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Arquivo Mensal - Maio/2008

01/05/08 - Quinta-feira

Ta todo mundo perdido na base aliada

Acompanhe o comentário de Vassil Oliveira no Programa Cá Entre Nós da Rádio 730. Vassil Oliveira participa todo dia com o quadro "Nas entrelinhas da Politica".

Para ouvir o comentário do dia 30 de Abril clique aqui.

Postado por Marcley Matos às 07:08 de 01/05/08.
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02/05/08 - Sexta-feira

Meirelles articula candidatura ao governo de Goiás

Saiu hoje no Blog do Josias de Souza:

* Presidente do BC informou a Lula sobre seus planos

* Ouviu palavras de estímulo e pedido: 'Seja discreto'

* Em segredo, discute estratégia com líderes goianos

* Se tudo der certo, entrega o cargo no final de 2009

Henrique Meirelles costuma comparar o seu papel no governo ao de um goleiro no time de futebol. Gaba-se de ter conseguido defender o país dos riscos que rondam a grande área da economia. Há três meses, o guardião das balizas inflacionárias decidiu ir ao ataque.

Centro-avante de si mesmo, Meirelles aventura-se num campo em que o rigor matemático conta pouco. Enveredou pelos sinuosos caminhos da política. O presidente do Banco Central informou a Lula que deseja disputar o governo de Goiás, seu Estado natal, nas eleições de 2010.

Recolheu do chefe palavras de estímulo. Que interpretou como uma perspectiva de apoio. Ouviu também um pedido para que fosse discreto em suas articulações. Ambição política é coisa que, em tese, não condiz com a frieza que se exige de um comandante do Banco Central.

Munido do beneplácito do presidente da República, Meirelles foi aos subterrâneos. Ali, vem se encontrando secretamente com as principais lideranças políticas de Goiás. Move-se com desenvoltura suprapartidária.

A julgar pelo que diz nesses encontros, Lula lhe teria feito uma confidência: no baralho da sucessão presidencial, Meirelles seria uma espécie de curinga. Uma carta que o presidente poderia levar ao pano verde como elemento surpresa.

Meirelles tomou nota. Mas não parece ter levado a sério. Arma seu próprio jogo. Já na fase de montagem da estratégia, identificou dois adversários de peso: o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e o ex-senador Íris Rezende (PMDB-GO).

São dois ex-governadores do Estado. Têm a pretensão de disputar a sucessão estadual em 2010. Numa tentativa de driblar a dupla, Meirelles esboça uma aliança com o atual governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), com quem conversa amiúde.

Alcides foi eleito em aliança com o tucano Perillo, a quem sucedeu. Hoje, porém, vive às turras com o mentor. Aproximou-se de Lula, que vem brindando sua administração com generosos repasses de verbas federais.

Meirelles cogita filiar-se ao PP, a legenda do governador. Concorreria ao Executivo estadual em coligação com o PMDB local. Alcides Rodrigues e Íris Rezende comporiam a chapa como candidatos ao Senado. Se os planos vingarem, o presidente do BC terá de sentar praça no PP até outubro de 2009, um ano antes da eleição. Pela lei, será obrigado a deixar o BC.

Embora pouco afeito às tramas da política, Meirelles não é neófito na matéria. Em 2002, foi às urnas como candidato do PSDB à Câmara. Estima-se que tenha feito a campanha mais cara de Goiás. Elegeu-se com a maior votação do Estado: 183 mil votos.

Antes que pudesse assumir a cadeira de deputado, foi convidado por Lula para dirigir o BC. Renunciou ao mandato, desfiliou-se do PSDB e tornou-se o principal fiador da estabilidade econômica.

Em 2006, na virada do primeiro para o segundo reinado de Lula, Meirelles esboçara a intenção de deixar o governo para disputar a sucessão goiana. Dissuadido pelo presidente, permaneceu em Brasília. E foi à caderneta de Lula na condição de credor.

Em todas as suas conversas, Meirelles menciona uma preocupação que soa obsessiva: não vai permitir que sua atuação como centro-avante do próprio projeto político conspurque a missão que se auto-impôs como goleiro da economia.

No último dia 16, Meirelles demonstrou que fala sério: patrocinou a elevação da taxa de juros de 11,25% para 11,75%. As críticas ainda soavam quando, na última quarta-feira (30), o presidente do BC converteu-se numa espécie de Rogério Ceni da economia.

O gol do goleiro veio na forma de um título inédito: a concessão ao Brasil, pela agência de risco Standard & Poor's, do grau de investimento. O desafio de Meirelles é, agora, converter heterodoxia econômica em capital político.

Para acessar o blog clique aqui.

Postado por Marcley Matos às 09:18 de 02/05/08.
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03/05/08 - Sábado

PT 'anti-Iris' perdeu o rumo

Eduardo Horácio escreve esta semana na Tribuna do Planalto:

O PT já se definiu: vai se aliar a Iris. Mas os desdobramentos da aliança continuam. Na última semana, por exemplo, a ala que defendeu candidatura própria nos encontros partidários agiu estranhamente. Essas ações merecem reflexão.

(...)

E outra: por que essa exigência de liberdade para o PT escolher o nome? Se essa ala é mesmo contra uma aliança com Iris, o mais natural é nem lançar um nome para ser vice de Iris, correto? Pelo menos é a lógica. Daí não fazer a mínima diferença a forma como esse "vice" vai ser escolhido. A não ser que, no fundo, a ala pró-candidatura própria agora se junte a ala que sempre quis aliança com Iris.

De todo modo, vai ficando mais do que claro que algo de estranho aconteceu durante os últimos seis meses. Quando Carlos Soares levantou a possibilidade do PT ser vice de Iris, a ala pró-candidatura própria era majoritária no início das discussões. A expectativa era que a aliança não vingaria. Em cada etapa, no entanto, a ala irista cresceu dentro do PT. Sempre lentamente, até se tornar majoritária.

A derrota da candidatura própria é uma história que ainda precisa ser bem contada. (...)

Para ler todo o artigo, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 12:58 de 03/05/08.
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03/05/08 - Sábado

Dois pontos

Questão de 'intindimento'

A base aliada discute: o melhor é um candidato só contra Iris Rezende em Goiânia ou muitos, para forçar um segundo turno?

Pela pesquisa Tribuna/Rádio 730/Grupom, a resposta é: muitos.

Sendo assim, por que a proposta de se ter o senador Demóstenes Torres (DEM) como candidato de 'união' da base?

A não ser que a estratégia não seja uma 'união' em outros termos: Demóstenes candidato, sim, e outros também.

Demóstenes seria para 'ganhar'; os outros, para ajudar.

Demóstenes pé no chão

O fato é que, por onde se olha, a possível candidatura de Demóstenes Torres esbarra no fator costura. Os pontos ainda não se unem.

Daí a ponderação do senador. À Rádio 730, na semana passada, ele soltou três frases certeiras:

1 - "Candidato, por melhor que esteja, se não tiver bom leque de alianças, não (deslancha)"

2 - "(para sua candidatura vingar:) Tem de ter apoio, e apoio sincero, de todos os envolvidos."

3 - "Gostaria muito (de ser candidato), mas não estou me oferecendo."

(Publicado na Tribuna do Planalto em 4.5.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 17:03 de 03/05/08.
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03/05/08 - Sábado

‘Pesquisa não ganha eleição’, diz especialista do Grupom

Especialista em marketing político pela PUC-RS e sócio-diretor do Instituto Grupom, que realizou a pesquisa de intenção de voto em Goiânia, publicada na edição passada da Tribuna e nesta (para ler, clique AQUI), Mário Rodrigues Filho fala sobre um tema sempre polêmico: rejeição. E sobre o poder das pesquisas.

É correto considerar a rejeição como fator decisivo para se definir uma candidatura?

Mário - Quem (partido) se utilizar deste fator "rejeição" como um dado puro, simplesmente exposto nos resultados das pesquisas para excluir uma candidatura, certamente estará 'matando' um possível candidato vitorioso em uma eleição. Diversos são os exemplos de políticos cujo indicador rejeição apresentava-se alto e eles foram eleitos. O exemplo é do próprio prefeito eleito de Goiânia em 2004, cujos índices de rejeição eram significativos. A maior parte dos nomes incluídos nesta pesquisa de abril (leia mais abaixo) possui uma rejeição alta. Essas rejeições tenderão a reduzir-se durante a campanha, uma vez que, neste momento, a rejeição está mais relacionada ao desconhecimento dos candidatos/candidaturas, por parte dos eleitores, do que por outras razões. O resumo (síntese) no quadro em destaque (veja acima)  pode explicar melhor. Foi extraído do site Política para Políticos.

Em matéria de rejeição, cada caso é um caso?

Sim. Para a maioria dos candidatos, a rejeição está vinculada ao desconhecimento e a pequenos outros pontos de conflito entre eles e o público eleitor. Há casos em que há confusão por parte do eleitor, ou seja, incapacidade de reconhecer diferenças ou distinções (confusão de nomes), obrigando o candidato a um desdobramento maior no seu trabalho para que o eleitor o reconheça como a pessoa certa, não o "outro".

Pesquisa ganha eleição?

A pesquisa eleitoral não ganha eleição. A história mostra candidatos favoritos perdendo, e candidatos 'derrotados' nas pesquisas alcançando a vitória. Na primeira eleição de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro, o franco favorito, disparado, era Miro Teixeira. No meio da campanha, Miro foi ultrapassado por Sandra Cavalcanti. Leonel Brizola, que começara com índices baixíssimos, venceu as eleições. Em 1988, Luíza Erundina perdeu todas as pesquisas para Paulo Maluf, mas ganhou as eleições para a Prefeitura de São Paulo. Em Goiás, este exemplo é visível nas eleições de 1998, 2000, 2002, 2004 e 2006: todos os que estavam em situação de desvantagem nas pesquisas ganharam as eleições. (2000 e 2004, na cidade de Goiânia). A pesquisa eleitoral funciona como uma bússola para os candidatos: para continuar a estratégia, mudar de comportamento, tomar atitudes, esconder-se da mídia, discutir determinado tema, fugir de temas contundentes. Conforme as pesquisas vão se alterando, o candidato vai se orientando por elas, para conservar a tendência de alta, ou para reverter o quadro de baixa. Como as pesquisas não mudam a eleição, mas mudam o comportamento dos candidatos, antes não havia necessidade de qualquer regra legal para sua divulgação. Estudos realizados por diversas empresas de pesquisa e institutos ligados às universidades comprovam que menos de 3% dos eleitores tendem a votar no que se apresenta em primeiro lugar ('não quero perder meu voto') nas pesquisa. A pesquisa é instrumento de informação do eleitor e de orientação para o candidato e não pode servir aos objetivos de partido ou de candidato. Quando usada de forma errada, fatalmente se volta contra os que dela fizeram mau uso.

***

Rejeição é uma variável na avaliação da candidatura

(Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br)

A rejeição é uma variável básica na avaliação da viabilidade de uma candidatura.

Ela representa o pólo oposto da variável adesão. Significa que, para um número determinado de eleitores, o candidato em questão está excluído da possibilidade de ser votado. A rejeição é sempre um problema sério para qualquer candidatura, e adversidade é maior quanto maior for a parcela do eleitorado que subscrever este sentimento.

A rejeição, portanto, é sempre um problema sério para qualquer candidatura, e o problema é maior quanto maior for a parcela do eleitorado que subscrever este sentimento. Algumas vezes o grau de rejeição de um candidato, medido por pesquisas de intenção de voto, é tratado precipitadamente pelo partido, pelos que contribuem financeiramente e pelos comentaristas políticos como uma sentença condenatória, como um atestado final de sua inviabilidade eleitoral. Isto ocorre devido a uma compreensão apressada, superficial e portanto inadequada do significado deste conceito.

É necessário, pois, esclarecer melhor o significado da rejeição:

1 - Todos os candidatos possuem algum grau de rejeição. A própria natureza contraditória da política faz com que qualquer candidato seja rejeitado por algum setor do eleitorado. Se não o for por sua imagem pública, o será pelo partido pelo qual concorre, pelos políticos com os quais está associado e/ou pelas idéias e propostas que patrocina.

2 - O grau de rejeição pode variar durante a campanha. A rejeição é um sentimento que pode se originar de um preconceito ou de uma imagem equivocada, e que podem ser alterados durante a campanha, quando o candidato tem maiores oportunidades de se fazer conhecido. O inverso também é igualmente verdadeiro.

3 - Rejeição absoluta e relativa. A rejeição é absoluta quando o sentimento de exclusão do candidato é definitivo e irreversível. Normalmente, nas pesquisas de intenção de voto, ele é medido pela pergunta: "Em quem você não votaria de jeito nenhum". A rejeição é relativa quando o eleitor, que no momento da pesquisa está apoiando outro, admite a possibilidade de vir a votar no candidato, ainda que considere esta hipótese muito remota, muito difícil, quase impossível, etc. A rejeição absoluta não se reverte, a relativa pode ser reversível, pelo menos para uma parcela daqueles que a possuem.

4 - A rejeição varia em função das alternativas de voto. As alternativas de voto que o processo eleitoral oferece ao eleitor podem influir decisivamente sobre o sentimento de rejeição.

5 - Rejeição pessoal, partidária, ideológica, por associação. O sentimento de rejeição pode ter a sua origem em diferentes aspectos que circunstanciam uma candidatura, alguns dos quais podem ser revertidos enquanto outros não. Se a rejeição se sustenta numa hostilidade à pessoa do candidato, ela só será revertida se esta animosidade decorre de uma imagem destorcida ou de preconceito. Nestas duas situações, informações novas, verdadeiras e positivas sobre ele, podem ter o poder de corrigir a sua imagem e remover as razões para o preconceito. Se, por outro lado, o candidato for muito conhecido e muito rejeitado, dificilmente se conseguirá reverter o quadro. Já no caso de a rejeição sustentar-se numa hostilidade ao partido ou à ideologia do candidato as possibilidades de reversão são mínimas. Por outro lado, se a rejeição ocorre por associação, dirigindo-se contra pessoas ou organizações que apóiam o candidato a remoção delas, ou muitas vezes o rebaixamento de seu perfil na mídia e na campanha pode ser suficiente para a reversão. Para entender adequadamente o grau de rejeição: se ela é absoluta ou relativa, suas razões, seu foco (pessoa, partido, etc.), sua relação com o grau de conhecimento do candidato pelos eleitores, os cenários que podem favorecer uma reversão, assim como a identificação dos eleitores que o rejeitam a pesquisa é indispensável.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 4.5.2008 - para ver, AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 20:10 de 03/05/08.
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04/05/08 - Domingo

Iris é candidato único

* Campanha na base é pra ver quem vai perder pra ele

Favorito nas pesquisas para garantir a reeleição, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), tem outro ponto a seu favor: segue como candidato único. Até agora, todos os outros pré-candidatos são candidatos contra todos, menos contra ele, Iris. Brigam mais para ter o direito de perder para ele do que de tentar ganhar.

Quem mais se aproxima de uma candidatura que até pode ser definida como de 'oposição' a Iris é Martiniano Cavalcante, do Psol. Mas as chances dele polarizar a disputa ou de vencê-la são mínimas, teóricas, como mostra a mais recente rodada da pesquisa Tribuna/Rádio 730/Grupom (veja nesta edição a repercussão e novos dados do levantamento).

Martiniano é duro nas críticas a Iris. Os outros pré-candidatos mais parecem cabos eleitorais do peemedebista. No máximo, cutucam, uma coisa, assim, de leve. Em geral, todos, inclusive Martiniano, reconhecem méritos, muitos méritos na administração irista na Capital, e por vezes elogiam o prefeito. Pode?!

Dentre os aliados, pela força da máquina do governo estadual, poderia surgir a antítese a Iris. Poderia, se campo adubado para tal houvesse. Não há. Nem campo bom, nem bons plantadores. Porque, se de um lado os aliados na pré-disputa reclamam que o comandante natural do processo sucessório, governador Alcides Rodrigues (PP) - que seria o semeador do campo para eles -, é uma esfinge indecifrável, uma escultura viva do poder do silêncio, de outro eles mesmos pouco fazem. Encalacrados estão, encalacrados ficam, perdidos na balbúrdia da indefinição. Que é boa para quem? Nem discurso há.

Pode-se argumentar que não dá para arrumar discurso em meio ao clima de indefinição aliada. Porém, pode-se argumentar outra coisa ainda: o fato mostra que, além de falta de habilidade para política articular a candidatura, os pré-candidatos aliados (aliás, todos os outros) estão desarticulados com suas próprias idéias para a cidade. São cabeças a prêmio, e não cabeças pensantes.

Nos Estados Unidos, também há um disputa interna entre os democratas Hillary Clinton e Barack Obama. E lá como cá, trata-se de pré-campanha. Lá, para saber quem será o candidato democrata à Presidência dos EUA. Cá, para definir se haverá um ou mais candidatos e, se for um, quem será o escolhido dessa unidade governista.

Só que Hillary e Obama brigam acima de tudo no campo das propostas, das idéias, dos conceitos. Aqui, não. Aqui a guerra é política. Política e... política. Nada mais. A cidade, não se discute. Mesmo Martiniano, a oposição esboçada por ora é mais política. De ser contra Iris e o que ele representa, contra o governo e o que ele sempre representou, e contra o PT e o que ele passou a representar - na sua visão.

Iris é quem fala, fala, fala e fala da cidade. O tempo todo. Vende seu peixe. Prefeito em tempo integral, ele inaugura obras, anuncia obras, promete obras, está em obras 24 horas, anda pelos bairros, conversa bastante, discursa onde pode e onde vê um tamborete - com 74 anos, não perde tempo. Argumenta em defesa de seus feitos. E faz isso livremente. Ninguém polariza com ele.

A defesa das idéias virá a seu tempo para os outros? Iris abusa de seu poder? Calma que, depois das convenções, a história é outra?

Tudo isso é dito e repetido. Ouvido aceita tudo. O fato é que as coisas estão acontecendo enquanto as teorias são desfiadas mais como desculpa do que como prova em contrário. Iris está em campanha. Tem 80% de aprovação. E metade do eleitorado já está com ele. E as discussões de candidaturas contra não apontam para vitória. A não ser para a confirmação de sua vitória.

Foi nesse ambiente, por exemplo, que nasceu a candidatura do senador Demóstenes Torres (DEM) como estratégia do PSDB. De olho em 2010, os tucanos argumentam: pelo menos ele evitará que Iris ganhe no primeiro turno. Evitará que a derrota seja avassaladora.
Pois então!

(publicado na Tribuna do Planalto em 4.5.2008 - para ver, AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira às 14:21 de 04/05/08.
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03/05/08 - Sábado

E a ficha começa a cair...

Está na coluna Linha Direta, assinada por Filemon Pereira na Tribuna do Planalto desta semana:

A deputada Raquel Teixeira, em entrevista à Tribuna do Planalto (leia nas páginas 6 e 7), diz que não dá mais para esperar uma definição na base aliada. A tucana quer, finalmente, uma agenda de pré-campanha do PSDB em Goiânia independente da base. Outros partidos, em especial, o PTB já haviam abandonado o barco governista há algum tempo. O mesmo fez o PPS e o PtdoB, que também tem pré-candidatos. Esses não esperam mais um posicionamento do governador Alcides Rodrigues (PP). Ou melhor, até esperam, mas enquanto não vem, os partidos não estão parados. O próprio PP do governador também lançou candidato e, pra todos os efeitos, vai à disputa com Sandes Júnior. Só quem permanece aguardando o governador chamar todos em Palácio e definir os rumos da base governista na capital é Barbosa Neto (PSB). Mas aí vale uma ressalva, o socialista só é candidato mesmo se tiver o apoio palaciano, sozinho fica onde está. Demóstenes Torres também avisa que só enfrenta Iris se tiver apoio de Alcides e de toda a base. A um mês das convenções os partidos começam a perceber que Alcides está preocupado com muita coisa, menos com a sucessão em Goiânia. Já não era sem tempo.

Para ler toda a coluna, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 15:30 de 03/05/08.
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03/05/08 - Sábado

As pedras no caminho da vitória de Iris

Altair Tavares escreve na Tribuna do Planalto:

O estrada da vitória eleitoral não é reta, nem lisa, nem está imune a congestionamentos e acidentes na pista. A metáfora é útil para analisar a situação do prefeito Iris Rezende (PMDB) diante do quadro político fotografado pela pesquisa Rádio 730/Tribuna do Planalto/Grupom. O prefeito, apesar de pré-candidato não assumido, mantém a liderança na espontânea (35,3%) e na estimulada (43,9%). Mas há fatores relevantes a serem considerados como pedras no meio do caminho na análise pós-divulgação da pesquisa.

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 00:30 de 03/05/08.
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03/05/08 - Sábado

A pesquisa vai influenciar no jogo de xadrez

Cláudio Curado, na Tribuna do Planalto:

A semana trouxe como grande fato político a divulgação de uma pesquisa, nas páginas deste semanário, com números sobre as eleições para prefeito da capital. As informações explicitadas ajudaram a movimentar a cena política goianiense e os partidos sentiram a necessidade de começarem a se mover com mais velocidade neste intrincado jogo.

para ler mais, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 11:23 de 03/05/08.
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03/05/08 - Sábado

Caiado desvia de jogo armado

Na entrevista do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) ao Popular, hoje, há vários pontos interessantes.

Em determinado momento, por exemplo, ele pondera que, até agora, o 'lançamento' da candidatura do senador Demóstenes Torres à Prefeitura de Goiânia feita pelo PSDB não passa de factóide.

Ele também desvia de confronto com o governador, e chega a relevar uma aproximação do PP de Alcides Rodrigues com a aliaça PMDB-PT de Iris Rezende na capital.

Caiado mantém claro quem é seu maior adversário político no Estado: o senador Marconi Perillo (PSDB). Assim, toda vez que identifica jogo armado pelo inimigo, cai fora.

Abaixo, algumas perguntas e respostas da entrevista dele ao Popular (acesso só para assinantes).

***

O DEM de Goiás prepara, de fato, o lançamento da candidatura do senador Demóstenes Torres para a Prefeitura de Goiânia?

Não há nada de concreto ainda.

Como o senhor vê a sinalização, pelo PSDB, do apoio a Demóstenes?

Diria que a esmola, quando é demais, o santo desconfia.

Por que?

Você tem de perguntar ao santo.

Então o que há de concreto nessas conversas?

O que há de concreto é que o (ex)deputado federal Vilmar Rocha não me procurou, nem à direção nacional, para devolver o crédito de pré-candidato do partido a prefeito. Até agora ele não me comunicou disso. Até há duas semanas atrás ele se comprometeu a, diante de qualquer mudança de planos, me informar. Até o momento, ele não me informou.

Os partidos da base estão divididos, mas boa parte diz que o governador Alcides Rodrigues deveria entrar nas conversações para acelerar a definição da candidatura. O que acha?

Não fiz parte da base que elegeu o governador. Esse é um assunto que eles definirão. Não cabe a mim essa conversação. Não me sinto credenciado a conversar sobre isso com o governador, sugerir ou opinar sobre nada em relação a isso. Mas é claro que me coloco à disposição para discutir isso se ele quiser conversar conosco.

Como ficaria o DEM nessas conversas em caso de uma aliança entre PP e PT, sem o PSDB, como se vem apostando?

Os assuntos estaduais não estão obrigatoriamente vinculados aos acordos nacionais. Em Santa Catarina, o DEM é aliado do PMDB e o governador (Luiz Henrique da Silveira) é aliado do (presidente) Lula. No Tocantins, o governador (Marcelo Miranda) é do PMDB, aliado do Lula, e o DEM é aliado do governador. Então, a situação que você desenha, se é que ela venha a existir, já existe em vários Estados. Se ocorrer (a aliança entre PP e PT), o Estado de Goiás não seria exceção.

 

Postado por Vassil Oliveira às 17:40 de 03/05/08.
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05/05/08 - Segunda-feira

2010 é agora!

Atualizando, Comentário de Vassil Oliveira no programa Hora da Verdade dia primeiro de Maio.

Nas entrelinhas da politica, Vassil analisa porque 2010 parece ser mais urgente que 2008 no meio politico.

Para ouvir clique aqui.

Postado por Marcley Matos às 20:26 de 05/05/08.
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05/05/08 - Segunda-feira

PT em Goiás, um partido que sonha ser grande

Comentário de Vassil Oliveira, no Programa Hora da Verdade, analisando a atual situaçao do PT em Goiás, um partido que sonha em se transformar em um partido grande no estado de Goiás.

 

Para ouvir o comentário clique aqui

Postado por Marcley Matos às 20:29 de 05/05/08.
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05/05/08 - Segunda-feira

Futebol e Politica: Itumbiara e Zé Gomes campeões

Hoje, Vassil Oliveira analisa a ligação entre futebol e politica, tudo isso porque o time de Futebol do Itumbiara que tem como Presidente de Honra, o Prefeito Jose Gomes (PP) conseguiu chegar ao titulo de campeão Goiano de Futebol

Para ouvir clique aqui.

Esse sucesso de Itumbiara e de Ze Gomes fez o deputado Alváro Guimarães do PR, afirma que o Ze Gomes é um bom nome para vice na disputa eleitoral pelo Governo do Estado em 2010.

Para ouvir clique aqui

Postado por Marcley Matos às 20:35 de 05/05/08.
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06/05/08 - Terça-feira

E Marconi, vai entrar quando na campanha de Raquel?

O PSDB se reuniu ontem e decidiu apostar na candidatura de Raquel Teixeira em Goiânia.

Ficou acertado, inclusive, que o ex-prefeito Nion Albernaz será uma espécie de coordenador informal da pré-campanha dela. Pelo menos por agora,

Nessa condição, Nion já até provocou o prefeito Iris Rezende (PMDB), de quem foi auxiliar na primeira vez que o peemedebista ocupou o Paço. O que disse Nion:

"Acredito que o Iris é um bom prefeito para o início do século passado. Anos 60, excelente! Em que a cidade carecia de muitas obras, e em decorrência disso ele fez o nome. Porque bom prefeito, bom governador na década de 60, na década de 70, na década de 80, era o tocador de obras. Hoje, a comunidade busca serviço de qualidade. Nós queremos que cada cidadão adquira a sua consciência de cidadão. Foi falado na melhoria do transporte coletivo, na avaliação feita pelos usuários, é o pior serviço público realizado em Goiânia." (DM - para ler a reportagem, AQUI.)

A questão é: quando o senador Marconi Perillo vai entrar pra valer na campanha dela? Ou ele vai ficar dando declarações públicas de apoio, mas agindo nos bastidores contra, como muitos aliados dele, inclusive tucanos, vivem dando notícias?

Postado por Vassil Oliveira às 11:11 de 06/05/08.
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06/05/08 - Terça-feira

O exame psiquiátrico de um político

Há um bom artigo do médico psiquiatra Marcelo Caixeta hoje no Diário da Manhã. O título, o mesmo deste post, é sugestivo. Diz ele:

Quando observamos uma pessoa normal, ou quando nos observamos, notamos que nossa mente vive em um determinado ambiente. Pois bem, este ambiente em que vivemos é muito diferente daquele ambiente mental em que vive um político. Nossa ambiência mental, aquela do indivíduo comum, tem algumas características: por exemplo, suas preocupações são divididas entre as pessoas que ele gosta, o trabalho e a satisfação das próprias necessidades. Passamos grande parte de nosso dia pensando nas obrigações que temos para com a esposa, os filhos, a mãe, o pai, pessoas que precisam de nós, que nos procuram etc. Ou então, passamos nosso 'tempo mental' ocupados em como poderíamos melhorar o nosso trabalho, ou para servir melhor ou para ganhar mais dinheiro.

Portanto, grande parte de nosso 'horário mental' é dedicado a como poderíamos melhorar nossa ação para servir melhor ao outro - seja porque amamos esse 'outro', seja porque o reconhecimento dele pode melhorar nosso bem-estar (por exemplo, pagando-nos melhor, tornando-nos mais alegres devido ao reconhecimento, tornando-nos mais felizes por estarmos sendo úteis e melhorando a vida de alguém com nosso trabalho). É claro que há pessoas que são diferentes disso que eu falei: por exemplo, aqueles marginais que só pensam na satisfação de seus prazeres mais primitivos ou aqueles egoístas patológicos; esses, no entanto, não são a maioria dentro da população. São, antes, a exceção do que a regra.

Para ler todo o artigo de Marcelo Caixeta, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 11:09 de 06/05/08.
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06/05/08 - Terça-feira

Uma reforma já foi feita

É aguardado para hoje o envio à Assembléia Legislativa do projeto de reforma do Estado preparado pelo governo.

Ninguém sabe exatamente o que há. As duas únicas fontes confiáveis - o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, e o governador Alcides Rodrigues - nada falam.

O detalhe é que uma outra reforma já foi iniciada e pode-se dizer feita por Alcides, e tenho cunho político.

Alcides, com silêncio e ação direcionada, mudou o panorama político do Estado. A base aliada já não é a mesma, e as negociações políticas caminham para lados nunca antes imaginados - como ele mesmo apregoou.

Onde isso vai dar?

Deus sabe...

Este foi o tema do meu comentário hoje de manhã na Rádio 730. Para ouvir, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 11:23 de 06/05/08.
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07/05/08 - Quarta-feira

A reforma opõe de vez marconistas e alcidistas

A reforma finalmente enviada pelo governo estadual à Assembléia Legislativa ontem não será apenas administrativa. Não tem como ser apenas isso.

Ela vai atingir principalmente marconistas (aliados fiéis do ex-governador e agora senador Marconi Perillo, do PSDB). Por dois motivos:

1) a estrutura do governo há anos é essencialmente marconista; então, não há como cortar sem atingi-los;

2) e porque é de repulsa, hoje, a relação entre alcidistas - aliados do governador Alcides Rodrigues, do PP - e marconistas. Pra um entrar, o outro tem de sair. Inevitável.

Como ficarão Marconi e Alcides nessa história?

Só o tempo dirá. Dependerá mais de Marconi, porque Alcides já deu a senha: ele não rompe; se tiver de romper, será o tucano, que, por outro lado, já deu sinal também de que quer e vai romper, mas não agora.

Ou seja: por ora, ninguém vai passar recibo de rompimento.

Há um outro complicador na relação Alcides-Marconi: o presidente Lula teria deixado claro que abrirá as portas do governo federal para Alcides, desde que ele feche com o PT. Isso quer dizer que o governador possa ter de, em vez de se omitir na briga eleitoral de Goiânia, assumir um lado abertamente. No caso, o lado de Iris Rezende (PMDB), que está com o PT.

Um ponto negro nessa costura:

Os deputados marconistas vão aceitar tudo calado?

Do lado do governo, há a sugestão (nada além disso) de que os deputados dependem do governo, vão depender mais depois da reforma (que mapeou todos os seus interesses atendidos no Estado, como cargos etc.) e, se forem colocados contra a parede por Marconi, para escolherem entre ele e o governador, vão ficar com este último, porque é ano de eleição e eles precisam do governo para ajudar seus candidatos no interior.

Quer dizer, o jogo, que já vem pesado, vai pesar mais ainda.

Mas o governo, se quer ver mesmo Marconi pelas costas, tem de lidar com uma outra questão: por falta de comunicação e por demora em tomar decisões, o senador vem conseguindo êxito com sua estratégia de se mostrar como "coitadinho", porque elegeu Alcides e agora Alcides lhe volta exatamente as costas.

Guerra é guerra. Não é?

Postado por Vassil Oliveira às 14:07 de 07/05/08.
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07/05/08 - Quarta-feira

Candidatura de Raquel em Goiânia é sem volta, afirma Daniel Goulart

 Um dia depois da reunião que o PSDB reafirmou apoio a candidatura de Raquel Teixeira do PSDB para a prefeitura de Goiânia, o Presidente do Partido em Aparecida e Goiânia e membro da executiva estadual, Daniel Goulart, destacou que a candidatura de Raquel Teixeira é sem volta.

"Não existe a menor possibilidade de retirar o nome dela, nem mesmo se o Governador chegar hoje e propor um outro nome para o consenso da base, não existe mais essa possibilidade."

" a candidatura da Deputada Raquel é sem volta"

"Vamos buscar parceiras com outros partidos....., não vamos sozinhos para o embate no primeiro turno e vamos para o segundo turno"

" torcemos para que o deputado Sandes Junior seja mesmo candidato, ele divide um pouco de votos ai com o prefeito Íris Rezende, eu acho que ele vai ajudar levar a disputa para o segundo turno."

"Se quiserem nos apoiar ótimo vamos ate buscar isso, estamos buscando, se quiserem uma candidatura única da base tem que ser de Raquel Teixeira"

Para ouvir a entrevista do Deputado clique AQUI

Postado por Marcley Matos às 11:45 de 07/05/08.
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09/05/08 - Sexta-feira

MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

O título acima é de reportagem que está na página da revista Época na internet hoje (Edição nº 520).

O site traz ainda um link para entrevista antiga de Marconi, em que ele fala de seu desejo de disputar a Presidência da República (para ler, na íntegra, clique AQUI).

O que diz a revista (para ler direto na página da revista, clique AQUI) hoje:

* O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006

Matheus Leitão e Rodrigo Rangel

Até quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) (à direita) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o "Cidinho", em seu sucessor no governo. Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramita em segredo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana.

No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes. A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias. As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão.

"O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de 'laranjas' e outras fraudes eleitorais", escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos. "Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário", afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria. "Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas", disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta.

***

Os detalhes da denúncia

Em tópicos, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, listou as supostas fraudes na campanha:

1 - Constatou-se adulteração de contratos de carros de som. Para o procurador-geral, houve fraude na alteração dos contratos de aluguéis desses veículos nas campanhas de Alcides e Perillo. Com a ajuda de Waldete Faleiros, contadora do diretório estadual do PSDB em Goiás, notas fiscais de gastos de Perillo com carros de som foram alteradas para a campanha de Alcides para justificar um erro logístico percebido no fim da eleição: não havia sido contabilizada legalmente nas contas de Perillo nenhuma doação para esse tipo de serviço.

2 - Utilização de caixa 2 por meio da Multcooper, uma empresa de serviços especializados, responsável pelo pagamento de funcionários dos dois candidatos. Para o Ministério Público, a prestação de contas mostrou que havia um contrato entre as duas campanhas e a Multcooper no valor de R$ 711 mil. Cada candidato deveria pagar metade, cerca de R$ 355 mil. Entretanto, Marconi declarou à Justiça Eleitoral o pagamento de uma única parcela de R$ 416 mil, R$ 60 mil acima, o que seria indício de caixa 2. Há também o depoimento de um prestador de serviços da empresa, Vasco Melo Santos Camargo Junior, que recebeu o pagamento pelo seu serviço em dinheiro vivo, sem recibo ou contrato. As notas fiscais apreendidas da campanha de Alcides também mostram pagamento de R$ 600 mil a uma empresa chamada Cantagalo Comunicação Ltda. A despeito do alto valor, não existe esse pagamento na prestação de contas à Justiça.

3 - Utilização de notas frias - O procurador-geral Antonio Fernando acusa os dois candidatos de apresentarem uma série de notas frias para justificar gastos de campanha. Cabia à Waldete Faleiros contatar empresas para "regularizar" contas de campanha. Em uma interceptação telefônica feita pela Policia Federal, no dia 18 de dezembro de 2006, Waldete consegue realizar a fraude com o presidente da Multicooper, Genaro Herculano, de acordo com o MP.

Waldete - Eu preciso fazer uma operação em nome do PSDB, no valor de quinze mil, é possível?
Genaro - O que você precisa de mim?
Waldete - Uai, eu preciso de uma nota... e descontar o cheque.
Genaro - Tá, e os impostos, como é que você faz?
Waldete - Pois é, quanto que seria?
Genaro - Dá 16.33
Waldete - Bom, eu queria assim... na realidade são trinta, entendeu? Mas eu tava precisando fracionar.
Genaro - Mas o que é que seria? O que a gente vai colocar?
Waldete - Pois é, aí poderia ser locação de veículo.
Genaro - É, locação de veículo dá, porque eu tenho muito veículo.
Waldete - Eu só quero saber assim... como é que eu faço... Se você deposita o dinheiro e devolve...
Genaro - Faz igual aquele dia... Você traz o cheque e ela te devolve em dinheiro. Te devolve em dinheiro pra não ter problema.

Na mesma investigação, o procurador-geral aponta Lúcio Fiúza, administrador financeiro da campanha de Marconi, como seu cúmplice e homem de total confiança. Waldete liga para Fiúza no dia 20 de dezembro de 2006 para consultá-lo sobre notas frias de uma outra empresa, a Promix. Antonio Fernando afirma que fica "evidente" a participação de Marconi Perillo.

Waldete - Deixa eu falar com o senhor. Eu tô tendo dificuldade para conseguir aquele documento.
Lúcio - Hum.
Waldete - Mas me ocorreu uma idéia, vamos ver se o senhor concorda. É o Reinaldo (da Promix), ele tem um saldo devedor contábil lá no diretório. Eu não poderia... desfazer pra ele e ele...?
Lúcio - Uai... Eu não sei como é a confiabilidade, né?
Waldete - Pois é, foi por isso que eu te liguei.
Lúcio - Vamos pensar mais um pouco... Continua pensando por enquanto... Até eu pegar uma luz com o chefe.
Waldete - Tá. Porque aí não precisa nem nota entendeu? Só recibo.

4 - Ocultação de provas - Na denúncia do Ministério Público existe ainda a acusação de ocultação de provas contra Marconi Perillo, Waldete Faleiros e Lúcio Fiúza. Os diálogos interceptados no período de 8 e 12 de dezembro de 2006 mostram, de acordo com o MP, que os denunciados tiraram provas do comitê, a fim de obstruir investigação eleitoral. As provas teriam sido levadas para a casa de Marconi.

No dia 8 de dezembro, Waldete orienta Rodrigo, funcionários de um dos comitês, a esconder documentos e computadores.

Waldete - Agora que eu vi que tinha duas chamadas aqui. Pois é, era pra você sair daí, tirar o notebook, tirar os documentos...
Rodrigo - Deixa eu te falar, eles chegou de supetão, eles pegou os documentos do PSDB, viu.
Waldete - Pegou tudo?
Rodrigo - Pegou.
Waldete - Ai, meu Deus.

Mais tarde, no mesmo dia, Waldete conversa com Lúcio.

Lúcio - Por que só levaram computador?!
Waldete - Não. Levaram a documentação toda e os computadores.
Lúcio - A nossa documentação também?
Waldete - Não, a nossa tá comigo.
Lúcio - Tá certo. Deixa bem guardado, hein? Não tinha nenhum papel, nenhum rascunho.
Waldete - Não Dr. Lúcio, não tinha nada assim que comprometesse, a não ser por muita falta de sorte.

Interceptação do dia 3 de janeiro de 2007, escreve Antonio Fernando, revela que parte dos documentos subtraídos, inicialmente guardado em um cofre no Palácio das Esmeraldas, foi levado para a casa de Marconi Perillo.

5 - Uso da máquina pública - As provas colhidas durante a investigação, afirma o MP, revelam que Marconi Perillo e Alcides Rodrigues usaram servidores e bens públicos na campanha de 2006. De acordo com a investigação da Policia Federal, os seguranças usados nas campanhas eram policiais militares estaduais durante o horário do expediente.

No dia 2 de janeiro, uma interceptação telefônica entre Marconi Perillo e Lúcio Fiúza é resumida na denúncia. "Marconi avisa a Lúcio que pagou os funcionários da Fazenda e os seguranças, faltando agora o valor do salário dos sargentos que ele não sabe, diz que os sargentos vieram com uma conversa de ser 700,00, mas ele acha que é menos pois eles estão recebendo uma parte do governo".

Além do processo no STF, o governador e o senador devem responder a ação por crime eleitoral, provocada pelo Ministério Público Eleitoral. Nesse caso, se forem condenados, podem perder o mandato.

***

Advogado de Perillo rebate acusações do MP

Em carta a ÉPOCA, Antônio Carlos de Almeida Castro responde às acusações feitas pelo Ministério Público contra seu cliente

Senhor Editor,

Como defensor do Senador Marconi Perillo, gostaria de esclarecer alguns tópicos da matéria que o cita, em homenagem aos leitores de Época.

Infelizmente, no Brasil de hoje, as investigações são em sua grande maioria calcadas única e exclusivamente em escutas telefônicas, fato que muitas vezes culminam em graves e sérios erros e injustiças.

Tivesse Sua Excelência, o Procurador-Geral da República, tido o cuidado - mínimo, diga-se de passagem - de ouvir o Senador, teria facilmente verificado que os fatos relatados na denúncia não condizem com a realidade. Bastaria uma investigação simples, singela, a tomada de um único depoimento, para apurar que:

a) o Senador não utilizou nenhum avião do governo durante sua campanha e pode provar este fato;

b) os funcionários que trabalhavam com ele durante a campanha estavam em gozo de férias ou de licença, não havendo nisto nenhuma irregularidade;

c) os diálogos reproduzidos na denúncia são todos bem posteriores à campanha do Senador, que, como é público e notório, terminou em outubro. Ao tempo das gravações suas contas já estavam aprovadas e, portanto, nenhuma relação pode haver entre qualquer nota fiscal citada nas gravações e a campanha. É simplesmente uma questão de análise temporal;

d) é absurdo falar em ocultação de provas em relação ao Senador, uma vez que não houve autorização de a busca e apreensão em relação a ele. Logo, não haveria mesmo nada a ser recolhido. Uma simples análise de documentos que poderiam ter sido requisitados ao Senador comprovaria isto.

É necessário frisar que o oferecimento da denúncia, por si só, representa um forte gravame na vida de qualquer cidadão e um grave prejuízo político na vida de um homem público. E pior: quando o Supremo Tribunal Federal, com a independência técnica que o caracteriza, analisar a defesa e constatar as fragilidades da acusação, certamente deixará de recebê-la. Tal fato poderá se apresentar aos olhos dos leigos, mais uma vez, como uma leniência do Poder Judiciário.

Não é pedir muito, em homenagem ao princípio da ampla defesa, que se ouçam os investigados antes da formulação de qualquer denúncia. Tivesse isto sido feito neste caso, todos os atos apontados como ilícitos teriam sido esclarecidos.

Confia o Senador Marconi Perillo na serenidade do Poder Judiciário para provar que não cometeu nenhum ilícito.

Cordialmente,

Antônio Carlos de Almeida Castro
Advogado

Postado por Vassil Oliveira às 16:25 de 09/05/08.
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10/05/08 - Sábado

Meireles sai do BC em 2009 para ser candidato

A informação está no jornal Folha de S. Paulo de hoje. A reportagem é de KENNEDY ALENCAR e SHEILA D'AMORIM, da sucursal do jornal em Brasília. Esta disponível para assinantes (clique AQUI).

O texto completo traz a informção de que o presidente do Banco Central está indeciso entre o PR, o PTB, o PDT e o próprio PT como partidos para se filiar. Leia:

***

Meirelles diz a Lula que sai em 2009 para se candidatar

* Presidente do BC quer governar GO; para isso, teria de deixar banco até o ano que vem

* Lula concordou com a idéia, mas pediu sigilo para que transição seja articulada com tranqüilidade; Tombini seria possível substituto

KENNEDY ALENCAR
SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avisou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende ser candidato ao governo de Goiás em 2010. Lula, segundo a Folha apurou, concordou e deu apoio à idéia, mas pediu que isso fosse mantido em reserva para que se possa articular uma transição com tranqüilidade, já que uma troca de comando do BC pode causar instabilidade no mercado financeiro.

Uma solução interna já está em discussão e seria a indicação de Alexandre Tombini, atual diretor de Normas do BC, para a presidência da instituição. Inicialmente, a data limite para Meirelles se afastar é o segundo semestre de 2009, quando, por exigência da lei eleitoral, ele precisaria se filiar a um partido político.

A candidatura de Meirelles ao governo de Goiás já vem sendo articulada há algum tempo. Ele próprio tem feito reuniões no Estado e vários partidos o namoram, como o PR, o PTB, o PDT e o próprio PT. Mesmo sendo considerada uma solução mais difícil, há petistas que defendem que o partido deveria bancar sua candidatura.

Em 2007, Meirelles chegou a discutir a possibilidade de concorrer já neste ano à Prefeitura de Anápolis. Essa opção foi cogitada com uma forma de fortalecer uma legenda nas eleições municipais e abrir terreno para o governo de Goiás.

Meirelles negou, por meio da sua assessoria, que tenha conversado com Lula sobre isso. Disse ainda que não tem planos políticos, não está articulando uma candidatura e que só quando sair do BC pensará sobre isso, durante a quarenta que será obrigado a cumprir.

Ele insistiu nessa negativa a pessoas próximas com quem conversou nos últimos dias. Segundo a Folha apurou, ele disse que alguém no governo está construindo essa versão e que o tempo mostrará os desdobramentos.

Continuidade

A indicação de Tombini, funcionário de carreira do BC, como um provável substituto tem sido apontada como uma solução caseira que vem a calhar: passaria ao mercado financeiro, onde o economista tem bom trânsito, a idéia de continuidade da atual política. Isso, avaliam integrantes da área econômica, evitaria interpretações de prováveis mudanças, que poderiam gerar volatilidade nos meses que antecederão a disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por outro lado, também agradaria mais ao restante da equipe econômica, já que ele é visto pelo colegas como o menos conservador do Copom (Comitê de Política Monetária).

Essa opção já estaria sendo analisada dentro do governo. O próprio Lula sabe que será difícil encontrar um nome no setor privado para assumir a presidência do Banco Central no apagar das luzes do seu segundo mandato. Já foi difícil para Lula achar uma pessoa que reunisse as qualidades necessárias para o cargo no início da sua gestão e, agora, ele enfrentaria problema semelhante.

Apesar de as condições atuais serem bem diferentes daquela verificada no final de 2002 e de boa parte das apreensões em relação à política econômica do petista ter sido dissipada, pesará na decisão de qualquer candidato o fato de que ele poderá ficar pouco tempo no cargo, um pouco mais de um ano.

Postado por Marcley Matos às 18:31 de 10/05/08.
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10/05/08 - Sábado

Após apoio do PT, Iris vai a 57%

Nova pesquisa, agora do instituto Fortiori para o jornal Tribuna do Planalto, confirma o favoritismo do prefeito de Goiânia, Iris Rezende.

Tudo está a favor dele. Na pesquisa, o segundo colocado, Demóstenes Torres (DEM) atinge 12,4%. Muito longe de ser ainda um ameaça.

A pesquisa mostra também que todos os candidatos da base aliado ao governador estão tecnicamente empatados. Mesmo Demóstenes, à frente de todos, está em empate técnico com um deles, Sandes Júnior (PP), que chega a 8,3%.

A margem de erro da pesquisa é de 4,3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Barbosa Neto (PSB) têm na pesquisa 6,2%, e Raquel Teixeira (PSDB), 4,8%.

Em todos os cenários da pesquisa, Iris ganharia a eleição hoje no primeiro turno.

Para ver a pesquisa, clique AQUI.

Abaixo, análise da pesquisa que está também na Tribuna.

No jornal, há análises da pesquisa feitas por Marcus Vinícius de Faria (Aprovado no centro, bem votado na periferia), Eduardo Horácio (Iris repete Maio de 68) e Altair Tavares (O voto e os problemas da cidade), além dos textos de apresentação da pesquisa de Eduardo Sartorato e Anapaula Hoekveld.

Há também análise deste blogueiro, que segue abaixo:

É Iris contra os agachados

Sem o PT ao seu lado, Iris era favorito; com o PT, nem se fala. É o que deixam claro as pesquisas de intenção de voto realizadas em Goiânia pelos institutos Grupom, publicada pela Tribuna há duas semanas, e Fortiori, que sai agora. Está claro ainda que a vantagem do prefeito Iris Rezende (PMDB) sobre os adversários se dá não apenas na aprovação privilegiada de seu governo e nos generosos índices que o colocam com um pé na reeleição, mas também na sua indiscutível capacidade de articulação política.

Ao buscar o PT, Iris cresceu nas pesquisas e fez crescer seu tempo de propaganda eleitoral e seu eleitorado potencial. Difícil imaginar que os petistas e os simpatizantes do PT votem e peçam votos em peso para Iris. Mas qualquer que seja o porcentual ganho pelo prefeito aí, já será uma vitória à parte, porque até bem pouco tempo atrás este mesmo eleitorado era seu adversário ferrenho.

E enquanto Iris cisca para dentro, o que fazem seus adversários? Batem cabeça. A nova onda entre os partidos aliados é a notícia de que surgirá um nome totalmente diferente de todos os que estão aí, para enfrentar o peemedebista. É o que se ouve. Se a estratégia é queimar toda e qualquer pré-candidatura aliada, não há coisa mais oportuna.

Isso não é tudo que se ouve. O governador Alcides Rodrigues (PP) já teria batido o martelo: o seu candidato é Barbosa Neto (PSB). Sendo assim, como fica Sandes Júnior (PP)? Pois fala-se que Sandes está todo entusiasmado, dizendo que é candidatíssimo, obedecendo a desígnio palaciano.

Sua candidatura seria uma desculpa estratégica para o governador não ter de apoiar ou a deputado federal Raquel Teixeira, pré-candidata do PSDB, ou o senador Demóstenes Torres, do DEM, ambos de partidos adversários do PT do presidente Lula, com quem Alcides está em franca conversação administrativa e política.

Ouvidos atentos captam no ninho tucano a conversa que dá conta de que Raquel foi confirmada como nome do partido, mas não tem nem terá a bênção que importa: a do senador Marconi Perillo. Sendo assim, Raquel está em processo de fritura. Tão frita quanto Demóstenes, que deixou de ser um nome 'da base' aliada tão logo foi lançado, para firmar-se como 'nome de Marconi'.

Com tanta conversa atravessada, sem sentido, perdida em meio à indefinição dos partidos aliados do governador, o que fica evidente é que a possibilidade de construção de um adversário para Iris anda para o norte enquanto a possibilidade de vitória de Iris, no primeiro turno, corre para o sul.

O que faz boato, fofoca, futrica, conversa fiada, o que faz tudo isso se confundir com informação e ganhar peso em um processo de definição de aliança contra um adversário forte é uma coisa só: a constatação de que ou ninguém sabe o que fazer ou simplesmente não quer fazer. Mas também esta constatação é coisa antiga.

E agora, com a notícia da revista Época de que Marconi Perillo e Alcides Rodrigues são alvo de denúncia do Ministério Público por uso de caixa dois na campanha de 2006? Alcides, que já não mostrava vontade de enfrentar Iris e tem tudo para querer agradar Lula, vai se animar? E Marconi, terá fôlego para se armar para esta guerra contra o peemedebista?

O mais espantoso do levantamento do instituto Fortiori é o fosso entre Iris e o segundo colocado, Demóstenes, o melhor nome para enfrentá-lo. Não o fosso dos números, apenas. O fosso político. Demóstenes também aparecia bem na pesquisa para o governo, em 2006, ficou sem aliados de peso na campanha e acabou derrotado. Agora, índices razoáveis podem até fazê-lo novamente candidato, mas e a aliança política que terá, será capaz de elegê-lo? De colocá-lo no segundo turno, ao menos? Aliás, ele terá aliança mesmo?

Não há eleição ganha por antecipação. Isso é sabedoria política. No entanto, a vantagem de Iris não é retórica, é real. E maior fica na proporção em que seus adversários se agacham vencidos por si mesmos ou pela impotência de suas pernas.

PT

A pesquisa dá fôlego ao PT, que discute um nome para a vice de Iris. Nos últimos dias, falou-se muito na possibilidade de o prefeito não cumprir este acordo com o partido. O perigo maior, no entanto, é outro: o PT não chegar a um entendimento interno, a um nome consensual. A divisão petista favorece a tese dos peemedebistas que não querem chapa conjunta.

O PT tem a seu favor o acordo anunciado. Não é preciso mais que isso. Porque, se Iris não cumprir o acordado, terá muito que explicar. Terá de carregar, por exemplo, um estigma que hoje não tem: o de não honrar um compromisso, ainda que sugerido a ponto de provocar enfrentamento em outra legenda a seu favor. Será colocar em risco uma eleição que, por ora, não mostra risco algum.

O PT está no jogo com força para vencer. Não pode é, como a base aliada, perder para si mesmo.

Postado por Vassil Oliveira às 22:26 de 10/05/08.
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11/05/08 - Domingo

O peso das pesquisas qualitativas nas eleições

Gean Carvalho é jornalista, formado pela UFG. Criou e comanda o instituto Fortiori (que fez a pesquisa sobre Goiânia publicada esta semana pela Tribuna - Após apoio do PT, Iris chega a 53,7%) e assina toda segunda-feira a coluna Fio Direto, no Diário da Manhã. O tema da conversa é, claro, pesquisa. Principalmente a qualitativa.

Os políticos de Goiás já conseguem diferenciar o que é pesquisa quantitativa e o que é qualitativa?

Percebo uma evolução muito grande no relacionamento dos políticos com a pesquisa. O grau de desconhecimento sobre o que é uma pesquisa qualitativa ainda é grande, mas é crescente o número daqueles que entendem e dão a importância devida a esta modalidade de pesquisa, que é essencial para fundamentar estratégias de campanha ou ações políticas de governo.
 
Os dois tipos de pesquisas são necessários em uma campanha, ou basta a qualitativa?

As duas modalidades de pesquisa são essenciais e se complementam na formulação de estratégias, seja durante uma campanha, seja no exercício de mandatos. A qualitativa serve, a priori, para ajudar a perceber o que permeia um cenário eleitoral: o sentimento do eleitor, o potencial de candidaturas, as fraquezas, as variáveis mais importantes na construção de um discurso. Se é uma campanha onde existem programas eleitorais de rádio e TV, as `qualis` ganham ainda mais importância. Com elas é possível pré-testar peças de campanha e medir o grau de entendimento e aceitação da mensagem que está sendo ou vai ser levada ao ar por determinado candidato. Com esse eficiente instrumento, acho inconcebível que um candidato permita que o setor de comunicação de sua campanha trabalhe baseado apenas no instinto do marqueteiro ou até do próprio postulante. As quantitativas complementam o trabalho de diagnóstico e estratégia porque podem ajudar a quantificar conceitos apreendidos nas qualitativas, facilitando o entendimento e a interpretação, e porque medem a evolução do candidato em diversas variáveis, inclusive em intenção de voto.
 
Qual o peso da comunicação em uma campanha, e qual o tipo de comunicação vencedora?

É difícil mensurar objetivamente o peso da comunicação em uma campanha, mas não é difícil concluir que é enorme, especialmente nas localidades onde há programas de rádio e TV na campanha. E, obviamente, não existe uma fórmula pronta de comunicação vencedora. Não é simples assim. Existem, no entanto, caminhos básicos a seguir e o início é sempre a escolha do candidato certo ou, no mínimo, do candidato com melhor potencial. A partir daí, é preciso construir um raio-x do cenário, com o uso e abuso de pesquisas, que irá propiciar a construção da estratégia mais acertada para o candidato e a eleição em questão. Isso é o mínimo que uma campanha profissional pode fazer para ser bem sucedida. A construção do resultado final, se será vitoriosa ou não, começa por aí. Mas passa pelo acerto na execução da estratégia definida, na capacidade do candidato de construir um amplo leque de alianças, na força da estrutura político-partidária que lhe dá suporte e, sem dúvida nenhuma, na capacidade financeira da candidatura ou da coligação de sustentar, ao longo de meses, uma estrutura de trabalho que é extremamente cara.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 11.5.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 05:20 de 11/05/08.
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12/05/08 - Segunda-feira

Meirelles, o poder oculto em Goiás, vem ou não vem?

Sábado, a notícia na Folha de S. Paulo, reproduzida aqui neste blog: Meireles sai do BC em 2009 para ser candidato.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é citado como candidato a governador de Goiás desde que decidiu entrar para a política. Ele mesmo admitiu que é um sonho de juventude.

Nos últimos meses, o seu nome passou a ser citado mais ainda em Goiás. Ele é visto como maior contraponto ao poder do senador Marconi Perillo (PSDB). Só ele, acreditam muitos políticos no Estado, seria capaz de vencer Marconi.

Os dois não são brigados, mas é sabido que Meirelles não engoliu o fato de Marconi, quando governador e candidato à reeleição em 2002, não ter cumprido promessa de garantir-lhe uma vaga de candidato ao Senado pelo PSDB.

Meirelles está próximo, hoje, em Goiás, de dois outros políticos-chave para a sucessão de 2010: o governador Alcides Rodrigues (PP) e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). Une os três o desejo de derrotar Marconi. (Aliás, as reportagens nacionais só pecam por isto: colocar Iris como adversário potencial de Meirelles, o que está longe de ser verdade. Os dois estão mais próximos do que se imagina.)

Outros políticos que sonham em derrotar o tucano e que estão colados no presidente do BC: a senadora Lúcia Vânia (PSDB), o presidente estadual do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado, e o presidente estadual do PR, deputado federal Sandro Mabel. Este último não esconde a mágoa por Marconi tê-lo jogado no olho do furacão do mensalão.

Lúcia e Caiado Ronaldo têm pendências antigas com o tucano (leia Caiado na Tribuna).

No caso da senadora, há fatos recentes que dão a medida de como é a relação entre eles (leia Marconi X LúciaLúcia X Marconi: só ela não diz amém e Lúcia X Marconi: a guerra continua).

Meirelles sempre foi e continua sendo uma força oculta no Estado. Em janeiro, a notícia era de que Lula é que o queria como candidato ao governo. Lula é outro que não mostra amores pelo tucano. Muito pelo contrário. É só lembrar o episódio do mensalão. E o que mais se ouve em Goiás é que o presidente topa ajudar Alcides, desde que este rompa em definitivo com Marconi. Não é coincidência, pois, que a reforma do Estado enviada pelo governador à Assembléia seja um duro golpe no marconismo (sobre isto, leia reportagem da Tribuna: Mudanças minam espólio tucano).

Há duas semanas os comentários a respeito de Meirelles se intensificaram depois que saiu reportagem no Blog do Josias dizendo que ele articula candidatura no Estado. Muitos correram para desmentir a informação, fiados em desmentido do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a saída do presidente do BC (leia mais abaixo), a maioria pessoas ligadas ao senador Marconi Perillo. Houve até notas dando conta de vai tudo bem entre Meirelles e Marconi. Tudo desconversa.

Mesmo que não saia candidato ao governo de Goiás e sim à Presidência da República (como pontua a revita IstoÉ Dinheiro desta semana em reportagem de capa), Meirelles vai influenciar a sucessão de Alcides.

Ele não entrará, ele já está no jogo, sem precisar falar diretamente qualquer coisa sobre o assunto.

Iris é uma ameaça constante para Marconi, e Alcides já deixou claro que, se tiver oportunidade (e a está criando), vai fazer de tudo para não deixá-lo voltar (e a vingança?).  Porém é notório que o único nome que realmente mete medo em Marconi e nos marconistas em Goiás é Henrique Meirelles.

Abaixo, uma seleção de posts sobre Meirelles, Marconi etc.:

Meirelles articula candidatura ao governo de Goiás - Blog do Josias, há poucos dias.

Meirelles avisa que vai sair do Banco Central - Correio Braziliense, dia 9.

Meirelles na IstoÉ Dinheiro: o objetivo é a Presidência? - IstoÉ Dinheiro desta semana, reportagem de capa.

Orgulho & poder (A política de Goiás gira em torno de quatro nomes...) - análise originalmente publicada na Tribuna do Planalto.

Marconi elege seus inimigos - sobre declarações de Marconi ao Diário da Manhã apontando Meirelles como seu inimigo. Isso em fevereiro.

Marconi aponta: Meirelles é o adversário - a declaração de Marconi ao DM.

Lula quer Meirelles governador - sobre nota que saiu na Istoé em janeiro.

***

O que disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao site Folha On Line sobre a saída de Meirelles do BC, assunto que, por sinal, já morreu:

07/02/2007 - 17h39
Mantega nega saída de Meirelles, mas admite pressão por dólar Publicidade

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

A especulação sobre a saída de Henrique Meirelles do Banco Central não passa de um boato, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda).

'Esse boato não tem fundamento. Ele está sendo alvo de uma especulação em função dessa questão cambial. Não há nenhuma correlação. Se ele fica ou não fica, aí estamos falando da reforma ministerial e você tem que perguntar para o presidente', disse.

Para ele, é natural que o BC seja considerado 'antipático', mas que isso é necessário para que ele cumpra a função de manter os preços sobre controle.

*****

Para acompanhar o comentário de Vassil Oliveira no Programa Hora da Verdade, na Rádio 730, clique Aqui

Postado por Vassil Oliveira às 06:02 de 12/05/08.
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10/05/08 - Sábado

João Campos e o entorno de Brasília

1.

O entorno de Brasília é um problema para Goiás e o Distrito Federal. É mais, porém, para Goiás, principalmente quando o assunto é violência e criminalidade. O deputado federal João Campos (PSDB) propôs na Câmara (PEC 170/2007) o que, para ele, será a solução para a maioria dos problemas enfrentados pelo Estado. O parlamentar quer que Goiás fique com no mínimo 10% do Fundo Constitucional da União para o Distrito Federal com a Região do Entorno. O dinheiro irá para segurança, saúde e educação.

2.

João Campos sabe que mexe em vespeiro. O governo do DF sempre dividiu com Goiás o ônus do entorno. Pior: sempre culpou o Estado por todas as mazelas, ficando com o bônus dos gordos recursos federais. Como se Goiás é que fosse a razão da existência do entorno e de seu descalabro. Se a proposta do deputado for aprovada, teremos cerca de R$ 600 milhões/ano só para aplicar na região. Mas isso vai significar menos dinheiro no cofre do GDF. Eaí...

3.

João Campos poderia ter a seu favor a imprensa goiana. O GDF tem a de lá, que faz abertamente a defesa dos interesses locais, não importa se isso implica em atacar os goianos ou não. Não importa nem mesmo se isso fere alguns princípios da profissão. Importa que o DF leve a melhor.

4.

O projeto de João Campos deveria ser um projeto de Goiás inteiro. Sem picuinhas políticas. Deveria ser bandeira. Sem desculpa. E pode ser. Aliás, merece ser. Agora, será que Goiás está preparado para ser grande?

(Publicado na Tribuna do Planalto em 11.5.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 17:12 de 10/05/08.
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11/05/08 - Domingo

Para entender Alcides II: Uma questão de rumo. E de gestão

* O Alcides da campanha é o mesmo Alcides do governo. Um explica o outro

Na campanha passada para o governo, o candidato Alcides Rodrigues (PP) marcou um rumo e foi em frente. Muitos não botavam fé no seu sucesso; pouquíssimos acreditaram na estratégia desde o início. No governo, Alcides Rodrigues também marcou um rumo. Muitos não botavam fé que ele fosse chegar sequer aqui; outros tantos, não botam fé até hoje; e uns pouquíssimos acreditam que o governo vai dar certo, é uma questão de, bem, de tempo.

Na campanha, a tese central era a de que errar 'no' rumo, tudo bem, bastava aprumar o que estava errado e seguir em frente; o inadmissível seria errar 'o' rumo, porque um erro de origem dificilmente pode ser corrigido. No governo, o pressuposto é o mesmo. O rumo agora é o que está estabelecido no novo slogan: desenvolvimento com responsabilidade.

O slogan é político e administrativo exatamente por ser fundado na direção idealizada pelo governo. Administrativamente, o rumo é o gasto com equilíbrio e o crescimento com base em ações plausíveis, realizáveis, sem pirotecnia, sem excesso de comissionados e não perdulário nas benesses sociais (para os pobres) e comerciais (para alguns privilegiados investidores, inclusive em campanhas). Politicamente, o rumo é o da prioridade para a história de Alcides, e não para a de seu antecessor.

O projeto de reforma apresentado pelo governo na semana passada à Assembléia é o conceito do rumo (leia mais neste caderno). Ele não arruma um governo antigo, ele funda um novo governo. Em outras palavras: ele marca 'o' rumo de Alcides. O que traz embutido outro pressuposto: para estabelecer 'o' rumo Alcides, é preciso abandonar 'o' rumo anterior. O novo se torna naturalmente negação do outro porque fundado em sua contradição, ou, se quiserem, em seu contraditório. O governo responsável contra o... anterior.

Em seu rumo, Alcides busca equilibrar as contas, organizar a máquina administrativa e governar. Nos últimos meses, o governo focou a arrumação do caixa estadual. Agora, com o projeto de reforma, conclui a primeira fase e inicia a segunda, que é organizar a estrutura da administração dentro de parâmetros pragmáticos: enxuta, definida, motivada. E, o mais importante, tocada por gente de confiança, com poder real.

Porque de nada adianta uma brilhante estrutura de poder se a gestão não corresponde, seja para puramente obedecer às ordens, seja para fazê-las serem obedecidas; ou, que seja, para buscar soluções providenciais, e ter criatividade. Assim como não adianta meio comando em uma administração pela metade. Uma gestão não vai pra frente se a equipe não segue o líder da vez, e, sim, o líder que já era. Nem se não há clareza de quem manda e, se preciso, desmanda. Só pra deixar claro, o líder da vez é Alcides. O que já era... Pode até voltar a ser. Mas, por ora... já era.

O ponto de interrogação é: Alcides terá tempo suficiente para chegar ao alvo, que é fazer um governo que fique de pé e se perpetue com louvor nas páginas da história? Não há dúvida de que sobrará pouco tempo para Alcides governar. Mas havia alternativa? Melhor seria tocar a administração como estava, fazendo o que desse e nas condições que hoje se conhece: caixa estourado e personalização instituída da máquina, com capitalização irreversível do bônus para outro e do ônus para ele?

Rumo definido, muita fé na ação traçada, o governo de Alcides agora depende dele. Para dar certo a tempo e hora, terá de ser competente na gestão. A reforma só dará certo se bem aplicada, se bem conduzida. As mudanças administrativas só se confirmarão grandes e positivas, se conduzidas nessa direção. O que fazer com a reforma aprovada importa mais do que a própria reforma escrita. Não há novidade nisso: a teoria é uma coisa, a prática, outra.

Alcides terá ainda de ser cirúrgico na gestão política. Nesta área, há muito a ser feito. Porque não basta peitar deputados e ex-aliados para aprovar o projeto enviado para a Assembléia. Isso será fácil. Há muito o Legislativo goiano sobrevive subjugado pelo Executivo. Por uma razão de notório saber: os deputados têm lápis; o governador, caneta. Em Goiás é assim: o governante de plantão escreve certo por linhas tortas.

Para Alcides será fundamental ir além: apagar a velha ordem e estabelecer a nova, ou deixá-la estabelecer-se. Sem prejuízo para a sua administração. Para assim ser (perdoem o trocadilho, inevitável) fundador de um 'novo tempo', e não afundador do 'tempo novo', marca registrada dos governos tucanos que o antecederam. Dar um novo rumo político ao Estado é, para Alcides, atestado de autenticidade; condição sine qua non para não passar recibo de coadjuvante histórico de seu antecessor.

Curioso que o governo Alcides seja criticado por não saber comunicar-se. Saber, sabe. O seu silêncio contumaz, de um ano e meio, comunicou o necessário, nos propósitos traçados: que o governo anterior (do qual ele mesmo fazia parte, mas como coadjuvante apagado) não tinha responsabilidade, não tinha rumo, embora tivesse apetite absurdo para a autopromoção - o que pode ser traduzido por excesso de gastos com comunicação. Pior: excesso e falta de critério, premiando maravilhosamente quem nunca comunicou senão a contra-informação de seus próprios interesses político-econômicos. Se é que me faço entender.

Comunicação é solução e necessidade. Mostra o governo para que o governante tenha respaldo para governar (desde que esteja bem). Mostra o governo à sociedade, que acreditou, elegeu e quer resultados. Se não pode ser tocada com irresponsabilidade, que o seja com responsabilidade. Mas que o seja. Imperdoável é não ter o que comunicar. Sim, porque quem faz é o governo; a comunicação, comunica. E cadê?!

Alcides mais confunde do que explica. É o seu jeito. Não parece, no entanto, confuso com o rumo que traçou. Nem amedrontado pelas ameaças de dossiês contra ele ou seus auxiliares diretos. Ao contrário, cada vez que uma aparece, mostra-se mais animado, mais incentivado a seguir adiante. Coisa, por sinal, que também confunde muitos.

Se este rumo desagrada ou  se mostra incerto à torcida contrária ou aos adversários de fato, para ele está certo e está claro. A dificuldade de se entender isso é mais outra: é a de se aceitar a nova realidade. Para o bem ou para o mal (de uns, não do Estado), Alcides está governando.

Você, leitor, com o texto de duas semanas atrás nas mãos ('Para entender Alcides. E Iris'), perguntará: quer dizer então que o governo Alcides começou?

Para ele, sim. E faz tempo. Para nós, o tempo vindouro, e não o passado, é que dirá.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 11.5.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 13:24 de 11/05/08.
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11/05/08 - Domingo

Marconi preocupado com Meirelles

Quem chama a atenção para o inusitado é o jornalista Eduardo Horácio, em seu blog:

O Correio Braziliense trouxe na edição de ontem, dia 9, uma matéria que diz que Henrique Meirelles já avisou a Lula que deixará o Banco Central para ser candidato a governador em Goiás em 2010 - provavelmente pelo PRB, partido de José Alencar, segundo está na matéria.

Até aí, nada anormal.

A novidade mesmo é essa matéria ter ido parar, na íntegra, no sítio do senador Marconi Perillo (PSDB) na internet. Marconi que, como todos sabem, também é candidato a governador daqui a dois anos.

Ou seja: os boatos de que Marconi se preocupa 24 horas por dia com Meirelles são mesmo verdadeiros.

No blog do Eduardo (www.jornalx.com.br) há um link direto para a reportagem do Correio, que reproduzo AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 00:06 de 11/05/08.
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13/05/08 - Terça-feira

Mais sobre a reforma do governo

Ainda sobre a reforma apresentada pelo governador Alcides Rodrigues à Assembléia Legislativa, sugiro a leitura das reportagens de Eduardo Sartorato e Anapaula Hoekveld na Tribuna do Planalto.

Mudanças minam espólio tucano

Depois de praticamente seis meses de espera, a reforma administrativa do governo estadual foi apresentada. O texto protocolado na Assembléia Legislativa na terça-feira, 6, mostra que a nova estrutura administrativa do governo Alcides Rodrigues (PP) deverá ter 22 órgãos e 1.961 cargos de chefia - todos comissionados - a menos que o modelo atual. Pelas indicações da própria reforma e o que apurou a Tribuna do Planalto, o objetivo principal do governo foi economizar e, ao mesmo tempo, desmontar a estrutura que existia, toda ela à feição do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

Para ler mais, clique AQUI.

Desconfiados, deputados prometem discutir texto

A semana passada não foi tranqüila para os deputados estaduais. A expectativa da chegada da reforma administrativa na Assembléia Legislativa causou tensão visível no rosto dos parlamentares. Com o texto em mãos, o discurso foi um só: os deputados não o aprovarão a 'toque de caixa' e deverão discuti-lo durante todo o mês de maio. Isso significa que os parlamentares buscarão diálogo com o governo para resolver a questão dos cargos comissionados indicados por aliados na máquina estadual.

Para ler mais, clique AQUI.

Reforma é feita em etapas

O projeto de reforma administrativa foi o resultado de um trabalho de seis meses desenvolvido pela Secretaria da Fazenda. O texto que chegou à Assembléia na semana passada tem alterações significativas, comparado ao esboço de reforma apresentado em novembro de 2007.

Para ler mais, clique AQUI.

Leia também entrevista com o deputado Mauro Rubem, que critica as mudanças apresentadas - AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 05:18 de 13/05/08.
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11/05/08 - Domingo

Alcides ficou só

Primeiro, um pouco da análise do diretor de Redação do Diário da Manhã, João Bosco Bittencourt, publicada hoje. Depois, um comentário.

O que escreve João Bosco (para ler a análise completa no DM, clique AQUI - Alcides ficou só):

Nenhuma voz do governo do Estado ou da base aliada saiu em defesa da reforma administrativa, enviada para a Assembléia Legislativa. O governador Alcides Rodrigues ficou só. Falou sobre o assunto, explicou os motivos da tesourada na máquina e apresentou argumentos em favor dos cortes. O único a abordar o tema. No resto do governo ou da chamada base aliada - principalmente o PP -, a retranca predominou.

Depois das trapalhadas do envio do projeto ao Legislativo, técnicos da Secretaria da Fazenda concederam entrevista coletiva para tirar as dúvidas sobre a reengenharia administrativa. Como não são políticos e pertencem ao corpo técnico que idealizou o trabalho, não fizeram propriamente uma defesa das alterações e se limitaram à explicação burocrática, digamos. Alcides continuou só.

Ninguém do PP deu um pio. O presidente do partido, Sérgio Caiado, tão pródigo em pitacos na área política, evaporou. O deputado federal Sandes Jr., pré-candidato a prefeito pela legenda, tomou o mesmo caminho. Não foi encontrado e não abriu a boca tampouco. Da cozinha do Palácio das Esmeraldas, o secretário da Segurança Pública, Ernesto Roller, cuja pasta saiu praticamente ilesa do facão, também não se manifestou. Enfim, para citar apenas os nomes mais ilustres, a tropa de choque do governador preferiu a pusilanimidade do silêncio a ter que enfrentar os desgastes das demissões e extinções de órgãos.

O desconfiado PSDB não colocou a cara a tapa. Ficou naquela do vamô-ver-como-fica-pra-ver-o-que-se-faz. Também não quis se comprometer, assumindo posição de expectador da confusão que se estabeleceu com a falta de informações sobre o projeto.

(...)

Além disso, a reforma é muito mais positiva do que se imagina. Precisa de ajustes, é claro, mas, no conjunto, a obra agrada e tem o apoio da sociedade. O maior defeito é que um assunto de tamanha importância tenha sido conduzido com tanto amadorismo pelo núcleo de poder do governo. Não se alimentou a sociedade e até mesmo a base política das informações que justificam o projeto. Caso houvesse essa preocupação, seria mais palatável e não um amargo prato feito a ser digerido de qualquer forma.

Certa ou errada, não dá para escapulir do debate. A reforma está aí, apesar dos erros do anúncio. Impossível fingir que o assunto é do vizinho. De forma inadmissível, Alcides está só no debate sobre a reforma. Uma falha imperdoável do grupo mais próximo do governo. Não se faz maldade assim nem com o pior inimigo.

O comentário:

O que mais parece é que duas razões levam ao silêncio dos aliados do governador:

1 - ordem dele próprio para que apenas ele fale sobre a reforma e outros pontos do governo;

2 - mesmo se quisessem falar, os auxiliares nada sabem sobre o que está sendo apresentado e as razões que tudo embalam, o que quer dizer que se calam para não passar recido de desinformados.

O que nos leva a outra questão: está certo o governador de fazer tudo com tanto cuidado, a ponto de ficar sozinho na defesa de suas próprias ações?

No mais, há muito a ser entendido. Bem ou mal, aí estão duas tentativas:

Para entender Alcides (e Iris)

Para entender Alcides II: Uma questão de rumo. E de gestão

Postado por Vassil Oliveira às 18:59 de 11/05/08.
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11/05/08 - Domingo

Meirelles na IstoÉ Dinheiro: objetivo é a Presidência?

Primeiro foi o Blogo do Josias. Depois, o Correio Braziliense. Aí foi a vez da Folha de S. Paulo. Agora, é a revista IstoÉ Dinheiro. Todos falam do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. E de seu futuro, que passa por Goiás. Na IstoÉ Dinheiro desta semana (é a reportagem de capa - "Por que Meirelles é O CARA"), o gancho é a vontade de Meirelles de ser presidente da República. Eis a reportagem:

***

A sagração de Meirelles

* O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se consagra com a conquista do grau de investimento e já sonha com vôos mais altos. A Presidência da República pode ser um deles

LEONARDO ATTUCH E DENIZE BACOCCINA
Com reportagem de Adriana Nicacio e Gustavo Gantois

NA SALA DE REUNIÕES DA presidência do Banco Central, em Brasília, Henrique Meirelles guarda poucas imagens. Nelas, ele aparece ao lado da esposa, Eva, do presidente Lula, da primeira-dama Marisa Letícia e também do premiê chinês, Hu Jintao. Um outro porta-retrato, porém, é mais simbólico. Em vez de uma foto, há um recorte de jornal, que Meirelles mandou emoldurar. É a carta que Rosmil Pachá Jabur, um cidadão comum, encaminhou a uma redação. No texto, Jabur admite que durante anos cerrou fileiras ao lado de economistas heterodoxos, de entidades patronais e das centrais sindicais na gritaria contra o presidente do BC e sua política de juros altos. Mas que depois, ao ver tudo crescendo no País, só lhe restava uma confissão: "Meirelles, gênio ou louco, é o herói da gestão Lula". A carta e também o carinho que o homem forte da economia tem por ela revelam significados. Um deles é que Meirelles vem se consagrando - especialmente após a conquista do grau de investimento pelo Brasil, concedido pela agência de risco Standard & Poor's. Outro, nem tão óbvio assim, é que ele não vive isolado na sua torre de marfim. É um presidente de Banco Central que perscruta as opiniões alheias, valoriza a crítica e investiga o sentimento popular em relação a ele. Especialmente porque, ao contrário dos antecessores, Meirelles é também um político - e dos mais ambiciosos. "O Brasil precisa reconhecer e aprender com todos os seus acertos", disse ele à DINHEIRO, numa entrevista exclusiva, na manhã da quinta-feira 8.

RUMORES EM BRASÍLIA DÃO CONTA DE QUE ELE JÁ COMUNICOU AO PRESIDENTE LULA A DECISÃO DE DEIXAR O BC EM 2009

O que Meirelles define como acerto, na verdade, é a combinação entre uma política econômica consistente, parcialmente herdada, e um estilo gerencial que ele transportou ao Banco Central. A primeira parte da equação é conhecida: metas de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal. A segunda tem a ver com as lições aprendidas ao longo de uma bem-sucedida carreira empresarial, que o levou ao topo do mundo - Meirelles foi o primeiro nãoamericano a presidir um grande banco nos Estados Unidos, o Fleet Boston. "Em qualquer missão, é preciso ter um plano e persegui-lo de forma determinada e sem hesitação", diz ele. O eixo central do plano Meirelles, anunciado à DINHEIRO em 2002, antes mesmo da sua posse no BC, era zerar a dívida interna indexada ao dólar. Foi isso que reduziu drasticamente o risco Brasil e abriu espaço para o investment grade. "Ele desarmou a bomba atômica", avalia o banqueiro Dorio Ferman, um dos principais gestores de recursos do País. No campo macroeconômico, Meirelles decidiu, simplesmente, não reinventar a roda. De todos os presidentes de Banco Central recentes, ele foi o mais ortodoxo. Combateu a inflação e a colocou no centro da meta com o mais básico dos instrumentos: a taxa de juros. Puro feijão-comarroz? "Não", garante Meirelles. "Feijão-comarroz garante a sobrevivência, mas nossa dieta foi bem mais complexa."

Meirelles talvez não tenha bansido um chef inovador, como o espanhol Ferran Adriá, mas foi aquele que apresentou os melhores resultados na cozinha da economia. Na sua gestão, a inflação foi decepada, o real se valorizou e os ativos brasileiros dispararam (leia gráfico abaixo). Uns dirão que foi sorte e alguns, como o missivista de jornal Pachá Jabur, reconhecerão a competência do presidente do BC. Mas o fato é que, na função atual, Meirelles já não tem mais aquilo que no mercado financeiro se chama de upside. Em outras palavras, do ponto de vista pessoal, não há um viés de alta. Afinal, o que mais ele pode querer do cargo que ocupa? Justamente por isso, na semana passada, surgiram rumores de que Meirelles já teria comunicado ao presidente Lula a decisão de deixar o Banco Central. Não agora, mas em 2009, para voltar à política - antes de assumir o cargo, ele renunciou a um mandato de deputado federal por Goiás. "Até as pedras de Goiás Velho sabem que ele será candidato", garante o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Comenta-se que, nessa tarefa, ele já teria um articulador: José Francisco das Neves, presidente de uma autarquia do Ministério dos Transportes, que estaria organizando seus contatos políticos.

O PATRIMÔNIO DE MEIRELLES JÁ ERA DE R$ 104,5 MILHÕES EM 2002. OU SEJA: ELE PODE BANCAR SUA CAMPANHA ORTODOXO COMO POUCOS, ELE DIZ QUE SUA POLÍTICA NÃO FOI FEIJÃO-COM-ARROZ, MAS SIM UMA DIETA SOFISTICADA

No cenário político atual, a cartada mais segura seria uma candidatura ao governo de Goiás, Estado natal de Meirelles. Mas esse é apenas o plano B. Ao círculo mais próximo de amigos, Meirelles já confidenciou que gostaria mesmo de disputar a Presidência da República, desde que não fosse uma aventura. Para isso, ele reúne algumas condições. Uma delas, dinheiro. Em 2002, ano em que se elegeu deputado, Meirelles declarou à Receita Federal um patrimônio de R$ 104,5 milhões. Essa fortuna foi confiada a um gestor independente e se tiver sido minimamente bem administrada nos últimos anos terá se multiplicado por cinco - ou até mais. Portanto, ele poderia bancar grande parte de sua campanha sem sujar as mãos, assim como um Michael Bloomberg, nos Estados Unidos. "Pode ser que surja espaço no Brasil para uma liderança de perfil gerencial", avalia o economista Paulo Rabello de Castro. "Ainda não apareceu um nome que galvanize o sucesso da política econômica", reforça Otávio Amorim Neto, cientista político da FGV. Ambos, no entanto, apontam o mesmo ponto fraco em Meirelles: a dificuldade de estabelecer um arco de alianças político-partidárias em torno do seu nome. E é por isso que também se fala em Brasília de uma outra hipótese: a de que ele poderia concorrer a vice numa chapa encabeçada por Antônio Palocci, caso o ex-ministro da Fazenda se livre das acusações que ainda pesam contra si.

Oficialmente, Meirelles descarta os planos políticos. Ele tem repetido, assim como nesta entrevista concedida à DINHEIRO, que seu desejo de cumprir uma missão pública foi realizado no Banco Central. Mas a verdade, pura e simples, é que ele não convence seus interlocutores. Mesmo porque a ambição eleitoral já vem de muito longe. Logo que se tornou presidente mundial do BankBoston, em 1996, Meirelles contratou o jornalista Augusto Nunes, que havia sido editor político de vários jornais, como diretor do banco no Brasil. Uma de suas funções era mantê-lo informado das articulações políticas no Brasil. Cioso de sua imagem, Meirelles também chegou a contratar outro jornalista, Nirlando Beirão, para que escrevesse sua biografia, mas o projeto acabou sendo engavetado por falta de tempo. Além disso, ele vem de uma família de políticos, com vários representantes na vida pública goiana.

Outro traço marcante da personalidade do presidente do Banco Central, além da ambição, é a repulsa completa a qualquer tipo de monotonia. E ele próprio sabe que, no Banco Central, o máximo que poderá fazer será mais do mesmo. Meirelles acredita que o Brasil está ingressando num longo ciclo de crescimento econômico, que poderia durar 20 anos ou mais. No entanto, enxerga apenas um risco. "O retrocesso", afirma. Enquanto ele estiver sentado na cadeira de presidente do Banco Central, essa hipótese estará descartada. Mas convém não apostar muito nisso. "Ele faz conta em dois segundos e enxerga muito, mas muito à frente", diz o financista Ricardo Gallo, que trabalhou com ele no Boston durante mais de uma década. O que isso quer dizer? Talvez, que Meirelles esteja em busca de um novo desafio. De preferência, bem maior do que o anterior.

***

Os três mandamentos de Meirelles

1. "Em qualquer missão, tenha um plano. Depois, persiga-o de forma determinada e sem hesitação"

2. "Aprenda com os erros do passado. E tanto faz se eles foram cometidos por você ou pelos outros"

3. "Aprenda também a reconhecer e a valorizar os acertos. E não importa se são seus próprios acertos"

***

"O único risco agora é reinventar a roda"

* Meirelles diz que o Brasil terá um longo ciclo de expansão se não houver retrocessos

O que determinou o grau de investimento?

A aplicação consistente e sem hesitação do regime de metas de inflação, do câmbio flutuante e do superávit primário. O importante são as palavras consistência e rigor. Além do mais, zeramos o endividamento cambial.

Por que isso era tão importante?

O Brasil tinha quase 40% da dívida doméstica indexada ao dólar, além da dívida externa. Com isso, tínhamos um circulo vicioso. Quando havia turbulências no mercado cambial, isso aumentava a dívida pública em relação ao PIB, o que causava preocupação com relação à solvência do setor público. Isso gerava uma maior saída de recursos, o que desvalorizava mais a moeda. Hoje, nós somos um credor líquido em moeda externa.

Quando o sr. tomou esta decisão, pesou a experiência como banqueiro?

Sim, nos meios financeiros internacionais, isso é conhecido como pecado original. Éramos um país que não conseguia se endividar na própria moeda.

Como gestor, como o sr. define rigor?

É estar à frente da curva. Não cair na tentação de fazer o mínimo possível. Veja o caso da inflação. Em maio de 2002, ela bateu em 17%. Tempos depois, quando nós agimos, um empresário me disse: "Henrique, você vai criar a maior crise da história do País." Então, eu disse a ele: "Quando você se convenceu de que o presidente Lula ia ganhar a eleição, concluiu que ele adotaria uma política monetária frouxa e se preparou para isso. Foi um erro. A inflação está caindo e você tem um estoque caro. Se você estivesse em outro país, assumiria o prejuízo. Mas o primeiro passo da sua estratégia é me intimidar. Eu vou lhe adiantar que isso não vai funcionar. Aí você vai trabalhar pela minha demissão. Na minha avaliação, você corre um grande risco de fracassar."

Passado o fogo amigo, quais são os próximos desafios da economia brasileira?

Uma das discussões que vejo no Brasil é que, quando um governante começa a adotar um modelo vencedor, existe uma argumentação de que é um mero continuísmo. Uma coisa que ouvi de analistas internacionais na época de instabilidade é que o brasileiro tem a impressão de que deve a cada dia reiventar a roda.

O feijão-com-arroz não basta?

Não é bem arroz com feijão, que é uma dieta que faz a pessoa sobreviver, mas é insuficiente. Uma dieta completa é mais rica. Existe esta idéia de que a boa política é nova. Isso gera imprevisibilidade e medidas malfeitas.

Qual deve ser o próximo objetivo do País?

Não ficar limitado à política monetária, tem que ir além. Como nós tivemos algumas décadas de crise monetária, cambial e fiscal, nós temos uma tentação de continuarmos discutindo este assunto. Vamos começar com a política monetária. O sistema de metas de inflação foi aplicado com sucesso no Brasil, mostrou que funciona. A mesma coisa na política cambial, com reservas elevadas. Isso não muda.

Dito isso, quais são os próximos passos?

Vamos começar com as grandes questões nacionais: investimento em infra-estrutura, educação, aumento da poupança, do investimento privado. O Banco Central tem que continuar não procurando novas missões.

Como o sr. vê a discussão do fundo soberano?

Eu tenho duas normas pessoais. Eu não discuto decisão futura. E, segundo, eu não fico comentando possíveis decisões de outras áreas.

Seu grande trabalho no BC já foi feito?

Não há dúvida de que hoje nos podemos dizer que estamos em velocidade de cruzeiro.

Isso o levará a buscar novos desafios?

Se acontecer, você vai saber na hora certa.

Há uma especulação hoje no jornal Correio Braziliense de que o sr. já comunicou ao presidente que vai deixar o BC. Isso procede?

Outra norma que eu tenho é não comentar boato. O fato de ser publicado não significa que deixa de ser boato. Notícia publicada que não tem fonte para mim continua sendo boato. Não acho adequado a um presidente do Banco Central ficar desenvolvendo planos futuros.

No passado, o sr. dizia que sonhava até com a Presidência da República.

Eu nunca disse que eu pretendia ser candidato a um cargo ou outro, a não ser ao que eu fui. O que eu tinha era uma decisão de me dedicar à vida pública, até com certa ansiedade. O presidente Lula me deu a oportunidade aqui no BC e eu dei minha contribuição. Então, neste aspecto, eu já cumpri o meu sonho.

Mas essa política econômica ainda não tem um herdeiro claro?

O grau de investimento é resultado de uma conquista do País em diversas áreas. O Banco Central é uma delas. Mas o desempenho do Brasil de entregar um superávit fiscal todos esses anos foi fundamental. O fato de o Brasil estar crescendo também é vital. Um país que não consegue crescer não pode ser investment grade. Portanto, gostaria de deixar bem claro que cada um tem o seu papel.

O fato de a sua experiência pública ter se dado no governo do PT a torna mais rica?

A minha experiência tem sido gratificante, interessante e desafiante. O presidente Lula, aliás, é o maior responsável pelo investment grade, como líder que é. O trabalho com ele é muito bom. Temos relações pessoais excelentes e ambos temos honrado nossos compromissos e compartilhado a experiência de criar um novo modelo de crescimento para o Brasil. Ele passa por uma administração econômica racional, que usa os mecanismos mais modernos para fazer com que a economia produza de forma mais eficiente e o use parte dos recursos na distribuição da renda. Portanto, é um modelo que eu considero vencedor para a América Latina.

Muitos dizem que o Brasil está entrando num longo ciclo de crescimento. Verdade?

Pode ser, não será necessariamente. Qual é o grande risco de não ser? É o retrocesso. É a busca do atalho. O Brasil deve aprender com os erros dos outros - e com os próprios também - para evitálos. A outra coisa que eu acrescentaria é aprender com os acertos também - e isso inclui os próprios.

Quem pode representar essa política vencedora na disputa presidencial em 2010?

A política é a política do presidente Lula, não é a política de um ou de outro ministro. E, portanto, suponho que diversas pessoas poderiam representar a continuidade em 2010.

Postado por Vassil Oliveira às 22:46 de 11/05/08.
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11/05/08 - Domingo

Alcides fala sobre denúncia de caixa dois

Reportagem de O Popular neste domingo:

Alcides rebate procurador e cobra apuração de denúncia

Bruno Rocha Lima

O governador Alcides Rodrigues (PP) rebateu ontem a denúncia feita no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando, por supostos crimes eleitorais nas eleições de 2006. "Nunca disse nada pelo telefone que não possa ser dito para qualquer um neste Estado ou neste País", disse o governador.

"Minhas contas de campanha foram rigorosamente examinadas pelo Tribunal Regional Eleitoral e foram todas aprovadas. Então estou tranqüilo, quero que essas denúncias sejam apuradas", rebateu Alcides, que acompanhava na tarde de ontem as Cavalhadas de Santa Cruz de Goiás.

Com base em escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, Alcides e o senador Marconi Perillo (PSDB) foram acusados dos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa 2, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas. A denúncia está sob análise do relator, ministro, Ricardo Lewandowsky, cujo parecer ainda será submetido ao plenário do STF.

O conteúdo do processo, que corre sob segredo de justiça, foi revelado na sexta-feira no site da revista Época. O procurador-geral aponta Alcides e Marconi como "mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos (...) e outras fraudes eleitorais".

Alcides revelou que já contratou advogado para cuidar do caso. "Meu advogado também está tranqüilo e tem a convicção de que nada temos a temer. Estou sereno", disse o governador, em tom enfático.

A denúncia aponta também suposta transferência de recursos da campanha de Alcides para a de Marconi, com a utilização de notas frias para cobrir a operação. Os dois podem responder também por crime eleitoral no Ministério Público Eleitoral (MPE). Na sexta-feira, o advogado de Marconi, Antonio Carlos Almeida, rebateu as acusações e reclamou que seu cliente não foi ouvido pelo MPF.

***

Leia mais sobre o assunto:

MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

Postado por Vassil Oliveira às 21:27 de 11/05/08.
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12/05/08 - Segunda-feira

Barbosa respira

Questões particulares à parte, o presidente da Agetur (que passará a se chamar Goiás Turismo, se aprovada a reforma do governo na Assembléia), Barbosa Neto (PSB), não só não desistiu de ser candidato à Prefeitura de Goiânia, como prepara fato para esta semana capaz de dar vida à sua postulação, um tanto devagar.

Ele pretende anunciar aliança de pequenos partidos com o seu e do 'médio' PTB.

Sua equipe está animada.

Postado por Vassil Oliveira às 16:23 de 12/05/08.
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12/05/08 - Segunda-feira

Processo contra senador Marconi Perillo no STF

Foi divulgado no Jornal Estado de São Paulo (Estadão) uma notícia sobre um processo contra ao Senador Marconi Perillo (PSDB-GO) em relaçao a cobrança para liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Esse fato ocorreu em 1996 e foi denunciado pelo Ex-prefeito de Itapaci.

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Acompanha e íntegra da Matéria:

Perillo responderá ao 4º inquérito
Senador agora será investigado pela acusação de ter cobrado propina para ajudar prefeitura a liberar verba

Felipe Recondo


Um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a pedido do Ministério Público na última quinta-feira, fechou uma semana repleta de problemas para o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Ele agora será investigado pela acusação de ter cobrado propina para ajudar na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a Prefeitura de Itapaci (GO).

O suposto envolvimento de Perillo data de 1996, quando ele era deputado federal. De acordo com depoimento prestado ao Ministério Público de Goiás, o ex-prefeito de Itapaci Francisco Agra Alencar disse que Perillo o chamou a Brasília e impôs, para que ajudasse a liberar recursos do FNDE, o pagamento de propina equivalente a 20% do valor reservado para a construção de uma escola no município.

O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2004, mas por decisão dos ministros foi encaminhado ao Supremo, que só começou a examinar o tema no ano passado. Na quinta-feira, o Ministério Público pediu que um inquérito fosse aberto para investigar o assunto e determinou que o senador seja convidado para prestar depoimento e que o Banco Sudameris, onde a propina teria sido paga, investigue se algum pagamento foi feito em seu nome.

Caso haja indícios suficientes, já adiantou o Ministério Público, Perillo poderá ser denunciado por corrupção passiva, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão.

Foi o último capítulo de uma semana que começou no depoimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, presidida por Perillo. O senador foi um dos artífices da estratégia que culminou na convocação de Dilma para tratar do dossiê com gastos do cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Viu o senador José Agripino (DEM-RN), numa pergunta desastrada sobre a tortura sofrida pela ministra durante a ditadura, levantar a bola para Dilma.

Depois, veio a público a denúncia de 16 páginas encaminhada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo.

No documento, Marconi Perillo é acusado de formação de quadrilha, peculato, crime eleitoral, fraude contábil e ocultação de provas.

De acordo com o Ministério Público, durante a campanha de 2006, Perillo e Alcides Rodrigues (PP), atual governador de Goiás, teriam montado "um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas fiscais frias, pagamento de despesas de campanha por meio de laranjas e outras fraudes eleitorais". Além disso, os dois teriam usado servidores públicos, em horário normal de expediente, como cabos eleitorais.

Além desses casos, há outros três inquéritos contra o senador em tramitação no Supremo. Nenhum deles está próximo de ser concluído.

Perillo ainda tem seis anos e meio de mandato a cumprir.

Para ter acesso ao material do jornal, clique AQUI ou confira abaixo:

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12/05/08 - Segunda-feira
Perillo responderá ao 4º inquérito
Senador agora será investigado pela acusação de ter cobrado propina para ajudar prefeitura a liberar verba

Felipe Recondo

Um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a pedido do Ministério Público na última quinta-feira, fechou uma semana repleta de problemas para o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Ele agora será investigado pela acusação de ter cobrado propina para ajudar na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a Prefeitura de Itapaci (GO).

O suposto envolvimento de Perillo data de 1996, quando ele era deputado federal. De acordo com depoimento prestado ao Ministério Público de Goiás, o ex-prefeito de Itapaci Francisco Agra Alencar disse que Perillo o chamou a Brasília e impôs, para que ajudasse a liberar recursos do FNDE, o pagamento de propina equivalente a 20% do valor reservado para a construção de uma escola no município.

O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2004, mas por decisão dos ministros foi encaminhado ao Supremo, que só começou a examinar o tema no ano passado. Na quinta-feira, o Ministério Público pediu que um inquérito fosse aberto para investigar o assunto e determinou que o senador seja convidado para prestar depoimento e que o Banco Sudameris, onde a propina teria sido paga, investigue se algum pagamento foi feito em seu nome.

Caso haja indícios suficientes, já adiantou o Ministério Público, Perillo poderá ser denunciado por corrupção passiva, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão.

Foi o último capítulo de uma semana que começou no depoimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, presidida por Perillo. O senador foi um dos artífices da estratégia que culminou na convocação de Dilma para tratar do dossiê com gastos do cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Viu o senador José Agripino (DEM-RN), numa pergunta desastrada sobre a tortura sofrida pela ministra durante a ditadura, levantar a bola para Dilma.

Depois, veio a público a denúncia de 16 páginas encaminhada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo.

No documento, Marconi Perillo é acusado de formação de quadrilha, peculato, crime eleitoral, fraude contábil e ocultação de provas.

De acordo com o Ministério Público, durante a campanha de 2006, Perillo e Alcides Rodrigues (PP), atual governador de Goiás, teriam montado "um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas fiscais frias, pagamento de despesas de campanha por meio de laranjas e outras fraudes eleitorais". Além disso, os dois teriam usado servidores públicos, em horário normal de expediente, como cabos eleitorais.

Além desses casos, há outros três inquéritos contra o senador em tramitação no Supremo. Nenhum deles está próximo de ser concluído.

Perillo ainda tem seis anos e meio de mandato a cumprir.

Postado por Vassil Oliveira às 17:15 de 12/05/08.
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13/05/08 - Terça-feira

PSDB prefere o suicídio em Goiânia

Acompanhe o comentário de Vassil Oliveira, hoje no Programa Hora da Verdade.

Para ouvir o comentário Aqui.

Postado por Marcley Matos às 09:43 de 13/05/08.
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13/05/08 - Terça-feira

Meirelles, candidatura, Goiás: assunto que não para de movimentar a imprensa

Mais notícias sobre uma possível candidatura de Henrique Meirelles, hoje presidente do Banco Central, ao Governo de Goiás em 2010. No senado, Henrique Meirelles não disse que não; na verdade, lembrou que tem que respeitar uma quarentena. Então, novos capítulos vêm ai.

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Informação da Folha de São Paulo:

Meirelles não descarta candidatura após deixar o BC
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comentou hoje a possibilidade de ser candidato ao governo de Goiás nas eleições de 2010.

Segundo ele, o BC tem uma regra que estabelece uma quarentena de quatro meses, período durante o qual ele irá pensar sobre o seu futuro quando deixar de ser presidente da instituição.

"Uma das finalidades da quarentena é permitir que o profissional possa avaliar o seu futuro e, partir daí, tomar sua decisão. No momento sou presidente do Banco Central, estou dedicado a isso e vou pensar nesse assunto durante a quarentena", disse Meirelles após audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Ele não afirmou, no entanto, quando deixaria o cargo nem se está pensando sobre isso.

De acordo com o blog do Josias de Souza, Meirelles articula sua candidatura.

Na disputa, Meirelles teria como maiores adversários os ex-governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Íris Rezende (PMDB-GO), ambos interessados na disputa de 2010. Por conta própria, o presidente do BC já se encontra com o atual governador goiano, Alcides Rodrigues (PP), que poderia apoiá-lo como seu sucessor. Rodrigues foi sucessor de Perillo, mas hoje os dois não se entendem.

Para o plano vingar, Meirelles se filiaria ao PP, mesma legenda de Alcides Rodrigues, até 2009, abandonando o cargo no Banco Central.

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No G1:

Meirelles não descarta concorrer a cargo político em 2010

Jornalistas questionaram se o presidente do BC concorrerá ao governo de Goiás. Ele disse que vai pensar no assunto só depois que deixar o Banco Central

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não descartou nesta terça-feira (13), após audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, concorrer a um cargo político nas eleições de 2010.

"Eu diria que, para isto, o BC tem a previsão de uma quarentena de quatro meses [após deixar o cargo na instituição]. E, uma das finalidades da quarentena, além de outras, é permitir exatamente que o profissional possa avaliar suas opções, avaliar o seu futuro, e, a partir daí, tomar suas decisões. Eu sou um homem que, na minha carreira sempre aprendi a ser muito disciplinado, e uma das características desta disciplina, é, no momento, ser presidente do BC. Estou dedicado a isso e vou pensar nesse assunto [candidatura política] durante a quarentena", se limitou a afirmar Meirelles.

Antes de assumir o Banco Central, Meirelles foi eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás. Há especulações que o comandante do BC teria interesse em disputar o governo de Goiás nas próximas eleições, marcadas para 2010.

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E no Congresso em Foco:

Meirelles não descarta concorrer nas eleições de 2010

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não descartou concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2010. Em conversa com jornalistas após participar de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Meirelles afirmou que vai "pensar nesse assunto durante a quarentena", ou seja, assim que deixar o comando do BC. Ele é apontado como um potencial candidato ao governo de Goiás.

"Eu sou um homem que, na minha carreira, sempre aprendi a ser muito disciplinado, e uma das características dessa disciplina é, no momento, ser presidente do BC", afirmou. Meirelles deve deixar a presidência do BC no próximo ano.

A quarentena corresponde a um período de quarenta dias no qual um ocupante de um cargo estratégico do governo não pode assumir outra função. A medida se justifica uma vez que ocupantes de cargos executivos lidam diariamente com informações privilegiadas e sigilosas da administração pública.

Em audiência da CAE, Meirelles atribuiu o recente aumento de 0,5 ponto da taxa básica de juros (Selic) a uma "tendência subjacente" de crescimento da inflação no país. (leia mais)

Segundo ele, há sinais de que essa tendência não é puxada apenas pelo aumento do preço dos alimentos. "O Banco Central agiu a tempo e a hora. Portanto, a mensagem à Nação é de que o banco tem a questão inflacionária sob controle", afirmou aos senadores. (Rodolfo Torres) 

Postado por Marcley Matos às 21:00 de 13/05/08.
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14/05/08 - Quarta-feira

O auê de Meirelles

Está longe do anúndo da definição de Henrique Meirelles sobre ser ou não candidato a governador de Goiás.

Em todo caso, o auê ajuda a aumentar seu capital político, constituído principalmente de perspectiva de poder.

E a segurar a ânsia de muita gente.

Sem falar nada, sem se manifestar, sem alarde, Meirelles faz mais barulho que muitos pretendentes ao governo.

O que vai dar isso?

Só Deus sabe!

Postado por Vassil Oliveira às 16:13 de 14/05/08.
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14/05/08 - Quarta-feira

Alcides destaca que não impôs reforma ao Legislativo

O governador Alcides Rodrigues (PP) se posicionou hoje em Anápolis sobre a reforma administrativa que esta em tramitação na Assembléia Legislativa.

"Quando encaminhamos o projeto para a Assembléia Legislativa, os senhores (imprensa) são testemunhas, nós o levamos para ser apreciado e não como imposição. Hora nenhuma nós fizemos imposição perante qualquer matéria, perante o Parlamento goiano, pelo contrário, lá eles são representantes do povo e como tal estão exercendo seu papel."

Para ouvir a declaração, clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 18:17 de 14/05/08.
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15/05/08 - Quinta-feira

Vilmar Rocha joga a toalha

Depois de tentar por quase 5 meses viabilizar sua candidatura à Prefeitura de Goiânia, o ex-deputado Vilmar Rocha (DEM-GO) jogou a toalha ontem em Anápolis e anunciou que vai hoje entregar ao diretório do partido uma carta afirmando que não tem interesse de se candidatar a prefeito. Vilmar Rocha destaca que não acredita em união da base.

Para ouvir a declaração do ex-deputado, clique AQUI.

PS.: A declaração de Vilmar foi obtida com exclusividade pelo jornalista Marcus Cipriano, da Rádio 730.

 

Postado por Marcley Matos às 09:25 de 15/05/08.
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15/05/08 - Quinta-feira

Íntegra da carta de Vilmar Rocha se retirando da disputa pela Prefeitura de Goiânia

Segue a carta de Vilmar Rocha (DEM) com a decisão de se afastar em definitivo da disputa em Goiânia, como antecipado pelo repórter Marcos Cipriano, da Rádio 730:

Goiânia - Eleições 2008

No final do ano de 2007 recebi um forte estímulo do comando nacional de meu partido, o Democratas, para que disputasse as eleições para a Prefeitura de Goiânia. Esta orientação fazia parte de um projeto nacional do Partido de participar com candidaturas próprias nas capitais e nas principais cidades brasileiras.

Na ocasião, disse a todos os companheiros dos Diretórios Nacional e Regional - e esta posição foi divulgada largamente em Goiás - que só aceitaria ser candidato se conseguíssemos fazer uma aliança ou coligação com os partidos da chamada base aliada em Goiás (DEM, PSDB, PP, PTB, PR, PPS e outros).

Alicercei meu argumento em dois pontos.

 Em primeiro lugar, para manter a coerência de minhas posições políticas. Por exemplo, nas eleições de 2004, em Goiânia, e de 2006, no Estado, defendi fortemente que nosso partido devia fazer alianças.  O resultado dessas eleições provou que este ponto de vista estava absolutamente correto. O saldo político e eleitoral desses pleitos foi reconhecidamente desfavorável para nosso partido.

Em segundo lugar, estou convencido de que, de novo como daquela vez, somente uma ampla aliança credenciaria a base aliada a disputar de forma conseqüente e responsável a sucessão em Goiânia.

Aguardei até o momento esperando que o debate e o amadurecimento levassem a uma aliança capaz de aglutinar os partidos da base aliada, fato que não ocorreu até agora.

Entendo que é urgente, politicamente, definir a candidatura da base para a eleição.

 Fiel aos meus princípios de coerência política e com o objetivo de contribuir e de conferir agilidade ao processo de escolha do candidato da base, retiro definitivamente meu nome como pré-candidato à Prefeitura de Goiânia.

O companheiro que aglutinar esses apoios indispensáveis, contará com minha participação e minha irrestrita solidariedade na campanha.

De minha parte, dou seqüência à minha participação ativa na vida pública, procurando credenciar-me para disputas eleitorais futuras.

Agradeço, sensibilizado, a todos os que de forma sincera e colaborativa discutiram e opinaram sobre a possibilidade de uma candidatura minha à Prefeitura de Goiânia. Saibam que, ao reafirmar a confiança em mim e em minha trajetória política, fortaleceram-me no ideal que tenho de lutar por nossa bela Goiânia, por Goiás e pelo Brasil.

Postado por Marcley Matos às 15:01 de 15/05/08.
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15/05/08 - Quinta-feira

Olha que coisa mais...

À frente, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). Lá no fundo, o marconista Fernando Cunha (PSDB).

Ex-aliados, os dois, juntos, devem somar, coloquem aí, uns 100 anos de política, talvez. Metade de vida pública, outra metade de experiência acumulada.

Bem, no mais, a imagem diz tudo.

A foto, espetacular, é de D'Artagnan Mariano, da Tribuna de Anápolis. Foi feita ontem, durante encontro para discutir implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no município, organizado pela senadora Lúcia Vânia (PSDB), com presença, entre outros, do governador Alcides Rodrigues (PP) e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Postado por Vassil Oliveira às 15:53 de 15/05/08.
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15/05/08 - Quinta-feira

Marconi outra vez na Época

Saiu na página da Época na Internet hoje:

***

Novas gravações comprometem senador de GO

Procurador-Geral da República investiga se houve tráfico de influência em conversa telefônica entre Marconi Perillo e desembargadora, gravada pela Polícia Federal. ÉPOCA teve acesso exclusivo à transcrição do diálogo

MATHEUS LEITÃO E RODRIGO RANGEL

Semana passada, ÉPOCA trouxe a público uma denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra o senador Marconi Perillo (PSDB) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP). Num processo que corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal, o procurador denunciou a dupla goiana pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, exploração da máquina pública na campanha e uso de notas frias e laranjas para fraudar a prestação de contas na eleição de 2006. Agora, ÉPOCA revela com exclusividade que há mais do que isso na investigação que embasou a peça acusatória. Dentre os documentos enviados ao Ministério Público pela Polícia Federal, há novas gravações telefônicas com potencial de enredar o senador tucano em outros processos. Uma delas, em especial, levou o procurador-geral a pedir abertura de novo inquérito contra Perillo, pelo crime de tráfico de influência. Trata-se de um comprometedor diálogo com a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, que nesta sexta-feira (16) assume a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do estado e, a partir do posto, vai comandar as eleições goianas deste ano.

Na conversa, Marconi Perillo tenta conduzir uma decisão da desembargadora num processo envolvendo a prefeitura de Itumbiara, município do interior administrado por um aliado seu. A magistrada, escolhida desembargadora pelo próprio Perillo, demonstra presteza. "O interesse é conceder ou negar a liminar?", pergunta Beatriz. Ela se nega a ser tratada com deferência. "Que vossa excelência, o quê", diz. O diálogo foi gravado no final de dezembro de 2006. Marconi havia deixado o governo nove meses antes para se dedicar à campanha ao Senado. A seguir, a conversa:

"DESEMBARGADORA: Alô.
MARCONI: DESEMBARGADORA tudo bem?
MARCONI: Ohh, ta entrando hoje uma rescisória com pedido de liminar, contra a PREFEITURA DE ITUMBIARA.
DESEMBARGADORA: Contra a prefeitura?
MARCONI: É, então ta entrando, e parece que foi distribuído para Vossa Excelência.
DESEMBARGADORA: Que Vossa Excelência o que? O problema é o seguinte, o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra né?
MARCONI: Negar. Negar.
DESEMBARGADORA: O problema é que eu tô de férias em janeiro, se foi distribuído hoje, eu vou ligar para o assessor, pois eles estão trabalhando hoje e amanhã.
MARCONI: Já foi distribuído.
DESEMBARGADORA: Pois é, então pegar e negar, porque se não vai pro presidente
MARCONI: A senhora quer anotar o número do processo.
DESEMBARGADORA: Quero.Eu vou ser presidente dessa Câmara, a Segunda Seção Cívil.
MARCONI: Já ta na mão da senhora, já ta distribuído.
DESEMBARGADORA: Pois é, é da Segunda Seção Cível, ou é do Órgão Especial.
MARCONI: Órgão Especial ou Seção Cível? (parece estar perguntando para outra pessoa)
MARCONI: Seção Civil, viu.
DESEMBARGADORA: Ah tá, é melhor, pois é, porque eu que vou ser presidente, mas como eu tô em festa de férias, aí fica sendo o DESEMBARGADOR FELIPE, e aí vai pra ele despachar então.
MARCONI: A senhora tem que resolver hoje.
DESEMBARGADORA: É melhor, é.
MARCONI: A senhora quer anotar o número?"

A proximidade entre a desembargadora e o hoje senador Marconi Perillo vai além do fato dele tê-la nomeado para o cargo. Beatriz Figueiredo é casada com o padrinho de batismo de Perillo, Marcos Laveran, que também foi flagrado nas escutas telefônicas. Antes de passar o telefone para a desembargadora, o padrinho ouviu uma prévia do pedido. Laveran trabalhou como funcionário do gabinete da mulher até a resolução que pôs fim ao nepotismo nas repartições do Judiciário. Na transcrição, o nome dele foi reproduzido pelos agentes federais como Laverã.

"DR. MARCOS LAVERÃ: Tá na mão de quem?
MARCONI: Tá na mão aí.
DR MARCOS LAVERÃ: Oi?
MARCONI: Ta na mão, ta na sua mão aí. Ta nas mãos da desembargadora.
DR MARCOS LAVERÃ: Tá bom.
MARCONI: Você quer anotar o número?
DR MARCOS LAVERÃ: Quero, você quer falar direto com ela ou não?
MARCONI: Ela ta aí perto do Sr?
DR MARCOS LAVERÃ: Tá.
MARCONI: Não eu prefiro... aé, eu falo com ela então. (parece estar meio contrariado)
DR MARCOS LAVERÃ: Não, você que manda.
MARCONI: Não, é porque eu não queria... bom, tudo bem eu falo.
DR MARCOS LAVERÃ: Sabe o que que é?
MARCONI: Ahhh.
DR MARCOS LAVERÃ: Porque hoje não deve ter nada, por que ela vai viajar daqui a pouquinho.
MARCONI: Foi distribuído hoje uma liminar para ela.
DR MARCOS LAVERÃ: Não, então tem que conversar com ela aqui mesmo.
MARCONI: Deixa eu falar com ela então
DR MARCOS LAVERÃ: Por que ela vai viajar daqui a pouco.
MARCONI: Ela vai para onde chefe?
DR MARCOS LAVERÃ: Ela vai pra Aparecida.
MARCONI: Ah então tá bom.

(...) conversa sem interesse para investigação

DR MARCOS LAVERÃ: Eu acho que é melhor conversar com ela agora, porque aí qualquer coisa que precisar ela passa pra mim, eu to aqui junto, aqui."

Itumbiara é um município de 86 mil habitantes localizado no sul de Goiás. A ação rescisória que motivou o pedido de Perillo à desembargadora faz parte de uma intensa guerra judicial travada por mais de 40 municípios goianos, entre eles a capital Goiânia, contra a Prefeitura de Itumbiara. O pano de fundo dessa briga é o rateio da parcela do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, o ICMS, distribuído pelo estado aos municípios. Goiânia e as demais prefeituras, dentre as quais a de Montividiu, queriam reverter uma decisão anterior, do próprio Tribunal de Justiça, que havia aumentado o valor da parcela destinada a Itumbiara.

Desde o começo, a tramitação do processo foi turbulenta. Passou por outros gabinetes do tribunal, cujos titulares acabaram afastados do caso por razões processuais. No fim de dezembro de 2006, a ação foi finalmente redistribuída e caiu nas mãos da desembargadora Beatriz. Foi quando Perillo entrou em cena para pedir o "favor". O pedido foi atendido prontamente. Se passaram menos de 48 horas entre a ligação do senador e o despacho da magistrada. Em 28 de dezembro, antes de entrar de férias, ela negou a liminar. Exatamente como solicitou Marconi Perillo.

Não era uma decisão qualquer. Ao negar a liminar, a desembargadora abriu caminho para que Itumbiara continuasse a receber sua parcela extra no rateio do ICMS. Os valores ultrapassam R$ 30 milhões. Parte foi destinada a escritórios particulares de advocacia que defendiam os interesses da prefeitura.

O caso, a exemplo da denúncia revelada por ÉPOCA semana passada, está sob a mesa do ministro Ricardo Lewandowski, do STF. O grampo telefônico feito no telefone celular de Perillo, com autorização judicial, é parte da Operação Voto da Polícia Federal. O procurador-geral da República também pede que Marconi seja investigado por irregularidades na Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). A suspeita surgiu, também, das gravações telefônicas feitas pela PF. A missão dos agentes era investigar denúncias de crimes eleitorais supostamente praticados pelo grupo político de Marconi. O tucano, após dois mandatos consecutivos de governador, era candidato ao Senado. E, para sucedê-lo, apoiava o seu vice, Alcides Rodrigues Filho. A alta popularidade de Marconi serviu não apenas para elegê-lo senador como para alçar o inexpressivo Alcides ao comando do estado. A eleição se deu sob inúmeras denúncias de uso da máquina pública em favor da dupla.

A conduta da desembargadora Beatriz Figueiredo também está sob análise do Ministério Público, que examina a possibilidade de pedir o afastamento imediato da magistrada. Procuradores também pretendem processá-la em Brasília perante o Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para fazer o chamado controle externo do Poder Judiciário. Para ela, é uma inusitada inversão de papel. Até a cerimônia em que será empossada presidente do TRE de Goiás, nesta sexta, ela comanda a Corregedoria do tribunal. Lá, ironicamente, sua incumbência era justamente fiscalizar a conduta dos juízes eleitorais goianos.

Marconi Perillo não foi localizado para falar sobre o caso. Seu advogado, Antonio Carlos "Kakay" Almeida Castro, disse que o senador está em viagem à África. Castro afirmou que não há na conversa nada que caracterize tráfico de influência. "O senador não fez nada errado. Trata-se de um pedido legítimo feito por um homem público".

ÉPOCA também procurou a desembargadora Beatriz Figueiredo. Na quarta-feira, uma funcionária do gabinete informou que ela atenderia no dia seguinte. Nesta quinta-feira, porém, a mesma funcionária afirmou que magistrada não poderia atender "nem hoje nem amanhã". Marcos Laveran não foi localizado.

Perillo nomeou Beatriz Figueiredo como desembargadora no ano 2000, em vaga destinada a membros do Ministério Público (ela era procuradora de justiça até então). A relação próxima entre os dois, porém, não foi a única a chamar atenção dos agentes federais no curso da apuração.

A explicação para o empenho de Perillo em defesa dos interesses do município de Itumbiara está no tabuleiro da política goiana. Na mesma semana em que telefonou para a desembargadora, Perillo estava terminando de negociar uma aliança com o prefeito da cidade, José Gomes da Rocha. À época, Gomes era filiado ao PMDB, partido de alguns dos maiores rivais do senador tucano em Goiás. Perillo estava empenhado em levá-lo para um dos partidos que compunham seu arco de alianças. Em troca, conforme registraram os jornais locais à época, chegou a prometer ao prefeito a vaga de vice caso venha a concorrer novamente ao governo goiano em 2010. Agora, isso depende dele sobreviver politicamente a mais essa investigação.

***

Nota:

A posse da desembargadora está marcada para amanhã (16), às 10 horas.

E agora? Ela toma posse ou não no TRE?

O que saiu sobre Marconi Perillo nos últimos dias:

Processo contra Senador Marconi Perillo no STF

MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

Alcides fala sobre denúncia de caixa dois

Link direto para a reportagem de Época: AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 20:09 de 15/05/08.
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16/05/08 - Sexta-feira

Marconi outra vez na Época (2): e a desembargadora toma posse

16/05/2008 - 14:02

Desembargadora suspeita de tráfico de influência toma posse como presidente do TRE-GO

Beatriz Figueiredo Franco negou a acusação e disse que a conversa em que fala sobre a liminar foi baseada em amizade

RODRIGO RANGEL, de Goiânia

Antes de tomar posse como presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, no final da manhã desta sexta-feira (16), a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco admitiu um possível desvio ético na conversa em que o senador Marconi Perillo (PSDB) lhe pediu que negasse uma liminar, em dezembro de 2006. O diálogo, revelado por ÉPOCA, foi gravado pela Polícia Federal durante uma investigação iniciada para averiguar denúncias de crime eleitoral nas últimas eleições municipais. "Eu assumo, a minha fala pode demonstrar uma falta de ética. Mas digo que eu sou simples, não sou sofisticada, e sou sempre assim", afirmou a desembargadora em entrevista que antecedeu a cerimônia. No discurso de posse, ela não tocou no assunto.

Beatriz Figueiredo afirmou que sua família tem laços de amizade com o senador Marconi Perillo há 40 anos. "A informalidade da conversa foi dada à amizade e não ao relacionamento entre autoridades", disse. "Não houve tráfico de influência e muito menos quadrilha." Indagada se considera normal um magistrado perguntar a um político se deseja uma decisão a favor ou contrária ("O interesse é conceder ou negar a liminar", ela pergunta a Perillo no diálogo gravado pela polícia), a desembargadora respondeu ser uma pessoa aberta, que tem por costume ouvir as partes interessadas nos processos que julga. "Eu costumo trabalhar de portas abertas", disse.

Como presidente do TRE de Goiás, Beatriz Figueiredo terá a incumbência de organizar as eleições deste ano no estado. Ela descartou a possibilidade de se afastar do cargo. O Ministério Público, entretanto, pretende pedir seu afastamento. A desembargadora tomou posse visivelmente constrangida pelo aparecimento das escutas. Participaram da solenidade o governador goiano, Alcides Rodrigues (PP), um dos alvos da mesma investigação que originou a suspeita sobre a magistrada, e o prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB). O município de Goiânia foi um dos prejudicados pela decisão tomada por Beatriz Figueiredo após a conversa com o hoje senador Marconi Perillo.

O marido da desembargadora, Marcos Laveran, padrinho de Perillo e com quem o senador também aparece conversando nas gravações, não assistiu à cerimônia. Ficou do lado de fora. Ele evitou declarações sobre os diálogos e a decisão tomada pela mulher após o telefonema de Perillo. "Eu sou muito ligado ao senador Marconi e o senador conversa comigo a hora em que ele quiser, ele é como um filho para mim", disse. Indagado sobre a decisão, ele tergiversou: "Ela julgou como sempre, de acordo com a convicção dela". No programa da posse, estava previsto um pronunciamento do procurador-regional eleitoral de Goiás, Cláudio Drewes, ironicamente um dos responsáveis pela investigação que originou as escutas, mas ele não compareceu.

Link direto para esta reportagem, que está na página da revista Época na internet: AQUI.

***

16/05/2008 - 10:45

Advogado de Perillo responde à acusação por tráfico de influência


Senhor Editor,

A conversa entre o Senador Marconi Perillo e a Desembargadora Beatriz Figueiredo Franco transcrita pela revista evidentemente não caracteriza tráfico de influência. Basta lê-la com um olhar isento. O então candidato, como deixa claro a própria gravação, sequer pretendia falar com a Desembargadora; note-se a observação da Polícia Federal de que ele parecia "contrariado" ao insistirem para que falasse com ela.

Ademais, e este é o fulcro da questão, o Senador fez um pedido em nome da prefeitura de Itumbiara por julgar que o Direito estava do lado do município, fato demonstrado em trecho que não chegou a ser publicado pela revista: "O prefeito lá, José Gomes, tem razão nessa história, ele tá com a razão...".

Imaginar que um pedido de apreciação de uma tese jurídica que favoreça uma municipalidade seja crime é, com a devida licença, o mesmo que impedir o homem público de defender os interesses que reputa legítimos e justos de seus constituintes.

Atenciosamente,

Antônio Carlos de Almeida Castro

Link direto: AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 16:40 de 16/05/08.
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17/05/08 - Sábado

Quatro pontos

Talles Barreto com a mão na taça

Devagar, Talles Barreto constrói sua candidatura a prefeito de Goiânia. Uma vantagem ele tem sobre outros pretendentes: é o único com um esboço de plano de governo. Os chamados 14 pontos. A dificuldade é sustentar uma candidatura sem o guarda-chuva do poder ou de um leque de partidos de médio a grande porte. Em todo caso, se o partido confirmar sua candidatura em junho, para ele, pessoalmente, já será uma vitória e tanto.

Um novo Estado para Roriz?

Volta a idéia de criação do Estado do Planalto Central. O interesse maior agora é do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. Que põe o dedo também em Luziânia. Ele pode fazer romper a aliança PSDB-PMDB em torno do tucano Célio Silveira.

PP espera força para crescer

Tem pepista coçando a cabeça. É que o governador Alcides Rodrigues tirou um pouquinho, mas bem pouquinho, do poder do PSDB, mas não deu poder algum ao PP. E as eleições municipais estão aí.

Anápolis é espelho de 2010

A disputa em Anápolis será um caso à parte. Lá, mais do que em qualquer outro lugar, teremos o reflexo de 2010. De um lado, PMDB e os anti-marconistas convictos; de outro, Marconi Perillo (PSDB) e os seus não menos convictos. Por fora, ou entre os primeiros, Henrique Meirelles, que é filho e eleitor da cidade, e Alcides Rodrigues (PP), que é governador e foi interventor no município. Vencer lá será de um simbolismo marcante. Para qualquer dos lados.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 18.5.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 13:33 de 17/05/08.
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16/05/08 - Sexta-feira

Marconi outra vez na Época (3): a desembargadora se defende

A desembargadora Beatriz Figueiredo (agora presidente do TRE) se defende das acusações publicadas em reportagem da Revista Época. Ela fala em amizade, justiça, sensacionalismo, entre outras coisas.

Para ouvir a íntegra da entrevista coletiva da desembargadora, clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 20:01 de 16/05/08.
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18/05/08 - Domingo

Marconi colhe o que planta

O senador Marconi Perillo (PSDB) colhe o que plantou. Ele não é um político de plantar paz. Está colhendo guerra. O argumento de que as denúncias da revista Época (na semana passada, peculato e uso da máquina pública na eleição; esta semana, tráfico de influência - veja aí ao lado) são uma retaliação do presidente Lula à oposição de Marconi no Senado e ao fato de Marconi ter sustentado que o avisou com antecedência do mensalão (colaborando para dar veracidade à acusão contra os petistas), longe de fazê-lo vítima de uma conspiração nacional, mostra-o vítima de si mesmo. E muitas vezes.

Primeiro, porque, se se trata disso mesmo, de ação coordenada de Lula ou de algum outro adversário, quer dizer que Marconi comprou briga com inimigos maiores do que ele, o que coloca em xeque o seu futuro político (claro, ele pode se dar bem, também, como o próprio Lula, Fernando Collor, ACM e tantos outros.)

Aqui já se disse que ele elege seus inimigos faz tempo. Na lista, o governador Alcides Rodrigues (PP), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a senadora Lúcia Vânia (PSDB), o presidente estadual do PR, deputado federal Sandro Mabel, o presidente estadual do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB)... E, sim, o presidente Lula.

Com tanta gente contra, mais que isolado, Marconi está ficando emparedado. Como é impetuoso e não perde a majestade - herança da divindade investida por quem acha que governar um Estado é carregar o desígnio da humanidade -, ele reage como quem considera que tudo que não segue a sua vontade está errado, e o afronta, portanto precisa ser condenado ao quinto dos infernos.

Na lógica marconista, exposta em caudalosos textos plenos de exultação e exaltação nos últimos tempos (está bem, sem trocadilhos), todos que se opõem a ele, ou a atos seus, são traidores, ingratos, são principalmente cegos por não verem o bem que ele fez ao Estado, por não darem testemunho de como ele transformou Goiás, que era nada antes de seus governos.

Os discípulos de Marconi o cobrem de santidade, não admitem que ele possa pecar ou ter pecado, não entendem sequer que haja alguém que se recuse a ajoelhar-se e a rezar diante de sua imaculada imagem, quanto mais na sua miraculosa presença. Os discípulos rezam o pai-nosso da adulação e da submissão absoluta, e porque assim o fazem, xingam todos os que não fazem.

Marconi é vítima de si mesmo porque o que vai denunciado não é fantasia de celerado algum. São os fatos reportados como eles são, para julgamento da Justiça e da população.
E o que mostram os fatos, além do que denunciam?

Mostram a Marconi que o que ele fazia em Goiás não cola em Brasília. O exemplo mais claro disso está no episódio em que ele, inicialmente, se apresentou ao presidente Lula como interlocutor capaz de influenciar o seu partido, PSDB, a votar a favor da CPMF, mas, depois, desautorizado pelos tucanos maiores, não só negou a intermediação com Lula como atacou duramente o presidente e o seu governo em discurso no plenário que primou pela defesa intransigente da moralidade pública, marca recorrente de suas falas, agora contrapostas pelas denúncias trazidas à tona.

Muito se ouve que Marconi saiu do poder, mas o poder não saiu dele. Porém trata-se de meia-verdade. Porque ele tem certa razão de se sentir com poder, pois, além dos sempre e sempre e sempre alardeados mais de dois milhões de votos obtidos para o Senado (o que diz mesmo a primeira denúncia?), ele ainda comanda, por via indireta, a Assembléia Legislativa, os tribunais de contas e, agora se vê, ao que parece, o TRE. Direta ou indiretamente, ele tem a força.

Marconi age como quem pode muito mais porque tem, além de tudo, a maioria dos cargos no governo estadual. A força dele é tamanha que, mais de dois anos depois, Alcides até trincou a estrutura tucano-marconista no poder, mas não foi mais longe. Não conseguiu sequer aumentar de forma considerável o poder do PP, quanto mais dar poder equivalente, o que deverá lhe dar desgastantes prejuízos eleitorais em outubro. Pelo menos por ora a coisa está assim.

O que é a proposta de reforma da máquina estadual que está na Assembléia? Em boa medida, não é a ameaça de troca, enfim, de guarda no governo?

Marconi é vítima de si mesmo porque, durante encontros regionais do PSDB, no afã de tentar emparedar o governo Alcides, lançou e brandiu como trunfo e (perdoem o trocadilho inevitável) certeza de um tempo novo aos eleitos sob seu manto, a ameaça da sua volta ao poder em 2010. O que conseguiu com isso? Antecipou definitivamente o debate da sucessão estadual. Fez de 2008 plebiscito de seu poder de fogo.

Ao mesmo tempo, estabeleceu o sentimento, dentro daquela que foi sua base, de que, para não ser vítima de sua fúria em uma de fato possível volta ao comando do Estado, é preciso ou aliar-se a ele logo, ou derrotá-lo de vez. Assim é que o PP não vê saída: se não derrotar Marconi em 2010, correrá o risco de ser destruído por ele depois, junto com o legado que Alcides conseguir deixar (insisto: nos bastidores, os dois já romperam). Vingança é vingança.

Marconi é vítima de si mesmo por ter montado um partido à sua imagem e semelhança, mas tão à sua imagem e semelhança que, quanto mais emparedado ele se encontra, mais isolado o partido fica. O PSDB é Marconi, apenas ele. Se Marconi perecer, o tucanato goiano perece de embrulho.

O partido até tem estrutura para eleger mais prefeitos que todas as outras legendas, mas na sua base há tantos ex (ex-democratas, ex-peemedebistas, ex-pepitas, ex...), que nada impede que virem, depois das eleições, ex-tucanos. Coptação é isto: avenida de muitas mãos.

Sem falar nos liderados que sairão por conta própria. Já não são poucos os incomodados dentro do PSDB com tanto mando do senador. A senadora Lúcia Vânia não é mais a única. Como estaria se sentindo, por exemplo, a deputada federal Raquel Teixeira, pré-candidata tucana a prefeita de Goiânia, que vem sendo sistematicamente atrapalhada por ninguém menos que o senador, em uma ação de bastidores que não cessa e até já lançou o democrata Demóstenes Torres à Prefeitura?

Como se sente Raquel, colocada na fogueira do mensalão para dar aval a Marconi, e há pouco deixada praticamente só (para não macular a imagem dele) na defesa de possíveis (como as denunciadas agora pela Época) irregularidades com a prestação de contas quando secretária de Educação? No PSDB, há outras lúcias, há mais raquéis.

Marconi é vítima de si mesmo por ressuscitar o maguitismo e investir-se dele. O ex-governador Maguito Vilela, hoje favorito para a prefeitura de Aparecida de Goiânia, também achava-se imbatível em 2002 e 2006. Os marconistas, e Marconi à frente, não têm dúvida: ninguém é capaz de vencê-lo em 2010. No mundo da fantasia da eleição ganha por antecipação, o tucano parece blindado contra a realidade (em que pese a grande aprovação popular que goza dois anos antes da eleição.)

Colhendo o que plantou e vítima de si mesmo, não quer dizer, em todo caso - é bom destacar -, que Marconi Perillo está condenado, morto e acabado. Quer dizer que ele está emparedado e reagindo como o afogado que, quanto mais se debate, mais em direção ao fundo vai. Quer dizer que, nesta exata hora, ele está assim.

Mas...

Com Marconi, é sempre necessário considerar o 'mas'. Seu poder de reação é conhecido, sua capacidade de dar a volta por cima é considerável.

Quer dizer que subestimá-lo é um erro.

E não dá para ignorar que os ânimos em Goiás estão tão acirrados, tão armados, que o clima de todos contra todos chegou a alturas inimagináveis, o que faz tudo ser possível.

Em certa parte da base aliada, a semana foi de eufórica comemoração, em razão das denúncias contra Marconi; em outra, de raiva explícita, com ameaças veladas, reveladas entredentes, dando conta de que o senador vai contra-atacar assim que voltar da África, para onde foi em missão para o Senado, coincidentemente no mesmo instante em que surgiu a primeira denúncia.

O nível de informação que corre nos bastidores dá conta de um jogo pesado, com dossiês para todos os lados. O campo está minado em todas as direções. Documentos? Só os que vêm de fora do Estado. Como aqui ninguém confia em ninguém, ninguém dá provas a ninguém, muito menos a jornalistas, só o que resta é a retaguarda dos interesses nacionais.

Como todos têm bomba atômica nas mãos, não será novidade se a guerra na base aliada deixar vivo apenas quem está de fora, na torcida: o PMDB (e, de quebra, o PT). Ou seja: o confronto entre Alcides e Marconi tende a ficar mais visível e incontrolável.
Mas isso ainda virá.

Agora, para Lula, o denunciador do mensalão é o denunciado por peculato e tráfico de influência; para Iris, o detonador de Otoniel Machado é o réu Marconi Perillo. Otoniel foi condenado?

***

Fato e conseqüencia

Na quarta, 14, à tarde, sai na página da revista na internet nova denúncia envolvendo o senador Marconi Perillo (PSDB). Abaixo, reprodução so site, a notícia e o seu desdobramento:

Do site da revista Época:

Dentre os documentos enviados ao Ministério Público pela Polícia Federal, há novas gravações telefônicas com potencial de enredar o senador tucano em outros processos. Uma delas, em especial, levou o procurador-geral a pedir abertura de novo inquérito contra Perillo, pelo crime de tráfico de influência. Trata-se de um comprometedor diálogo com a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, que nesta sexta-feira (16) assumirá [o que se confirmou] a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do estado e, a partir do posto, vai comandar as eleições goianas deste ano. Na conversa, Marconi Perillo tenta conduzir uma decisão da desembargadora num processo envolvendo a Prefeitura de Itumbiara, município do interior administrado por um aliado seu. A magistrada, escolhida desembargadora pelo próprio Perillo, demonstra presteza. "O interesse é conceder ou negar a liminar?", pergunta Beatriz. Ela se nega a ser tratada com deferência. "Que vossa excelência, o quê", diz.

A defesa do advogado de Marconi (Antônio Carlos 'Kakay' de Almeida Castro):

"A conversa entre o Senador Marconi Perillo e a Desembargadora Beatriz Figueiredo Franco transcrita pela revista evidentemente não caracteriza tráfico de influência. Basta lê-la com um olhar isento."

Desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, em sua defesa:

"Eu assumo, a minha fala pode demonstrar uma falta de ética. Mas digo que eu sou simples, não sou sofisticada, e sou sempre assim."

(Texto publicado na Tribuna do Planalto de 18.05.2008)

***

Mais sobre este assunto:

Marconi outra vez na Época

Marconi outra vez na Época (2): e a desembargadora toma posse

Marconi outra vez na Época (3): a desembargadora se defende

Processo contra Senador Marconi Perillo no STF

MP denuncia Perillo e Alcides por caixa dois

Alcides fala sobre denúncia de caixa dois

Link direto para a reportagem de Época: AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 03:43 de 18/05/08.
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19/05/08 - Segunda-feira

O silêncio eloqüente

O texto é de Eduardo Sartorato, na Tribuna do Planalto desta semana:

Para alguém que exerce um cargo tão importante no governo federal como o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, não é nada fácil admitir a intenção de vir, por exemplo, a disputar uma eleição. Uma palavra mal interpretada pode gerar instabilidade, queda nas ações, alta do dólar e, em conseqüência, turbulência na economia. Sabendo disto, Meirelles tem tido muita cautela nas articulações políticas. Na semana passada, porém, ele rompeu o seu silêncio. Admitiu que vai pensar na possibilidade de concorrer ao pleito em 2010. No momento em que a base aliada do governo do Estado vive momento de indefinição, as poucas palavras do presidente do BC já serviram para sacudir a política goiana. E Henrique Meirelles voltou a silenciar-se.

Na sexta-feira, 9, o jornalista Josias de Souza informou em seu blog, hospedado no portal Uol, que Henrique Meirelles havia se encontrado com o presidente Lula para tratar da sucessão estadual. Teria informado ao presidente que sua intenção é deixar o BC, em 2009, para concorrer ao governo de Goiás, em 2010. Para ser candidato em 2010, Meirelles terá de se desligar do Banco Central até o final de setembro de 2009, quando precisa se filiar a um partido. Ainda de acordo com o blog, Lula o teria incentivado a seguir com o projeto, mas pediu a maior discrição possível.

Talvez tenha sido este incentivo que fez Meirelles admitir que pode, sim, disputar mandato depois de deixar a sua atual função. Na terça-feira, 14, após audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do BC afirmou que pensará em um futuro político durante a quarentena de quatro meses, período posterior à exoneração em que todo ex-presidente do BC não pode assumir cargo ou função em instituições privadas sob supervisão da autarquia.

(...)

Regido pelo governo federal, Meirelles pode ser o grande ponto de união para a construção de uma base forte para 2010. As articulações políticas, porém, continuarão se confundindo com o silêncio do presidente. Pelo menos até o momento em que Meirelles deixar de ser o número um da economia brasileira. Aí será a hora inevitável de falar. Ou calar-se para sempre.

Para ler na íntegra, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 07:48 de 19/05/08.
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17/05/08 - Sábado

Anápolis: Otoni, Onaide e Frei Valdair empatados

A disputa em Anápolis está quentíssima.

Pesquisa de intenção de voto Tribuna do Planalto/Rádio 730/Grupom publicada esta semana pelo jornal mostra que pelo menos três candidatos têm chances iguais, hoje, de vencer. São eles: Rubens Otoni (PT), Onaide Santillo (PMDB) e Frei Valdair (PTB).

O candidato do PSDB, Ridoval Chiareloto, está bem atrás, e o ex-prefeito Ernani de Paula lidera em rejeição.

Nos bastidores, no entanto, a informação que prevalece é a de que Otoni e Onaide vão fechar 'intindimento' abençoado pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). O acordo já teria sido amarrado, depois que o PT fechou apoio a Iris na capital.

Frei Valdair continua sendo um nome forte, mas está perdendo o que era um diferencial para ele: o apoio de setores importantes do governo. Entre ele e Otoni, a escolha é por Otoni. Neste caso, Otoni, além do apoio de Iris, teria também o respaldo do governador Alcides Rodrigues (PP).

Ridoval não se sai bem, mas conta com a ajuda do senador Marconi Perillo (PSDB), que sempre obteve boa votação no município.

Quem aparece razoavelmente bem - considerand0-se que está quieto demais para ser candidato - é o presidente da Iquedo, Pedro Canedo (PP). Pedro sempre foi ligado a Ridoval, mas se for orientado pelo governador...

***

A seguir, link para a pesquisa completa na Tribuna

Emparte entre Otoni, Onaide e Frei Valdair

e no site da Rádio 730:

Eleições 2008/Anápolis: pesquisa mostra situação embolada

***

Leia também a entrevista de Rubens Otoni à Tribuna. Ele admite:

'Estou pronto, disposto e animado a ser candidato em Anápolis' 

Postado por Vassil Oliveira às 14:06 de 17/05/08.
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17/05/08 - Sábado

Anápolis: análises de Frederico Jotabê e Eduardo Horácio

Acompanhe as análises dos dois jornalistas sobre a pesquisa de Anápolis, publicada esta semana na Tribuna do Planalto e divulgada pelo Rádio 730:

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Pesquisa manda recado para PT e PMDB; Frei Valdair tem caminho livre

Frederico Jotabê

A pesquisa Tribuna do Planalto/Rádio 730/Grupom aponta um quadro animador para uma possível composição PT-PMDB, caso Rubens Otoni seja candidato. Em primeiro lugar nas principais simulações do levantamento, o deputado federal petista tem logo abaixo a peemedebista Onaide Santillo. O casamento entre os dois potencializa Otoni junto ao eleitorado feminino, no qual, de acordo com a pesquisa, ele apresenta índice menor (20,8%) que o da ex-deputada estadual (23,6%).

Entre as mulheres, Rubens Otoni também perde para o deputado estadual, Frei Valdair (PTB), que apresenta 22,2% das intenções de voto e está empatado com a pré-candidata peemedebista. A composição entre o petista e a peemedebista pode anular um ponto positivo na possível candidatura do petebista: a boa avaliação entre as mulheres, que representam a maioria do eleitorado anapolino.

Um outro ponto positivo para virtual candidatura de Valdair é o desempenho de outros pré-candidatos da base aliada. O nome de Pedro Canedo (PP), presidente da Iquego, aparece com uma diferença de 10 pontos porcentuais em relação ao deputado estadual. Canedo tem dito que não vai disputar a eleição e já sinalizou a pretensão de apoiar o tucano Ridoval Chiareloto, que aparece no levantamento atrás do pepista (6,2%).

O desempenho do deputado estadual pode não ser decisivo para conquistar o apoio dos tucanos, já que são categóricos ao afirmarem que vão lançar candidato, mas ajuda nas conversas com outros partidos da base aliada do governador Alcides Rodrigues. Os pré-candidatos do PR, PP e DEM apresentaram pífio desempenho e essas legendas iniciaram há duas semanas processo de negociação com o PTB de Valdair, com a possibilidade de composição ainda no primeiro turno.

(Para ler mais, vá direto ao site da Tribuna do Planalto ou ao da Tribuna de Anápolis.)

Frei Valdair é o fantasma de Otoni

Eduardo Horácio

Em princípio, o cenário da eleição de Anápolis em 2008 parece ser semelhante ao das duas eleições anteriores, quando Rubens Otoni (PT) saiu na frente nas pesquisas e lutou, durante a campanha, contra o anti-petismo de Anápolis. Em 2004, Pedro Sahium (PSB) acabou sendo reeleito. Em 2000, foi Ernani de Paula (então no PPS) que venceu. Nas duas eleições, Onaide Santillo (PMDB) largou bem, mas foi perdendo fôlego ao longo da campanha.

De fato há semelhanças, mas há também diferenças significativas. No campo das semelhanças, quem pode ser o Ernani (ou o Pedro Sahium) da vez é Frei Valdair (PTB). Sua candidatura aparece bem na primeira pesquisa Grupom sobre a sucessão em Anápolis, divulgada nesta edição da Tribuna do Planalto. Em um cenário estimulado com 13 candidatos, figura em segundo lugar, com 19,4%, em empate com Onaide Santillo (PMDB), que tem 19,2%. O líder é Rubens Otoni, com 23,4%.

Frei Valdair, o mais provável anti-Otoni da vez, não é bem uma novidade.

(Para ler mais, clique AQUI.)

***

Para acessar a pesquisa:

Anápolis: Otoni, Onaide e Frei Valdair empatados

Postado por Vassil Oliveira às 18:16 de 17/05/08.
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17/05/08 - Sábado

Quase 100 mil!

Célio Silva está em contagem regressiva. Falta muito pouco para seu blog chegar aos 100 mil acessos.

Isso é que é audiência!

Eu já bati ponto lá hoje. ele merece.

Blog do Célio Silva

Postado por Vassil Oliveira às 14:49 de 17/05/08.
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19/05/08 - Segunda-feira

Anápolis: tudo indefinido na sucessão

Hoje o jornalista Vassil Oliveira analisou no jornal radiofonico Hora da Verdade, na Rádio 730, que, depois de mais uma rodada de Pesquisa Rádio 730/Tribuna do Planalto/Grupom, a disputa continua indefinida e não existe um favorito absoluto.

Para ouvir o comentário, clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 12:19 de 19/05/08.
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20/05/08 - Terça-feira

Falta ânimo contra Iris

Há um desânimo muito grande dentro da base aliada com relação a outubro, em Goiânia.

A avaliação de que o prefeito Iris Rezende (PMDB) está reeleito cresce e se consolida.

Como encarar uma campanha sem envolvimento?

Como tocar uma campanha sem convicção da vitória?

No caso do PMDB, a antecipação do debate de 2010 foi ótima. Para os aliados, foi o contrário: parece ter imobilizado todo mundo.

Para ouvir o comentário de Vassil Oliveira sobre o assunto clique AQUI

Barbosa Neto reafirma sua vontade de disputar a prefeitura

Postado por Vassil Oliveira às 15:25 de 20/05/08.
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18/05/08 - Domingo

Marconi na Época: “Conceder ou negar?”

Está na edição impressa da revista Época desta semana:

* O senador Marconi Perillo agora é investigado por ter pedido um favor a uma desembargadora. Ela atendeu

MATHEUS LEITÃO E RODRIGO RANGEL
Da Revista Época

É muito comum qu eo uso de escutas telefônicas em investigações não só revele provas, mas também lance novas suspeitas sobre os investigados. Assim aconteceu com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Enquanto era investigado por fraude eleitoral na Operação Voto, da Polícia Federal, ele foi flagrado em uma conversa estranha com uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás no fim de dezembro de 2006. No diálogo, divulgado com exclusividade por www.epoca.com.br, Perillo pede à desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribuna de Justiça de Goiás, que negue uma liminar contra a Prefeitura de Itumbiara, interior de Goiás, administrada por um aliado político dele.

Na sexta-feira, Beatriz Figueiredo Franco assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e vai comandar as eleições do Estado neste ano. Constrangida, comentou a reportagem de ÉPOCA. "Eu assumo. Minha falha pode demonstrar uma falta de ética, mas digo para vocês que sou simples, não sou sofisticada", disse. "A amizade que eu e minha família temos com Marconi data de 40 anos." Beatriz é casada com o padrinho de batismo de Perillo, Marcos Laveran, também flagrado na escuta. "O senador é como um filho para mim. Mas ela julgou de acordo com a convicção dela", disse Laveran. No trecho mais comprometedor da escuta telefônica, com o afilhado na linha, Laveran entregou o telefone para a desembargadora:

Perillo - Ó, tá entrando hoje uma recisória com o pedido de liminar contra a Prefeitura de Itumbiara.

Desembargadora - Contra a Prefeitura?

Perillo - É, então tã entrando, e parece que foi distribuído para Vossa Excelência.

Desembargadora - Que Vossa Excelência, o quê? O problema é o seguinte: o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra, né?

Perillo - Negar. Negar.

Itumbiara é um município de 86 mil habitantes localizado no sul de Goiás. A liminar que motivou o pedido de Perillo à desembargadora é parte de uma guerra judicial sobre o rateio da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mais de 40 prefeituras queriam reverter a decisão anterior no Tribunal, que havia aumentado o valor da parcela de Itumbiara.

Perillo foi atendido. Em 28 de dezembro, a desembargadora negou a liminar, menos de 48 horas depois de receber o processo. A decisão fez com que Itumbiara continuasse a receber um extra de R$ 30 milhões do ICMS. Na mesma semana do telefonema, Perillo negociou a mudança do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, do PMDB para o PP, partido de sua base de apoio. Segundo Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Perillo, não há na conversa nada que caracterize tráfico de influência. "Trata-se de pedido legítimo feito por um homem público", afirma. Por causa da conversa, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu há dois meses ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação contra Perillo por suspeita de tráfico de influência. Como ÉPOCA revelou em sua última edição, Perillo e seu sucessor no governo de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, foram denunciados pelo procurador-geral ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, exploração da máquina pública e uso de notas frias e de laranjas para fraudar a prestação de contas na eleição de 2006.

Postado por Vassil Oliveira às 18:58 de 18/05/08.
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19/05/08 - Segunda-feira

Marconi na Época: reação do PSDB

NOTA À IMPRENSA

O PSDB destaca-se na história de Goiás e do Brasil pela coerência de suas idéias e pela competência de seus líderes e de seus militantes. Graças à qualidade de seu projeto político o partido tornou-se o grande esteio das forças que representam o desenvolvimento e a modernidade em Goiás, sob comando de seu líder maior, o ex-governador e hoje senador Marconi Perillo.

Em 20 anos de história, o Partido da Social Democracia orgulha-se de ter em seus quadros figuras nacionais do porte de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aécio Neves, Mário Covas, Teotônio Vilela, entre outros, que sempre pautaram suas ações na ética, no compromisso com a democracia e na luta contra as injustiças sociais. Foi autor do Plano Real que domou a inflação e pôs a economia nos trilhos que levaram o Brasil à estabilidade e elevaram o grau de confiança na política empreendida atualmente no país.

Tal condição privilegiada atrai naturalmente a avidez de forças políticas adversárias, que tentam crescer por meio de injúrias e tramas insidiosas. Com o patrocínio de opositores, mesmo gestos corriqueiros de seus líderes acabam ganhando dimensões exageradas. É o caso da conversa entre o senador Marconi Perillo e a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, transcrita recentemente pela imprensa. É evidente que o senador fez um pedido em nome da Prefeitura de Itumbiara por julgar que o Direito estava do lado do município e isso não caracteriza tráfico de influência. Basta ler seu teor com um olhar isento.

Imaginar que um pedido de apreciação de uma tese jurídica que favoreça uma municipalidade seja crime é, com a devida licença, o mesmo que impedir um homem público de defender os interesses que reputa legítimos e justos de seus constituintes. Ademais, a decisão da desembargadora - favorável à Prefeitura - foi tão acertada que se mantém até hoje, após julgamentos de vários recursos, inclusive pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como alvo preferencial de ataques desse tipo, o PSDB já se imunizou contra essas artimanhas, cujo principal objetivo é denegrir a imagem política, a liderança do senador Marconi Perillo e desestabilizar suas bases. O partido sabe que o fulcro do vazamento de informações de um processo que corre em segredo de Justiça é outro e vem a público oferecer apoio irrestrito ao senador Marconi Perillo.

A Executiva sabe que não há razão para se intimidar diante das ações insidiosas dos adversários. Sabe também que se o trabalho do senador à frente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado incomoda tanto é porque ele desempenha excelente papel de oposição ao governo federal, para o qual foi eleito senador por Goiás com a maior votação proporcional do País. Para isso, Marconi Perillo tem o aval não só do partido, mas de seus eleitores.

Executiva Regional do PSDB
Presidente – deputado federal Leonardo Vilela

Executiva Metropolitana do PSDB
Presidente – Olier Alves

Postado por Vassil Oliveira às 18:19 de 19/05/08.
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20/05/08 - Terça-feira

Vero

A respeito do texto Marconi colhe o que planta, deste blog, eis um comentário postado lá, por alguém que assinou como Vero:

Alguns jornalistas goianos também vão colher o que estão plantando. A verdade da assertiva de Vassil, vale para ele e para muitos que não se enxergam, mas enxergam muito bem os defeitos dos outros.

Postado por Vassil Oliveira às 16:03 de 20/05/08.
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20/05/08 - Terça-feira

Blog do Célio: 100 mil vezes lá

Falei aqui que o Blog do Célio estava para completar 100 mil acessos. E já completou.

Fica o registro, por merecido que é.

Postado por Vassil Oliveira às 16:08 de 20/05/08.
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20/05/08 - Terça-feira

Leréia vai ao ponto

Na coluna Giro, de O Popular de hoje, a informação, obtida pelo jornalista Jarbas Rodrigues Jr.:

Leréia diz que a base aliada contou com a sorte em 1998

O deputado Carlos Leréia (PSDB) critica a desarticulação da base aliada para a eleição de Goiânia. "A cada dia fica mais complicada nossa situação. Todos esperam o mesmo milagre de 1998 - quando o então deputado Marconi Perillo foi eleito governador pela primeira vez -, mas éramos oposição naquela época. Não podemos contar apenas com a sorte agora, temos de ter estratégia eleitoral", afirma Leréia. Na verdade, a base aliada é também oposição nesta eleição em Goiânia. Pelo menos, é oficialmente. "Em 1998, o fator sorte contribuiu para termos a vitória. Tivemos também um candidato com a estrela de Marconi, algo que não percebi em nenhum pré-candidato da base até agora na capital". Na reunião semanal do diretório do PSDB em Goiânia, ausência da deputada-candidata Raquel Teixeira. Presidente do partido, Leonardo Vilela frisa notar grande disposição do PP em lançar Sandes Júnior. "Então, devemos também lançar Raquel como candidata", afirma.

***

Leréia, no caso, fala em público o que muitos aliados só admitem em particular: a situação cada vez mais difícil na base aliada.

Pelo menos alguém toca no assunto. É o primeiro passo para resolvê-lo. Se é que há mesmo interesse de todas as partes em resolvê-lo.

Postado por Vassil Oliveira às 16:20 de 20/05/08.
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20/05/08 - Terça-feira

Psol vai denunciar Perillo ao Conselho de Ética

Informação do site www.congressoemfoco.com.br:

* Assessoria do senador, acusado de tráfico de influência, diz que ele apenas "defendia uma causa pública" e que, se necessário, faria tudo de novo


Eduardo Militão

O Psol vai fazer mais uma representação contra um parlamentar nos próximos dias. O partido vai denunciar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) ao Conselho de Ética do Senado por conta dos grampos telefônicos em que ele é flagrado pedindo para uma desembargadora negar liminar que contrariava os interesses de um município controlado por seu aliado. A liminar foi negada pela magistrada, conforme pediu o tucano.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) justifica por que sua legenda vai representar contra Marconi Perillo e contra o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), citado em grampos da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. "São situações muito graves e o partido tem a obrigação de fazer as representações", afirmou ele ao Congresso em Foco, na noite de ontem (19).

Chico diz que o partido pretende ingressar com a denúncia contra o tucano amanhã (21), juntamente com a denúncia contra Paulinho, mas admite deixar a representação para a semana que vem para embasar melhor a acusação. "Estamos recebendo documentos do Ministério Público sobre o caso dele. A nossa assessoria jurídica está estudando", afirmou.

O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), não foi localizado pela reportagem, mas seus auxiliares disseram que a pauta do colegiado está livre. "Há apenas documentos, outros expedientes, denúncias anônimas", comentaram.

Prefeito aliado

Segundo transcrições de um grampo telefônico feito pela PF e transcrito pela revista Época, Perillo telefonou, em dezembro de 2006, para a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco. Ele avisa que uma ação contra a prefeitura de Itumbiara, dirigida pelo aliado político José Gomes da Rocha, tinha sido distribuída para o gabinete da magistrada. Antes de explicar, ele é interrompido pela desembargadora, que ontem (19) assumiu o cargo de presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás.

"O problema é o seguinte, o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra, né?", questiona Beatriz. "Negar. Negar", responde Perillo, segundo a transcrição dos diálogos.

A liminar contra o município foi rejeitada depois da conversa. Em jogo, estava uma partilha de impostos que garantiria a Itumbiara uma receita extra de R$ 30 milhões, segundo Época. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu a abertura de inquérito sobre o caso.

Só manchetes

A assessoria do senador goiano desqualificou a futura representação do partido de Chico Alencar: "O Psol vive dessas denúncias, que rendem notícias e manchetes, mas não prosperam". Os auxiliares do tucano lembram que os fatos aconteceram antes de o parlamentar assumir seu mandato, o que impediria o Conselho de apurar os fatos.

Os assessores do senador argumentam que a conversa não registra nada de antiético ou de ilegal, como um suposto tráfico de influência. "O senador não pediu para favorecer uma pessoa, mas uma cidade de 70 mil habitantes. Ele estava defendendo uma causa pública. Ele fez isso e vai continuar fazendo."

A assessoria de Perillo diz que ele não pode ser acusado de tráfico de influência porque a lei diz que isso significa obter vantagens valendo-se dos cargos ocupados. A conversa ocorreu em dezembro de 2006, dois meses depois de ele ter sido eleito senador e quando já estava fora do governo de Goiás. "O Marconi Perillo era um 'ninguém'", afirmou a assessoria.

Para ler no site, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 14:47 de 20/05/08.
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21/05/08 - Quarta-feira

Candidatos a vereador tem que trabalhar pelo voto

O jornalista Vassil Oliveira faz uma lembrança aos candidatos a vereador, "È preciso trabalhar mais, muito mais"

Para ouvir o comentario do Jornalista Vassil Oliveira no programa Hora da Verdade da Rádio 730 Clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 14:48 de 21/05/08.
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23/05/08 - Sexta-feira

Irismo e marconismo, metamorfose ambulante

A análise é de Marcus Vinícius de Faria, em seu blog. Segue:

O velho oposicionista está diante da TV. Especiais falam de 1968, o ano que não acabou. Nos seus devaneios, pensa, o ano de 1998, este sim foi mágico. Depois de 16 anos debaixo do relho do PMDB, finalmente uma vitória. O grito entalado na garganta, finalmente saiu: "Vencemos o irismo!"

Chegar a 1998 foi difícil. Um percurso de muitas quase vitórias. Em 1986, a campanha de Mauro Borges (PDC) bombava no interior, mas veio a minguar por força do Plano Real, que empurrou Henrique Santillo (PMDB) para o Palácio das Esmeraldas.

Em 1990 Paulo Roberto Cunha (PDC)animou o Estado com seu jingle "Tá Certo Paulo Roberto", mas a comoção causada pelo acidente automobilístico sofrido pelo ex-governador Iris Rezende reverteu o quadro e a sorte voltou a sorrir para o PMDB.

Ah, e as eleições de 1994... O velho oposicionista queria esquecer. Dois candidatos à frente do PMDB até que, na última hora, Maguito Vilela saca do bolso a proposta de dar cesta básica para os descamisados. PQP! Ronaldo Caiado (PFL) e Lúcia Vânia (PP) juntos teriam vencido no primeiro turno, mas, divididos também no segundo turno a visão de entrar da Casa Verde virou miragem.

Sobreveio em 1996 a solução: "se você não pode com o inimigo, una-se a ele". E então o velho oposicionista conversou com os companheiros e os ex-peemedebistas foram aceitos no time. E foi assim, todo mundo junto apoiar o ex-peemedebista Nion Albernaz. No mesmo palanque subiram a velha guarda da oposição representada pelo PFL de Ronaldo Caiado, o PP de Lúcia Vânia e Roberto Balestra, o PTB de Pedrinho Abrão e Maria Valadão, e os tucano-santilistas Jovair Arantes. Deu certo. Nion venceu e mais uma vez abriu-se uma janela para derrotar o PMDB e o seu cacique, Iris Rezende. Tudo bem que o alcaide tucano enxotou de sua administração a vice-prefeita, Maria Valadão, mas não se faz um omelete sem quebrar ovos, pensou.

E veio 1998, o PMDB com salto 15 tropeçou na passarela e o moço da camisa azul foi eleito. De repente o velho oposicionista acorda deste deja vu e percebe que lá já se passaram dez anos e começa a fazer o balanço. Muita coisa mudou, mas muitas outras estão mais iguais que antes. Sua turma, que tanto lutou, tanta poeira comeu, não chegou de fato ao poder. O irismo se reciclou e hoje o velho cacique que em tempos pretéritos era visto como bicho-papão hoje é um administrador de sucesso, moderno, que ao lado do asfalto apresenta como obras a preocupação com meio-ambiente, inaugurando dez parques em Goiânia, e o apoio a cultura, reativando o centro histórico da capital com apresentações de chorinho e saraus no Cine-Ouro.

E o moço da camisa azul? Ao seu redor foi crescendo um movimento novo, o marconismo. Nova pausa. O velho oposicionista se dá conta de que tudo aquilo que combateu no irismo dos anos 1980 e 1990lhe é similar, parecido demais no marconismo do presente. Esta visão lhe causa espanto. "Aquilo que tanto temia se reproduziu sobre outra forma e roupagem?", pensa. Este pensamento lhe incomoda muito e outro lhe sobrevêm e também o deixa estupefato. "Temo mais o marconismo que o irismo... Será?"

Para ler direto no Blog do Marcus Vinícius, com direito a ver uma ótima 'ilustração', clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 15:23 de 23/05/08.
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24/05/08 - Sábado

O ódio derrota a base aliada

1
E por falar em base aliada...
O nome favorito do momento na base é o do presidente da Agetur, Barbosa Neto (PSB). Ele teria apoio de muitos pepistas.
O problema é que, no próprio PP, o conceito de Barbosa não é positivo.
Ao contrário. Sobram críticas e reclamações
em relação a ele.

2
A aclamação a Barbosa aponta para uma outra estratégia dos pepistas: com ele na disputa, o PP não fica exposto no confronto com o prefeito Iris Rezende (PMDB), candidato à reeleição. Fica, então, preservado o governador Alcides Rodrigues (PP), poupado de possível desgaste com derrota de candidato seu para o peemedebista.

3
No PSDB, a situação em relação a Barbosa é a mesma: possibilidade real de apoio a ele. Neste caso, preservado ficaria o senador Marconi Perillo, também de possível derrota para Iris.

4
Neste caso, a vitória irista continua sendo dada como certa. O que há de diferente é a estratégia de alcidistas e marconistas para ver quem se desgasta menos com
a iminente derrota.
O que faz de Barbosa um candidato não de unidade pra vencer, mas de unanimidade pra perder.

5
Não muda a constatação: por ora, não só Barbosa, mas todos os outros pré-candidatos da base governista são candidatos pra perder, e não
são pra ganhar.
Porque o essencial não aconteceu: Alcides e Marconi entrarem na história mostrando vontade de derrotar Iris.

6
Por ora, a disputa para a base aliada é uma só: Alcides x Marconi.
Os dois continuam muito mais interessados em derrotar um ao outro do que ao peemedebista, velho inimigo e potencial adversário em 2010, 2012...
Quer dizer: Alcides e Marconi estão estrategicamente se derrotando.
Ou seria outra coisa: o ódio velado e mútuo de Alcides e Marconi está derrotando a base aliada?

7
Iris paz e amor agradece.

(Publicado também na Tribuna do Planalto de 25.05.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 07:52 de 24/05/08.
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23/05/08 - Sexta-feira

O tempo esta passando, ainda dá tempo para se escolher um candidato competitvo na base?

O Jornalista Vassil Oliveira analisa a eleição em Goiânia e deixa um duvida no ar, ainda existe tempo para se lançar um candidato competitivo para a disputa pela prefeitura de Goiânia, por parte da base aliada?

Para ouvir a análise de Vassil Oliveira no Programa Hora da Verdade, na Rádio 730, clique AQUI

Postado por Marcley Matos às 11:50 de 23/05/08.
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24/05/08 - Sábado

A difícil arte da repetição

* Política e futebol são uma caixinha de surpresas, mas as surpresas são sempre as mesmas

***

- Ih, base aliada, PMDB, base aliada, PMDB... Todo dia!?

Todo dia faço um comentário de cinco minutos na Rádio 730, ali pelas 7h20. Assunto: política. Tema recorrente: o embate entre governistas e peemedebistas. A Patrícia, minha companheira há dezessete anos (mais dois de namoro) e autora da frase aí do início, é daquelas que perde o marido, mas não perde a piada. Portanto, já dá pra saber que a frase aí de cima é dela. E ela só não a repete todo dia porque ela sai antes, para ir trabalhar. Porque... bem... não dá pra negar: ela tem lá muita razão no que diz.

Em minha defesa devo dizer que falo também do PT, dos partidos pequenos que vez ou outra fazem algo que chama a atenção, falo um pouco de política nacional, enfim, falo outras coisas. Mas falo mais de base aliada e PMDB. Sim, mais do mesmo.

Outro dia me contaram que meu amigo Pablo Kossa, jornalista bom de texto, filho do meu querido poeta Ubirajara Galli, reclamou: o Vassil tá repetitivo. Dizer o quê? Pablo, você tem razão.

Quando fui convidado a fazer dois comentários na Rádio 730, além da participação no principal programa político da emissora, o Cá Entre Nós, pensei logo no drama que teria pela frente: justamente fugir da repetição. Porque política é política, não há uma terceira força política no Estado que inspire respeito venerável, e o dia-a-dia político no Estado não foge deste interminável lugar-comum.

De cara eu entendi que o desafio não seria apenas comentar os fatos políticos do dia. Seria fazer isso de modo a não ser, principalmente,... repetitivo. Busquei inspiração no Evandro Gomes, respeitado comentarista esportivo da própria Rádio 730. Nele e no Edson Rodrigues. Neste, porque me impressiona como ele sabe levantar a bola com a voz, como ele não perde o pique, como ele mantém o ouvinte motivado mesmo quando o que se vê em campo é coisa de chorar, não de rir e vibrar. Inspirei-me também no amigo Joel Fraga, que sabe dosar como poucos o entusiasmo e o bom senso.

Eu tinha que buscar referência em alguém, foi o que concluí, porque não é fácil não desaparecer ao lado de comentaristas como Marcelo Heleno, Altair Tavares e Marcos Cipriano, que todo dia batem ponto no Cá Entre Nós e tem no rádio o ambiente natural de sobrevivência, enquanto respiro melhor em papel jornal.

O Evandro fala de esporte, futebol mais que tudo, e futebol goiano essencialmente, todo santo dia. E não é repetitivo. O Edson e o Joel são capazes de narrar a final do Campeonato da Estrada de Ferro, Passa Quatro x Gameleira, como se fosse final de Copa do Mundo. Embora, fique registrado, Passa Quatro X Gameleira seja, de fato, coisa de outro mundo de se ver. Eles fazem isso e jamais são repetitivos. Jamais são chatos. Jamais deixam o ouvinte com vontade de dormir.

Mirei mais fortemente no exemplo do Evandro porque ele também faz comentário de manhãzinha na Rádio 730, logo depois de mim. Questão de honra, pra mim, não fazer feio. E porque ele tem uma facilidade pra falar, com calma, sem atropelo algum, concatenado como poucos, com a voz serena, que dá gosto. Parece James Joyce narrando. Sempre penso nisso, porque ele falando é Joyce escrevendo, por fluxo de consciência, com a diferença de que Evandro pontua.

Tudo isso eu sempre fiz para não ser, ai, ai... repetitivo. Mas não tem jeito.

Procuro me iludir, para não cair em depressão profunda (como se gente de Passa Quatro fosse disso!), argumentando comigo mesmo que, peraí, futebol é mais fácil, quarta e domingo tem jogo, e todo jogo inspira um comentário novo, sem falar que em futebol há sempre um Túlio para animar as coisas.

Como disse, pura ilusão. Se há duas áreas que se parecem, elas são justamente as do futebol e da política. As duas são cheias de intrigas, puxadas de tapete, ações de bastidores, dirigentes chutando as canelas de torcedores/eleitores. As duas têm tanta afinidade que reza uma lenda que Roberto Marinho, certa vez, para animar a cobertura política do seu jornal, em maré meio cambeta, simplesmente trocou as editorias. E funcionou!

No futebol goiano, por exemplo, o Goiás tá um horror de time. A culpa é de quem? Dos dirigentes - é o que mais se ouve. Na política goiana, a base aliada está horrivelmente dividida. Culpa de quem? Dos dirigentes, claro, que não passam a bola e muito menos instruem os jogadores sobre o que fazer, entre outros campos, na Capital. E o PMDB? Como o Vila Nova, tem a torcida mais animada, é sempre favorito, mas nos últimos anos nada, nada e... nada. Morre na praia. Este ano pode ser diferente? Todo ano pode ser diferente.

Como ser original como um cenário destes?

No livro Eleições do Início ao Fim, sobre a disputa de 2006 para o governo, fiz questão de registrar lá na abertura que originalidade, em matéria de análise política, é coisa das mais difíceis. Normalmente, o que parece novo hoje foi dito lá atrás, só que em um momento em que ninguém prestou atenção, ou as nuvens eram outras.

Nem comemoro mais quando alguém me diz que gostou do que escrevi, porque escrevi diferente, ninguém tinha pensado nisso, essas coisas. Porque quem me garante que alguém já não tinha apontado o mesmo antes? Pode ter acontecido, e passado desapercebido, por mim, por todos. Nessas horas, humildade é questão de honra. E credibilidade.

Tento resolver o dilema da repetição com a busca da criatividade. Porque, embora haja pouco a ser inventado, certo é que em política e futebol há pouco a ser inventado. Aliás, gênio é aquele jogador que, dentro das quatro linhas e obedecendo as regras básicas existentes há dezenas de anos, consegue se destacar, ser melhor que todos os outros, chegar ao estrelado e ao reconhecimento. Como digno de respeito é aquele político que vai longe, ainda que não reinvente a roda.

Dá pra falar de política em Goiás sem considerar o cenário de 2010? Não dá. Mas estamos em 2008! E daí? A Copa do Mundo é só lá em 2010 também, e quantas vezes escalamos o time? Não só escalamos o de 2010, como já vislumbramos a Seleção de 2014, quando sediaremos a Copa. Como não fazer isso? Ninguém é de ferro. Simplesmente, não dá.

E não importa que esse lenga-lenga na base aliada, da falta de time para enfrentar o favorito prefeito Iris Rezende (PMDB), venha de meses, não ata nem desata. Não importa que o fato mais importante da semana seja idêntico ao semana passada, que era igual ao de uma semana antes, e assim por diante, ou melhor, para trás. Qual fato? Que continua faltando time para enfrentar Iris.

Porque ressaltar isso é o fato político mais relevante do momento. Ele mostra desarticulação aliada, mostra que os problemas de relacionamento entre os dirigentes, digo, líderes aliados permanecem agudos, e que, a continuar desse jeito, o Campeonato Goiano, quer dizer, a eleição deste ano já está decidida. E já meio decidida a outra eleição, de 2010, quando o PMDB entrará em campo com o time principal, capitaneado pelo Pelé-Iris, e o adversário não passará do combinado da Ponte Funda com a Caraíba, o que, convenhamos, não é páreo nem para o Passa Quatro E. C.

Fico pensando: na toada que as articulações políticas no Estado vão, teremos em 2008 a base aliada na condição em que estava o time do Goiás na final do Goianão deste ano, e o PMDB, como o Itumbiara, campeão de fato e de direito. Eu vi. Eu estava lá. Foi um massacre.

Mas haja criatividade. Tem dia que quem me salva é o São Marcley. São Marcley, para quem ainda não sabe, é o Marcley Matos, santo protetor dos despautados, ou sem pauta, lá da Rádio 730.

- Marcley, falo de quê, hoje?!

O Marcley sempre tem uma sugestão. Ele e a santa Elizeth Araújo, a santa editora geral da Tribuna do Planalto. Que invariavelmente recai na briga PMDB x base aliada. Fazer o quê?!

Falar em Elizeth, no início do ano inventei de escrever uma página na Tribuna toda semana, o que ela comemorou porque eu disse que não ia escrever só de política. Otimista demais, esta Elizeth. E por que uma página? Porque escrever é como bater balãozinho, uma coisa puxa outra, e o treino é a chave da busca da perfeição. Escrever, escrever, escrever... quem sabe, assim, aprendo? Brincadeira. É que gosto de me desafiar, às vezes, para ver no que dá.

Mas a idéia era mesmo escrever sobre política e sobre qualquer outra coisa, menos política. No começo, funcionou. Até poesia saiu aqui, nesta página. Coisa que eu não mostrava a ninguém desde que eu tinha uns 20 anos. Só que bastaram umas oito poesias para a reclamação chegar à Elizeth: "Olha, o Vassil tá aí... não tá bom, uma página é muito... tá entendendo?"

Tô entendendo. Bom, parei de colocar poesia aqui, continuei fazendo uma página inteira, e as reclamações sumiram. Porque é isso: uma página de política, pode; uma coluna de poesia, aí não!

E é isto. Reclamam que falo de política demais, porém reclamam mais quando não falo de política. E eu fico aí, nessa roda viva, sonhando em um dia fazer como meus primos, que, carreando leite, ganham muito mais que jornalista sonha ganhar e têm muito menos aporrinhações. Fico também me garantindo que, na verdade, eu não gosto de político, que só vou fazer isso por mais alguns anos, e que a minha aposentadoria me reserva algo que nada tem a ver com política. Dá pra acreditar?

Não é gloriosa a vida de comentarista político. Errar é humano? Para o comentarista político, não é. Sim, porque, dependendo do comentário do comentarista, o comentário do leitor/ouvinte/telespectador é um só, mortal: "Aí, ó, ele só tinha falado aquilo porque estava protegendo fulano." Ou seja: comentarista político não é humano nem na hora que, humanamente, erra. Pensando bem, comentarista político é humano?

Daí que todo mundo tem razão em cobrar que eu, tu, eles, nós todos, pretensos leitores e interpretadores da cena política, não sejamos repetitivos. E razão temos nós de acreditar que isso é inevitável. Porque os que cobram outro assunto da gente são os mesmos que nos deixam de lado quando abandonamos a repetição política para falar, vejamos, da necessidade de doar órgãos, ou que é preciso pensar mais nos outros do que em nós mesmos. Eles não nos aceitam... diferentes.

Donde se conclui: somos repetitivos porque o tema o é, porque a platéia não muda e porque fazemos parte tanto de um quanto da outra. Por acomodação. Ou por aclamação. A vida...

E bola pra frente!

(Publicado na Tribuna do Planalto, edição de 25.05.2008) 

Postado por Vassil Oliveira às 12:57 de 24/05/08.
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26/05/08 - Segunda-feira

Marconi não está morto

As últimas denúncias e ações de adversários contra o senador não o tiram do jogo político de 2008 e 2010.

Hoje no comentário no programa Hora da Verdade, da Rádio 730, o Jornalista Vassil Oliveira analisa a influência do senador Marconi Perillo nas eleições.

Para ouvir o comentário, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 11:04 de 26/05/08.
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26/05/08 - Segunda-feira

DEM pode fazer acordo tanto com Base quanto com o PMDB

Em Entrevista no programa Cá Entre Nós, dá Rádio 730, o Deputado Federal Ronaldo Caiado, que é Presidente do DEMOCRATAS em Goiás, destaca que na verdade seu nome para a disputa em Goiânia seria o do Senador Demostenes Torres, mas como ele tem declarado que só iria se candidatar em uma união da base aliada, a situação esta dificil.

Ronaldo Caiado destaca que ja conversou com pré-candidatos da base aliada e tambem não existem impedimento de aliança com o PMDB, uma vez que a única aliança não aceita pelo diretório Nacional do Partido é com o PT na cabeça de chapa.

Para ouvir a entrevista clique AQUI

Postado por Marcley Matos às 12:44 de 26/05/08.
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26/05/08 - Segunda-feira

Diário do Norte: Leréia cobra ação política de Alcides

Em que pese ter o governo do Estado nas mãos, a chamada base aliada está batendo cabeça em Goiânia e sem nenhuma estratégia para tentar derrotar o prefeito Iris Rezende (PMDB). A opinião é do deputado federal Carlos Leréia (PSDB). Segundo ele, isso ocorre porque a pessoa que estaria autorizada a conduzir todo o processo, o governador Alcides Rodrigues, até o momento não fez nenhum gesto para demonstrar sua disposição em aceitar essa tarefa que a ele foi confiada.

"Até agora ele (Alcides) tem procurado ficar distante desse processo. Isso traz uma grande aflição para os nossos candidatos à Câmara Municipal de Goiânia e também para os pré-candidatos a prefeito", lembrou Leréia. Segundo o deputado, essa situação é extremamente preocupante.

De acordo com Leréia, em que pese a indefinição do governador, todos os pré-candidatos estão à disposição de Alcides, aguardando uma sinalização para iniciarem os seus trabalhos. "Uns estão até constrangidos em fazer o seu trabalho visando as eleições e a hora está chegando", cobrou.

Segundo Leréia, em 1998, nas eleições ao governo do Estado, houve um processo parecido com o de hoje. "Mas nós, então na oposição, contamos com o que sobrou e o fator sorte nos ajudou bastante, além de termos um candidato que era uma estrela política em ascensão. E hoje eu não vejo isso. Também, naquela época, contamos as orientações do então prefeito Nion Albernaz", detalhou.

A falta de ação na capital não trará reflexos no interior, segundo Leréia. "Basta lembrar que em 2004 o PMDB sequer teve candidatos próprios em várias cidades do Estado, mas mesmo assim venceu o pleito em Goiânia. Anápolis o PMDB sequer teve candidato. Acho que cada cidade tem as suas particularidades e isso é o que realmente conta", justifica.

"A impressão que tenho sobre tudo que está acontecendo é que me parece que o governador dá sinais de que não quer assumir a responsabilidade em conduzir as eleições na capital. E o resultado é ruim para nós. Já temos candidatos a vereador no PSDB pensando seriamente em desistir da disputa".

Ainda de acordo com Carlos Leréia, a deputada Raquel Teixeira, pré-candidata do PSDB à Prefeitura de Goiânia, não estaria reclamando ações pontuais do senador Marconi Perillo em defesa da sua candidatura. "Nunca vi ela reclamar. Acho que essa informação não procede. Para não criar problemas para o governador, Marconi se afastou desse processo em razão dos ciúmes. O problema que nós temos é que até agora o governador não manifestou interesse em promover as articulações necessárias", concluiu.
 

(Em reportagem de João Carvalho direto de Brasilia.)

Para ter acesso ao Jornal clique AQUI

Postado por Marcley Matos às 21:36 de 26/05/08.
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27/05/08 - Terça-feira

Iris Rezende e o impacto das obras de sua administração

No seu comentário diário dentro do Programa Hora da Verdade da Rádio 730, o Jornalista Vassil Olivieira analisa o impacto das obras em Goiânia na campanha politica de 2008 aqui na cidade.

Para ouvir o comentário clique AQUI

Postado por Marcley Matos às 22:44 de 27/05/08.
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27/05/08 - Terça-feira

Francisco Gedda " o PTN estará onde o Governador Alcides decidir"

O PTN um dos partidos mais citado ao se questionar presidentes de partido sobre a disputa pelas vagas à vereador, tem como presidente o Atual Presidente da Metrobus, Francisco Gedda, afirma que seu partido deve seguir a orientação do Governado Alcides Rodrigues em relação a eleições para prefeito de Goiânia.

Francisco Gedda afirma que não esta descartada nenhuma aliança para as eleições desse ano.

Para Ouvir a entrevista Clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 22:53 de 27/05/08.
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28/05/08 - Quarta-feira

Agora é a vez do próximo passo

Hoje o Jornalista Vassil Oliveira analisou a aprovação da Reforma Administrativa na assembléia Legislativa. A analisa foi no Jornal Radiofônico Hora da Verdade, na Rádio 730. Vassil Oliveira afirma que agora é a vez do próximo passo.

Para ouvir o comentário clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 10:21 de 28/05/08.
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28/05/08 - Quarta-feira

Cláudio Meireles defende a candidatura de Demóstenes

O Deputado Cláudio Meireles esta trabalhando para lançar a candidatura do Senador Demostenes Torres a prefeitura de Goiânia. Acompanhem a frase do Deputado que é do PR."

  "Demóstenes Torres hoje sem ser candidato ele tá fixado em segundo lugar na pesquisa, tenho certeza que o dia que ele se declarar candidato ele vai subir mais ainda, e outro detalhe é o único candidato competitivo que a base tem para disputar com Íris Rezende, Todo mundo sabe disso a pesquisa sabe disso e estamos trabalhando para que Demóstenes seja o candidato da base".

Para ouvir a declaração clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 14:29 de 28/05/08.
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28/05/08 - Quarta-feira

PSOL entra com representação contra Perillo

(Informações do Site do Senado:)

Silvia Gomide
Agência Senado
 
Uma representação contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) foi protocolada na Secretaria-Geral da Mesa do Senado na manhã desta quarta-feira (28) pela presidente nacional do PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, já enviou a representação para o advogado geral do Senado, Alberto Cascais, que deverá apresentar um parecer sobre o assunto.

Quando estiver pronto, o parecer da Advocacia Geral deverá ser analisado pela Comissão Diretora, que deliberará sobre o assunto. Caso a representação seja aceita, seguirá para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Do contrário, irá para o arquivo.

Na representação, o PSOL informa que Perillo está sendo acusado, em processo que corre na Justiça, de tráfico de influência, peculato e uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. Em outro inquérito, diz o texto do PSOL, o senador é acusado também de tráfico de influência ao tentar orientar a desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás Beatriz Franco a decidir a favor da prefeitura de Itumbiara (GO) em um processo.

- O ideal seria que as próprias comissões de controle da Casa, a Corregedoria, a Comissão de Fiscalização e Controle ou o Conselho de Ética abrissem procedimentos investigativos ao tomar conhecimento das denúncias. Mas, como não fizeram isso, a obrigação do PSOL é abrir essa representação - afirmou Heloísa Helena, em entrevista.

Na opinião da senadora, as denúncias contra Marconi Perillo têm indícios relevantes de "crimes contra a administração pública e quebra de decoro parlamentar". Heloísa Helena informou que o líder do PSDB no Senado, Arthur Vírgílio (AM), telefonou a ela na véspera, informando que Marconi Perillo enviará ao PSOL documentos com a defesa dele.

Questionada se será possível abrir processo contra Marconi Perillo, uma vez que alguns fatos denunciados ocorreram em período anterior ao mandato, a ex-senadora afirmou que o mandato eletivo não pode ser usado como ferramenta para impedir a investigação de crimes cometidos por parlamentares. A senadora destacou ainda que a decisão do Senado de que apenas crimes cometidos durante a vigência do mandato podem ser investigados no Conselho de Ética está sendo questionada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após protocolar no Senado a representação contra Marconi Perillo, Heloísa Helena e os deputados do PSOL Chico Alencar (RJ) e Luciana Genro (RS) protocolaram na Câmara dos Deputados uma representação contra o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) por quebra de decoro e ética parlamentar. Paulinho é acusado de suposto envolvimento no desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), descoberto pela Polícia Federal em abril passado.

Para ter acesso ao site do Senado (CLIQUE AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 17:14 de 28/05/08.
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29/05/08 - Quinta-feira

Senado arquiva denúncia contra Perillo por suposto caixa dois na campanha de 2006

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Por unanimidade, a Mesa Diretora do Senado decidiu arquivar a representação do PSOL contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) por quebra de decoro parlamentar. O argumento é que as denúncias são anteriores à posse de Perillo no Senado e baseadas em informações jornalísticas.

"O Senado tem que instituir processos dentro da legalidade e não baseado em informações subjetivas", disse o senador César Borges (PR-BA), terceiro-secretário da Mesa.

A Mesa analisou o parecer do advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, que recomendou o arquivamento da denúncia do PSOL contra Perillo. O tucano é acusado de tráfico de influência, peculato e caixa dois na campanha eleitoral de 2006.

No parecer, Cascais informa que "fatos que são objeto da ação contra Perillo ocorreram antes do mandato [de senador] e não dispõe de provas. Com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal o parecer é que a ação não merece acolhimento e a denúncia deve ser arquivada".

Com base nesta orientação a Mesa Diretora do Senado deve arquivar as denúncias, sem encaminhá-las ao conselho.

O PSOL fez a representação contra Perillo encaminhando denúncias com base em gravações telefônicas do senador com a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, na qual o parlamentar tentaria conduzir uma decisão dela num processo envolvendo a Prefeitura de Itumbiara, município do interior do Estado.

O diálogo foi gravado no final de dezembro de 2006, período em que Perillo havia deixado o governo de Goiás para se dedicar à sua campanha ao Senado.

Postado por Vassil Oliveira às 15:29 de 29/05/08.
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29/05/08 - Quinta-feira

Garibaldi anuncia arquivamento da representação contra Marconi Perillo

Um dia depois de protocolada no Senado, foi arquivada, nesta quinta-feira (29), a representação oferecida pelo PSOL para que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar investigasse denúncias contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) por tráfico de influência, peculato e uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. A decisão foi tomada por unanimidade pela Comissão Diretora do Senado e comunicada pelo presidente da Casa, Garibaldi Alves, que explicou por que isso aconteceu com tanta rapidez.

- Claro que o senador Marconi Perillo, no desejo de provar sua inocência, de não ver seu nome exposto, solicitou que a reunião fosse feita o mais brevemente possível. Eu também entendi assim. Acho que não se deve demorar, não se deve deixar o Senado exposto a uma denúncia ad eternum. O Senado tem que dar uma resposta. Era o que deveria ter feito nos outros casos. E se não tiver uma resposta pronta, que diga que não tem, mas que pelo menos se debruce sobre a denúncia, não peque pela omissão, porque a omissão pode ser fatal, é o Senado continuar pagando o preço da desmoralização. Uma denúncia repercutindo aí contra um senador e contra o Senado - informou.

Garibaldi explicou que a Comissão Diretora tem a prerrogativa de receber representações desse tipo e de se pronunciar sobre sua admissibilidade. No caso de Marconi Perillo, foi decidido que a representação do PSOL não tinha consistência, não preenchia as formalidades para ser aceita, até porque baseava-se em matérias de jornal. Ele disse ter prevalecido também, na decisão da Comissão Diretora, o entendimento de que um senador não pode ser denunciado junto ao Conselho de Ética por fatos anteriores ao exercício do mandato.

- Então, por falta desses requisitos legais e processuais, é que a Mesa achou por bem arquivar a matéria. Antes do pronunciamento da Mesa, também ouvimos o Advogado Geral do Senado, Alberto Cascais, que nos ofereceu um parecer. Não podemos admitir qualquer representação, sem a menor consistência. Não podemos expor o Senado e seus representantes a uma denúncia qualquer. De repente, um adversário, no estado de origem do senador, resolve propor uma denúncia baseada apenas em recortes de jornais... Mas, embora me referindo a recortes de jornais, quero ressaltar que não estou desmoralizando o trabalho de vocês, não - explicou.

Na mesma entrevista, o presidente do Senado negou que a Mesa tenha discutido a idéia de cada gabinete poder dispor de mais um cargo de assessor contratado sem concurso. Ele disse que não existe sequer proposta nesse sentido.

- Não houve nenhuma decisão sobre isso, não houve nenhuma proposta sobre isso, não houve nenhuma cogitação sobre isso e, se houver, eu serei contra. Já disse que serei. Estou falando sobre uma coisa que formalmente, legalmente, não existe - afirmou.

O presidente do Senado respondeu também a perguntas sobre a Contribuição Social da Saúde (CSS), prevista para ser votada na próxima semana pela Câmara dos Deputados. Ele disse não entender por que motivo o Legislativo, que está votando uma reforma tributária para reduzir os impostos, pode reunir-se para criar mais uma contribuição sobre movimentação financeira.

- Deveríamos ter outras soluções, que não penalizassem tanto o cidadão e taxassem determinados setores que prejudicam a saúde, como o de fumo e o de bebidas, já que é difícil beber-se moderadamente. Quanto a passar ou não passar no Plenário, acho que tem muito mais possibilidade de passar do que a CPMF, rejeitada no ano passado. O quórum para essa matéria é menor e ela já vem carimbada para a saúde - declarou.

O presidente do Senado foi indagado ainda sobre os efeitos da aprovação, pelo Senado, do projeto de lei de conversão que aumentou de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, das empresas de seguros privados e das de capitalização. Ele afirmou não ter dúvidas de que os bancos vão terminar repassando esse aumento da CSLL para os correntistas.

Teresa Cardoso / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado - para ler, AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 15:40 de 29/05/08.
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29/05/08 - Quinta-feira

Blog do Afonso Lopes

Já está aí na lista de sugestões o link para o Blog do Afonso Lopes.

Em política, todos sabemos, ele é professor. Então, não dá pra perder.

Confira:

http://afonsolopes.blog.uol.com.br/

Postado por Vassil Oliveira às 15:45 de 29/05/08.
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30/05/08 - Sexta-feira

PSOL critica arquivamento de representação contra Perillo

* A líder do partido na Câmara, deputada Luciana Genro, disse que a decisão da Mesa Diretora revela o corporativismo do Senado

***

Redação da revista Época, com g1

O arquivamento da representação contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) pela Mesa Diretora do Senado foi criticado pelo PSOL, partido que moveu a representação. Para a deputada Luciana Genro, líder da legenda na Câmara, a decisão deixa claro que permanece vivo "o espírito corporativo" dos senadores. O PSOL havia pedido à Mesa que investigasse o susposto envolvimento de Perillo em uso de caixa dois, tráfico de influência e intermediação de interesses privados.

"É mais uma atitude arbitrária da Mesa, que retrata a continuidade do espírito corporativo", afirmou Luciana Genro. A já deputada anunciou que seu partido não aceitará a decisão e recorrerá "a todas as instâncias possíveis."

O arquivamento da representação ocorreu na quinta-feira (29), quando os senadores aprovaram o parecer do advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, que argumentou a improcedência da ação por ela se basear apenas em fatos jornalísticos. Ele também alegou que e as acusações eram anteriores ao início do mandato de Perillo.

O mesmo argumento já havia sido usado por Cascais para balizar decisões da mesa no caso Renan Calheiros (PMDB-AL). A decisão evita que o senador seja julgado no Conselho de Ética da Casa.

A representação tem como base uma reportagem de ÉPOCA que revela a denúncia do Ministério Público contra o senador e o atual governador de Goiás, Alcidez Rodrigues, por prática de "caixa dois" durante a campanha de 2006.

O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse que prevaleceu uma jurisprudência da Casa em relação a esse tipo de denúncia referente a fatos que aconteceram antes do parlamentar assumir o mandato. "Não podemos de maneira nenhuma aceitar denúncias desse tipo. Não podemos admitir que qualquer representação exponha o Senado e seus representantes", afirmou.

Perillo é acusado de ter feito "caixa dois" e utilizado notas falsificadas durante a campanha. O tucano ainda teria intercedido diretamente junto à desembargadora Beatriz Figueiredo Franco para que fosse tomada uma decisão favorável à prefeitura de Itumbiara (GO).

Para ler a matéria direto no site da Época, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 18:01 de 30/05/08.
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30/05/08 - Sexta-feira

Demóstenes com os pés no chão

O senador Demóstenes Torres (DEM) não parece nem um pouco iludido com essa história de re-união da base aliada na disputa pela Prefeitura de Goiânia, em torno de seu nome. Muito diferente da campanha passada para o governo.

Eis o que ele disse outro dia na Rádio 730:

- "Candidato, por melhor que esteja nas pesquisas, se não tiver bom leque de alianças, não dá (não emplaca)."

- Condição para ser candidato da base contra Iris Rezende (PMDB): "Tem de ter apoio, e apoio sincero, de todos os envolvidos."

- "Gostaria muito (de ser candidato a prefeito), mas não estou me oferecendo."

Postado por Vassil Oliveira às 22:01 de 30/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Gilvane jura independência

Gilvane Felipe (PPS) mantém firme a determinação de ser candidato a prefeito da capital. Jura que vai levar avante a postulação independente de quem quer que seja, o que quer dizer que não recuará mesmo que o senador Marconi Perillo (PSDB) peça.

A ligação de Gilvane com Marconi, aliás, é inevitável. E ele mesmo não esconde, fazendo a ressalva de que tem independência para decidir seu próprio destino. Será? Talvez. Mas terá futuro caminhando sozinho?

Uma coisa Gilvane garante que não será, como candidato: chicote para bater em Iris Rezende (PMDB), de modo a favorecer aquele que vier a ser candidato titular da ala que hoje integra.

Postado por Vassil Oliveira às 09:05 de 31/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Aparecida & Goiânia: Iris elege Maguito, Maguito elege Iris

A pesquisa Tribuna/Rádio 730 - Grupom publicada na edição desta semna do jornal (para acessar, clique AQUI; para ver a pesquisa no site da Rádio 730, clique AQUI) não deixa dúvida: Maguito Vilela (PMDB) só perde para ele mesmo em Aparecida de Goiânia.

Só perde para o 'já ganhou' ou para a incompetência na administração da vantagem, o que demonstrou nas duas últimas disputas para o governo. Este último reparo serve igualmente para Ozair José, que também perdeu uma eleição do tipo ganha, exatamente a que deu a José Macedo (PR) o mandato de prefeito.

A vantagem de Maguito agora é ter do outro lado da divisa, em Goiânia, o prefeito Iris Rezende, que vai à reeleição. Foi Iris o incentivador da candidatura de Maguito; é Iris, então, o avalista de Maguito. Isso implica responsabilidade para o prefeito. A principal: manter no prumo a campanha maguitista. No prumo e com recursos.

Não dá para desconectar as campanhas de Maguito e Iris. Se uma estiver ruim, a outra correrá o risco de também ir pelo mesmo caminho. Iris terá, portanto, de vencer duas vezes: em Goiânia e Aparecida.

(Publicado também na Tribuna do Planalto de 1.6.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 14:44 de 31/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Deputados são só elogios a Jardel

Na Assembléia Legislativa só se ouve elogios ao presidente da Casa, Jardel Sebba. Os deputados rasgam seda, sem pudor algum. Sempre sorridente, com discurso articulado sem ferir suscetibilidades dos grupos, com uma agenda administrativa positiva, tudo favorece o tucano.

Com esperteza e inteligência, ele abre caminho para sua candidatura a prefeito de Catalão. E, de quebra, pavimenta o caminho para fazer o sucessor no comando do Legislativa: Helder Valin (PSDB), o líder do governo Alcides Rodrigues (PP) que trabalhou muito para aprovar a reforma da máquina estadual.

(Publicado também na Tribuna do Planalto de 1.06.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 10:50 de 31/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Três pontos

Nada de novo nabase aliada

Assim caminha a chamada base aliada, ex-base, ex-aliada e mais ou menos governista. Não tem rumo, não tem estratégia, não tem nada que a una. Daí, não tem candidato nem base para fazer surgir e vingar um candidato com estrutura mínima para enfrentar Iris. Em 1998, até o início de julho candidato também não havia; mas havia base política, de lideranças, de partidos. Naquele tempo, deu no que deu.

Reforma aprovada. E agora?

Os alcidistas têm pressa. Os peemedebistas têm pressa. Todo mundo tem pressa. O governador Alcides Rodrigues (PP) agora será cobrado a também ter um pouco de pressa. Afinal, nada mais trava o governo. A não ser a vontade política.

Pedro deixa de ser pedra anti-PMDB

Domingo o PT deve escolher o vice de Iris Rezende (PMDB). O nome mais forte continua sendo o de Paulo Garcia. Na semana passada, um bom indicativo para a ala pró-Iris: o deputado federal Pedro Wilson, resistente à aliança, participou de audiência pública do PMDB no Jardim Nova Esperança. Lá, discursou, riu e ouviu um gaiato pedindo-lhe para ser vice de Iris (apenas sorriu). Tudo ao lado da deputada federal Iris Araújo e do secretário irista Thiago Peixoto. Pedro só foi embora no final do evento, coisa que normalmente não faz. Do PT, com ele, estava o pró-irista vereador Carlos Soares, que aplaudiu tudo em respeitoso silêncio.

(Publicado também na Tribuna do Planalto de 1.06.2008)

Postado por Vassil Oliveira às 07:53 de 31/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Aparecida: Maguito lidera com tranquilidade

O título é a manchete da Tribuna do Planalto, que traz pesquisa realizada pelo instituto Grupom, divulgada em parceria com a Rádio 730.

Para ir direto às páginas da Tribuna com a pesquisa, clique AQUI.

Tem lá também avaliação da administração do prefeito José Macedo (PR). Para dizer pouco, ele vai muito mal.

Abaixo, o texto de apresentação da pesquisa de intenção de voto, de Anapaula Hoekveld:

Quando o assunto é a sucessão municipal da prefeitura de Aparecida de Goiânia, o nome que se destaca é do ex-governador Maguito Vilela (PMDB). O peemedebista lidera com folga a pesquisa de intenção de votos Tribuna do Planalto/Rádio 730/Grupom realizada no município entre os dias 26 e 28 de maio. Para 53,2% dos eleitores entrevistados, ele é o melhor candidato para assumir o comando do segundo maior colégio eleitoral do Estado pelos próximos quatro anos.

A vantagem do ex-governador é tão expressiva que Maguito lidera a disputa na preferência de homens e mulheres, de todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e moradores tanto do centro como da periferia de Aparecida. No entanto, dá para destacar como perfil do eleitorado do peemedebista no município, os eleitores do sexo masculino, entre 25 e 50 anos, com ensino fundamental.

O favoritismo de Maguito é reflexo também do sentimento do eleitorado aparecidense em relação ao grupo que tem administrado a cidade nos últimos 12 anos. Após mais de uma década de hegemonia, o conjunto comandado pelo vice-governador Ademir Menezes (PR), do qual fazem parte o prefeito José Macedo (PR) e o deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB), vê seu poderio ameaçado.

Mais do que um desgaste natural sofrido pelo grupo, a candidatura do ex-senador corresponde às expectativas do eleitorado que dá mostras, até aqui, de que está na hora de promover uma mudança na cidade. Há um sentimento de alternância de poder por parte da população de Aparecida, e o ex-senador, nesse momento, representa essa mudança.

Os números demonstram isso claramente. Mesmo somados os índices de Ademir, que já declarou por diversas vezes que está fora da disputa, do prefeito Macedo e de Marlúcio, eles chegam a 27,4%, o que corresponde à metade das intenções de voto alcançadas pelo peemedebista.

Pela margem de erro da pesquisa, que é de 4,88 pontos porcentuais para mais ou para menos, todos os pré-candidatos da base estão empatados - a exceção do deputado Daniel Goiulart, que aparece com 0,5% - e não há nome forte e consistente para fazer frente ao favoritismo de Maguito Vilela nesse momento. Aliás, a atual situação do chamado grupo de Aparecida é extremamente complicada.

Até mesmo a união que existia entre as lideranças do conjunto político está em xeque: há a possibilidade de saírem dois candidatos pela base do governador Alcides. Macedo é o candidato de Ademir, mas Marlúcio quer disputar o comando da cidade e tem mais do que o apoio, a pressão do seu partido para concorrer em outubro, mesmo a revelia do grupo.

A base, aliás, segue dividida na cidade. Historicamente, desde que deixou o grupo, o deputado Ozair José (PP) faz oposição a Ademir Menezes e aliados. Após receber carta branca do governador, o pepista passou a trabalhar com o PMDB e cogita até sair na vice de Maguito, se for necessário para desbancar o grupo de Aparecida do poder.

Ozair aparece com 5,2% dos votos, portanto, em empate técnico com Marlúcio e Macedo, o que poderia tornar sua candidatura viável, caso o ex-senador desistisse do pleito. Atualmente, Maguito é vice-presidente de governo do Banco do Brasil e, por isso, se realmente pretende concorrer à prefeitura de Aparecida, como tudo indica, ele se desincompatibilizará do cargo nesta semana.

Apesar de o grupo ter duas alternativas para tentar barrar a oposição, a pesquisa mostra que não há um favorito entre eles, e nem Marlúcio nem Macedo representam perigo à candidatura do PMDB. Foram 402 os eleitores entrevistados em diversos bairros da cidade. Apenas 2% dos pesquisados rejeitam todos os candidatos - disseram que não votariam em nenhum dos nomes listados - e 6,7% dos eleitores preferiram não opinar.

Postado por Vassil Oliveira às 11:06 de 31/05/08.
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31/05/08 - Sábado

Aparecida: Maguito lidera todos os cenários e venceria no 1º turno

Mais pesquisa de Aparecida, por Filemon Pereira (para acessar os gráficos, clique AQUI):

Além de um cenário principal, com todos os potenciais candidatos à Prefeitura de Aparecida de Goiânia, a pesquisa Tribuna do Planalto/Rádio 730/Grupom trouxe oito possibilidades de cenários da disputa eleitoral de outubro na cidade. Nos sete quadros em que tem o nome inserido, o ex-governador Maguito Vilela (PMDB) lidera com ampla vantagem. Hoje Maguito seria eleito prefeito de Aparecida de Goiânia já no primeiro turno.

Três cenários apresentam situações mais próximas da realidade eleitoral em Aparecida de Goiânia hoje. Em um deles (cenário 5), Maguito Vilela enfrentaria o atual prefeito, José Macedo (PR), e o deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB). Nessa hipótese, o chamado 'grupo de Aparecida' sairia dividido em duas candidaturas, com o objetivo explícito de forçar o segundo turno. Neste cenário, Maguito lidera com larga vantagem (66,7%), enquanto Marlúcio e Macedo ficam tecnicamente empatados, com o petebista numericamente à frente.

Os outros dois cenários que também podem ocorrer hoje em Aparecida é um confronto direto entre Maguito e Macedo (cenário 7) ou entre Maguito e Marlúcio (cenário 8). Na hipótese de não haver outras candidaturas, já que os dois blocos terão apoio de vários partidos, a disputa direta já se daria no primeiro turno da eleição. O desempenho de Macedo e Marlúcio frente Maguito é idêntico. O peemedebista tem significativa vantagem de 56,2 pontos sobre o prefeito e 53,5 pontos sobre o petebista.

Maguito Vilela ainda está presente em outros quatro cenários que simulam a eleição de 5 outubro em Aparecida de Goiânia. Lidera todos. O cenário 1 é o que o peemedebista tem menor desempenho. Nele, Maguito enfrentaria, hipoteticamente, o vice-governador Ademir Menezes (PR), Marlúcio Pereira e José Macedo. Esse quadro serve apenas para medir o potencial dos possíveis adversários do peemedebista - com ligeira vantagem para Ademir -, já que o vice-governador e o prefeito pertencem ao mesmo partido, o PR, e não podem disputar a eleição juntos.

O cenário 2 também cria uma situação improvável. Nele, o deputado Ozair José é concorreria contra Maguito Vilela. Isso, na hipótese improvável de rompimento entre os dois. Maguito e Ozair firmaram aliança entre o PMDB e o PP e devem permanecer juntos na disputa. Ozair, inclusive, está cotado para a vice de Maguito. O terceiro cenário apresentado pela pesquisa Tribuna do Planalto/Rádio 730/Grupom é idêntico ao quinto. A diferença é inserção do nome do médico Cairo Louzada (PPS), que tem baixa citação. Cairo, porém, também deve apoiar a candidatura de Maguito Vilela.

O cenário 6, também com Cairo Louzada, apresenta um embate entre Maguito e Ademir Menezes. Durante algum tempo foi noticiado que o vice-governador poderia enfrentar Maguito. Aos poucos, porém, essa idéia foi rechaçada pelo republicano, que prefere permanecer na vice-governadoria.

Sem Maguito

Em um único cenário, o quarto, a pesquisa apresenta como seria hoje uma disputa em Aparecida de Goiânia sem Maguito Vilela. O deputado Ozair José, aliado de Maguito, passaria à liderança, mas tecnicamente empatado com também deputado Marlúcio Pereira. Nesse cenário, o prefeito José Macedo ficaria em terceiro, 5,2 pontos atrás do petebista. O número de indecisos, se Maguito desistisse de disputar, chegaria a altos 39,1%.

Postado por Vassil Oliveira às 11:10 de 31/05/08.
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