaram nos últimos anos. Sem essa conversa, o clima só tende a desandar. A ponto de, hoje, a previsão mais razoável em caso de encontro a portas fechadas entre Alcides e Marconi não é de entendimento, e sim de eliminação mútua.
25/02/09 - Quarta-feira Caiado é tão candidato ao governo quanto era antes No ano passado, não me lembro exatamente quando, o deputado federal Ronaldo Caiado admitiu em entrevista à Rádio 730, emocionado (o que também admitiu no ar), que sonha governar Goiás. Naquela época, ele também admitiu que sonhar não quer dizer realizar. Disse, em resumo, que ia fazer a sua parte, ficar preparado. Caso a oportunidade surgisse, não a deixaria escapar. Isso há mais de ano. Agora, o que ele diz? Exatamente o mesmo. Caiado continua firme no propósito de criar condições para uma candidatura ao governo, mas sem a ilusão de uma aventura custe o que custar. Também à Rádio 730, o senador Marconi Perillo (PSDB) admitiu, dias atrás, que pode inclusive apoiar uma candidatura de Caiado ao governo. Falou isso no momento em que se preocupava em mostrar-se reconciliado com o deputado. Não quer dizer, obviamente, que acredita na candidatura de Caiado, porque ele próprio se apresenta a todo instante candidatíssimo a governador. E a senadora Lúcia Vânia (PSDB)? Ao chegar atrasada à festa dedicada a Caiado pela escolha de seu nome como líder do DEM na Câmara, ele brincou que o clima ali era de lançamento de candidatura ao governo. Sua gentileza foi interpretada como lançamento de Caiado ao governo. No entanto, isso está longe de acontecer, a não ser se se considerar o seguinte: com Caiado candidato ao governo, fica mais fácil para ela garantir uma vaga para tentar a reeleição, já que o seu PSDB não teria a cabeça de chapa. (Pelo mesmo raciocínio, pode-se dizer que, para o democrata Demóstenes Torres, melhor que Marconi seja o candidato, jamais Caiado). Noves fora tudo isso, tem-se que a candidatura de Caiado ao governo não é nova, assim como são velhas as dificuldades para ele chegar lá. Nada mudou. Muito menos Caiado.
25/02/09 - Quarta-feira Jobs, o ético A frase do vereador Gari Nego Jobs é histórica. Portanto, anotem aí: "Ninguém tem mais ética do que eu." Tá bom. (Diário da Manhã - Café da Manhã, 20.2.09)
25/02/09 - Quarta-feira E Iris tem fôlego? E o PMDB sem Iris, tem? São visíveis no PMDB sinais de desconfiança da base em relação à capacidade do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, de tocar uma campanha ao governo de Goiás. Hoje no meio do caminho entre 70 e 80 anos, ele teria fôlego para percorrer desde já todos os municípios? Teria ânimo, no ano que vem, de fazer o mesmo em cerca de três meses? Muitos dos que fazem estas perguntas levantam outra questão: quando haverá verdadeiramente renovação no PMDB, com o partido saindo da esfera Iris-Maguito-Maguito-Iris? Tudo bem. Mas respondam aí: sem Iris como candidato, qual outro nome o PMDB tem para enfrentar Marconi Perillo (PSDB) ou Henrique Meirelles? Arrisco: por ora, o PMDB continua refém de Iris. Para o bem ou para o mal. Queiram ou não.
25/02/09 - Quarta-feira Bala perdida O deputado federal Luiz Bittencourt (PMDB) falou, e falou muito, em entrevista à Tribuna do Planalto esta semana. Bittencourt há tempos faz em Goiás mais ou menos o que o senador Jarbas Vasconcelos anda fazendo em relação ao PMDB nacional, que chamou de corrupto, entre outras coisas, na entrevista à revista Veja há duas semanas. À Tribuna, diz Bittencourt, por exemplo: "O PMDB é um partido que perdeu a sua identidade. Hoje o PMDB atua para atender a interesses pessoais. O partido perdeu a sua posição de vanguarda na política brasileira, que foi um papel que o PMDB exerceu com primazia no final da ditadura, na luta pela democratização do país. Mas, hoje, o partido não consegue se firmar como um partido crítico, oposicionista, um partido que tenha um conjunto de idéias para transformar a sociedade brasileira. Isso em função dos interesses e projetos pessoais e do fisiologismo de muitas lideranças." "Não há renovação, não há debate com a sociedade, não há um modelo de relacionamento positivo, um modelo que modernize, que transforme. Há apenas a reprodução de situações que enfraquecem a ação do partido." Mas, pra mim, a melhor parte da entrevista é esta: "De certa forma eu sou um crítico interno, uma consciência crítica do partido, uma espécie de grilo falante. Se todos os partidos são assim, eu tenho é que ficar no meu partido, defendendo uma mudança, pregando no deserto, mas com a consciência tranqüila. O que eu estou dizendo aqui é visto a olho nu pelos cientistas políticos, pelos analistas, pelos jornalistas, pelos resultados das minhas ações políticas. Isso nós sentimos é na pele. A cada dia nós percebemos que esse cenário precisa ser alterado." Porque, seguindo a lógica de outro senador peemedebista, Pedro Simon, para quem o partido "se oferecerá a quem pagar mais" na corrida pela Presidência ano que vem (leia mais no Blog do Josias), sair do PMDB para outro partido é inócuo, já que todos são iguais na corrupção. E é isso: em vez de discursos de saída, os políticos tinham de fazer mais é debates de entrada, para mudar os partidos e torná-los mais... PARTIDOS! Até agora, o sentido dos partidos brasileiros é só mesmo este, o de serem armamentos re-partidos entre mercenários políticos que agem segundo os grupos de interesse de ocasião. (Para ler toda a entrevista de Bittencourt à Tribuna, clique AQUI)
27/02/09 - Sexta-feira Meirellistas. Mas também iristas e marconistas Tá ficando cada vez mais engraçado. Os defensores de Henrique Meirelles como candidato ao governo estão emparedados. São, em sua maioria, normalmente ligados ou a Iris Rezende (PMDB), ou a Marconi Perillo (PSDB). Como os dois estão cada dia mais candidatos, os meirellistas-iristas-e/ou-marconistas se veem na dificuldade de ter de defender Meirelles candidato e, também, ao mesmo tempo, propagar a candidatura de Marconi ou Iris. Isso é que é missão impossível. Decorrente da não-indicação clara de Meirelles quanto a ser ou não ser candidato - e da vontade desses indecisos de vê-lo candidato, sem poder admitir de todo, desconfiados de que ele não vem. Em resumo: se pudessem escolher, escolheriam Meirelles, mas não podem, porque Meirelles não se materializa como candidato. Assim, ficam entre a cruz e a espada. Um exemplo? Confiram a entrevista de Helder Valin à Rádio 730 ontem (clique AQUI para ouvir). Ele chega ao ápice: diz acreditar em uma candidatura de consenso, com Meirelles na cabeça de chapa! Claro, diz consenso em relação à chamada base aliada governista. Mas isso não implicaria retirada de Marconi da corrida? Sem falar que há muitos, mas muitos mesmo, que acreditam em um consenso maior, unindo PMDB, PSDB, PT, PP, PR, PTB... Enquanto isso, os 'deverasmente' incomodados com Meirelles no PSDB e no PMDB aumentam a carga de críticas. Marconi e Iris à frente.
27/02/09 - Sexta-feira PP e PSDB como nos bons tempos O dia de hoje consolida a unidade na disputa pela presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM). Os prefeitos de Inhumas, Abelardo Vaz, e de São Miguel do Passa Quatro, Marcio Cecilio, na vice, vão comandar a entidade. Fato relevante: PP, de Abelardo, e PSDB, de Marcio, juntinhos, comos nos velhos tempos, quer dizer, nos idos do 'tempo novo'. Fato mais relevante ainda: a unidade aí foi fruto da ação dos dois candidatos, e não do governador Alcides Rodrigues ou do senador Marconi Perillo. Quer dizer: na base, uma unidade foi construída. Na cúpula, isso ainda está impossível.
27/02/09 - Sexta-feira Enfim, PP e PMDB muito amorosos, para Inhumas inteira ver
O discurso do presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios (AGM), Abelardo Vaz (Inhumas), de que o consenso na disputa pelo comando da entidade, que juntou o seu PP e o PSDB do vice, Marcio Cecilio (São Miguel do Passa Quatro), é exemplo para 2010 está incomodando muita gente. Ele tocou na ferida. Abelardo sempre defendeu a permanência da unidade. Na eleição da AGM, apenas materializou o discurso. Mas curiosa mesmo é esta foto, feita pelo esperto Leo Iran. Abelardo e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), em flagrante olhos nos olhos. Curiosa porque o velho inimigo do PP em Inhumas é justamente o PMDB de José Essado, derrotado por Abelardo em uma disputa que foi comparada à de 1998. Essado era o Iris da vez, e Abelardo, o Marconi. Deu no que deu: o novo derrotou o velho. No ano passado, Abelardo foi reeleito. O PMDB? Perdeu feio. Então, que dizer? Ah, o amor... digo... Ah, a política...
27/02/09 - Sexta-feira Quando o poder se vai...
O presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios, Abelardo Vaz (PP), cumprimenta o presidente da Assembléia Legislativa, Helder Valin (PSDB). Quem ficou espremido? Joaquim de Castro (PSDB), ex-prefeito de Jussara e já quase ex-presidente da AGM (a posso será dia 16). Ex. Como é dura essa vida!
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25/02/10
Cegueira ou malandragem? 16/01/10 Mudanças 14/01/10 Entrelinhas da Politica: Alcides e a saida dos auxiliares 13/01/10 Meirelles com cargo internacional mas ainda na disputa 13/01/10 Entrelinhas da Politica: É preciso iniciar a montagem de equipe de campanha. 12/01/10 A visita do Secretário da Fazenda aos Deputados estaduais 11/01/10 Governador afirma que 2010 será de investimento 11/01/10 Governador fala de investimento e fortalecimento da Nova Frente em entrevista a Tribuna do Planalto 07/01/10 As infuências externas na disputa em Goiás 07/01/10 Disputa para cargo de senador dificil. ate mesmo para Lucia Vania 07/01/10 A expectativa de investimento 06/01/10 Definir estratégias esse é o primeiro passo para 2010 06/01/10 Roller surge como uma das alternativas da NOVA FRENTE 11/12/09 Mais poesia e menos política, minha gente 08/12/09 Ponto. Parágrafo.
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