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Arquivo Mensal - Outubro/2007

03/10/07 - Quarta-feira

Início

Antes de tudo, peço paciência aos possíveis leitores - e aos impossíveis também. Essa coisa de blog... Estou em um universo novo para mim. Não completamente, mas novo. Não só aceito como peço sugestões e comentários. Então, vamos lá!

Postado por Vassil Oliveira às 08:10 de 03/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira

Iris contra Marconi de novo

Marconi e Iris trocam farpas. Título de uma reportagem de O Popular lá pelo ano de 2001, se não me falha a memória. Na época, eu era editor de política do jornal. Iris e Marconi trocam farpas. Título de reportagem do Diário da Manhã há cerca de uma semana. Essa história é antiga. O capítulo de hoje (veja http://www.dm.com.br, com acesso livre, e http://www.opopular.com.br, para assinantes) é só mais um de muitos.

Neste ponto, o material do repórter Bruno Rocha Lima está abrangente. Cita a nota do senador na íntegra, lembra o que disse o prefeito de Goiânia um dia antes, destaca que na tumultuada relação há também muita troca de elogios e lembra frases curiosas, até engraçadas, da richa entre os dois políticos. Também pontua corretamente: o que está ocorrendo é "prenúncio de 2010", quando os dois podem se encontrar em nova disputa, repetindo 1998.

Neste momento, o embate com Iris Rezende (PMDB) é bom para Marconi Perillo. Ele desvia a atenção do verdadeiro embate que enfrenta: a resistência de sua própria base aliada ao seu onipresente e onipotente comando. Marconi já não é uma unanimidade na própria base que o elegeu em 1998 e o reelegeu em 2002. E Iris, o que perde? Nada. Joga, como bom animal político. 

Postado por Vassil Oliveira às 09:39 de 03/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira

Mabel na dele II

E Mabel, segundo Jarbas Rodrigues, na coluna Giro (O Popular), transferiu mesmo o domicílio eleitoral dele para Goiânia. Não quer dizer que será candidato. Quer dizer o óbvio: que usará isso para negociar com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que estimula a candidatura de Maguito Vilela em Aparecida de Goiânia, base de Mabel, que por sua vez fecha com o grupo do vice-governador, Ademir Menezes, também do PR.

Este grupo, diga-se de passagem, não sabe o que faz: se lança José Macedo à  reeleição ou se se rende ao deputado Marlúcio Pereira, doido para entrar na disputa. Marlúcio é do grupo, sim, mas, digamos, está longe de ser cordeiro.

Mabel, no caso, não é líder de ninguém em Aparecida, mas se beneficia da força desse grupo para fazer o seu jogo. Resta saber se mete medo mesmo em Iris como potencial candidato a prefeito de Goiânia, caso Maguito insista na disputa em Aparecida. A não ser que queira, na verdade, ser vice, acreditando na possibilidade de Iris, reeleito, deixar a prefeitura no início de 2010 para disputar o governo.

Postado por Vassil Oliveira às 12:13 de 03/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira

Mabel na dele

O deputado federal Sandro Mabel (PR) é mais um na lista dos que defendem que a base aliada do governo de Goiás não tem candidato natural ao governo, em 2010, o que quer dizer que o senador Marconi Perillo (PSDB) não está garantido e muito menos é uma unanimidade como nome do grupo àsucessão do governador Alcides Rodrigues.

Há uma semana, a tese foi defendida pelo PP, o que provocou reação do PSDB, que no dia seguinte lançou Marconi ao governo, colocando 2010 á frente de 2008, como bem notou na coluna de hoje o jornalista Ivan Mendonça, junto com a informação sobre Mabel.

Mabel não admite publicamente, mas a mágoa com o envolvimento do nome dele no mensalão, mais uma obra exclusiva do governo Marconi, é grande. Ele vai levar essa mágoa para o túmulo, porém tem deixado claro que não fará nada de forma precipitada. Com a declaração, ele abre uma porta para, se for o caso, dar o troco lá na frente.

Aliás, Mabel e muitos outros só aguardam uma chance para dar o troco.

Postado por Vassil Oliveira às 12:01 de 03/10/07.
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04/10/07 - Quinta-feira

A referência Braga

O governo de poucas palavras de Alcides Rodrigues (PP) põe fim ao chamado Tempo Novo. Tempo Novo nada mais é, ou foi, do que uma boa frase de efeito, criada em campanha, para definir o governo do senador Marconi Perillo (PSDB). Ideologia? Zero, ainda que os marconistas queiram dar a entender que inventaram a roda de uma nova prática adminstrativa calcada em muito barulho e excessivas autorizações de ordens de serviço que não resultaram em nada.

O detalhe aí é a negação de um governo por outro que, em tese, é sua continuação. Eis a dualidade com que vive o governo Alcides - é onde entra a estratégia das poucas palavras. O silêncio diz tudo por não dizer nada. Quem é o culpado pelo alto endividamento do Estado? Alcides não diz. Ao não dizer, dá a entender que é culpa de Marconi, que, no desespero de negar o inegável, mais afirma sua culpa do que a nega.

Pois bem. Um detalhe dessa guerra surda é que poucos tomam a frente para assumir o que todo mundo está vendo, a guerra na base aliada governistas. Menos, claro, o quixotesco secretário Roberto Balestra, para quem está tudo bem, o que existe é só futrica da imprensa. Futrica? Fofoca? Bem, Marconi pensa assim, o que faz de Balestra mais porta-voz de Marconi do que de Alcides. Curioso... Mas este é outro assunto...

Para quem sobra então a missão de se contrapor frontalmente a Marconi? Ao secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, que não é político e está com o pepino das contas em aberto dos governos anteriores para resolver. Hoje mais um capítulo deste enfrentamento veio à  tona.

A coluna Giro, de O Popular, assinada pelo jornalista Jarbas Rodrigues, traz que Braga rebate declaração de Marconi de que, pior do perder eleição é não dar conta de governar. A frase de Marconi apareceu em seu boletim informativo diário. Um boletim trapalhão, diga-se, prodigioso em pérolas e, por isso mesmo, como peça de humor, imperdível.

Na resposta, Braga diz: "A situação financeira do Estado é delicada, com dívidas referentes a 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2007, em valores preocupantes, que extrapolam a capacidade de pagamento do governo." Quem foi governador nos anos citados por Braga? Exatamente ele, Marconi.

Mas o ponto mais forte da nota é outro: é o que diz que o governo Alcides, segundo Braga, trabalha para consertar erros cometidos no passado, "que não foram poucos". Eis um tapa com luvas de pelica bem dado. Ou seria com luvas de boxe? Para completar, outro duro golpe no tucano: "Só autorizamos obras com dinheiro em caixa." Eis aí a afirmação do "governo com responsabilidade", na definição de Alcides, contra o do "governo irresponsável" (definição subliminar?) Tempo Novo de Marconi.

A assessoria do senador diz que não falou o que Marconi falou sobre o governo Alcides, e sim para os candidatos a prefeito que pretende apoiar. Não adianta. Isso só reforça o caráter trapalhão do boletim e a briga interna na base aliada. E ela está só começando.

Resta saber se Braga continuará lutando sozinho na linha de frente. Se não terá ajuda ou reforço. E se Balestra fará o jogo verdadeiro ou continuará vivendo na ilusão de que está tudo muito bem, tudo muito bom. Porque imaginar que a estratégia é outra, Braga bate e Balestra assopra, é querer um entrosamento neste governo que, definitivamente, não há. O que parece nem sempre é.

Por enquanto, no governo Alcides, as coisas vão dando certa por obra divina e ação efetiva de poucos. Não é por genialidade na articulação política. Esta, ainda é zero.

Postado por Vassil Oliveira às 07:31 de 04/10/07.
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04/10/07 - Quinta-feira

Enquete

Tô doido pra votar na enquete do blog do Eduardo Horácio. O problema é que falta uma alternativa.

A pergunta da enquete: "Quem consegue ser pior na política goiana?"

As opções: a) a base aliada de Alcides e Marconi; b) a oposição do PMDB; c) a oposição do PT.

No que eu gostaria de votar: d) todas as alternativas anteriores.

Bem, mas se é pra votar, votemos!

Vale a pena conferir 'quem' está na frente.

O endereço da página do Eduardo é www.jornalx.com.br.

Postado por Vassil Oliveira às 14:58 de 04/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira

Marconi em guerra com Marconi

Reproduzo abaixo análise publicada na Tribuna do Planalto em junho deste ano e reproduzida no site massaepoder com data de 24.6.2007. O título acima é o mesmo usado no jornal e no site, e dá o teor de dois assuntos abordados naquele momento: quem é o verdadeiro adversário do senador Marconi Perillo (PSDB) e quão velha é esta guerra entre o senador e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).

As últimas semanas deram certeza ao PMDB de que seu arquiinimigo Marconi Perillo não é imbatível. Até então, o partido agia como se assim fosse. Tinha medo. O partido tem já pelo menos um nome visto como capaz de enfrentar o senador tucano em 2010 em condições iguais: o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, derrotado pelo próprio Marconi em 1998, na chegada do chamado Tempo Novo ao comando do Estado. A perspectiva de poder, real, anima. Ela subiu para a garganta peemedebista principalmente depois que Marconi foi lançado, na semana passada, candidato a prefeito. De onde? De Goiânia. O projeto do senador não era nacional, disputar a Presidência da República? - ironizou Iris, no dia seguinte, ao comemorar, com outra ponta de ironia, a possibilidade da disputa entre os dois.

O PMDB tem também um exército motivado. Exército era como Iris chamava os militantes, puxa-sacos e simpatizantes da legenda nos tempos áureos de poder no Estado. Pois este exército tinha em Marconi o único temor. Tinha. Não tem mais, porque descobriu uma arma poderosa, que torna o tucano tão vulnerável como o mais comum dos mortais políticos: a da provocação. Basta tê-la em punho que o resto se faz sozinho. O resto é o sentimento de onipotência que acomete quem se vê mito, qual Iris em 98, e reage àsimples contestação de sua, assim crê, imortalidade.

Marconi Perillo foi provocado de forma singela. Nem os peemedebistas acreditavam muito no resultado de sua estratégia, de tão simples. Depois de verem que o governador Alcides Rodrigues (PP), ex-vice de Marconi, falava em déficit mensal de aproximadamente R$ 100 milhões, enquanto os marconistas alardeavam que o caixa estadual foi entregue "absolutamente em dia", e que, portanto, não existia isso de dívida transferida, ou 'herança maldita', eles passaram a cobrar transparência na apresentação das contas, e alimentaram o debate afirmando que os governos de Marconi endividaram mais o Estado que os do PMDB.

Neste caso, o PMDB só fez ressaltar a contradição entre os argumentos de marconistas e alcidistas, dando à  divergência na base ares de guerra interna. A ansiedade marconista, insistindo em negar qualquer participação na dívida histórica de Goiás e cobrando do governador que saísse em sua defesa, fez o resto. Pelo que cobravam os marconistas, Alcides teria de passar recibo de incompetência para validar o seu discurso, mesmo os fatos, e os números, mostrando ser impossível livrar um governo, qualquer que seja, da responsabilidade pela crise vivida pelo Estado.

Os marconistas caíram na armadilha do PMDB. Criaram uma crise dentro da crise e alimentaram uma polêmica que, em sã consciência, nasceria morta. Depois reclamaram que a culpa por terem ficado na defensiva era dos alcidistas, e não deles próprios. Fizeram, enfim, de uma incitação, o início (não foi abortada) de uma ruptura política. Nonsense puro também isto, não só a discussão em si da dívida, como ressaltou em análise na Tribuna semana passada o jornalista Eduardo Horácio.

Iris X Marconi

O lançamento da candidatura de Marconi Perilo à  Prefeitura de Goiânia, feita pelo deputado federal tucano Carlos Alberto Leréia, fiel escudeiro marconista, só coroou de êxito a estratégia peemedebista, o que ficou claro na fina ironia irista. Vale ressaltar: a contra-estratégia tucana não foi vista como gesto de esperteza. O objetivo seria desviar o foco das atenções do debate da dívida para a disputa na capital. Foi vista como capitulação.

E outra: ao falar em disputar a Prefeitura, Marconi acabou por colocar Iris maior do que está, no momento - com tudo parecendo conspirar a seu favor. Isso porque Iris já era dado, pelos tucanos, como morto-vivo politicamente, em virtude das derrotas que sofreu em 98 e 2000 (para o Senado), e as de Maguito Vilela em 2002 e 2006, todas para Marconi. Pode-se dizer que a ironia tucana a Iris só aumentou o teor da contrapartida da ironia irista.

A candidatura de Marconi serviu para mais: como em tese anula todas as outras pré-candidaturas da base - Raquel Teixeira e Nion Albernaz (PSDB), Barbosa Neto (PSB), Jovair Arantes (PTB) etc. -, desagradou internamente mais do que agradou. E reforçou a tese, que se alastra nos bastidores aliados, de que os olhos de Marconi têm sempre um alvo prioritário quando o assunto é futuro: o espelho. Assim foi que, aos olhos do PMDB e de sua base, Marconi fragilizou-se. Mostrou que é vulnerável; que está longe de ser imbatível. Enfim, deu a todos motivo para quererem mais do que nunca construir alternativas de poder a ele. Nem o PMDB quer ficar refém do medo a Marconi, nem a base, da inevitabilidade de seu jugo.

Mal maior

Este é mais um fato a mostrar que o tempo passa e Marconi cria inimigos mesmo onde há amigos. Agindo por precipitação, ou por auto-afirmação, ele parece querer acreditar que estão todos contra ele. É o que o faz ver falta de companheirismo onde, o que há, é companheiros à  deriva, esperando por uma liderança solidária, jamais cega, inconteste - até que a recíproca, na própria base, em relação a ele, seja verdadeira. Pior fica sua situação porque, acostumados a bajulá-lo e a concordar sempre, por compulsão, seus aliados mais próximos pouca ou nenhuma coragem têm de contestá-lo, alertá-lo, com receio de que, ao fazê-lo, sejam vistos como novos inimigos a alimentar ódio por ele. A explicação do ódio é a mais óbvia. Serve para esconder e negar o que é dito, mesmo as verdades incontestáveis.

O mal de Marconi são os marconistas, que o deixam medir-se pelo 'espelho, espelho meu', e não pelo retrato na parede, que muda com os anos, assim como a parede. Um erro, negar-se a ouvir. Líder em potencial, em formação - a se comprovar fora do poder, porque, com o poder na mão, às vezes prevalece a falsa ilusão -, ele não pode querer ser perene, inabalável. Nem Deus é unanimidade. Os marconistas precisam, antes de tudo, se desmarconizar - o que não quer dizer negar, e sim desvendar, acreditar no que há - para que então possam vê-lo como ele é: homem, falível, imperfeito. Foi o culto a Iris que o derrotou em 1998. O culto a Marconi é a senha para derrotá-lo. Não há como ajudar quem julga não precisar.

Insegurança na base

No que se refere ao PMDB, falta a Marconi a serenidade para ver a oposição do tamanho que ela é, sem a precipitação que torna maior o inimigo. É sempre um erro abrir a guarda ao inimigo, permitindo que avance sobre sua base, que tende a se fragilizar irreversivelmente. E erro maior é dar ao inimigo oportunidade para reanimar a tropa, criando ambiente propício para que ela, mesmo em desvantagem, tenha o ímpeto e a determinação para construir a vitória. Os peemedebistas, não por mérito de seus líderes, estão em festa. Eis o resultado mais evidente da visão do inimigo que titubeia, como se acuado.

Em contraste ao bom momento peemedebista, na base governista toda a agitação provocada pelo PMDB só reforçou o clima de insegurança por conta da indefinição do governo, que pouco se mexe, e do futuro da própria base.

As reações têm sido, por isso mesmo, emocionais, contra e a favor Marconi ou Alcides, como se os dois velhos aliados fossem, na realidade, velhos inimigos só esperando a hora de se matar. Há aí, para completar, sentimentos mal-resolvidos de amor e ódio entre aliados, questões em aberto de lado a lado, e a falta de um líder verdadeiro - ou um objetivo comum, como nas disputas anteriores pelo governo - que pudesse costurar as diferenças.

Dizem os alcidistas: por mais que os marconistas se neguem a acreditar, Marconi Perillo não venceu sozinho em 1998, não venceu sozinho na reeleição, em 2002, e novamente não venceu sozinho a eleição do ano passado, em que o seu vice, Alcides Rodrigues, virou governador. Dizem ainda: esta não é uma história de um protagonista só. Tem também Ronaldo Caiado, Vilmar Rocha, Roberto Balestra, Paulo Roberto Cunha, Tião Caroço, Jovair Arantes, Ademir Menezes, Sandro Mabel, Nion Albernaz, Lúcia Vânia, prefeitos, vereadores, Alcides...

E dizem os marconistas: a unidade só se dá em torno de Marconi, não dá para ignorar a capacidade de articulação do ex-governador e a sua competência para trazer a base até aqui. Dizem mais, mirando o governador: o silêncio é tão loquaz quanto um grito no escuro, pode até não cometer erros, mas, continuado, é, em si, um erro em potencial. E mais: o PSDB é o maior partido da base, e Marconi, um cabo eleitoral capaz de desequilibrar o jogo nas eleições municipais, primeiro passo para o embate maior, de dois anos depois.

O que falta ao governo

Há razões de sobra recomendando o equilíbrio na base tanto para governar quanto para manter-se unida - se é que isso será possível por muito mais tempo. O que falta é serenidade, o que poucos têm mostrado. Os marconistas querem reconhecimento contínuo do que houve de positivo nos governos anteriores. Os alcidistas querem paz para governar, sem ter de entrar no mérito de uma discussão que mais se assemelha a uma disputa de egos, e que é entendida por marconistas como falta de companheirismo.

Os governistas cobram menos fogo amigo, mais compreensão, com a ponderação de que têm, igualmente, fogo amigo para usar em contra-ataque, e incompreensão para azeitar seus atos, se preciso - o que soa, para os marconistas, como ameaça. O fato: a situação do Estado não é boa, e não é boa apenas para alcidistas, marconistas ou peemedebistas. Não é boa para os goianos - para a economia, para a educação, para a saúde, para a área social. Não é boa. Ponto. E pode piorar.

E este momento - depois de seis meses de governo real - é, por sinal, o mais delicado de todos, e, em outra medida, o ideal para quem quer olhar menos para o passado, para o umbigo do presente, e mais para o futuro. Está estabelecido um clima propício a mudanças, à  implementação de medidas duras, de reajuste, de redirecionamento de rumo no trato da coisa pública. A crise é grave, já se viu. A luz no fim do túnel está tênue, é o que se vê. Portanto, não há por que negligenciar. Não há por que debater-se por uma honra abalada apenas na retórica e no orgulho ferido, enquanto o Estado afunda.

Eis o erro de iristas e marconistas. Eis, por outro lado, o que haverá de bom nisso, se se entender que é hora de mostrar-se maior que um inconseqà¼ente projeto de poder pessoal. Eis como se pode dar o encontro dos tempos velhos e novos em Alcides, não por Alcides, mas por Goiás, que agoniza - não é o que pregam, assim, com demagogia e tudo, todos, cada um a seu jeito? Do governo, o que se quer saber é: por que não agir logo? Por que não rebater o discurso de que "falta comando" com ações que mostrem que algo está sendo feito?

A opção de não propalar atos como outrora é justificável, mas a falta de informação torna o ambiente propício à  plantação de versões desencontradas. Sem falar que a desesperança imobiliza o Estado tanto quanto o desgoverno. Ninguém persevera apenas com más notícias. No governo anterior, era notório como uma nota que o contrariasse, que fugisse ao seu controle, tirava o governante do sério. Não há tal desatino agora. No entanto, uma nota ainda é capaz de muita coisa, como frear uma nomeação, conter o anúncio de uma medida, retardar uma ação. Como se uma nota pudesse ter força de governo em esferas de poder que não o poder central, no alto do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Os tempos são outros, mas não em todos os cantos.

Alternativa para 2010

A guerra é entre Iris e Marconi faz tempo. Difícil imaginar que Alcides vá se meter neste embate, carregado de ingredientes pessoais. E claro que a discussão sobre quem é o pai da dívida do Estado, travada entre Iris e Marconi, é eleitoreira. Não é isso que se discute, porque isso é pouco. O que se quer saber é: até onde ela vai levar o Estado? Por que os dois não discutem o futuro, em vez de se apegar tanto ao passado? Que líderes Goiás está elegendo? Sim, o único debate que importaria é entre Marconi e Iris. Mas para que?

Ao final de tudo, os interesses em jogo costumam prevalecer sobre os do Estado. Não há ilusão. O clima de construção da vitória em 2010 no PMDB é grande, mas não é garantia de nada, nem para 2008, assim como a base aliada não é nem de longe inexpugnável. Não há por que descartar, pois, a possibilidade de o Iris de hoje voltar a ser o Iris de 98, embora as chances pareçam remotas para isso; nem que, no ritmo que vai, daqui a três anos Maconi tanto pode ser candidato ao governo com a base aliada quanto contra a base aliada, se é que assim seria candidato. Já são muitos os que avaliam que talvez seja melhor perder para Iris do que ganhar com Marconi.

É neste clima que muitos mais preparam, buscam, articulam alternativas. Alternativas a Marconi, sim. E também a Iris. Por que não?

Postado por Vassil Oliveira às 06:10 de 08/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira

Da arte de voar

Só de avião viajam alguns políticos de Goiás?

Outra perguntinha: e vôos de helicóptero daqui pra li, de município em município, verba  indenizatória paga?

Postado por Vassil Oliveira às 06:42 de 08/10/07.
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06/10/07 - Sábado

A desordem das coisas

A semana que termina foi rica em expectativa sobre uma possível reportagem que sairia na revista Veja. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, só que algo estava acontecendo. E algo grande. No centro das atenções, neste momento, estaria o senador Marconi Perillo (PSDB). A reportagem seria contra ou a favor a ele? Bem, agora se sabe que a reportagem foi a favor, já que o coloca na condição de mocinho atacado pelo bandido.

Pois o Blog do Noblat antecipou e a Veja (veja um resumo na página do Eduardo Horácio) traz que Marconi e o também senador Demóstenes Torres (DEM) são alvo de arapongagem em Goiás a mando do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). De olho no passado, e principalmente no futuro, Renan estaria juntando munição para atingir os que votaram contra sua cassação e querem vê-lo fora da presidência e do Senado.

A reportagem de Veja, porém, põe mais fogo do que se imagina na corte política goiana. Por um lado, desmonta a suposta arapongagem - é onde Marconi e Demóstenes se beneficiam -, mas, por outro, coloca os supostos arapongas em situação de ter de reagir para não sofrer 'linchamento' em praça pública. E reagir como? Revelando o conteúdo do produto da arapongagem: um dossiê. Se é que um dossiê foi mesmo montado, porque, se não foi, o linhamento é líquido e certo.

O conteúdo do dossiê seria aí a arma de resistência dos tais arapongas. O que se quer saber, então, é: o que há no dossiê? Há mesmo apenas um ou mais dossiês? Quem tem mais a perder com a divulgação das informações? E ainda: quem ajudou a montar o dossiê? O interesse no dossiê era apenas ajudar Renan ou ele tem desdobramentos na política de Goiás? Quem tem mais inimigos, Demóstenes ou Marconi?

No sábado, a correria foi grande no meio político. Ao final do dia, uma avaliação podia ser feita: o comportamento do ex-deputado federal Pedrinho Abrão, que está no centro das atenções por ter alertado Marconi e Demóstenes sobre a arapongagem, vai ditar a reação tanto de um lado, o dos atingidos, quanto de outro, o dos, digamos, agentes de Ronan.

Abrão está contra a parede. Se confirmar o que disseram Marconi e Demóstenes, sofrerá a ira dos agentes; se negar, será sua palavra contra a dos senadores, e terá de responder por isso. Também determinarão o curso dessa história os próprios senadores goianos e seus partidos. Haberá nova representação contra Renan? Todos os envolvidos no caso de Goiás serão chamados a depor no Senado?

As reações de Demóstenes e Marconi foram duras, o que deixa claro que, por eles, essa história irá longe. "Nada pode caracterizar mais a falta de decoro do que o uso da estrutura do Senado para espionar colegas", disse o Democrata ao Blog do Josias ontem. À Veja, o que falou Marconi: "Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros."

Ou seja: como diria aquele desconfiado roceiro, "muita ponte ainda vai passar debaixo dessa água". Assim mesmo, nesta ordem, quer dizer, nessa desordem própria do cerrado, onde, em se plantando, tudo dá.

Postado por Vassil Oliveira às 20:21 de 06/10/07.
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06/10/07 - Sábado

Para constar

Apanhei um pouco da ferramenta do blog, mas agora estão liberados os comentários sem necessidade de mediação.

Outra coisa: com alegria, volto ao dia-a-dia dos comentários na Rádio 730 nesta segunda, 8: às 7h20 (durante o programa Hora da Verdade), das 8h às 9h (no Cá entre Nós) e às 16h20 (no Jornal 730). Detalhe: por uma semana, tentarei ocupar à  altura o lugar que é de direito da Amanda Barreto (desfrutando de merecidas férias!) na apresentação do Jornal 730.

Postado por Vassil Oliveira às 20:30 de 06/10/07.
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07/10/07 - Domingo

Negar o inegável: até quando?

Eduardo Horácio, esta semana em sua coluna na Tribuna do Planalto:

"Ao negarem tudo, o que inclui a própria crise e as diferenças entre PSDB e PP, toda a base aliada (que reza a mesma cartilha dos dois partidos) só adia a resolução do problema. Em vez de tentar resolver tudo agora - em um ano frio eleitoralmente -, a base acabará deixando o embate de posições para o ano que vem, o que tende a ser uma solução apressada e traumática, sem preparo prévio. Nada melhor para o PMDB e para os outros partidos adversários da base comandada por PP-PSDB."

Postado por Vassil Oliveira às 15:18 de 07/10/07.
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07/10/07 - Domingo

Marconi e Iris juntos?

Filemon Pereira, coluna Linha Direta, na Tribuna:

"Vez ou outra o prefeito Iris Rezende e o senador Marconi Perillo trocam farpas, movimentando o cenário político local. Na última semana os dois voltaram a trocar ofensas via imprensa. O bate-boca começou com Marconi respondendo, dois dias depois, uma entrevista de Iris ao O Popular. O prefeito havia criticado a situação do Estado de uma forma que, para quem o acompanha, não havia novidade na declaração. A resposta, porém, foi duríssima. "Coronel" e "megalomaníaco" estão entre os 'elogios' ditos por Marconi. No Paço, a leitura é que o senador se irritou com os resultados (ou a falta deles) dos últimos encontros entre ele e o prefeito. Marconi teria dito a Iris que estava disposto a apóia-lo em Goiânia. Mais, que poderia levar o PSDB a apóia-lo. Queria, para dar início ao diálogo, que o peemedebista recebesse um interlocutor seu no Paço (Francisco Oliveira). Iris não teria dado ousadia. Internamente, o prefeito teria lembrado de episódio envolvendo o ex-prefeito Pedro Wilson que, em 2004, ficou meses esperando por uma aliança prometida pelo tucano. Sabe-se que o PSDB não tem candidato em Goiânia e que Marconi joga para não ficar isolado em 2010. Mas daí a aliar-se a Iris?"

Detalhe: antes de sair candidato a governador pela então oposição (hoje base aliada) em 1998, o na época deputado federal Marconi Perillo tentou, via Jovair Arantes e Servito Menezes, ser vice de Iris. Ao negar a vice a Marconi, Iris criou o adversário que o derrotou.

Que coisa, não?!

Postado por Vassil Oliveira às 15:22 de 07/10/07.
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07/10/07 - Domingo

Negar o inegável: até quando? - II

Senador Marconi Perillo (PSDB) em Rio Verde, na semana passada, segundo informação do repórter Fernando Machado, da Tribuna do Sudoeste:

"PSDB está cansado de carregar piano para PP."

E ainda tem secretário que diz que não há briga, divergência ou iminência de racha na base aliada?

Tenha dó!

Postado por Vassil Oliveira às 15:31 de 07/10/07.
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04/10/07 - Quinta-feira

Nion X Bittencourt II

Bem, aí está a segunda matéria, sobre o pós-eleição para Nion.

(Publicado em 18.11.1996)

Nion está magoado

O prefeito eleito de Goiânia, Nion Albernaz, está feliz mas também muito magoado. Por mais que tente disfarçar, seu semblante se fecha quando a pergunta resvala dos planos de governo para os detalhes da batalha pelo voto. "Fomos atacados no nosso maior patrimônio, que é a honra, o comportamento ético e o respeito que temos pelas pessoas. Isso me aborreceu muito", diz.

A raiva é visível nos sulcos de sua testa. Mas ele prefere falar do "sabor maior" de ter vencido duas máquinas - a da prefeitura e a do Estado - "que não tiveram parâmetros nem na honra nem na ética". "Para eles, o que valia era vencer", fala Nion, sorrindo depois e comemorando a derrota dos adversários. Diz que os ataques extrapolaram. "Cultivo um patrimônio chamado honra, ética, respeito, e fui agredido nisso".

A resposta, assegura, virá logo. "Não sou político para quem tudo que acontece numa campanha fica assim mesmo, tá perdoado. Tá não. Vamos procurar nossos advogados para ver se há possibilidade de entrarmos com uma ação contra esse abuso, essa atitude descabida."

Nion, veterano em matéria de eleição, garante que nunca tinha enfrentado uma situação como a da campanha deste ano. "Esse atrevimento eu nunca tinha visto em eleição nenhuma, em que se tentou buscar o voto a qualquer custo". A feliz constatação, lição aprendida, segundo ele, há tempos: "Todas as pesquisas dizem que quem agride não ganha voto."

Até mesmo a metáfora, companheira inseparável de seus discursos, é colocada de lado neste momento. "Prefiro não usar metáforas, mas falar bastante direto. Acho que não podemos definitivamente dizer que as coisas correram de forma normal. Não ocorreram."

O semblante já fechado fica mais sombrio ainda quando fala de seu adversário no segundo turno, deputado Luiz Bittencourt. "Esse moço, muito atrevido, muito petulante, insolente... Eu não achei graça nenhuma nisso (nos ataques) e isso me deixou bem marcado. Não aceito desculpas. O que eu puder fazer para processá-lo eu farei."

Nion diz que tinha denúncias contra Bittencourt, mas que preferiu não apresentá-las para que o eleitor não se confundisse. "O eleitor votou no cidadão que ele conhece." O troco do professor nos ex-companheiros do PMDB tem data marcada: 3 de outubro de 1998.

Longa jornada vitória adentro

Às duas horas da tarde de sábado, 16, cerca de 16 horas depois de ver confirmada sua vitória nas urnas com 52.06% dos votos - contra 41.39% de Bittencourt, 5.49% nulos e 1.06% brancos -, Nion estava exausto. Foi dormir às 3h30, acordou às 5h e desde então não parou mais de falar.

Até ali já tinha falado a cinco emissoras de televisão, à  rádio CBN, aos dois diários da capital e se preparava para falar a outros dois veículos de comunicação. A jornada prometia mais. Uma entrevista à  Rádio Bandeirantes, de São Paulo, estava marcada para logo mais, assim como a gravação do programa E agora, prefeito?, que a TV Anhanguera levou ao ar neste domingo, 17.

Nion estava falando sobre os mesmos assuntos incessantemente. Ao sentar-se à  mesa para mais uma entrevista, brincou: "Já respondi pelo menos dez vezes as mesmas perguntas que vocês vão fazer." Por exemplo: o primeiro passo será conversar com os grupos partidários para definir os nomes que comporão sua equipe. Isso é lotear a prefeitura? "Não, é fazer um governo de coalisão com as forças que me elegeram." Resposta na ponta da língua.

Também está armado para a dúvida sobre o futuro da união das oposições. Permanecerão unidas até 98? "Não tenho a menor dúvida." Avisa que estará trabalhando na consolidação de uma aliança para vencer as eleições de 98. Lembrado de que essa união foi tentada e resultou em fracasso dois anos antes, na eleição para o governo do Estado, corrige: a situação era diferente. "Hoje as oposições têm consciência da importância da unidade e estão realmente unidas."

Quando ouve que alguns prefeitos eleitos pelos partidos de oposição estão querendo se debandar para a situação, sorri. Diz que é o contrário. "Tem muito prefeito querendo é vir."

Desencardir

Voltando à  administração da prefeitura, anuncia Nion, o primeiro ato será tomar pé da situação econômica da casa. Ele desconfia de que a capacidade de endividamento do município hoje é zero. Aposta na estabilidade do real para a realização das obras que planeja, e diz que pretende executá-las com recursos próprios.

O tom do discurso para os próximos anos já é obra pronta. "Vamos desencardir a cidade, para que ela volte a ter o brilho de 1992 e a dar orgulho à  população de viver numa cidade florida e agradável", promete o professor.

Não há tempo programado para descanso na agenda de Nion até o dia 1º de janeiro. Ele perdeu oito quilos em caminhadas e sob o forte calor da tensão dos últimos dias do pleito. Agora diz que vai recuperá-los nas conversações com os aliados. Quer começar logo a engordar o seu cacife político para quando 98 chegar.

Postado por Vassil Oliveira às 16:54 de 04/10/07.
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04/10/07 - Quinta-feira

Nion X Bittencourt

Por esses dias, noticiou-se que o ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz (PSDB) estaria incomodado, para não dizer mais, com a possibilidade de o deputado federal Luiz Bittentourt trocar o PMDB por um partido da base aliada (o que pode se confirmar, ou não, a qualquer momento, por sinal. Bittencourt estaria entre PTB e PP, e, para poder disputar a prefeitura de Goiânia no que vem, precisa fazer a mudança de partido nas próximas horas, senão...). Falou-se até que Nion poderia deixar essa mesma base aliada, logo ele que foi o precursor da unidade, em 1996, na primeira vitória do grupo contra os peemedebistas - na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Pois vai aí abaixo um relato de como foi o último debate da eleição de 96, na TV Anhanguera. Em seguida, postarei uma outra matéria, contando como Nion reagiu depois do resultado da eleição. Vale lembrar: ele venceu.As duas matérias foram publicadas no então Jornal da Segunda, hoje Tribuna do Planalto.

(Publicado em 18.11.1996)

Meninos, eu vi

Os bastidores mais que divertidos de um sério debate na TV Anhanguera

O debate na TV Anhanguera, dia 12, estava marcado para as 22h15. O clima na cidade era de expectativa. Pelo lado do candidato do PMDB, Luiz Bittencourt, a tensão se justificava por ser a última oportunidade de colocar mais lama no ventilador de Nion e arrebatar os votos que justificassem a tão sonhada virada. Pelo lado do PSDB de Nion Albernaz, o que se previa e temia era um embate duro, com acusações pesadas e um resultado incerto para a popularidade do líder.

A sucessão estava em jogo. Mas se nos estúdios Nion e Bittencourt se batiam em guerra aberta por votos, no auditório da Organização Jaime Câmara uma outra batalha era travada a duros golpes e contra-golpes da mais fina ironia. Ali estavam entrincheirados políticos conhecidos e tarimbados tanto da oposição quanto da situação. Fizeram um espetáculo à  parte, infelizmente não transmitido ao vivo para todo o Estado.

O governador Maguito Vilela, os senadores Mauro Miranda, Onofre Quinan e Iris Rezende e o prefeito Darci Accorsi não comprareceram. Aqui, passo a passo, um pouco do que aconteceu lá, entre quatro privilegiadíssimas paredes.

A torcida organizada

Aos poucos vão chegando os coordenadores de campanha e medalhões da política goiana. E já na entrada mostram com que disposição estão ali: para serem animadíssimos cabos eleitorais. O expressão é a mesmo que se vê em fanáticos torcedores. Compreensível: debate entre oposição e PMDB a dois dias de uma eleição não é muito diferente de um Vila x Goiás em final de campeonato.

Os coordenadores... digo, os torcedores chegam ansiosos, cheios de energia, os nervos à  flor da pele. Reparando bem dá para acender toco de cigarro na testa de muita gente boa por ali.

Ironia do destino, logo à  entrada o desencontro: aos torcedores de Nion, tidos como gente "da direita", está reservado o lado esquerdo do auditório; e aos apoiadores de Bittencourt, formadores de uma frente progressista "de esquerda", está destinado o lado direito. Inimigos, inimigos, idelogias à  parte.

Minutos depois, a ironia de volta. Com compenetrada seriedade o jornalista Carlos Nascimento, mediador do debate, anuncia aos telespectadores: Nion fica àsua esquerda e Bittencourt àsua direita. Não era o dia da ideológica mesmo.

O deputado Pedrinho Abrão, antes do início do debate, vai pisando leve até a galera do 15 e, sem avermelhar o rosto, pede votos para Nion. Suja a cara com uma grita geral adversária.

Brincadeira, e não provocação. A torcida organizada se comporta bem.

Começa o debate

Bittencourt começa lembrando que Nion fugira a 18 debates. O ex-deputado Ronaldo Caiado, na torcida 45, é obrigado a ouvir calado Bittencourt dizer que os Caiado, os Valadão e os Abrão "são o que de mais atrasado existe na política goiana", e que representam "os ricos, os insensíveis". Como o primo Pedrinho, Lúcia Vânia Abrão também está lá. Lúcia, calada; o primo, feito chefe de torcida - torcida que engole seco.

Vem Nion nas considerações iniciais e dá o troco. Faz uma apologia dos Caiado, dos Valadão e dos Abrão. Cutuca o prefeito Darci Accorsi, ligando seu apoio a Bittencourt ao fato de ter sido processado por corrupção. O objetivo é manchar a decantada honradez da chapa que apóia seu adversário. Lamenta que o debate já comece em nível baixo, com ataques. Faz caloroso elogio àsua vice, Maria Valadão.

Um momento!

Chega o deputado Abdul Sebba (do PL, partido que oficialmente apoia Bittencourt) ao auditório. É saudado com palmas pela galera 45, que começa a gritar o seu nome. Abdul vai cumprimentar os amigos e fica por ali mesmo. O deputado Vilmar Rocha é outro chega quieto, atrasado, no intervalo do primeiro para o segundo bloco.

Segundo bloco

O assunto é saúde e educação. Bittencourt, no seu comentário, para mostrar que Nion demitiu servidores, tenta mostrar alguns documentos, o que é proibido pelas regras do debate. É "cortado" pelo mediador sem dó nem piedade, o que faz a torcida 45 levantar-se em apupos e risos soltos no auditório. Não há dúvida, a torcida 45 é a mais animada. Não pára quieta um minuto.

Pedrinho Abrão e Marconi Perillo dão o tom das provocações, eufóricos, propagando a vitória certa de Nion. A galera 15 permanece silenciosa. Mais palmas da 45 para Nion quando este diz que investiu mais na saúde que Darci e critica a demora na conclusão das obras de reforma do HGG.

Bittencourt apresenta seus planos para a área social. A turma do 15 se manifesta com entusiasmo pela primeira vez. Aplausos e sorrisos. Vem em seguida Nion, que dá uma engasgada ao falar. Basta para os 15 gritarem "Ele tá rateando", "Ele tá velho". Voltam a fazer barulho alto quando Nion diz que em seu segundo mandato não houve greve de professores.

Os 45 reagem quando o professor conclui o discurso sobre seus feitos na área da educação. Bittencourt volta à  carga dizendo que houve greve sim de professores no tempo de Nion. Na platéia, é chamado de Pinóquio.

Final do bloco. Hora do cafezinho.

Intervalo

Marconi Perillo, de pé, provoca: "Ele (Bittencourt) apoiou foi o Mabel, e não o Darci. Quem apoiou o Darci fomos nós". Marconi se refere à  eleição passada para a prefeitura da capital, quando o deputado Sandro Mabel foi o candidato do PMDB e Bittencourt o do extinto PDC. No segundo turno, Bittencourt apoiou Mabel, e não Darci.

Na época, o vitorioso candidato do PT recebeu o apoio em peso da oposição. Um 45 mostra Lúcia Vânia e lembra que se a oposição apoiou Darci - ela com mais entusiasmo ainda -, este simplesmente negou apoio a ela dois anos depois para o governo do Estado.

Terceiro bloco

Esquenta o debate. Bittencourt pergunta a Nion se ele assinaria folha em branco para um terceiro lhe comprar bens - o que teria feito, segundo Bittencourt, com João Abadio. Expectativa na platéia, com mais entusiasmo para os 15. Nion insiste na sua ligação com os goianienses. É aplaudido pelos 45.

Bittencourt ironiza: Nion decorou o texto mas não respondeu a sua pergunta. Nion reafirma sua honradez e recebe mais aplausos. Ainda no auditório, ataques entusiasmados de um ou outro 45 a Bittencourt, especialmente de Marconi e do deputado Sebastião Caroço, já então marcando presença firme numa das lideranças da galera.

De repente, começa um bate-boca entre Marconi e alguém da galera 15, que não dá para identificar. Marconi grita que um dos irmãos de Bittencourt foi secretário de Nion, no que vem a resposta curta e grossa: "Quando descobriu que era ladrão caiu fora".

Mais bate-boca. Marconi grita que foi "à  luta" por Darci e que Bittencourt apoiou Mabel.

Finalmente, o cafezinho.

Novo intervalo

Saindo calado, o ex-secretário Otoniel Machado, irmão do senador Iris, ouve um gaiato da 45 gritar em alto e bom som: "Tá cedo, Rei do Gado". O normalmente sisudo deputado federal Roberto Balestra levanta-se para, aparentemente, acalmar Marconi, que sorri: "Calma. Espera chegar a hora", diz Balestra. Marconi: "Que nada, vou começar a comemorar é agora". Gargalhadas.

A galera 15 sorrindo, mas silenciosa. Inimigos cordiais.

Quarto bloco

Bittencourt, pela primeira vez, dá uma rateada. Ganha vaia. Mas é aplaudido com entusiasmo na apresentação de sua proposta para a área de segurança na capital. Cita o caso Pavitergo e a intervenção de Nion é elogiada. Nion dá uma resposta moral para estabelecer definitivamente a diferenciação entre ele e o adversário: "Fica a minha palavra contra a sua". Bittencourt queria provar que Nion não era honesto. Ficou a palavra de um contra a do outro.

Entra a ética no debate. Nion afirma que sempre se pautou por ela. E para provar que não tinha bens além dos que declarou, diz que a fazenda cuja escritura Bittencourt tinha em mãos podia ficar para ele. "Aliás, já é dele". A platéia delira. Ao final, a galera 45 é só comemoração com a fala de Nion.

Hora do cafezinho

Ronaldo Caiado, Jovair Arantes, Pedrinho Abrão e Marconi Perillo, como exemplares chefes de torcida, não escondem mais a euforia. A torcida 15 se cala e a 45 começa a gritar o nome de Nion.

Orion Andrade, assessor de Nion, sai para o cafezinho comemorando: "Acabou, massacrou". Ronaldo Caiado fala alto: "Nion hoje tá virado do cão! Tá bom demais". Quando começa o último bloco, convida ansioso os convidados: "Vamos ver o nocaute."

Último bloco

Bittencourt diz que Nion é lobo em pelo de cordeiro. Mas quando Nion fecha sua participação dizendo que fez campamha contra dois governos - o estadual e o municipal - e cita Deus para dizer que confiava na vitória, leva a platéia 45 ao delírio. Os torcedores gritam o seu nome e fazem a maior algazarra. Os 15 ficam em silêncio.

Diálogo celular

Clima ainda de torcida organizada. Cordialmente, um lado e outro provoca o outro. São provocações seguidas de apertos de mão e tapinhas nas costas. No fundo, fica claro que não há ali - ainda - inimigos, mas adversários.

De repente o deputado Jovair Arantes o jornalista João Bosco Bittencourt se desentendem. Um momento tenso. Caiado é um dos que lideram a turma do deixa disso. O clima de pancadaria passa logo.

A expectativa agora é para a saída de Nion e Bittencourt. 15 e 45 comemoram cada um a vitória de seu candidato. Os torcedores do auditório, agora, entram em outro mundo: o dos telefones celulares. Todos ligadíssimos. Haja bateria!

Postado por Vassil Oliveira às 16:47 de 04/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira

Programa Paulo Beringhs

Deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB), deputado estadual José Nelto (PMDB), o presidente da Agetur, Barbosa Neto (PSB), e o secretário Extraordinário do governo estadual (coordenação política), Roberto Balestra (PP). Estes foram os políticos convidados do Programa Paulo Beringhs deste domingo, 7.

Há ótimos momentos no programa. Por exemplo: Nelto bate duro na política de saúde do Estado e do governo federal. No contra-ataque, os três governistas lembram: o ministro da Saúde não é do PMDB? Outro exemplo: Nelto provoca dizendo que Goiás teve "só dois" governadores: Pedro Ludovico e Iris Rezende (peemedebista hoje prefeito de Goiânia). O que aconteceu? Nada. Os três governistas - um, ligadíssimo ao ex-governador Marconi Perillo, os outros dois auxiliares do atual governador, Alcides Rodrigues - ficaram em profundo silêncio. Como quem cala consente...

Vale a pena ver, rever e ver de novo. Clique aqui e entre na página do Programa.

Aproveite e vote na enquete: Na próxima eleição, você vai votar exclusivamente no partido?

Postado por Vassil Oliveira às 11:45 de 08/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira

Pequenos conflitos, grandes problemas

Coisa do Altair Tavares, que comanda o jornalismo da Rádio 730: a partir de hoje os comentários que faço diariamente na programação da emissora ficarão no arquivo.

O desta terça de manhã está neste link:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=209

O assunto: os pequenos conflitos podem acabar com um grande base aliada.

Postado por Vassil Oliveira às 19:02 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira

Marconi no Hoje e Aqui, digo, no blog

Muito boa a entrevista que o jornal Hoje fez com o senador Marconi Perillo. Do tipo esclarecedora. Marconi é irrequieto, está sempre em ação. Muitos não gostam de seu estilo, outros o temem. Fato é que ele continua atraindo ódios e amores, o que lhe dá visibilidade e evidência. Nos últimos meses, ele foi pivô das divergências na base aliada, aquelas que muito pouco são admitidas em público, mas que são notórias e cada vez mais duras nos bastidores.

A reclamação insistente dos aliados diretos do governador Alcides Rodrigues (PP) é a de que Marconi não "desencarna" do governo. Não quer largar o poder para o sucessor. Os marconistas, por seu lado, reclamam: sem eles, Alcides jamais seria eleito, portanto é justo que o PSDB tenha a maior fatia do comando do Estado. O PMDB, que não é bobo, põe lenha na fogueira da divisão aliada.

Na entrevista ao Hoje, Marconi fala sobre vários assuntos. Por exemplo, sobre Lula, CPMF e PAC. Destaco, a seguir, algumas frases, às quais acrescento comentários que julgo pertinentes. A escolha é, creio que nem precisaria dizer, pessoal, a partir do que venho observando da cena política goiana. São frases pontuais, sintomáticas, assim como os comentários: pontuais, sintomáticos.

Ressalto, porém, que vale a pena ler toda a entrevista, o que é possível visitando a página do jornal e consultando o item "Edições Anteriores". O que destaco:

"Volta e meia sou atacado por alguma liderança política em Goiás e tenho de responder."

É verdade. Marconi mesmo, justiça seja feita, raras vezes ataca diretamente alguém. Tem quem faça isso muito bem por ele.

"Não vou me candidatar ao governo em 2010 e desautorizo qualquer especulação a este respeito. E tem mais: os ataques que tenho sofrido se devem ao fato de que as pessoas pensam que serei candidato em 2010. Como pensam assim, acabam polemizando comigo. Se Alcides fosse candidato à  reeleição, todas as baterias estariam direcionadas a ele."

Mas não foi o PSDB que o lançou a governador em 2010, em seus encontros regionais? Não são os marconistas que a todo momento lembram que "ELE vai voltar!"? E anotem: ele não será candidato em 2010.

"Ninguém vai conseguir fazer com que eu brigue. Quando um não quer, dois não brigam. No caso de Alcides, quando dois não querem, dois não brigam."

Ok!

"Sinceramente, eu não quero mais saber desse assunto (dos ateadores de fogo no PP e no PSDB). Não quero saber de intrigas. Se há ateadores de fogo, é problema deles. A partir de agora ficarei no meu canto, valorizando a minha função de senador."

"A partir de agora"? Então, antes...

"Não trabalharei, em hipótese alguma, para criar cizânia nos municípios. Fala-se muito em Rio Verde, onde temos dois nomes da base, mas o fato é que vou trabalhar para buscar a unidade entre nossos colegas, sob o comando do governador Alcides Rodrigues."

Interessante. Desta vez, provavelmente, ao contrário da eleição passada para prefeito, ele já avisa que não vai tirar fotos com dois ou três candidatos da base aliada em um mesmo município. Mudança de hábito.

Sobre Rio Verde, convém lembrar duas frases ditas por ele no último final de semana, segundo o repórter Fernando Machado, da Tribuna do Sudoeste: 1) "Na minha gestão como governador, o Estado investiu mais de R$ 500 milhões somente em Rio Verde. Tudo isso para que, hoje em dia, as lideranças do PP sequer nos cumprimentem quando a gente se encontra." ; 2) O PSDB está cansado de "carregar o piano para o PP".

"Vou sentar-me com (o senador) Demóstenes (Torres), já que somos vítimas da mesma armação de Renan (o caso da tentativa de espionagem contra os goianos). E sei que o PSDB e o Democratas vão atuar juntos, como sempre."

PSDB e Democratas juntos? Como sempre? A exemplo de Goiás?

"Vou ficar sentado assistindo ao espetáculo (tentativa de união na base aliada nas eleições do ano que vem). Se conseguir unidade, ótimo; se não, vamos ver o que acontece."

Vamos ver o que acontece.

"Detesto injustiça. Em momento algum eu ataquei o prefeito (de Goiânia, Iris Rezende, PMDB). Mas ele, sempre que pode, me ataca gratuitamente. Eu respeito a história política do prefeito, mas quero que ele faça o mesmo."

Sem comentários. Sem comentários.

Postado por Vassil Oliveira às 20:04 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira

Caiado candidato a governador

Título da principal nota da coluna Giro, de Jarbas Rodrigues, em O Popular desta terça-feira: "Ronaldo Caiado anuncia que será candidato a governador."

Diz a nota:

"O deputado Ronaldo Caiado (DEM) anunciou semana passada à  cúpula nacional do seu partido que tem projeto de se candidatar a governador de Goiás em 2010. Caiado diz que vai trabalhar para viabilizar um sonho antigo e falou sobre a aliança política que costura com o PP do governador Alcides Rodrigues. O deputado afirmou que esta aliança apresentará seus primeiros resultados nas eleições municipais de 2008, com a recuperação do espaço perdido em 2003, na disputa pessoal entre Caiado e o então governador Marconi Perillo (PSDB). A sucessão estadual está distante, mas o fato é que tem muito cacique político só pensando nela ao preparar terreno para as eleições de 2008. Alguns dispostos a enfrentar uma nova candidatura de Marconi (além do PMDB irista. Convém lembrar que os pepistas afirmaram que poderão ter projeto próprio para 2010. O deputado Sandro Mabel (PR) transferiu seu domicílio eleitoral de Aparecida de Goiânia para a capital, como forma de pressionar o PMDB a não lançar chapa contra o prefeito aparecidense José Macedo (PR). Mas Mabel alimenta também projeto para 2010: candidatura ao governo de Goiás, atropelada em 2006 ao ter seu nome envolvido (pelo então governador Marconi) no escândalo do mensalão, ou ser candidato ao Senado."

Há poucas semanas, em entrevista à  Rádio 730, Caiado falou emocionado sobre o seu sonho de disputar o governo. Agora, trata de tentar realizar este sonho.

A questão é: será que ele vai buscar construir a candidatura na base aliada? Se a resposta for 'sim', quais as chances da unidade acontecer em torno dele? Se for 'não', o que significará a candidatura dele para a base aliada.

Tema para reflexão.

Postado por Vassil Oliveira às 20:13 de 09/10/07.
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11/10/07 - Quinta-feira

Caiado governador. Iris e Alcides para a platéia

O Altair Tavares, coordenador de jornalismo da Rádio 730, junto com toda a equipe técnica, prometeu e cumpriu: os meus comentários diários na emissora estão disponíveis para consulta. Faltava eu aprender como colocar o link. Acho que aprendi. Vamos lá:

O de hoje, sobre o fato de Iris e Alcides estão livre e soltos para jogar para a platéia:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=212

O de ontem, sobre o sonho de Ronaldo Caiado de governar Goiás:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=210 

Por enquanto, só estes, porque esta semana à  tarde estou apresentando o Jornal 730 (16h), para que a querida Amanda Barreto possa descansar. Ela merece.

Eu disse: devagar, estou aprendendo - certo, João Camargo?

É que, pode não parecer (sei!), mas não tenho mais 20 anos. Falar nisso, ah, saudade...

Postado por Vassil Oliveira às 15:36 de 11/10/07.
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11/10/07 - Quinta-feira

Livros sobre o Césio

O jornalista Euler Belém, do Opção, escreve na verdade duas colunas Imprensa: uma que vai impressa e outra, com informações exclusivas na internet. Deve ser peso na consciência, achando que trabalha pouco. Esta semana, entre as muitas notas que publica, há esta:

"Livro sobre acidente do césio

A jornalista Carla Lacerda (não é parente de Carlos Lacerda) prepara o lançamento de um livro, a ser editado pela Contato Comunicação, sobre as vítimas do acidente com o césio 137.

O título deve ser Césio  20 Anos depois. O livro vai conter as reportagens que Carla Lacerda escreveu para o Hoje.

Weber Borges, o jornalista que mais sabe sobre o acidente, garante que o trabalho de Carla Lacerda é 'fabuloso'"

Depois de ler a nota, conversei com o Iuri Rincon Godinho, da Contato, esta semana, e fiquei feliz com os elogios que ele fez ao texto da Carla, e sua disposição para a "missão". Feliz porque a Carla é casada com um grande amigo, o também jornalista Thiago Marques. Os dois, muito novos, mostram talento e disposição para trabalhar. Feliz ainda porque o editor do Hoje, e da Carla, Edmar Oliveira, igualmente não se cansa de elogiar a Carla - aliás, toda a equipe.

Já o Weber teve coragem de publicar um bom livro sobre um assunto incômodo para muitos, e prepara agora nova edição. Palavras do próprio.

Postado por Vassil Oliveira às 15:49 de 11/10/07.
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11/10/07 - Quinta-feira

Renan, moral e ética

Muitos já não tinham dúvida de que, do ponto de vista moral e ético, estava insustentável a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros. Do ponto de vista moral e ético, é insustentável a situação de muita gente, inclusive de quem condena Renan moral e eticamente no Senado. Em miúdos: esse discurso de moral e ética, na boca dos políticos, só desmoraliza a moral e a ética. Porque é discurso, raramente é prática.

Pois Renan acaba de se licenciar por 45 dias da presidência. Não cai por falta de moral e ética. Do ponto de vista moral e ético, ele só teria contra ele no Senado os discursos. Renan cai porque sua sustentação política ruiu. A raiz do coqueiro apodreceu. Principalmente a raiz que se estendia ao Palácio do Planalto.

E que ninguém se espante se, daqui a 45 dias, o velho coqueiro voltar a dar coco. Vai depender do adubo.

Portanto, atenção aos adubadores de plantão!

Postado por Vassil Oliveira às 16:29 de 11/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira

Alcides vai mal em Goiânia

Pesquisa Serpes/O Popular publicada hoje mostra o governador Alcides Rodrigues (PP) com problemas a resolver na capital. A sua avaliação entre os goianienses não é boa: péssimo, 32%; ruim, 15,2%. Total negativo: 47,2%. A soma da avaliação positiva fica em 18,7%, com 2,3% de ótimo e 16,4% de bom.

 A pesquisa foi o assunto do meu comentário de hoje de manhã na Rádio 73. O endereço para acesso vai abaixo:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=213

Postado por Vassil Oliveira às 13:10 de 12/10/07.
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13/10/07 - Sábado

PT dividido e Maguito em Aparecida

O PT está dividido, não há dúvida. E tem tudo para continuar dividido até a eleição, como notam Eduardo Horácio em seu blog e Filemon Pereira na coluna Linha Direta, na Tribuna. A análise abaixo, aliás, é de Filemon, na abertura da coluna desta semana, e está irretocável:

"Por enquanto, a maior parte das lideranças petistas sustenta candidatura própria na Capital. Os deputados Mauro Rubem e Humberto Aidar, sozinhos, e Marina Sant'Anna, com o barulho dos integrantes de sua tendência Movimento Cerrado. A renovação dos diretórios praticamente definida (a eleição é pró-forma) com a eleição de Valdi Camárcio (diretório regional) e Luiz Alberto de Oliveira (metropolitano), porém, vai ao encontro de uma aliança com o prefeito Iris Rezende (PMDB) e contra o trabalho dos três pré-candidatos. Os grupos de Aidar e Marina, por sinal, participaram da escolha quase consensual dos dois novos dirigentes. No mínimo, contraditório. Como mistério pouco é bobagem, em entrevista à  Tribuna, Marina defende com ardor a candidatura própria (leia nas páginas 6 e 7). Nos bastidores, porém, Marina recebe ameaça de que, se for até o fim com a candidatura, o grupo de Carlos Soares e Neyde Aparecida, que hoje defende aliança com Iris, apoiará Humberto Aidar. Humberto, porém, não agrada quase ninguém por sua proximidade com o senador Marconi Perillo (eles são amigos). No momento, o que parece é que o PT não chega inteiro em 2008. Nem aliado a Iris, nem com chapa própria."

No que se refere ao assédio do PMDB, quero ver Maguito Vilela, que recusou Valdi Camarcio como vice na sua chapa ao governo ano passado, conversando justamente com Valdi sobre um possível apoio do PT a ele em Aparecida de Goiânia, onde pretende disputar a prefeitura.

Não consta que Valdi, ou Rubens Otoni (atual presidente, que indicou Valdi para Maguito e agora, para o comando petista), seja rancoroso. Não é isso. Mas será um exercício de humildade para o ex-senador.

E fico pensando se a indicação de Valdi não é uma estratégia de Otoni justamente para fortalecê-lo em caso de negociações futuras. Otoni está literalmente recolocando Valdi no centro do jogo político goiano.

Postado por Vassil Oliveira às 15:19 de 13/10/07.
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13/10/07 - Sábado

PSDB muda estratégia

O deputado federa Leonardo Vilela, que deve assumir a presidência do PSDB em breve, surge como passificador da base aliada. Na coluna Giro de hoje, em O Popular (para assinante), ele diz: "Gastamos muita energia para acabar com futricas em vez de construir um projeto do PSDB e da base aliada para 2008 e para 2010." Diz ainda que o PSDB tem três nomes: José Paulo Loureiro e os deputados federais Raquel Teixeira e João Campos. Não cita Nion Albernaz.

Na verdade, nem PSDB nem qualquer outro partido da base tem um nome que unifique. Todos dividem. Os três citados, por exemplo, tem problemas aos montes com outros aliados. E mais: o PSDB prega união agora porque a estratégia que adotava, de ameaçar com a volta do senador Marconi Perillo em 2010 e de cobrar espaços e cargos no governo dizendo que elegeu o governador Alcides Rodrigues, não está funcionando.

O comportamente dos líderes do partido nos últimos dias, inclusive de Marconi (dando entrevistas pregando unidade), deixa claro que o partido agora quer esvaziar o debate sobre a existência e o agravamente da crise na base aliada, porque ele coloca o partido no centro de uma discussão infrutífera.

Antes, no incício do governo, os tucanos queriam 'briga' com todo mundo, como que para firmar sua hegemonia sobre os demais partidos da base. E brigaram contra quem? Contra o PMDB? Não. Contra o PP do governador Alcides Rodrigues. Com o PMDB, Marconi só voltou a puxar briga agora, coincidentemente (jabuti sobe em árvore sozinho?), para voltar a estabelecer os peemedebistas como inimigos dos aliados - justo quando Alcides e Iris parecem em lua-de-mel política.

O problema é que as brigas do PSDB caíram no vazio do silêncido do governador. Os tucanos ficaram falando sozinhos. E o PMDB aproveitou para mostrar o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, em ação. E Iris esforçou-se para firmar o bom 'intindimento' com Alcides, uma maneira sutil de provocar ele, claro, Marconi Perillo.

A nova estratégia do PSDB é boa, mais uma vez, para a base? Pode ser, porque, de fato, sem unidade, Iris tende a ser reeleito fácil. Mas é boa principalmente para o próprio PSDB e Marconi.

Ao mostrar 'humildade', admitindo não lançar nome na capital, o PSDB tenta retomar o diálogo com os próprios aliados, que se distanciavam aos poucos.

De qualquer modo, há que se considerar que talvez o repente de humildade seja genuíno. Assim sendo, isso significa que os tucanos estão finalmente aceitando o fato de que não detêm mais o poder, para forçar a realidade segundo a vontade de seu chamado líder maior.

Eis o que se vê: enquanto Alcides ficar mudo, o PSDB falará sozinho. A questão: hoje, e pensando na eleição do ano que vem, quem precisa mais de quem: Alcides do PSDB, ou o PSDB, de Alcides? A Alcides e Sandro Mabel (PR) interessa mesmo eleger um tucano, ou um marconista, prefeito de Goiânia? Não seria melhor deixar Iris?

Não esqueçamos que 2010 está sendo armado em 2008, e que o jogo começou exatamente por ação dos tucanos, ao lançarem Marconi Perillo em seus encontros regionais.

Postado por Vassil Oliveira às 15:55 de 13/10/07.
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13/10/07 - Sábado

Não há unanimidade na base

Pensando em 2010, a base aliada está divididíssima. Ninguém é favorito, ninguém aglutina. É o que mostra a ótima reportagem de Eduardo Sartorato na Tribuna desta semana.

Assim começa a reportagem:

"Não faz muito tempo que lideranças da base aliada viam nas eleições de 2010 um processo muito distante. Muitos desconversavam e, até mesmo, preferiam não opinar sobre alternativas, alianças e, principalmente, nomes para a sucessão do governador Alcides Rodrigues (PP). Depois de atritos mais fortes entre pepistas e tucanos, a situação mudou. O encontro do PP em Itaberaí e a afirmação do governador de que é natural o partido querer lançar nomes nas próximas eleições esquentou os bastidores e pôs em xeque a naturalidade do senador Marconi Perillo (PSDB) receber apoio de toda a base aliada na caminhada para um possível terceiro mandato. Hoje apenas PSDB e PTB apoiariam, automaticamente, uma candidatura de Marconi."

Para ler mais, clique aqui.

Postado por Vassil Oliveira às 15:59 de 13/10/07.
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14/10/07 - Domingo

Base encrencada na capital

Ainda sobre a divisão na base aliada, vale a pena ler o que escreve Afonso Lopes na Opção desta semana. Ele abre assim sua análise, com título A encrenca da base:

"Pré-candidatos existem aos montes, mas ninguém realmente competitivo. Todos os partidos que formam a chamada base aliada estadual têm estrelas eleitorais de alguma grandeza, mas não há um sol para brilhar tão forte quanto o prefeito Iris Rezende. Pelo menos, não no momento atual. Essa fragilidade, inclusive, cria uma possibilidade real explosiva: a de deserções. Ninguém pode garantir que, por exemplo, PR e PSB estarão com a base aliada e não com o PMDB de Iris Rezende nas eleições do ano que vem. E esse não é o único problema. PP e PSDB não formam mais aquela unidade que se via no passado, embora isso não signifique necessariamente que os dois principais partidos do Tempo Novo estarão em campos opostos na disputa contra o líder peemedebista."

Para ler mais, clique aqui.

Postado por Vassil Oliveira às 13:44 de 14/10/07.
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14/10/07 - Domingo

Maguito confirma candidatura

Está no Hoje deste domingo, 14: Maguito admite candidatura em Aparecida.

Diz textualmente o ex-senador peemedebista:

"Se eu transferi o domicílio eleitoral e residencial, é porque eu quero me colocar à  disposição do povo de Aparecida (de Goiânia).

Há informações de que o deputado estadual Ozair José (PP) estaria entusiasmado com a candidatura de Maguito. Para Ozair, seria melhor perder para Maguito do que para o grupo do vice-governador Ademir Menezes (PR). Aliás, com Maguito na prefeitura, a tese é de que Ozair teria a ganhar. Mas o que?

E eu insisto na questão, levantada em post anterior: Maguito vai buscar apoio do PT? Conversará com Valdi Camarcio, que assumirá o comando da legenda no Estado e que foi rejeitado por ele como candidato a vice no ano passado?

Aliás, difícil imaginar Maguito com apoio de Ozair e do PT ao mesmo tempo. É um tipo de articulação que o ex-senador não tem mostrado ser capaz de amarrar.

Postado por Vassil Oliveira às 13:25 de 14/10/07.
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15/10/07 - Segunda-feira

Bom para Iris e para Barbosa Neto

A primeira rodada da pesquisa Serpes/O Popular de intenção de voto para o ano que vem em Goiânia mostra o que está claro a olhos vistos: o atual prefeito, Iris Rezende (PMDB) , tem tudo para conseguir a reeleição. Ele lidera com folta: 43,6% na estimulada e 32,8% na espontânea. Não teria garantida, hoje, a eleição no primeiro turno, mas isso não é propriamente um fator negativo. E se lembrarmos que Iris busca aliança com outros partidos, como o PT ou o PR, teremos a leitura de que o próprio prefeito parece ter consciência de que, desta vez, será difícil tocar a campanha com chapa 'puro sangue', só com peemedebista, exatamente o que sugere o levantamento.

Mas quem tem mesmo a comemorar é o presidente da Agetur, Barbosa Neto (PSB). Barbosa é o segundo colocado, junto (empate técnico) com Sandes Júnior (PP): tem 9,2%, contra 9,8% do pepista. Isso na estimulada. Na espontânea, Barbosa é terceiro, com 2,1%, vindo logo atrás de Nion Albernaz (PSDB), com 2,3%. Barbosa Neto é um nome hoje que tem a simpatia de gente como o próprio Nion, a senadora Lúcia Vânia e até do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Politicamente, tem mais chances de aglutinas apoios, por exemplo, do que Sandes Júnior, que sempre aparece bem nas pesquisas, mais por obra de seus fãs como radialista do que propriamente por potenciais eleitores. Aliás, a leitura de que ele tem mais fãs do que eleitores foi feita certa vez por um líder de seu próprio partido.

A pesquisa pode ser considerada boa ainda para Sandro Mabel (PR). Nos últimos dias ele anunciou a transferência de seu domicípio eleitoral de Aparecida de Goiânia para Goiânia. Fez isso dando a entender que, em vez de se aliar a Iris - o que está em andamento -, pode virar adversário, caso o PMDB insista em lançar Maguito Vilela candidato a prefeito de Aparecida, atrapalhando o seu grupo, que inclui o atual prefeito, José Macedo, e o vice-governador, Ademir Menezes (PR). Mabel aparece na pesquisa Serpes com 5,4%. É o quarto colocado. Nada mal: tem discurso agora para cutucar mais o prefeito e o PMDB.

Outro que tem o que comemorar: Humberto Aidar. Ele aparece com quase o dobro das intenções de voto em relação a Marina Sant'Anna: 4,7% ele, 2,5% ela. Humberto, assim, vence por agora a guerra interna no PT para ver quem será o candidato do partido contra Iris. Pode-se dizer ainda, pela leitura da pesquisa - trata-se de análise, já que não há item específico sobre o assunto -, que ganhará fôlego a tese da candidatura própria no ninho petista, já que Humberto e Marina, os defensores da idéia, terão argumento de sobra para se dentro do jogo. Eles e Mauro Rubem, que tem 1,4% das intenções de voto na estimulada.

Para o PSDB, um problema: a melhor colocada na pesquisa é a deputada federal Raquel Texeira, com 4,5%. Problema porque o PP, com Sandes Júnior, poderá insistir que tem melhor nome para a disputa. Sem falar que, neste momento, a situação está mais para o PP abrir mão da candidatura para um nome como Barbosa Neto, por exemplo, do que para fechar com um tucano. Simples: as relações entre PP e PSDB não estão lá cordiais, como deixam claro os últimos fatos na base aliada. Outros tucanos citados na pesquisa, João Campos atinge 2,5% e José Paulo Loureira, 1,2%.

É preciso ressaltar que a pesquisa coloca no mesmo balaio (estimulada) mais de um nome de um mesmo partido, o que evidentemente jamais vai acontecer em uma eleição. Isso faz pensar, por exemplo, se, excluindo os 'excessos' - nomes a mais de um partido -, Iris seria ou não beneficiado. Pode-se questionar também os nomes colocados na estimulada. Não faltou ninguém? Em todo caso, outra pergunta pode ser feita: quem teria faltado que poderia alterar a essência do resultado?

Fato é que a pesquisa, ainda que com essas ressalvas, é válida por mostrar um panorama da disputa. Claro, os cruzamentos diretos seriam mais reveladores. Mas não se deve cobrar de uma pesquisa neste momento, a praticamente um ano da eleição, senão que ela dê indicações. Querer precisão é querer demais. E se olharmos a espontânea, em tese uma foto mais precisa da atual realidade eleitoral, há pouco a ser anotado. Que Pedro Wilson (PT) aparece em quarto lugar, com 1,6%? Quem Nion Albernaz é lembrado por 2,3% dos eleitores, ficando em segundo lugar? Mas isso vai alterar o que? Pedro e Nion estão longe de se mostrar no jogo do ano que vem. Algo que se pode dizer, com liberdade de análise, é que a espontânea mostra que, tirando Iris, líder, o resto é 'japonês' na disputa na capital.

A Iris, a preocupação vem mesmo com a avaliação de sua administração, apresentada por O Popular no sábado. Saúde, educação e transporte são problemões para o prefeito. Temas de campanha, não deixam o eleitor totalmente satisfeitos. Neste caso, os 66,7% de bom e ótimo devem ser comemorados, mas nem tanto. Iris é vulnerável, não é imbatível, eis o que ser lê.

Para a base aliada, também outra preocupação, além da falta de unidade e de nome forte para se contrapor a Iris: o baixo índice de avaliação da administração do governador Alcides Rodrigues (PP) em Goiânia, como mostrou o corte da pesquisa publicado em O Popular de sexta-feira. Um governador fraco faz mais fraco ainda qualquer candidato aliado.

Para reforçar: a pesquisa de intenção de voto foi publicada na edição de hoje de O Popular; a avaliação de Iris saiu sábado, e a de Alcides, na sexta. Os assinantes do jornal podem vê-la na íntegra clicando aqui.

PS.: Volto a este post apenas para acrescenar o link para o meu comentário das 7h20 de hoje na Rádio 730, exatamente sobre a pesquisa Serpes/O Popular. Segue:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=213

Está aí.

Postado por Vassil Oliveira às 03:33 de 15/10/07.
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15/10/07 - Segunda-feira

A reação dos candidatos à pesquisa

Tentemos adivinhas as reações aos números da pesquisas Serpes. em livre exercício de futurologia, eles vão reagir assim:

Iris Rezende:"Vejo com humildade os números da pesquisa. Eles mostram que estou no caminho certo, e que o povo goiano sabe reconhecer a minha dedicação à  cidade, e que o nosso 'intindimento' vai continuar."

Sandes Júnior: "Eu já dizia que era e agora sou pré-candidato mais do que nunca. E conclamo meus fãs a juntarem forças para os meus índices de audiência, digo, de intenção de voto, aumentem ainda mais, de forma positiva."

Barbosa Neto: "É preciso pensar grande. Do ponto de vista marcoestruturante, estou no jogo. E desde já prometo concluir a Vila Cultural."

Humberto Aidar: "A pesquisa prova que Iris não está com essa bola toda e que eu posso vencê-lo."

Marina Sant'Anna: "Humberto aparecer na frente não quer dizer nada, porque eu continuo candidata."

Sandro Mabel: "Iris é que sabe. Se me atrapalhar em Aparecida, acabo com ele em Goiânia."

Raquel Teixeira: "Não sou candidata. Mas sou uma soldada do partido."

Nion Albernaz: "Veja bem..."

Pedro Wilson: "Benditosnúmerosdorrado fortecerradoricocerrado promissor cerradodosoldaságuascristalinas dasbelezasnaturaisdosanimaisnocampos cerrado cerradodosnúmerospromissores cerradodossonhosimpensados..."

Mauro Rubem: "Sou contra!"

Jovair Arantes: "As pesquisas nunca acerta, por que esta estaria certa? Está errada. Eu estou na liderança."

Deivison Costa: "Mas, e eu?!"

Postado por Vassil Oliveira às 04:10 de 15/10/07.
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16/10/07 - Terça-feira

Ainda a falta de unidade aliada

A pesquisa Serpes/O Popular dá força ao argumento de que, desunida, a base aliada não conseguirá derrotar o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). Ou seja: a pulverização de candidaturas, como defendem alguns aliados, tende a ser um tiro no pé.

Em tese, a unidade faz forte qualquer dos nomes da base aliada. O problema é a unidade. Quem aglutina? Quem conseguirá juntar essa base, conduzindo as conversas?

O assunto foi tema do meu comentário desta manhã na Rádio 730, já disponível para acesso, no link abaixo:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=215

É isso.

Postado por Vassil Oliveira às 03:30 de 16/10/07.
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16/10/07 - Terça-feira

PT sem rumo

A seguir, a Análise de João Camargo Neto esta semana na Tribuna do Planalto, parte da reportagem que levanta a questão: por que Iris quer tanto o PT?

No mínimo, petistas têm postura dúbia

Quando assumiu a prefeitura de Goiânia, em 2005, o prefeito Iris Rezende (PMDB) não abriu a caixa-preta da administração anterior, tão comum quando um opositor chega ao poder. Do outro lado, a bancada petista na Câmara Municipal de Vereadores - com a exceção de Humberto Aidar -, não fez oposição, o que se esperava do partido que foi o principal adversário do que se sagrou vitorioso.

Ao longo da administração, PMDB e PT flertaram. O último resistiu à  oferta de cargos feita pelo primeiro. O limite entre o "sim" e o "não" dos petistas sempre foi muito tênue. O que sempre pareceu é que, ao dizer "não", o PT queria dizer "sim".

Vale lembrar que o vereador Carlos Soares (PT) foi o interlocutor do Paço entre os parlamentares goianienses durante as discussões do Plano Diretor, realizadas no primeiro semestre. Ora, ninguém, a não ser um aliado, faz interlocução. Carlos é da ala que clama por uma aliança com o PMDB, mas a bancada petista, composta por cinco vereadores, não trabalhou para destituí-lo da missão de dialogar com os colegas em nome do prefeito.

No segundo semestre, a executiva municipal do PT vem apontando para candidatura própria. A postura parlamentar dos petistas, no entanto, assemelha-se à  dos governistas. Ninguém bate. Pelo contrário, é mais comum ouvir um vereador discursando em defesa do prefeito. Iris, até então, não tem demonstrado despeito. Assim, eles não fecham de uma vez a porta.

Postado por Vassil Oliveira às 03:34 de 16/10/07.
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16/10/07 - Terça-feira

Ausência de Marconi na pesquisa

Sobre a ausência do nome do senador Marconi Perillo na lista de estimulados da pesquisa Serpes/O Popular, que alguns estranharam, vale o registro da observação que faz hoje o jornalista Jarbas Rodrigues Jr. na coluna Giro, de O Popular:

"O eleitor goianiense não citou o senador Marconi Perillo (PSDB) na pesquisa espontânea do Serpes, embora sua candidatura a prefeito tenha sido cogitada por dois meses."

Sim, por que ele não foi citado? Eis a questão.

Postado por Vassil Oliveira às 03:56 de 16/10/07.
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16/10/07 - Terça-feira

Erro? Que erro?

Hoje O Popular publicou texto em que o Serpes desmente avaliação feita pelo jornal ontem a respeito da possibilidade de vitória do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), no primeiro turno. Ocorre que a simples leitura da pesquisa dá razão ao texto de ontem, do repórter Carlos Eduardo Reche, e não à  correção do instituto. O que diz o jornal hoje:

"Segundo Serpes, Iris venceria no 1º turno

O Instituto Serpes afirmou ontem que, diferentemente de avaliação feita pelo POPULAR, o prefeito Iris Rezende (PMDB) venceria a corrida por mais um mandato no Paço Municipal se as eleições fossem hoje. Isso porque, segundo a pesquisa, o peemedebista supera em 0,7 ponto porcentual a soma dos índices de todos os adversários. Ele tem 43,6% das intenções de voto, diante dos 42,9% obtidos por seus 11 concorrentes.

Ainda segundo o Serpes, a margem de erro da pesquisa (4,33 pontos porcentuais para mais ou para menos) também indica a vitória do prefeito no primeiro turno se for mantido o cenário da pesquisa."

O que disse o jornal ontem:

"A menos de um ano da sucessão municipal, o prefeito Iris Rezende (PMDB) é o líder isolado da corrida ao Paço Municipal, mas não tem vitória garantida no primeiro turno. É o que mostra a primeira pesquisa Serpes/O POPULAR para a Prefeitura de Goiânia, realizada nos dias 6 e 7 (veja quadro). O peemedebista aparece com 43,6% das intenções na pesquisa estimulada, seguido bem atrás pelo deputado federal Sandes Júnior (PP), com 9,8%, e pelo presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto (PSB), que aparece com 9,2% das citações.

O desempenho do prefeito está no limite da vitória no primeiro turno e dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 4,33 pontos porcentuais, para mais ou para menos. A soma dos índices dos adversários totaltiza 42,9% (0,7 ponto porcentual a menos que o resultado alcançado pelo peemedebista. No cálculo dos votos válidos, em que são excluídos os votos brancos e nulos, Iris aparece com 50,4% das intenções."

Atenção à  frase: "O desempenho do prefeito está no limite da vitória no primeiro turno e dentro da margem de erro da pesquisa..."

É isso. Da mesma forma que não se pode negar a possibilidade de Iris vencer no primeiro turno, não se pode garantir, como assegura o Serpes, que "Iris venceria no primeiro turno", como se esta fosse uma certeza maior que a outra. Porque, se se pode ponderar que "a margem de erro da pesquisa (4,33 pontos porcentuais para mais ou para menos (também indica a vitória do prefeito no primeiro turno se for mantido o cenário da pesquisa", da mesma forma não pode ser desprezada outra possibilidade: a de que 'não é certo que Iris venceria no primeiro turno'. Pela mesma razão: a margem de erro, que faz o resultado oscilar tanto para mais quanto para menos.

O que escreveu mesmo Reche ontem? Repetindo: que "o desempenho do prefeito está no limite da vitória no primeiro turno e dentro da margem de erro da pesquisa..."

Sem falar que há outro senão: o cenário da pesquisa está, digamos, contaminado, já que coloca mais de um candidato de um mesmo partido na avaliação estimulada, o que não pode jamais ser desprezado no contexto geral da análise. E contaminado, vale insistir, tanto para cima quanto para baixo, no que se refere à  possibilidade - ela outra vez - de vitória ou não no primeiro turno.

Se há erro aí, ele está é na desqualificação feita pelo Popular em relação ao seu próprio acerto de ontem na análise da pesquisa para validar o erro de avaliação creditado ao Serpes e apresentado hoje.

Fico com a avaliação ponderada feita ontem por O Popular.

Postado por Vassil Oliveira às 16:36 de 16/10/07.
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17/10/07 - Quarta-feira

Mabel na dele III

Segue o link para o comentário de hoje de manhã na Rádio 730. O assunto: Mabel também sai fortalecido pela pesquisa Serpes/O Popular. Sobre Mabel, aliás, há dois posts do dia 3 de outubro (veja http://www.vassil.com.br/blog/?p=12  e  http://www.vassil.com.br/blog/?p=13).

O link para o comentário:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=217

É isso.

Postado por Vassil Oliveira às 07:00 de 17/10/07.
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19/10/07 - Sexta-feira

MPF-GO contra privilégio a Marconi

Deu na coluna do Ancelmo Gois ontem, no Globo: O apartheid político dos Perillo

A Faculdade Alfa, de Goiânia, montou um curso de direito exclusivo (longe dos demais alunos) para o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e sua mulher Valéria.

O Ministério Público acha que é "tratamento privilegiado a agente público". Processou os três. A faculdade se defende nos autos: "Pessoas públicas que são, se estivessem em sala de aula com os demais alunos, seriam assediados pelo carisma e admiração que lhes são peculiares, o que naturalmente poderia refletir no bom andamento das aulas."

Vai aqui uma sugestão aos estudantes de Goiânia: saiam às ruas e demonstrem todo o "carisma e admiração" que têm pelo senador tucano & cia. A manifestação poderia começar na faculdade do apartheid político.

site do MPF-GO informa:

MPF-GO é contra faculdade privilegiar senador

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF) ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de liminar, em desfavor da Faculdade Alves Faria (Alfa), Marconi Perillo (senador da República), Valéria Perillo e União Federal, por concessão de tratamento privilegiado a agente político.

De acordo com a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira, a Faculdade Alfa, localizada em Goiânia, sob a justificativa de atender necessidades especiais de Marconi Perillo, montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o Senador e sua esposa Valéria Perillo.

Para tanto, a instituição de ensino superior organizou sua estrutura física e seus professores, com sala de aula exclusiva, apartada do convívio com os demais estudantes. A nova turma conta com horários de aula especiais, exclusivamente às segundas, sextas e sábados pela manhã, para atender a conveniência do Senador e sua esposa, conferindo-lhes condições privilegiadas de acesso às aulas.

Para o MPF o fato viola os princípios da isonomia e da generalidade na prestação de serviços públicos, configura tratamento seletivo e privilegiado sem previsão constitucional ou legal e viola as diretrizes e bases da educação nacional, previstas na Constituição da República e na Lei n.º 9.394/96.

O MPF pediu a concessão de liminar, para determinar à  Alfa que encerre imediatamente a turma especial do curso de direito criada para abrigar Marconi Perillo e Valéria Perillo, transferindo-os para salas de aula comuns.

Alternativamente pediu que a Faculdade providencie a abertura da turma especial para os demais alunos, de forma a completar o número de estudantes usualmente admitidos em uma sala de aula normal.

Pediu também, que a Alfa, Marconi Perillo e Valéria Perillo sejam condenados a pagar indenização, a ser revertida para os alunos daquela faculdade, em valor a ser oportunamente calculado, com base no custo de manutenção da sala de aula especial, durante o período em que foi mantida às custas das mensalidades pagas pelos demais estudantes.

A ação foi distribuída para a 9ª Vara Federal de Goiânia, processo nº 2007.35.00.022088-0.

Clique aqui e leia a íntegra da inicial da ação.

Assessoria de Comunicação Social

Procuradoria da República em Goiás"

Postado por Vassil Oliveira às 03:47 de 19/10/07.
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22/10/07 - Segunda-feira

Quem segura Juquinha?

Juquinha das Neves (PR) está de volta ao debate político. Juquinha é assim: trabalha em silêncio, mostra resultados e não foge a uma boa polêmica. É o próprio trem-bala do PR.

Pois Juquinha agora, além de defender candidatura ao governo de Goiás do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, agora afirma que ela acontecerá com certeza em 2010 e que se dará pelo seu PR. Mais: Juquinha se propõe a ser candidato ao Senado e diz que Sandro Mabel, também do PR, pode igualmente buscar o Senado. Isso acontecendo, teríamos aí uma chapa puro-sangue do PR em 2010. E as alianças? Um detalhe, ao que parece.

As declarações de Juquinha, que põe literalmente o Brasil nos trilhos da Ferrovia Norte-Sul no comando da Valec, foram dadas em entrevista à  Rádio 730. Para ouvir, clique aqui.

Juquinha está em alta velocidade. Sai da frente!

Postado por Vassil Oliveira às 03:13 de 22/10/07.
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22/10/07 - Segunda-feira

Lúcia Vânia contrariada com novo comando do PSDB

A senadora Lúcia Vânia mostrou esta manhã em entrevista à  Rádio 730 como foi formada a nova direção do PSDB: à  imagem e semelhança do senador Marconi Perillo. Marconi, assim, amplia o poder que já tinha sobre o partido: agora é praticamente o dono. Lúcia está claramente contrariada.

"A composição (da nova direção) não foi a mais feliz. Leonardo (Vilela, novo presidente) tinha obrigação de debater e fazer conhecer a composição do novo diretório", disse ela. Oportunidade para isso ele teve. "Muitas vezes Leonardo ia despachar com Marconi no Senado, mas nunca teve a gentileza e mostrar a lista (de nomes). Fomos para a convenção sem conhecer a chapa."

Insistiu a senadora: "Sou do partido, mas não fui ouvida em nenhuma decisão do partido." Ponderou ainda o risco de o partido ficar restrito a um grupo de amigos. Lúcia, porém, diz que não vai para o embate. "Na verdade, estou muito cansada de ficar brigando por participação em partido."

À Rádio 730, Lúcia Vânia fala também sobre o debate antecipado da sucessão estadual de 2010, sobre a disputa em Goiânia no ano que vem, sobre o seu trabalho como vice-presidente da CPI das ONGs e sobre os desentendimentos na base aliada. Em relação a este último item, o que ela fala: "O partido tem de saber que, embora tenha ajudado a fazer com que Alcides Rodrigues (PP) chegasse ao poder, tem de entender que é retaguarda, não é linha de frente."

A entrevista está no site da Rádio 730. Para acessar, clique aqui.

Postado por Vassil Oliveira às 05:35 de 22/10/07.
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22/10/07 - Segunda-feira

Balestra decreta ou Balestra defende?

Está na coluna Giro (acessi só para assinantes), de O Popular, hoje assinada por Carlos Eduardo Reche: segundo o secretário Extraordinário Roberto Balestra (PP), "não haverá prévia" na base aliada do governo para escolha do candidato a prefeito no ano que vem.

O argumento é forte: "É preciso haver discernimento para chegar a um consenso em torno de um candidato único, com diálogo e debate de idéias", diz ele. De fato, toda vez que a base se desagregou na Capital, perdeu.

Só fica em aberto uma coisa: Balestra fala por todos os pré-candidatos, pelos presidentes dos partidos da base e pelo governo - tudo ao mesmo tempo? Ou fala por si só?

Se fala em nome de todos, uma avanço: poderá ser ele o condutor da aliança. Mas se fala por si só, adota um tom tão enfático - 'NÃO haverá prévia na base" - que mais parece uma ordem do que uma proposta. Em um ninho de gatos escaldados, isso é cutucar onça com vara curta.

Neste caso, vem confusão aí.

Postado por Vassil Oliveira às 04:18 de 22/10/07.
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23/10/07 - Terça-feira

Marconi agora desagrada os seus

Lúcia Vânia reclamar do processo de formação da nova executiva estadual do PSDB é uma coisa. Ela e o também senador Marconi Perillo sempre tiveram diferenças claras, e não seria diferente com a marconização completa do ninho tucano em Goiás. Agora, ver os deputados federais Carlos Alberto Leréia, Raquel Teixeira e João Campos reclamarem... tem um outro significado (cliaui AQUI para ter acesso à  reportagem de hoje do Diário da Manhã).

Significa que Marconi, que já desagrada tanta gente na oposição e, cada vez mais, dentro da própria base aliada, começa a contrariar e brigar com os marconistas, o seu núcleo duro.

As consequências disso veremos com o tempo. Em política, ninguém sobrevive sem amigos. Perder amigos, sinônimo de respeito, lealdade, muitas vezes obediência, é um tiro no pé.

Quanto a Leonardo Vilela, novo presidente estadual da legenda, corre o risco de deixar de se legitimar pela conquista da liderança para se confirmar como, bem, preposto de Marconi. Alguém que está lá para fazer o que o senador mandar - e só.

A sede de poder de Marconi é surpreendente. Sempre se supera.

Postado por Vassil Oliveira às 03:21 de 23/10/07.
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23/10/07 - Terça-feira

O fator desagregador na base aliada

Primeiro o fator desagregador da base aliada era a imprensa. Depois, foi identificado como fogo amigo. No final de semana, após o jogo de cena da paz armada nos eventos de Santa Helena (aniversário da cidade) e da eleição do novo comando do PSDB estadual, passou a ser a oposição.

Na verdade, três ilusões, três verdades tortas.

O fator desagregador de fato é a ambição, a ansiedade de poder.

Eis aí o comentário de hoje de manhã na Rádio 730. Para ouvir, clique AQUI.

Detalhe: para lucrar de fato com suas virtudes, a base aliada precisa antes aceitar seus defeitos e limitações.

Postado por Vassil Oliveira às 04:08 de 23/10/07.
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25/10/07 - Quinta-feira

Um governo ainda em aberto

Ainda não se conhece as bases do governo Alcides Rodrigues (PP). O que se tem é o pressuposto de um governador que fala pouco e faz o que quer, no seu tempo. Pelo menos tem sido assim. Daí a questão: quando começará de fato o governo Alcides?

Por ora, vale a concentração de forças no equilíbrio das contas. O que justifica o slogan, tão mal recebido pelo ex-governador e seu grupo: "Governo com responsabilidade." Mas equilíbrio de contas é visto como obrigação, e não propriamente como realização para entrar para a história.

As bases do novo governo serão conhecidas mesmo a partir do momento em que se conhecer que tipo de estrutura o governador pretende implantar, o que indicará que tipo de administração ele planeja. Em quê vai concentrar investimentos? Quais as ações e obras que vão caracterizar sua passagem pelo Palácio das Esmeraldas? Que marca deixará plantada? Por aí.

Por ora, um registro: no início do ano, a discussão sobre a reforma administrativa se concentrava na disputa por cargos no primeiro escalão. Agora, o desespero de quem está no governo é para pelo menos continuar.

Hoje, iniciar o SEU governo é uma necessidade para Alcides. Se não quiser, como no ditado, ser engolido por sua esperteza.

Postado por Vassil Oliveira às 05:11 de 25/10/07.
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25/10/07 - Quinta-feira

Reforma pronta. Mas...

O que era para ser feito, está feito. Falta publicar. Eis o ponto em que está a tal reforma do governo Alcides Rodrigues (PP).

O problema são os vazamentos de informação. Eles são capazes de fazer o dia amanhecer nublado no ninho governista.

Ocorre que, quanto mais demora a anunciar a reforma, mais o próprio governo se sabota. O dono da bola é que controla o jogo.

E não cola mais culpar a imprensa. Governador, governa. Imprensa, reporta. Com as devidas competências estabelecidas.

Postado por Vassil Oliveira às 05:19 de 25/10/07.
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29/10/07 - Segunda-feira

E o foco no resultado?

Quando candidato a deputado federal, o hoje presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, repetia em palestras uma frase que o acompanha na vida e que é uma expressão da objetividade: "É preciso ter foco no resultado."

Foco no resultado é o que a base aliada do governo não tem, especialmente em relação àsucessão em Goiânia. E o que o PMDB tem de sobra, com aposta clara e consensual na reeleição de Iris Rezende (a rebeldia do deputado federal Luiz Bittencourt é isolada).

Eu disse no comentário de hoje de manhã na Rádio 730 que a base aliada anda em parafuso. Depois, no Cá Entre Nós, achei melhor me corrigir: em parafuso, a base estaria andando para a frente. Não anda. Melhor seria dizer então que a base corre em torno de si mesmo. Como pião.

Mas, pensando bem, me ocorre uma imagem que acredito ser melhor para expressar o que ocorre. Sabe aquela brincadeira em que você, em pé, coloca a testa no cabo de uma vassoura, roda, roda, roda de olhos fechado e de repente solta o cabo e tenta andar em linha reta? Eis a base governista.

Postado por Vassil Oliveira às 09:50 de 29/10/07.
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29/10/07 - Segunda-feira

Iris faz a festa

Estou atualizando os links para os comentários na Rádio 730.

Eis aí o do dia 24:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=222

O assunto: no aniversário de Goiânia, Iris faz a festa.

Postado por Vassil Oliveira às 09:52 de 29/10/07.
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29/10/07 - Segunda-feira

Tempo fechado em Aparecida

O comentário do dia 25:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=223

Assunto: em Aparecida de Goiânia, fechou o tempo na unidade aliada.

Postado por Vassil Oliveira às 09:54 de 29/10/07.
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29/10/07 - Segunda-feira

Sobre os 'paquidermes' de Goiás

E aí, o comentário do dia 26:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=224

Assunto: não só a máquina do governo estadual é "paquiderme", como definiu o governador. A política goiana também é.

Postado por Vassil Oliveira às 09:57 de 29/10/07.
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29/10/07 - Segunda-feira

Metamorfose goiana

É aquela história: o maior adversário da base aliada governista é a própria base aliada.

E como eles, os integrantes e líderes dessa base, não mudam a forma de agir, temos de ficar nesta monotonia de repetir o que todo mundo está cansado de saber: que eles parecem baratas tontas.

Quem sabe um manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, se vejam de repente matamorfoseados em uma gigantesca forma humana!?

Não. Impossível. Barata é barata.

Postado por Vassil Oliveira às 10:07 de 29/10/07.
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30/10/07 - Terça-feira

Ademir Menezes ainda é menor que a vice

Semana passada, o vice-governador, Ademir Menezes (PR) - interinamente no exercício do governo do Estado -, anunciou que definitivamente não será candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia (ele foi prefeito da cidade duas vezes), o que confirmou hoje de manhã em entrevista à  Rádio 730.

Com isso, Ademir consegue dois feitos: dá credibilidade à  informação de que o candidato de seu grupo é mesmo o atual prefeito, José Macedo, que tentará a reeleição, e sai do fogo cruzado da guerra local, mais para mesquinha do que para qualquer outra coisa. Feitos positivos, diga-se.

O principal desafio hoje de Ademir como político é um só: ganhar dimensão estadual e ser levado a sério como candidato a governador. Até agora, continua restrito àsua aldeia, ou paróquia, ou curral, como queiram.

É isso que o faz ser sempre citado como candidato a prefeito e raramente, mas muito raramente, ser lembrado como potencial candidato ao governo. E que faz Juquinha das Neves - veja entrevista à  Tribuna do Planalto - dar mais crédito a uma possível candidatura de Henrique Meirelles ao governo, pelo PR, em 2010, do que à  argumentação de que o PR, por ter o vice-governador, já tem candidato natural àsucessão de Alcides Rodrigues (PP).

Nesta altura do jogo político, uma candidatura a prefeito nada mais seria do que uma armadilha para Ademir. Um passo atrás, e não um salto político à  frente. 

Postado por Vassil Oliveira às 04:24 de 30/10/07.
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31/10/07 - Quarta-feira

Meirelles na ordem do dia

Segue o link para o comentário da manhã desta terça-feira, 30, na Rádio 730:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=226

Assunto: Henrique Meirelles na ordem do dia da política e da economia em Goiás. Homenagem é mais um ato 'político' a seu favor.

Postado por Vassil Oliveira às 10:37 de 31/10/07.
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31/10/07 - Quarta-feira

A novidade em Goiânia. Até agora

E aí o link do comentário desta quarta, 31:

http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=227

Assunto: em uma eleição morna, a única 'novidade', ironicamente, até agora na sucessão em Goiânia é o velho Iris Rezende (PMDB) de guerra.

Postado por Vassil Oliveira às 10:40 de 31/10/07.
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31/10/07 - Quarta-feira

O técnico é que é o articulador?

Perguntinha:

Por que o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, é que foi à  Assembléia Legislativa ontem, dia 30, articular a aprovação do projeto que dá largada à  reforma administrativa do Estado, ele que é um técnico, e não o secretário teoricamente responsável pela articulação política do Estado, Roberto Balestra, ele que é um político?

Independente da resposta, uma constatação, nesta altura da peleja: tem muito secretário da base alcidista boiando sobre o que vai acontecer inclusive em sua pasta.

Ou seja: não basta ser secretário...

Postado por Vassil Oliveira às 10:51 de 31/10/07.
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