O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, não terá vida política fácil pela frente, em busca da reeleição.
Em tese, a aliança do seu PT com o PMDB de Iris Rezende é favas contadas. Na prática, Paulo pode agradar a cúpula e não entusiasmar a base, que vem a ser o grosso do exército (e uma definição antiga de Iris) de pedidores de voto em época de eleição.
Hoje, acenar com cargos na Prefeitura para peemedebistas é um ponto positivo em termos de negociação. Mas não garante a participação em peso de peemedebistas velhos de guerra, porque quem está sendo agrada, por ora, é quem já tem poder e cargo, quer dizer, mandato.
Um caminho seguro para algo não dar certo é o da acomodação.
Desde que assumiu o governo de Goiás, Marconi Perillo anda, se mexe, não para. Vai ao interior, percorre o País, viaja para o exterior.
Tanta movimentação provoca reações. A mais evidente: é criticado por fazer muita poeira para pouco resultado. Vai ao interior para que? Lançar obra? Que obra? Vai ao exterior por que? Buscar investimentos? Cadê?
Mas e se ele estivesse fazendo o contrário? Se, em vez de se mexer, estivesse no gabinete? Se, em vez de ir até o prefeito ou o deputado – que, nos bastidores, maldiz a falta de recursos e a desatenção do governo –, ainda que para constrangê-los e forçá-los a lhe renovar elogios, se se fechasse no Palácio em artimanhas para se vingar de todos que reclamam?
Reação à hegemonia dos tucanos no Estado ainda patina na prática e no discurso
A única oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB) hoje em Goiás é Marconi Perillo. Os partidos que teoricamente são contrários ao seu governo, na prática nem discurso têm. Os principais integrantes de sua administração, que teoricamente é coesa, na prática batem cabeça e brigam entre si.
Marconi mesmo, vira e mexe, produz notícia negativa que poderia desestabilizá-lo, mas logo retoma o controle da situação. Na prática e na teoria, ele segue inabalável.
Na perspectiva de 2014, três potenciais adversários de Marconi mais parecem propagadores de suas qualidades. E líderes tradicionais do Estado pouco influenciam na tentativa, até agora frustrada, de uma ‘resistência’ política oposicionista que abra perspectiva de poder no longo ou no médio prazo.
Uma das críticas comuns ao ex-governador Alcides Rodrigues (PP) é que pecou por comunicação de menos.
Creio que o erro maior foi outro (e sobre isso escrevi na Tribuna do Planalto, se não me engano, no final de 2009): falta de política.
O de Alcides foi um governo que focou a administração e deu pouca relevância à política. Resultado: ele acabou engolido no próprio governo pelo hoje governador Marconi Perillo, que fez e faz política 24 horas por dia - doa a quem doer!
Pergunto:
o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), não vai pelo mesmo caminho?
Êta, palavrinha: Democracia.
Nos discursos de ontem, durante a eleição da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, deputados encheram a boca para pronunciá-la. O governador Marconi Perillo (PSDB), em rápida entrevista, também lhe deu tratamento elevado.
E ao falar de democracia, todos ressaltaram que a coisa só funciona com cada um no seu quadrado. Quer dizer: sem interferência de um poder no outro.
Justo, não fosse no meio do caminho dessa tal democracia ter uma tal 'lei delegada', mesmo que a lei em questão não leve oficialmente o nome de "delegada".
Nada contra as citações em discursos.
Fazem parte do jogo e muitas vezes de fato enriquecem a mensagem.
Mas uma perguntinha: quando é que os políticos goianos vão se esforçar menos para citar e mais para serem dignos de citação em discursos?
Os dignos, em verdade, são raros.
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares teve sua refiliação aceita na noite desta sexta-feira (29) durante reunião do Diretório Nacional. Delúbio foi expulso da legenda depois de ser acusado de participar do esquema conhecido como mensalão.
Leia o artigo Delúbio e o tempo das depurações publicado no Jornal Diário da Manhã (01).
Acompanhe a análise feita no Opinião Livre.
Senadores da oposição abandonaram o plenário nesta quarta-feira (4). Os parlamentares alegaram protestar contra a votação de uma medida provisória que consideram inconstitucional, por conter sete diferentes assuntos.
Essa ação foi tema de análise no Opinião Livre. Ouça.
Governo federal é destaque nos discursos do governo Marconi Perillo (PSDB). Essa ação seria uma tentativa de mostrar que Gilberto Kassab (DEM) como interlocutor entre os dois governos, estadual e federal.
Esse foi o destaque no Jornal 730 Primeira Edição.
O prefeito José Gomes da Rocha (PP) já teria data para anunciar a ida da Suzuki para Itumbiara. O dia seria 12 de abril. Ao que parece, as negociações com a empresa já estariam avançadas. Zé Gomes foi a São Paulo nessa semana. O prefeito de Itumbiara também teria pedido a Câmara de Vereadores do município para aprovar a compra de 20 alqueires e depois mais 3 alqueires, o que deve ser destinado a fábrica.Acompanhe o comentário desses últimos fatos, que foram ao ar no Jornal 730 Primeira Edição.
Mais uma vez o deputado federal, Jovair Arantes (PTB), seria um pré-candidato a prefeitura de Goiânia, no próximo ano. A postura é correta. É um modo de se manter visível. Se colar colou. Se não colar, é partir para as negociações.
Acompanhe a análise feita no Jornal 730 Primeira Edição.
O senador Demóstenes Torres (DEM) afirmou, em entrevista ao jornalista Altair Tavares, que foi assediado pelo PSD. Mas apesar dessa oferta, o senador diz que a filiação ao novo partido não é algo viável e definitivo. Dentro desse contexto de agremiações de integrantes ao PSD, vale frisar que a criação do partido é muito mais que a junção de descontentes, faz parte de um jogo bem maior, o nacional.
Ouça a análise feita na Rádio 730.
Em comentário hoje, na Rádio 730, destaco:
- Marconi não esquece nem deixa esquecer Alcides
- Por que Alcides incomoda tanto se dizem que foi um governador tão ruim?
- Política de Marconi Perillo até agora é falar mal do governo anterior
Leia mais:Obra maior de Marconi é falar mal de Alcides. Até quando?